Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

IMPRENSA EM QUESTãO > NOTICIÁRIO INTERNACIONAL

Pouca atenção para o mundo islâmico

Por Alberto Dines em 09/07/2007 na edição 440

O noticiário internacional dos próximos dias deve girar em torno de dois episódios, ambos ocorridos no mundo islâmico e nenhum deles estava na primeira página dos nossos jornais de domingo (8/7).


No sábado, um caminhão-bomba explodiu no norte do Iraque, matou 150 pessoas e feriu outras 250, a maioria xiita. O New York Times avalia que foi a ação terrorista mais sangrenta desde a invasão do país em 2003.


O assunto mereceu uma notinha nas páginas internacionais da Folha de S.Paulo, ganhou algum destaque nas páginas internas do Estadão e do Globo, mas não conseguiu derrubar o mito de que no domingo o leitor brasileiro quer capas de jornais leves para não se chatear.


Na terça-feira passada (3/7) um clérigo radical invadiu a Mesquita Vermelha em Islamabad, Paquistão, onde mantém centenas de reféns e agora ameaça resistir até o fim com seus mil militantes. Prevê-se um banho de sangue, já que os rebeldes não aceitaram o ultimato do presidente Musharraf. Neste caso, a desatenção da nossa imprensa é ainda maior: Estadão e Globo deram pequenas notícias e a Folha nem isso. [Na segunda-feira (9/7), as editorias de Internacional dos jornais paulistas finalmente acordaram.]


Nenhum dos dois fatos afeta o Brasil diretamente, é verdade, mas o agravamento da situação no Oriente mexe com o mundo inteiro. Supõe-se que quem lê jornal quer saber das coisas, a não ser que o país inteiro já tenha aderido à fórmula do ‘relaxe e goze’. Neste caso, melhor assistir às telenovelas.

Todos os comentários

  1. Comentou em 03/10/2007 Greyce Vargas

    Bom tarde, senhor Alberto Dines

    Me chamo Greyce Vargas e sou repórter do sítio do Instituto Humanitas Unisinos. Estou entrando em contato com a expectativa de agendar uma entrevista especial sobre as concessões de rádio e tv.

    Como esta pauta é urgente, tomei a liberdade de já enviar-lhe algumas perguntas, pois pretendemos colocar a entrevista, caso o senhor aciete, no ar, na próxima sexta – feira. Por isso, se aceitares, peço que me responda até amanhã, às 12h.

    Aguardo sua resposta e desde já agradeço sua atenção.
    PERGUNTAS:
    1. Qual a sua opinião sobre a política de concessões de canais de rádio e tv adotadas pelo Brasil?
    2. Quais são as principais irregularidades que acontecem hoje com as empresas que possuem concessões?
    3. Como o senhor vê o fato de que até 1988 renovar concessões de rádio e televisão era um poder exclusivo do Executivo e agora esse poder se estende também ao Congresso Nacional?
    4. Para o senhor, o que precisa ser feito em favor da democratização dos meios de comunicação, ou seja, o que precisa ser feito para que o sistema de concessões de canais de tv e rádio comunitários possam ser desburocratizados?
    5. Quais são as maiores implicações dessa proposta de mudança no modelo de concessões de rádio e tv?

    Forte abraço,

    Greyce Vargas
    repórter
    (51) 3590.8248
    (51) 8442.5797
    e-mail: greyceellen@unisinos.br
    Acesse: http://www.unisinos.br/ihu

  2. Comentou em 09/07/2007 Mario Oliveira

    Desculpe sair do tópico, mas já repararam como a cobertura do Tour de France (o maior evento do ciclismo mundial) é praticamente nula? Provavelmente por causa da Globo não ter interesses econômicos investidos na competição. Por outro lado, haja saco pra aguentar essa overdose de Cristo Maravilha.

  3. Comentou em 09/07/2007 Marco Antônio Leite

    Democracia não se implanta através de armas, mas sim pelo dialogo e pelo entendimento entre às partes. Essa violência que sistematicamente tem ocorrido no Iraque, tem um único culpado, ou seja, estamos falando dos imperialistas Norte Americanos, que na realidade esta mais preocupado com o petróleo Iraquiano, do que propriamente dito com o povo e o sistema que será implantado. Quanto ao Paquistão, o Presidente daquele país é pró Estados Unidos, e o povo muçulmano é radicalmente contra esse posicionamento governamental. Portanto, se ocorrer um banho de sangue naquela Mesquita, já sabemos quem esta pôr trás de mais essa desgraça, o imperialismo Americano.

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