Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

IMPRENSA EM QUESTãO > JORNALISMO & POLÍTICA

O strip-tease da Folha de S.Paulo

Por Gilson Caroni Filho em 04/12/2007 na edição 462

Que não existem manchetes inocentes, todos sabemos. A da primeira página da Folha de S.Paulo de domingo (2/12) – ‘65% rejeitam 3º mandato para Lula’ –, além de não ser exceção, tem dois méritos: revela a pretensão do jornal paulista em distorcer fatos e números de acordo com seus sagrados desígnios, além de evidenciar o papel da grande imprensa como elemento central das articulações das forças conservadoras.

O editorial (‘Mania de mudança’) justifica o expediente ilusionista da capa. Trata-se de ‘dar por encerrado o capítulo das grandes reformas que envolvem ciclos eleitorais. O apaziguamento dos partidos a esse respeito é passo crucial para que instituições mais específicas da política, como a fidelidade partidária e o sistema de voto, possam ser aperfeiçoados’. Belas palavras para um exercício tão pobre de tergiversação.

Não consta que o governo Lula tenha qualquer vocação autocrática, como gostam de afirmar seus detratores. E muito menos que os processos em curso na América Latina apontem para autocracias. É bom lembrar ao desavisados que o antônimo de oligarquia não é tirania. E as reformas no país venezuelano não significam ditadura à vista.

Popularidade de Lula

Confundir, deliberadamente, proposição de um parlamentar para que o presidente possa convocar plebiscitos com aspiração a terceiro mandato faz parte da estratégia política de um projeto derrotado nas urnas. Sem projeto alternativo, vive na lógica enviesada dos factóides que redações prestimosas logo inserem na pauta das discussões políticas. Mas o que título oculta? Na página A-4, é revelado que para 63% dos entrevistados nenhum presidente deve ter esse direito. ‘O percentual sobe para 66% quando se trata de governadores e vai a 67% no caso de prefeitos.’ A rejeição a um terceiro mandato não é, portanto, exclusividade do presidente, como é sugerido na esmerada primeira página.

Se o que define uma manchete é seu caráter remissivo ao que há de mais importante dentre as notícias contidas numa edição, os editores da Folha, numa hipótese tão ingênua quanto remota, não conhecem o ofício.

Se aceitarmos que todo procedimento que falseia a realidade é de ordem ideológica, precisamos folhear o diário da família Frias para chegar ao que se busca ocultar. Somente na décima segunda página descobrimos o que produziu o conteúdo estampado na vitrine do produto: em relação à pesquisa anterior, houve uma oscilação positiva de dois pontos percentuais na avaliação do governo. E, fato crucial para redatores zelosos do seu dever de classe, ‘a aprovação do governo subiu na região Sudeste, entre brasileiros que integram famílias com renda acima de dez salários mínimos, e os que vivem em capitais, e também os mais escolarizados’. Ou seja, o aumento de popularidade de Lula também se dá no universo dos leitores da Folha. Um baque para os combatentes Clóvis Rossi, Eliane Cantanhêde e Josias de Souza, entre tantos outros.

Em trajes íntimos

Como ficam os analistas políticos que, na última pesquisa do Ibope, afirmavam que a oscilação negativa, dentro da margem de erro, sinalizava uma inequívoca tendência de perda de popularidade do governo? O que tem a dizer, agora, a distinta Lúcia Hipólito, uma das mais falantes ‘meninas do Jô’? São ‘momentos dramáticos’ para jornalistas e acadêmicos de inclinação tucana.

A pesquisa sai quando soa o alarme para os jornalões. Há movimentos significativos de superfície na política econômica do governo. Já se fala em redução do superávit primário, queda nos juros e intervenção no câmbio. São coisas intragáveis para colunistas que tanto exaltam as virtudes de arrocho fiscal e choque de gestão.

No mais, o que o Datafolha revela quanto a intenções de voto para 2010 é absolutamente previsível. Que os nomes que disputaram a última eleição presidencial fossem mais lembrados, não é surpresa. Isso explica a liderança de José Serra e, principalmente, o fato de as intenções de voto em Heloísa Helena serem quase o triplo do percentual alcançado por ela no ano passado. Mas seria interessante, do ponto de vista metodológico, incluir Lula em um dos cenários. Apenas como exercício projetivo. E se ele ficasse à frente do governador paulista, como se sustentaria a manchete dominical?

