Sábado, 25 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

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Playboy passa conteúdo completo para DVD

19/02/2007 na edição 421

A Playboy americana anunciou que irá digitalizar o conteúdo de seus 54 anos de história, informa Sarah Ellison em artigo no Wall Street Journal [9/2/07]. O material, incluindo todos os artigos e arquivo fotográfico, será transformado em seis DVDs – um para cada década. Os dois primeiros discos chegam ao mercado americano em outubro deste ano e custarão, cada, US$ 100, acompanhados de um livro de 200 páginas.

‘Em uma época em que os consumidores se acostumaram às rápidas buscas pelo Google na internet, as páginas escaneadas de Playboys antigas parecem mais uma cápsula do tempo do que uma ruptura tecnológica’, alfineta Sarah. Mas o veterano Hugh Hefner não parece se importar com os desafios apresentados pela internet. O fundador da Playboy, hoje um senhor de 80 anos, tenta apenas reinventar seu produto, levando em consideração que a circulação nos EUA, hoje, corresponde a menos da metade do que era no início da década de 70, pico do sucesso da revista.

De Jimmy Carter a Anna Nicole Smith

‘Os anos 70 foram o apogeu do setor de revistas, e nós tivemos grandes edições com muitos talentos’, afirma Lee Froehlich, editor-executivo da Playboy. Nesta época, as famosas entrevistas da revista traziam personalidades como Tennessee Williams, Muhammad Ali e Jimmy Carter – que, em artigo de 1976, confessou que ‘olhava para muitas mulheres com desejo’. ‘Por várias vezes cometi adultério no meu coração, que Deus me perdoe por isso’, revelou o político.

Ao longo dos anos, a Playboy publicou também ensaios de mulheres no auge da fama – ou que chegariam lá em pouco tempo. As atrizes Sharon Stone e Jane Fonda, e a polêmica Anna Nicole Smith, morta há pouco mais de uma semana, já estamparam as capas da revista.

‘Parte do charme de se revisitar a revista é notar a combinação de textos, fotos e anúncios publicitários, que revelam o senso da cultura popular de momentos específicos’, afirma Hefner. Desta forma, a Playboy espera que os consumidores encarem os DVDs como um item de colecionador. Deve-se dar valor à trabalheira para imortalizar toda a história da revista: são pouco mais de 115 mil páginas a ser escaneadas, e os textos têm de ser digitados manualmente.

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