Sábado, 16 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

IMPRENSA EM QUESTãO > O CORONEL E A MÍDIA

Quem tem medo de Hugo Chávez?

Por Luciano Martins Costa em 20/11/2007 na edição 460

O Instituto Venezuelano de Análise de Dados (IVAD) divulgou no dia 28 de outubro passado o resultado de uma pesquisa com uma amostragem de 1.200 venezuelanos sobre o projeto político do presidente Hugo Chávez. Resultado: 46,7% responderam que, no futuro, as reformas propostas por Chávez vão transformar o país numa república socialista e democrática; 29,9% disseram que a Venezuela será um país comunista, como Cuba, e 15,9% declararam entender que o país será socialista, mas não democrático.

Hugo Chávez usou o resultado da consulta para declarar que 92,5% dos venezuelanos estão de acordo que o país adote o socialismo. A imprensa destacou o contrário, que 45,8% temem que o país seja conduzido a um regime totalitário.

Tem sido assim desde a posse de Chávez, em fevereiro de 1999, eleito com 56,2% dos votos. Em abril de 2002, ele chegou a ser afastado do governo por um golpe virtual, produzido pela mídia, mas reconduzido ao Palácio de Miraflores por uma multidão de cidadãos apoiados por oficiais militares. Em agosto de 2004, ele venceu com 59% dos votos um referendo convocado pela oposição, que apresentou ao Congresso um abaixo-assinado de 2,5 milhões de venezuelanos que exigiam a confirmação de seu mandato. Em dezembro de 2006, Chávez foi reeleito para um novo mandato de seis anos, com 62,9% dos votos.

Indicadores em alta

Em junho de 2007, anunciou a intenção de submeter aos eleitores uma série de mudanças em artigos da Constituição, entre os quais a ampliação do mandato de seis para sete anos e a possibilidade da reeleição ilimitada do presidente da República. A Assembléia Nacional, ocupada em mais de dois terços por chavistas, aprovou a proposta, que deverá ser submetida a referendo popular no dia 2 de dezembro.

A exemplo de seu colega brasileiro, Chávez é apoiado maciçamente pela população de baixa renda, beneficiária principal de sua política econômica e de seus projetos sociais e principal objeto de sua polêmica e destemperada oratória sobre a tal ‘revolução bolivariana’. A classe média, que era inexpressiva antes da posse de Chávez, também foi beneficiada, mas tem arcado com os custos da inflação, principal fragilidade do projeto econômico ‘bolivariano’.

Segundo o sociólogo americano Gregory Wilpert, que vive em Caracas desde 1995, os mais pobres também são afetados pela inflação, mas acabam se protegendo na economia solidária e na ação social do governo, enquanto a classe média, que consome mais produtos importados e cotados em dólar, sente os maiores efeitos.

Estudiosos que contribuem para o Observatório da Economia Latino-Americana (OELA) registram que, entre 1989 e 1998, quando Hugo Chávez foi eleito pela primeira vez, a inflação havia subido em média 53% ao ano. Nesse primeiro mandato, e até a tentativa de golpe contra ele em 2002, a inflação anual caiu para 23%.

A greve do setor petroleiro, que paralisou o país em 2003, logo após o retorno de Chávez ao poder, desarranjou completamente a economia, mas a Venezuela conseguiu retomar o crescimento e alcançar relativa estabilidade. A moeda nacional, que havia sofrido uma desvalorização média anual de 795% no período de 1983 a 1998, caiu menos – 40,9% entre 1998 e 2003. As desvalorizações ocorrem em grande parte por conta da alta liquidez, ou seja, a baixa diversidade na economia venezuelana reduz as possibilidades de investimento em ativos reais. A inexistência de uma indústria diversificada, com extrema dependência do petróleo exige a importação de muitos bens.

Segundo economistas contribuintes do OELA, praticamente todos os demais indicadores econômicos apresentaram saltos significativos após a posse de Hugo Chávez, mas o mais marcante é a evolução dos dados sociais. Nos dez anos anteriores a Chávez, haviam sido construídas na Venezuela 65 mil casas. Os registros de 1999 a 2002 mostram a construção de 92 mil habitações. O investimento social per capita foi de 285 dólares em 1995, em 2001 chegou a 402 dólares per capita. No mesmo período, o investimento oficial em educação foi duplicado.

Avanços comemorados

Até 1998, a Venezuela era celebrada em sites de pornografia como um paraíso do turismo sexual, como era Cuba nos anos 1950. Chávez criou políticas de desestímulo ao turismo sexual, estabeleceu uma legislação especial para a proteção de adolescentes inspirada no Estatuto da Criança e do Adolescente vigente no Brasil e aumentou a fiscalização nos hotéis e espaços públicos.