Estamos diante de uma primeira página emblemática. Expôs disputa entre as frações do PIG. Mostrando uma insuspeita desenvoltura, a Folha rebolou em trajes íntimos, alcançando a pole dance do cabaré demo-tucano. Não demora muito e O Globo a desbanca. É uma questão de tempo.

******

Professor titular de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), Rio de Janeiro, RJ

Todos os comentários

  1. Comentou em 10/12/2007 BeatrizCleto

    Repito. O maior prejudicado foi o leitor. Como o texto não subiu pra capa, ficou acessível apenas aos velhos conhecidos do site. Sem oxigênio, descambou para confrontos sem sentido. Luiz Egypto, mais uma vez,peço-lhe que suba o artigo para a capa. Só assim outros leitores poderão vê-lo.

  2. Comentou em 09/12/2007 Paulo Roberto Farias

    ‘Prezado leitor, este é um espaço para o debate de idéias e não para abrigar desavenças pessoais’. Minha irrestrita solidariedade ao editor e até devo pedir desculpas por algum excesso cometido em alguns comentários em outras oportunidades. A uma criança não se permite que ela diga o que quer em qualquer situação. E isso nào é censura, mas cuidado com a formação educacional dela. Há outros sites, jornais e blogs que admitem toda sorte de agressão pessoal. Os interessados podem procurar abrigo neles. Democracia se faz com discordâncias, jamais com desqualificaçào. Parabéns ao editor que escreveu as linhas de advertência aos desavisados.

  3. Comentou em 08/12/2007 Beatriz Cleto

    Minha nossa, quando uma pessoa é chata, ela demonsta até quando escreve. O que você escreveu em seis comentários caberia, com folga em um. Carlos, você é confuso e mistura alhos com bugalhos como poucos que comentam aqui. Mas, tudo bem! Você tem todo o direito de se expressar. Mas tente fazer isso de uma forma mais sucinta. Sr. Editor, gostaria de lhe fazer um pedido. Na medida em que esse artigo fica escondido, só os que conhecem o autor comentam e aí fica essa troca de agressões sem sentido. Concordo como o Renato Silva, por vários motivos ele deveria estar na capa( alguns citados por ele), mas o principal seria criar um novo perfil de comentaristas ou o senhor acha que todos sabem navegar no OI. A maioria lê o que está na capa e acabou. Assim lhe peço que reconsidere o que parece estar sendo uma birra editorial.
    Um abraço.

  4. Comentou em 08/12/2007 Carlos Lorenzo Stojkovic

    Respostas a Andrea Guedes e Fernando Pinto (parte 2): no caso do jornalismo, Fernando Pinto, você tem conhecimentos profissionais pra falar, me corrija onde eu estiver errado, há procedimentos e mandamentos jornalísticos que se aprende na faculdade e se coloca em prática nas redações, visando a busca da verdade. Algo do tipo…apurar, duvidar, ouvir o outro lado, etc. Este é o papel do Observatório. A discussão deveria(o que de fato acontece na maioria das vezes, diga-se de passagem) se limitar a isso. Eu não concebo a idéia de que o O.I seja usado pra distribuição de certificados de qualidade jornalística aos veículos de imprensa. O leitor é que dá a palavra final. Ele é que vai dizer o que presta e o que não presta. Quando Gilson Caroni comenta a análise da pesquisa feito pela Folha, parabéns. Este é o papel dele, aqui no OI. Mas quando diz que a primeira página da Folha ‘Expôs disputa entre as frações do PIG’, isto é, a reportagem foi golpista, creio eu que trata-se de adjetivações desnecessárias. Peço ao Caroni que os adjetivos e conclusões, o leitor os põem. Isso me obriga a voltar para o Carta Maior…(continuo no post acima)

