Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

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OI NO RÁDIO

Por Alberto Dines em 26/10/2007 na edição 456

Exatamente isto: terça-feira (23/10) repetiu-se o caos nos aeroportos do Rio de Janeiro e São Paulo por causa da chuva torrencial que fechou o Santos Dumont o dia inteiro e Congonhas parcialmente.


E o que aconteceu? Nem uma linha nos três jornalões. A ponte aérea é a rota com o maior número de vôos do país, a mais rentável, verdadeiro show room das três empresas aéreas.


Se as equivalentes americanas, a linha Nova York-Chicago ou Washington-Nova York, entrassem em colapso durante um dia inteiro, os grandes jornais americanos ignorariam o fato?


Pois aqui ignoraram, ignoraram completamente: o Estadão fez um registro sem dar dimensão ao fato, mínimo; O Globo ao noticiar a visita do ministro da Defesa ao Galeão, disse que o aeroporto está péssimo e vai melhorar em 2008, nada sobre o que se passava naquele aeroporto naquele exato momento. E a Folha voou, passou ao largo.


No entanto, houve gente que ficou presa nos aeroportos durante parte do dia, houve vôos que levaram duas horas para percorrer um percurso que normalmente leva 45 minutos, a confusão voltou a imperar e a mídia não achou importante registrar.


O governo, é claro, adora este tipo de desatenção, mas os leitores não vão perdoar.

Todos os comentários

  1. Comentou em 26/10/2007 Marcelo Ramos

    Reforçando o que disse o Jose Orair, acrescento que o sr. Dines está mal informado. Agora, toda vez que chover é caos aéreo? O que o Dines chama de ‘dimensão do fato’ são alguns atrasos. É logico que, colocado na TV, as pessoas acham que toda a aviação brasileira parou. Não parou. Congonhas não recebe mais vôos em dias de pouca visibilidade por causa da segurança. As companhias não entraram em colapso durante o dia inteiro. De novo, reforçando o que disse o Jose Orair, não há mais novidade em atrasos de vôos… aliás, nunca houve.

  2. Comentou em 26/10/2007 Dante Caleffi

    A mídia impressa,tentou ,mas não conseguiu requentar a matéria. A TV Globo,filmou,entrevistou, mencionou índices de cancelamentos,atrasos,mas não obteve o mesmo efeito.Tempestades no Rio e São Paulo, foram mais importantes e verídicas, do que o ‘caosáereo’

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