Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

IMPRENSA EM QUESTãO > NOVO SERVIDOR DO OI

Observatório em casa nova

Por Luiz Egypto em 19/01/2010 na edição 573

Na tarde da sexta-feira, 6 de novembro de 2009, o editor-responsável deste Observatório foi informado, por telefone, que o nosso contrato de cessão de conteúdo ao portal iG teria fim em 31 de dezembro e não seria renovado. O motivo da decisão: a nova direção do portal comunicava que fizera uma opção estratégica pela produção própria de matérias jornalística e, por isso, decidira abrir mão dos parceiros aos quais pagava para aportarem conteúdo e audiência ao iG. Era o fim anunciado de uma parceria que durou exatos nove anos e quatro meses.


Na quarta-feira, 11 de novembro, chegaram por e-mail duas correspondências do iG dirigidas ao Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, a personalidade jurídica do Observatório, ambas datadas de 29 de outubro de 2009. A primeira afirmava que ‘em decorrência da implementação de mudanças importantes e estratégicas que estão em curso no iG, é necessário neste momento interromper a parceria que mantivemos nos últimos anos (ou meses)’ e pedia nossa ‘compreensão para o momento de mudança de estrutura do portal, que exigem [sic] uma reavaliação de vários contratos e parcerias para atender novos objetivos traçados pela direção da empresa’.


A segunda – ‘Notificação – Aviso Prévio de Rescisão Contratual’ – informava que ‘após decorridos 30 (trinta) dias do recebimento desta, o referido Contrato estará rescindido de pleno direito’, e aguardava providências ‘no sentido de excluir a barra de navegação, excluir conteúdo dos nossos servidores’. Trinta dias em troca de mais de nove anos de parceria.


Foco na excelência


A partir da comunicação do iG, começamos um trabalho de pesquisa para identificar um novo servidor hospedeiro que atendesse aos requisitos do Observatório e, em concomitância, permitisse a inclusão de novas funcionalidades que um servidor compartilhado, como o até então utilizado no iG, já não suportava.


No início de dezembro do ano passado fechamos contrato com a Dualtec e na sequência teve início a operação de migração do conteúdo e do banco de dados do Observatório, cujo acervo remonta a abril de 1996. Esse trabalho foi gerenciado pela webmaster Andrea Baulé, sob supervisão do redator-chefe do site. A migração foi completada na sexta-feira, 18 de dezembro, num processo que interrompeu as atividades de rotina do OI (atualizações e publicação de comentários) por apenas oito horas.


Agora o OI dispõe de um servidor dedicado, pago, no qual será possível agregar novos recursos para melhorar nossa estrutura operacional. O primeiro deles, já em uso, é a identificação automática dos IPs dos utilizadores da área de comentários do OI. A intenção do Observatório é incrementar a moderação dos comentários e promover uma maior integração com os leitores no sentido de estimular a troca de idéias em detrimento das acusações pessoais e manifestações de intolerância.


O novo servidor do OI significa para a equipe responsável pelo site uma base independente de evolução na direção de uma maior eficiência no serviço público que nos propusemos, pioneiramente, a cumprir: manter um fórum qualificado de crítica de mídia focado na participação cidadã, na civilidade e na busca da excelência do jornalismo.

Todos os comentários

  1. Comentou em 06/04/2010 jussara brasil

    Obrigada pela atenção dos Senhores.

    Olá amigos boa tarde.

    Claro que irei começar pedindo desculpas; por quê estou procurando uma matéria publicada pelos senhores no ano de 1997 ou 1998. (não precisa ser matéria necessariamente publicada nestes anos, basta que envolva o elemento) Inclusive fotos se houver.

    Está matéria falou sobre a corrupção dos juízes no Brasil de um modo geral. Ocorre que ela citou nomes de juízes baianos entre eles o de Jefferson Alves de Assis, que estão com o pé dentro do Tribunal de Justiça da Bahia. Pode?

    Gostaria de pedir qualquer matéria relacionada com ele, porque o bichano é esperto.

    Sei que a missão será árdua, mais sei também, que o resultado será maravilhoso para nos do MP baiano.

    Forte abraço a todos, espero ansiosa.