  5. Comentou em 08/12/2007 Carlos Lorenzo Stojkovic

    Respostas a Andrea Guedes e Fernando Pinto (parte 2): no caso do jornalismo, Fernando Pinto, você tem conhecimentos profissionais pra falar, me corrija onde eu estiver errado, há procedimentos e mandamentos jornalísticos que se aprende na faculdade e se coloca em prática nas redações, visando a busca da verdade. Algo do tipo…apurar, duvidar, ouvir o outro lado, etc. Este é o papel do Observatório. A discussão deveria(o que de fato acontece na maioria das vezes, diga-se de passagem) se limitar a isso. Eu não concebo a idéia de que o O.I seja usado pra distribuição de certificados de qualidade jornalística aos veículos de imprensa. O leitor é que dá a palavra final. Ele é que vai dizer o que presta e o que não presta. Quando Gilson Caroni comenta a análise da pesquisa feito pela Folha, parabéns. Este é o papel dele, aqui no OI. Mas quando diz que a primeira página da Folha ‘Expôs disputa entre as frações do PIG’, isto é, a reportagem foi golpista, creio eu que trata-se de adjetivações desnecessárias. Peço ao Caroni que os adjetivos e conclusões, o leitor os põem. Isso me obriga a voltar para o Carta Maior…(continuo no post acima)

  6. Comentou em 07/12/2007 Fernando Schweitzer de Oliveira

    … A velha distorção da direita entre: Comunismo e Socialismo. Acusam socialistas de quererem desestabilizar o sucesso Capitalista que é nosso paíseco decadente, e transformá-lo numa comuna Leninista. É tão ridícula a manipulação, que chega a não ser considerada como tal. E nessa brincadeira de fingir não se ver que está sendo manipulado, o povo crê como verdade a manipulação, e como manipulação os que querem fazer os plebeus do capital enxergar que estão sendo manipulados… Me respondam com sinceridade: A quem interessa a polarização PT (Social-Democrata de direita) X PSDB ( Facista-Liberalista) ?????????????????????

  7. Comentou em 07/12/2007 Fernando Schweitzer de Oliveira

    Fernando, caro chará… desculpe os digitados acafusados… O sono misto a escuridão fazem isso… Bem a mídia polariza 2 vias e descreditam que se exista outras possibilidades… Fingir que Lula faz o oposto de FHC no governo é simplesmente empurrar ao povo imbecil, que nada diferente existe no universo. Pra que melhor estratégia do que fingir que dois iguais são diferentes para que nada mude? Agora se mesmo com isso você não pegou o que seria uma terceira via, explico. Será que temos que nos conformar em ter um segundo turno entre o Lula néo-liberal e o Serra ultra-direita, antes mesmo de começar o 1° turno. Essa manipulação foi feita na 1ª eleição de Lula, para que Serra fosse ao segundo turno, e não Ciro que massacraria Lula. Pois Ciro tinha como mentor ao qual ele traiu por um cargo de ministro Lulista, Brizola. O grande medo dos direitistas que desde o Golpe de 64, fizeram de tudo para minar da política. Seja em 89, colocando Lula para perder de Collor no Segundo turno. Seja em 2002, colocando Serra para perder do Lula comprado, com vice de direita e apoio da CNI. HOJE, vemos um repeteco de estratégia, só que com outras figuras decorativas. Fingir que Lula fez um governo ruim, por ter feito um governo de esquerda, é minar a possibilidade de alguém realmente de esquerda chegue ao poder. Meu deus o medo do mal Comunista, o perigo vermelho… Continua…

  8. Comentou em 07/12/2007 Fernando Pinto

    Rogério, provavelmente o Dines teve algum desentendimento com o Tasso. Agora imagine um processo inverso. Se os jornalistas tucanos se candidatassem e se elegem deputados e senadores. Seria a maior bancada do Congresso.

  9. Comentou em 06/12/2007 charles magno

    Caro Gilson,
    Professor de Sociologia?
    Primeiro: a Folha não distorceu nenhum fato e nenhum dado. Apenas registrou, e bem, o resultado da pesquisa. Perguntinha: quem é contra o terceiro mandato pertence às tais forças conservadoras? Ou seja, os 63% dos brasileiros pertencem à essa agremiação?
    Quer dizer que os processos na Venezuela, Equador, Bolívia não apontam para o autoritarismo e mesma ditadura?
    Onde você tirou o diploma de sociólogo?