Na semana passada, a imprensa interrnacional – incluídos os jornais brasileiros – publicaram que a Venezuela, juntamente com o Brasil e a Argentina, liderava um impressionante avanço na melhoria da inclusão social dos mais pobres. Na sexta-feira (16/11), a manchete de O Globo (‘Número de pobres é o menor em 17 anos na América Latina’) reproduzia dados da Cepal – Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, dando conta de que as políticas de aumento de emprego, redução da natalidade e programas de transferência de renda estavam produzindo os resultados que décadas de políticas econômicas conservadoras não haviam obtido. Os outros jornais esconderam a notícia, da mesma forma como omitem os detalhes da reforma proposta para o referendo de 2 de dezembro.

A imprensa demoniza o presidente venezuelano em grau muito mais grave do que a oposição que faz ao presidente Lula, no Brasil. Lula não é apresentado como uma ‘ameaça totalitária’, mas a mídia vive assombrada com a hipótese – já desmentida por ele em muitas ocasiões – de que venha a pleitear um terceiro mandato. Mas qualquer coisa que diga será usada contra ele, porque Chávez é usado como referência. O confronto entre Chávez e a imprensa venezuelana contamina todo o continente, e não há hipótese de conciliação.

Se Chávez vencer o referendo, é possível que venha a estabelecer um governo centralizador e autoritário, o que de fato pode ameaçar as democracias do continente. Mas essa é apenas uma hipótese, e não está consagrada no projeto de 33 mudanças constitucionais aprovadas pela Assembléia Nacional da Venezuela. Além disso, os tratados internacionais e regionais levariam ao isolamento da Venezuela, se o presidente se tornasse um ditador. Boa parte dos acordos, inclusive com o Brasil, se tornaria letra morta.

Se, a rigor, o risco de a Venezuela perder as liberdades democráticas a partir da votação do dia 2 de dezembro está mais para ficção do que para a realidade, o que está por trás da demonização de Chávez, além de sua retórica descontrolada? Se os números dos avanços econômicos e sociais são celebrados pela própria imprensa, o que os jornais tanto temem na figura de Hugo Chávez não seria exatamente o sucesso do seu modelo?

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Jornalista

Todos os comentários

  1. Comentou em 27/11/2007 Marco Antônio Leite

    Você não esta com essa bola toda, menos, menos? Seja humilde e reconheça que pisou feio na bola. Para começo de conversa sou desenhista profissional, já no seu caso trata-se de um péssimo desenhista amador. Procure, reconhecer aquilo que você desenha em termos de um comentário pouco esclarecedor. Freqüentar uma escola independe de idade, basta força de vontade, quem sabe em alguns anos você estará apto à desenhar há altura de um profissional competente. Não queira mostrar aos demais comentaristas que você é o grande filosofo e poeta das comunicações de espaços apertados. Reitero, procure estudar!

  2. Comentou em 26/11/2007 Marcelo Lima

    Sr Paulo Bandarra, Hitler e Mussolini foram de fato de ditadores e não creio que algum alemão ou italiano fosse discordar do Sr se fizesse essa observação diante deles. Até agora, porém, o único argumento que o Sr apresentou para dizer que Chávez é ditador é o fato dele ser socialista, como o foram Allende, Miterrand, Brizola e outros líderes. Se para o Sr democracia se resume a livre iniciativa, ou mais precisamente a liberdade de alguns de expropriar as massas trabalhadoras, então temos conceitos diferentes de democracia. Boa parte do nosso empresariado é privativista quando as coisas vão bem. É só o vinho chileno começar a entrar mais barato, os carros argentinos com mais conforto e os laticínios uruguaios com melhor qualidade, que logo eles correm, quais meninos assustados, para debaixo da saia da mãe-estado. Hoje, com as práticas neoliberais, os ricos ficaram mais ricos e a classe média, espremida e descapitalizada, tornou-se uma classe de explorados, de onde a elite tira sua riqueza. Os pobres, nada mais tendo a dar aos ricos, simplesmente foram excluídos do processo social, economico e produtivo. Como a vida em sociedade é o mercado, quem não pode participar do mercado não tem vida, devendo, pois, ser excluído. Isso não é democracia, ao menos não a que aprendi ao longo da vida.