    Att

    Jussara Brasil

  2. Comentou em 21/01/2010 Marcelo Idiarte

    Claro, Edmilson. Só que de certa forma a exposição do IP talvez atue como um filtro preliminar. Aliás, para ser franco, falo menos no sentido de ofensas gratuitas ou comentários despropositados (porque isso o OI já tem como fazê-lo pela própria edição), mas sim em um aspecto que vinha me preocupando nos últimos tempos: a possibilidade de uma mesma pessoa publicar comentários sob alcunhas diferentes – fato que algumas intervenções por aqui infelizmente suscitaram. Sei que um IP pode ser burlado, além dos próprios IPs dinâmicos, mas isso já requer algumas condições. De qualquer forma a tendência é sempre qualificar o debate quando as pessoas não se escondem atrás de anonimatos. O anonimato surgiu como um recurso de proteção ao cidadão, mas nos dias de hoje (salvo situações extraordinárias que envolvam risco à vida ou pessoas que denunciam procedimentos espúrios nas empresas onde trabalham) não faz muito sentido usar este expediente. Da mesma forma que não é todo mundo que consegue burlar um IP, também não é todo mundo (neste caso muito poucos) que pode fazer alguma coisa com um número de IP. Se IPs fossem altamente sigilosos outros sítios não os publicavam. De qualquer forma, agora que está em um servidor pago e com ampla possibilidade de recursos, o OI pode futuramente implantar até um sistema de cadastro prévio como fazem outros sítios.

  3. Comentou em 21/01/2010 Marcelo Idiarte

    Claro, Edmilson. Só que de certa forma a exposição do IP talvez atue como um filtro preliminar. Aliás, para ser franco, falo menos no sentido de ofensas gratuitas ou comentários despropositados (porque isso o OI já tem como fazê-lo pela própria edição), mas sim em um aspecto que vinha me preocupando nos últimos tempos: a possibilidade de uma mesma pessoa publicar comentários sob alcunhas diferentes – fato que algumas intervenções por aqui infelizmente suscitaram. Sei que um IP pode ser burlado, além dos próprios IPs dinâmicos, mas isso já requer algumas condições. De qualquer forma a tendência é sempre qualificar o debate quando as pessoas não se escondem atrás de anonimatos. O anonimato surgiu como um recurso de proteção ao cidadão, mas nos dias de hoje (salvo situações extraordinárias que envolvam risco à vida ou pessoas que denunciam procedimentos espúrios nas empresas onde trabalham) não faz muito sentido usar este expediente. Da mesma forma que não é todo mundo que consegue burlar um IP, também não é todo mundo (neste caso muito poucos) que pode fazer alguma coisa com um número de IP. Se IPs fossem altamente sigilosos outros sítios não os publicavam. De qualquer forma, agora que está em um servidor pago e com ampla possibilidade de recursos, o OI pode futuramente implantar até um sistema de cadastro prévio como fazem outros sítios.

  4. Comentou em 19/01/2010 creso augusto cordeiro

    Excelente artigo.Parabéns Sr. Luiz Egypto.

  5. Comentou em 19/01/2010 Gersier Lima

    Posso estar enganado.Pode ser apenas paranóia minha,mas também pode ser que eu esteja certo.Primeiro PHA,agora o Observatório da Imprensa.Será que estão cerceando a liberdade de expressão na NET?Convém a gente ficar de olho quais os blogs continuarão no IG e também no UOL/ BOL.

  6. Comentou em 19/01/2010 Gersier Lima

    Posso estar enganado.Pode ser apenas paranóia minha,mas também pode ser que eu esteja certo.Primeiro PHA,agora o Observatório da Imprensa.Será que estão cerceando a liberdade de expressão na NET?Convém a gente ficar de olho quais os blogs continuarão no IG e também no UOL/ BOL.

  7. Comentou em 19/01/2010 rodrigo aguiar

    Eu acho chocante uma empresa querer se desvincular de uma marca de tanta qualidade e prestígio como o Observatório. Bem, deve ser porque qualidade e prestígio nunca foram o objetivo final deste tipo de empresa… Em todo caso, é cruel ver tanta porcaria exposta na internet e este espaço, um dos mais nobres do jornalismo brasileiro, correr o risco de não possuir hospedagem. Mas o analfabeto que redigiu o comunicado do IG nem deve perceber isso. Em todo caso, vida longa ao Observatório, seja onde for.

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