  10. Comentou em 06/12/2007 Marcelo Ramos

    Ivan Berger, você se referiu muito bem à linha editorial da Folha, deixando implícito que você a apóia. Só que essa linha não é tão conhecida pelos leitores quanto eu gostaria. Muitas pessoas aqui, às quais você se refere deseducadamente como ‘claque’ do prof. Gilson, são pessoas que, como eu, perderam a ingênuidade na década de 80, com a eleição de Brizola no Rio e o escândalo da Proconsult, assim como outras ocasiões em que a mídia tomou partido descaradamente, e vêem nas palavras do prof. Gilson apenas uma realidade que percebiam difusamente. Isso não lhe dá o direito de você ser deseducado com ninguém. Eu não vou ser deseducado com você mas não reclame se alguém agir diferente. Voltando ao assunto da isenção, coloquemos a questão de outra forma: se um veículo ou grupo já possui tendência conhecida, e relata os fatos de acordo com sua tendência, neste caso, tendência ideológica, quem ou que veículo vai dar o ‘outro lado’? Se o lado isento assim o fizer, será taxado de tendencioso, concorda? Antes de haver isenção, é preciso haver equilíbrio. Por isso, creio que a isenção, na imprensa, é uma figura mítica, do mesmo mundo ideal da física onde superfícies tem atrito for zero. Aqui no mundo real, todos tem tendências. O PIG, apesar de tentar dissimular, tem sido desmascarado. Comparado à Carta Capital e Caros Amigos, AINDA tem mais tiragem… mas isso está mudando.

  11. Comentou em 06/12/2007 Fernando Pinto

    ‘Quanto a matéria em questão, a abordagem da Folha é coerente com a linha editorial que todos conhecem’ Que beleza, Berger! Você poderia emitir um juízo de valor sobre essa linha editorial? Carta Capital, apoiu editorialme a campanha do Lula, assim como o Estadão a do Serra. Algum dos dois manipulou pesquisas por conta disso?

  12. Comentou em 06/12/2007 Fernando Pinto

    ‘Quanto a matéria em questão, a abordagem da Folha é coerente com a linha editorial que todos conhecem’ Que beleza, Berger! Você poderia emitir um juízo de valor sobre essa linha editorial? Carta Capital, apoiu editorialme a campanha do Lula, assim como o Estadão a do Serra. Algum dos dois manipulou pesquisas por conta disso?

  13. Comentou em 05/12/2007 Paulo Roberto Farias

    José Orair, saiu barato, meu amigo. Experimente atacar o PFL ou o PSDB no blog do Noblat. Não sai uma linha. Quer dizer, seu aborrecimento seria duplo.

  14. Comentou em 05/12/2007 Andrea Guedes

    Não bastasse o Dines enaltecer os grandes feitos da imprensa, há gente pedindo que não se critique os ‘jornais de peso do país’. Então, pra quê Observatório? Qual a função dele? Por favor, não estou querendo provocar ninguém, gostaria apenas de um esclarecimento?

  15. Comentou em 05/12/2007 Carlos Lorenzo Stojkovic

    Fernando Pinto, eu deixo bem claro no final do meu segundo post que os jornalões distorcem números e fatos. A princípio, ponto para o Caroni. Devo confessar que a palavra isenção foi mal empregada no meu post anterior, nesse caso você está com razão. Em todo caso, o que eu critico Caroni é o feito de que seus artigos anteriores(inclusive, coloquei os links) atacam de maneira não apenas PARCIALMENTE, também de forma DISTORCIDA, o governo FHC. Mesmo que Caroni tome partido em favor do PT, ao fazer um balanço do governo FHC, não pode esconder os logros da política econômica do governo anterior. Política econômica que o atual governo só fez ‘ctrl c’ e ‘ctrl v’. Aliás esse comentário vale para todo Carta Maior. Mesmo que Caroni, quando elogia o governo Lula, não pode esconder os problemas que a política econômica atual enfrenta. Assim como, ao dizer que PSDB não é nem de longe um partido que honra os princípios ideológicos fundadores, Caroni não porderia deixar de dizer que o PT também se encontra nessa mesma situação. Ou seja, pode tomar partido, mas não pode omitir a verdade. Caso contrário estará no mesmo bolo de comentaristas que o professor tanto combate.

