Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

IMPRENSA EM QUESTãO > NEWSEUM

Primeira exposição retrata relação do FBI com a mídia

06/06/2008 na edição 488

A primeira grande exposição do museu do jornalismo Newseum, G-Men and Journalists: Top News Stories of the FBI´s First Century (Agentes e Jornalistas: os principais casos do primeiro século do FBI, tradução livre), será aberta no dia 20/6 com alguns dos maiores casos dos primeiros 100 anos do Federal Bureau of Investigation. Estarão expostas 200 peças que vão desde a cabana onde vivia recluso o terrorista Unabomber até a cadeira elétrica na qual foi executado o seqüestrador do bebê Lindbergh.


Unabomber era o codinome do matemático anarquista Theodore Kaczynsky, que, durante anos, enviou diversas cartas explosivas a professores, cientistas e astronautas. Em 1995, ele ficou famoso ao conseguir que seu manifesto, intitulado ‘A sociedade industrial e o seu futuro’, fosse impresso no Washington Post e no New York Times, com o aval das autoridades. Já o caso Lindbergh refere-se ao seqüestro e conseqüente assassinato do filho do pioneiro da aviação americana, Charles Augustus Lindbergh. Bruno Richard Hauptmann foi preso, acusado pelo crime, e executado em 1936.


Importância da imprensa


A mostra, que terá duração de um ano, explora o papel da mídia na formação da imagem do FBI e relata a relação do órgão com a imprensa. Serão expostas 300 fotografias e dezenas de primeiras páginas de jornais da coleção do museu. ‘A exposição explica como a imprensa foi importante para a formação da imagem de agentes treinados usando métodos científicos para resolver crimes’, relata o release do evento. ‘O FBI precisava de apoio público e a imprensa ajudou nisso. Em troca, crimes sensacionalistas foram usados para aumentar as vendas [dos jornais]’.


De acordo com o diretor-executivo do Newseum, Joe Urschel, antes do prédio do FBI fechar, após os ataques do 11/9, o local era uma das mais populares atrações de Washington. ‘Queremos compartilhar estes incríveis artefatos do FBI com o público, além de apresentar a relação complicada deles com a mídia’, diz Urschel. O novo edifício do museu, em Washington, foi inaugurado em abril, em um projeto que custou US$ 435 milhões. Informações de Joe Strupp [Editor & Publisher, 5/6/08].


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A história virada pelo avesso — Argemiro Ferreira,

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