Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

IMPRENSA EM QUESTãO > MARROCOS

Piadas quase levam jornalistas à prisão

23/01/2007 na edição 417

Pagamento de multas para os jornalistas e suspensão da revista por dois meses. Este foi o resultado da publicação de uma série de piadas na revista Nichane em um artigo intitulado ‘Como os marroquinos riem de religião, sexo e política’. O editor Driss Ksikes e a repórter Sanaa Al Aji, autora da matéria, foram condenados por uma corte marroquina a pagar o valor de US$ 9.300 por ‘difamação contra o Islã e a monarquia’. Os juízes rejeitaram, porém, o pedido de prisão para ambos.

Ksikes afirmou que ele e Sanaa vão apelar do veredicto. ‘Estou satisfeito que o juiz não aderiu às demandas da proibição de exercer a profissão e de prisão’, disse o editor. O advogado de acusação queria que os jornalistas fossem condenados de três a quatro anos de prisão, que a revista fosse fechada e que o valor das multas fossem maiores – o que revoltou grupos de defesa da mídia. O caso vinha sendo atentamente acompanhado como um teste à liberdade de expressão no Marrocos. As piadas eram sobre o profeta Maomé, o falecido rei Hassan II, e cidadãos islâmicos e marroquinos.

O ministro das Comunicações, Nabil Benabdallah, afirmou ter ficado satisfeito com a decisão do tribunal de não condenar os dois jornalistas à prisão e acrescentou que está na hora de propor reformas na legislação do país, principalmente em relação aos artigos sobre punições a profissionais de imprensa. Depois que o rei Mohamed VI assumiu o poder, em 1999, era esperado que o governo acelerasse as reformas que quase foram implementadas nos últimos anos de governo do rei Hassan II (1961-1999), marcado por medidas duras contra críticos do regime. Informações de Mohamed Chakir [AFP, 15/01/07].

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