  16. Comentou em 05/12/2007 Itamar Ferreira

    Faço o mesmo comentário que deixei na Carta. Adorei o artigo. Isso sem falar o que a Folhinha esqueceu de dizer: O GOVERNO TEM 50% DE ÓTIMO E BOM, E QUANTOS DOS 35% DOS QUE ACHAM REGULAR APROVAM O GOVERNO. ISSO PODE DAR UMA APROVAÇÃO AO GOVERNO LULA DE ATÉ 85%. TEMOS QUE QUESTIONAR A FOLHA E O DATAFOLHA…..Ou é melhor deixar pra lá

  17. Comentou em 04/12/2007 Fábio Carvalho

    Tal como o autor, alguns comentadores pontuam um questionamento absolutamente legítimo. Se ‘65% rejeitam o 3º mandato para Lula’, conforme sustenta a manchete da Folha de S. Paulo, por que diabos o presidente, que diz e repete não ser candidato a nada, não tem seu nome listado na pesquisa estimulada do Datafolha? Hummm. A minha resposta, a rigor uma especulação, ampara-se numa história real. Todos decerto devem se recordar da edição que a TV Globo fez do segundo debate entre Lula e Collor em 1989. Em 1993, o britânico Channel 4 produziu um documentário crítico (Brazil: beyond citizen Kane). Eu era estudante de jornalismo à época e assisti a esse vídeo em cópia pirata. Vi apelações patéticas, como baratas infestando a logomarca da Rede Globo. Mas outros pontos do documentário me intrigaram muito. Um deles foi a pesquisa, salvo engano do Ibope, veiculada no Jornal Nacional. Ao que me recordo, duas perguntas foram dirigidas aos eleitores às vésperas da eleição. 1) Quem venceu o debate? 2) Quem você acha que vai ganhar a eleição? Notem que, em nenhum momento, foi publicada a pergunta elementar que qualquer pesquisa faria: ‘se as eleições fossem hoje, em quem você votaria?’. A redação da Folha pode não conhecer Simon Hartog, que produziu o documentário do Channel 4, mas não ignora Orson Welles.

  18. Comentou em 04/12/2007 Miguel Oliveira

    O comportamento da mídia traz um forte cheiro de influência americana por trás disso tudo, assim como aconteceu no golpe de 1964. Afinal, não foi a Time Life que transformou a Globo na potência que é? O ideal para o Império do Norte é um FHC, submisso, covarde, entreguista. Foi através dele que impediram a volta do Itamar Franco, que era insubmisso e incorruptível. Agora voltam suas baterias para o Lula, que já nos livrou das garras do FMI e não se submete às imposições do Norte. O sentimento de que esta mídia toda tem a ver com o ‘Império’não me sai da cabeça

  19. Comentou em 04/12/2007 Mônica Barroso

    Questionado, o presidente afirmou que o número de contrários seria maior se ele tivesse sido ouvido. ‘Se tivessem me entrevistado, não seriam 63%. Seriam 64%. Sou o primeiro a dizer que é um absurdo tentar neste país mudar a Constituição, que já foi mudada da outra vez para ter um segundo mandato. Acho que [o resultado da pesquisa] é a sabedoria do povo brasileiro’, disse. Quanto a outro ponto da pesquisa, sobre os favoritos à sucessão presidencial em 2010, Lula afirmou que é muito cedo para fazer esse tipo de levantamento.’Qualquer pesquisa para 2010 agora não tem nenhum valor. Nem que o cidadão tiver 100% ou zero de intenção de voto. Os dois estão iguais porque ninguém está com hoje a cabeça em 2010. Só os candidatos’, disse o presidente. O presidente afirmou que sua única preocupação com 2010 é terminar seu mandato cumprindo as metas estipuladas até lá. ‘Da parte do governo, o queremos é cumprir as metas que nós nos propusemos para que a gente possa deixar em 2010 um Brasil muito melhor do que nós herdamos.’ Um factóide se desfaz assim.