  3. Comentou em 26/11/2007 Marcelo Lima

    Sr Paulo Bandarra, Hitler e Mussolini foram de fato de ditadores e não creio que algum alemão ou italiano fosse discordar do Sr se fizesse essa observação diante deles. Até agora, porém, o único argumento que o Sr apresentou para dizer que Chávez é ditador é o fato dele ser socialista, como o foram Allende, Miterrand, Brizola e outros líderes. Se para o Sr democracia se resume a livre iniciativa, ou mais precisamente a liberdade de alguns de expropriar as massas trabalhadoras, então temos conceitos diferentes de democracia. Boa parte do nosso empresariado é privativista quando as coisas vão bem. É só o vinho chileno começar a entrar mais barato, os carros argentinos com mais conforto e os laticínios uruguaios com melhor qualidade, que logo eles correm, quais meninos assustados, para debaixo da saia da mãe-estado. Hoje, com as práticas neoliberais, os ricos ficaram mais ricos e a classe média, espremida e descapitalizada, tornou-se uma classe de explorados, de onde a elite tira sua riqueza. Os pobres, nada mais tendo a dar aos ricos, simplesmente foram excluídos do processo social, economico e produtivo. Como a vida em sociedade é o mercado, quem não pode participar do mercado não tem vida, devendo, pois, ser excluído. Isso não é democracia, ao menos não a que aprendi ao longo da vida.

  4. Comentou em 25/11/2007 Marco Antônio Leite

    Senhor Alencar, você esta muito mal informado sobre o que se passa na ilha do grande Comandante Fidel. A medicina Cubana esta entre às melhores do mundo, é fácil saber, basta reconhecer que pacientes de origens diversas procuram Cuba para se tratarem de todos os tipos de males que os afetam. Tenho um irmão que mora em Cuba, como também muitos camaradas que lá residem. Portanto, não tenho cauda presa com ninguém, pois saõ fontes de informações fidedignas, que já não é o seu caso, que se baseia em informações dadas pela ultracapitalista rede Globo de manter o cidadão mal informado. O Brasil é um dos países que mais tem caixa de ressonância nesse aspecto, o que a mídia burguesa reproduz como notícia verdadeira, essas caixas já saem pôr aí multiplicando o sofisma dos meios de comunicação. Ademais, você defende de forma equivocada um sistema que mantém noventa porcento da população como massa atrasada. Procure, usar seus 10 de QI com assuntos de entretenimento dos programas de fofocas. Aqui nesta república de bananas, crianças morrem de inanição. Será que o senhor sabe disso, creio que não, pois a Globo não notícia nos seus jornais mentirosos.

  5. Comentou em 25/11/2007 Rogério Ferraz Alencar

    ‘Caro Marco Antônio Leite, Cuba não possui potência nenhuma na medicina mundial! O fato de a esquerda adorar o regime, ela não tem nada de inovador a não ser desenvolver uma medicina desenvolvida para fins do estado não para o indivíduo, o ser humano! Ela é estadista, não humanista ou humanitária.’ // Paulo Bandarra poderia dizer o que é uma medicina desenvolvida para fins de Estado. Também poderia dizer o que é uma medicina humanista ou humanitária. É a que cobra 200 reais por uma consulta? Ou a que cobra 50 mil reais por um transplante de rim?

  6. Comentou em 25/11/2007 eustáquio fernandes

    Marcelo, eu tive um professor stalinista que dizia que entre o pão e a liberdade o povo deve preferir o pão. Assim, por invrível que pareça ele defendia a escravidão…
    Bom, quem quer enxergar já viu a víbora dentro do ovo. Quem não quer , fazer o quê, é ir mansinho para a servidão, é ficar quietinho sob a bota dos ditadores.
    Fiquei sem resposta sobre o golpe tentado e fracassado por Hugo Chaves contra o governo eleito do André Perez. Ele foi justo? Seus apoiadores fizeram algo de bom? E o golpe tentado contra o próprio, recentemente, foi justo ou foi do mal?
    Isabel, você como pessoa culta que é sabe que o ‘poder corrompe e que o poder absoluto corrompe absolutamente’. Infeliz do povo que precisa de um Herói singular para conduzi-lo pela mão como a uma criancinha. Controle da mídia, idolatria do Estado à moda fascista, idolatria da nação à moda nacional-socialista (nazismo) discurso anti-imperialista, bravatas à mão-cheia já vimos de montão por aí. Os aiatolás do Irã dizem e fazem o mesmo e o ‘grande líder’ da Coréia do Norte, também…Não me diga, pois estou velho demais para isto, que ditadura é liberdade; que sobras de dinheiro por lucro com petróleo é competência; que censura é liberdade de expressão; que brutalidade é política; que golpe-branco é política; que encabrestamento é política. Pode até ser política, mas é do tipo que amantes da liberdade devem renegar…

  7. Comentou em 25/11/2007 Thiago Conceição

    Fernando Pinto, isso já foi refutado diversas vezes. O que acontece é apenas que a comunalhada repete a mesma coisa ad infinitum na esperança de que se torne realidade.

