Domingo, 21 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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IMPRENSA EM QUESTãO >

Pastor de Obama continua a gerar polêmica

06/05/2008 na edição 484

Clark Hoyt, ombudsman do New York Times, escreveu em sua coluna de domingo [4/5/08] sobre as mais recentes declarações do ex-pastor do pré-candidato presidencial Barack Obama, Jeremiah A. Wright Jr. Logo após uma pesquisa do NYTimes e da CBS News ter revelado que os democratas não estão tão certos sobre a indicação de Obama para representar o partido – depois de sua derrota na primária da Pensilvânia –, Wright ressurgiu na mídia. Desta vez, o pastor acusou os EUA de serem parcialmente responsáveis pelos ataques do 11/9, alegou que a Aids era um plano do governo contra as minorias e disse ainda que Obama repudiava suas afirmações apenas para ganhar votos. Wright apareceu na emissora pública PBS e deu uma entrevista ao Clube Nacional de Imprensa.

Se na internet o NYTimes foi agressivo em sua cobertura sobre as declarações do pastor, na versão impressa o mesmo não ocorreu. Ao colocar em sua primeira página um texto opinativo sobre a participação de Wright em programas televisivos, escrito pela crítica de TV Alessandra Stanley, antes de reportar efetivamente suas declarações e como elas poderiam afetar Obama, o diário acabou enfrentando críticas dos leitores.

Na opinião de Hoyt, para um jornal que, no ano passado, deu grande destaque ao fato de Obama ter desconvidado Wright a participar do anúncio de sua campanha presidencial, e que expôs em detalhes a relação do democrata com seu ex-pastor – que celebrou o casamento do pré-candidato e batizou suas duas filhas -, desta vez a cobertura pareceu estranha em um ponto crucial da disputa eleitoral. Apenas após as críticas dos leitores, o diário publicou artigos de capa sobre o caso.

Richard Stevenson, editor encarregado da cobertura da campanha presidencial, defende a decisão: para ele, as novas declarações de Wright na mídia não são relevantes para Obama. Bill Keller, editor-executivo, e Jill Abramson, editora de notícias, decidiram publicar a crítica de Alessandra na primeira página e colocar um artigo sobre o discurso de Wright no interior do jornal. Como Obama também discursou no mesmo dia, ele se tornou o foco da matéria – reduzindo os comentários sobre as acusações do pastor a quatro parágrafos. ‘Esta é uma história que estava acontecendo na TV e temos uma crítica de TV que é uma telespectadora inteligente’, disse Keller.

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