  20. Comentou em 04/12/2007 Thiago Conceição

    Majoritariamente a imprensa é de esquerda, sempre foi. Até a poucas décadas atrás ser de esquerda era ser contra a ditadura. Uma imprensa que apóia o aborto, a proibição das armas, racismo e outros temas da agenda esquerdista JAMAIS poderia ser considerada sequer próxima da direita. Mas o que mudou? Os ataques insistentes da esquerda seguem a mesma lógica dos expurgos na antiga União Soviética, onde aqueles que por alguma razão divergiam ou não eram úteis ao regime eram imediatamente acusados de ser ‘direita’ e descartados (assassinados, condenados em julgamentos de fachada ou enviados para gulags). Aqui não existem gulags, mas a comunada já descartou a imprensa conivente e que os ajudou a chegar ao poder, simplesmente porque ela não se limita a dizer amém e eles não podem controlá-la como gostariam, ou seja, palavra por palavra. Uma imprensa verdadeiramente de direita JAMAIS faria vista grossa para o Foro de São Paulo e as ligações de grupos paramilitares àquela organização, e nem para doutrinação nas escolas, e definitivamente não promoveria o relativismo moral. A imprensa é de esquerda, mas é um risco para a esquerda com aspirações totalitárias e que publicamente expressa a sua admiração pelo Hugo Chavez e assume o compromiso de trabalhar para transformar o Brasil em uma república socialista assim como a Venezuela. (continua)

  21. Comentou em 04/12/2007 Norma Marinho

    O Professor Gilson foi corretíssimo ao mostrar o descalabro do jornal paulista. Jornalista decente não pode se associar a esse tipo de coisa, saindo em defesa do indefensável. Bom ler coisas sensatas. Folha de São Paulo, há muito que deixei de ler.

  22. Comentou em 04/12/2007 Fábio Carvalho

    Prezada Manuela Martins, eu leio a Folha, o OI, o Estadão, o blog do Reinaldo Azevendo, O Globo, o blog do Mino, a Veja, a Zero Hora, a Agência Carta Maior, a Carta Capital, o Brasil de Fato, a Época, a Caros Amigos, a Piauí, o blog do Weis, o blog do Marco Weissheimer e outros veículos sempre que posso. É na pluralidade, sem negar minhas idiossincrasias, que construo minha visão de mundo. Não brigo com fatos, estou sempre disposto a retificar erros formais e a mudar de opinião ao identificar argumentos que contrariam minhas ‘verdades’. Muito prazer, eu sou mais ou menos assim.

  23. Comentou em 04/12/2007 Fábio Carvalho

    Prezada Manuela Martins, eu leio a Folha, o OI, o Estadão, o blog do Reinaldo Azevendo, O Globo, o blog do Mino, a Veja, a Zero Hora, a Agência Carta Maior, a Carta Capital, o Brasil de Fato, a Época, a Caros Amigos, a Piauí, o blog do Weis, o blog do Marco Weissheimer e outros veículos sempre que posso. É na pluralidade, sem negar minhas idiossincrasias, que construo minha visão de mundo. Não brigo com fatos, estou sempre disposto a retificar erros formais e a mudar de opinião ao identificar argumentos que contrariam minhas ‘verdades’. Muito prazer, eu sou mais ou menos assim.

  24. Comentou em 04/12/2007 Fernando Pinto

    Sr. Fábio, pede-se a um jornalista que, ao menos, saiba ler e interpretar corretamente o que lê. A restrição metodológica que o autor faz à pesquisa do Datafolha é perfeita. Já o Sr. Max Suel deveria tomar cuidado ao se constituir advogado dos jornalistas citados. Para o seu conhecimento, é antológico artigo que Clóvis Rossi escreveu, ‘ mui isentamente’, afirmando que no caso do rapaz brasileiro executado pela polícia londrina estavam as digitais de Lula. Só se esqueceu de um detalhe: o rapaz foi para a Inglaterra em 2001. Já Míriam Leitão e Catanhêde são tão isentas quanto eu, que isse fique entre nós, sou Papai Noel. Mais um excelente artigo, Professor!

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