  8. Comentou em 24/11/2007 Bruno Marques Dantas

    Paulo Bandarra, me perdoe. Mas a medicina cubana é referência mundial. Todos os seus colegas sabem disso, menos o senhor? Talvez o senhor aprecie os médicos alemães que retomaram estudos de eugenia. O senhaor fala de comunistas, nazistas, fascistas, mas não diz onde se situa. Pois eu digo. O senhor é fascista. Vivemos em um regime democrático, logo o senhor pode dizer o que é sem receios. Só não fale que é democrata pois estara achincalhandos duas coisas. À democracia e ao senhor mesmo.

  9. Comentou em 23/11/2007 Paulo Bandarra

    Caro Marco Antônio Leite , já lhe disse e repito, me baseia na história dos países que se libertaram e não reconduziram esta falácia de volta pelo voto livre, mesmo tendo sido educados por gerações dentro das promessas socialistas! Vox populi, Vox Dei! Pol Pot (elogiado por Sartre na Europa e por Noan Chomsky nos USA) antes de exterminar seus conterrâneos em tempo de paz foi formado na Sorbonne! Parece que ouço o amigo gritando: ESQUEÇA O QUE NÓS FIZEMOS!!!! Pelo menos FHC pediu que apenas esquecessem o que ele escrevera!

  10. Comentou em 22/11/2007 Marco Antônio Leite

    Dr. Bandarra, dinheiro no bolso não significa ser bolso cheio, mas bolso com uma quantia que de para o trabalhador manter sua família com respeitabilidade que ela merece. Nos países socialistas, prega-se a primazia dos interesses da sociedade sobre os dos indivíduos, como também defende a ação coletiva na produção de bens e na repartição da renda, o qual não é o seu caso, você pensa no você, os demais que vão levando naq… Dr., com todo o respeito que tu mereces, junta-se aos seus colegas do SUS e, vá a luta reivindicar melhores condições de salários. Abraços socialistas…

  11. Comentou em 22/11/2007 Marco Antônio Leite

    Dr. Bandarra, dinheiro no bolso não significa ser bolso cheio, mas bolso com uma quantia que de para o trabalhador manter sua família com respeitabilidade que ela merece. Nos países socialistas, prega-se a primazia dos interesses da sociedade sobre os dos indivíduos, como também defende a ação coletiva na produção de bens e na repartição da renda, o qual não é o seu caso, você pensa no você, os demais que vão levando naq… Dr., com todo o respeito que tu mereces, junta-se aos seus colegas do SUS e, vá a luta reivindicar melhores condições de salários. Abraços socialistas…

  12. Comentou em 22/11/2007 Marcelo Lima

    Leandro, o Luciano não está justificando absolutamente nada, mas sim fazendo um raciocínio baseado em dados concretos e que termina por suscitar mais dúvidas do que conclusões. Vc já concluiu que o governo Chávez não é democrático. Ok, é um direito seu como cidadão. Como jornalista, porém, deve saber que não é nosso papel transmitir convicções pessoais para o público mas sim dar subsídios para que ele próprio forme as suas. Infelizmente, o que se vê hoje na imprensa é justamente o inverso, ou seja, os jornalistas mais interessados em provar alguma coisa do que em transmitir os fatos em sua real complexidade e relatividade. Argumentos? São poucos, mas adjeitivos não faltam. Por que dar trabalho ao público fazendo-o pensar? Seremos o seu cérebro. Abs

  13. Comentou em 21/11/2007 Lorena Vieira

    Não tenho medo do Hugo Chavez pelo Brasil nem por nada, muito pelo contrário. Admiro sua coragem e força espiritual de lutar contra o exercito da mídia que defende tudo o que não presta. Sim, ele é possuidor de um carisma contagiante, inteligente, lúcido e consciente de seu dever como cristão de defender o que é justo perante os olhos de Deus, buscando formas de minimizar tanta desigualdade, tanta mentira, tanto engano, de um grupo de gananciosos ilimitados (e derrotados).
    Parabens, Hugo Chavez, que sua politica venha dar frutos logo, para que todos vivos possam ver.
    Quem se incomoda tanto está mesmo é com inveja, pq ele não está nem perguntando o que deve fazer, imagine ligando para os comentarios improdutivos.
    Lorena

  14. Comentou em 21/11/2007 Fernando Pinto

    Quem tem medo de Hugo Chávez? Os reacionários que têm medo de uma América Latina menos oligárquica e mais republicana. Li abaixo que o Ivan Berger diz que apenas uma parcela ínfima de intelectuais apóiam Chávez. Ele conhece poucos mesmo. O arco vai de Ramonet a Marilena Chauí e James Petras. E na Europa, o apoio é total. Mas o rapaz lê pouco.

  15. Comentou em 21/11/2007 Fernando Pinto

    Quem tem medo de Hugo Chávez? Os reacionários que têm medo de uma América Latina menos oligárquica e mais republicana. Li abaixo que o Ivan Berger diz que apenas uma parcela ínfima de intelectuais apóiam Chávez. Ele conhece poucos mesmo. O arco vai de Ramonet a Marilena Chauí e James Petras. E na Europa, o apoio é total. Mas o rapaz lê pouco.

  16. Comentou em 21/11/2007 Jorge Gerônimo Hipólito

    Quem tem medo de Hugo Chaves? Simplesmente, todos os cidadãos e cidadãs que conhecem um pouquinho da história política mundial e que têm simpatia pela democracia e liberdade.

  17. Comentou em 21/11/2007 Anísio Lima

    A reportagem inocentemente (será?) pensa que o terceiro mandato de Lula é ficção. Os constantes desmentidos dele, sim, pode ser considerado uma ficção, como tantas outras mentiras que o ‘lulismo’ e o ‘petismo’ pregaram à sociedade brasileria. Será preciso lista-las? O Lula quer, sim um terceiro mandato, ao contrário do que ele constantemente insinua e a reportagem inocentemente (???) apregoa!!! Conta outra… tente convecer a outros…

  18. Comentou em 21/11/2007 Carlos Ready Fochesatto

    A grande imprensa alguma vez chamou a Margareth (dama de ferro) da Inglaterra de ditadora? Bem, eu não lembro e no entanto ela ficou 12 (doze) anos no poder. Como? Eleiçoes. Ora, não existe nada mais democrático. É assim na Venezuela, cada mudança na constituição venezuelana foi proposta de forma democrática e quem diz o contrário não entende nada de democracia. Agora, alguma vez nossa imprensa critica o que ocorre no Paquistão por exemplo? Lá sim a imposição é de forma autoritária, fechamento do congresso, da justiça etc… só tem um diferencial. O governo do Paquistão é apoiado pelos Estados Unidos. Dois pesos e duas medidas. Onde está a honestidade dessa imprensa?

  19. Comentou em 21/11/2007 Marcelo Pi

    Isso é jornalismo? Pelo amor de Deus. A imprensa está mesmo doente de esquerdismo. Já tiveram Lula, PT, e agora clamam por alguém tipo Hugo Chávez.

    O jornalista que escreveu a matéria está cego de doutrina esquerdista. Não declara que Chávez elevou o patamar de pobreza na Venezuela de 45% para cerca de 62%. Não fala de sua corrida armamentista, de seu projeto de utilizar o Mercosul para embates políticos contra os Estados Unidos.

    Para mim, fica claro que o modelo que deu certo não é o pobrismo socialista de Chávez. O modelo que deu certo é o americano, onde as pessoas são felizes e ganham dinheiro porque vivem para REALIZAR DE FORMA PLENA SEUS POTENCIAIS. Parem de querer ganhar dinheiro vagabundeando as custas do estado. Jornalista medíocre!

  20. Comentou em 21/11/2007 Marco Antônio Leite

    Aquele que tem medo do socialismo é porque não deseja largar o file. Na Venezuela, a elite que dominava o sistema naquele país, não sorve o grande Hugo Chávez, pois ele vem proporcionando boas condições de vida para a maioria da população, que num passado recente estava bem abaixo da linha de miséria. Quando um governo se preocupa e faz um governo voltado para o povão, os donos da verdade vem à público deitar falação, tentando denegrir a imagem do Presidente Chávez, dizendo tratar-se de um ditafascista, que deseja se perpetuar no poder, entre outras atrocidades da direita incorrigível. Essa gente não quer largar a chupeta do estado, tudo deve ser realizado em função e benefício dessa meia dúzia de privilegiados. Grupo de pessoas que detesta o cheiro do trabalhador, bem como procura mante-lo à distância através de preconceitos e discriminações. Na Venezuela se prática a verdadeira democracia popular, onde o povo pobre é prioridade. No Brasil pratica-se um “democracia” meia sola para o povão, já para a elite a democracia é plena!

  21. Comentou em 21/11/2007 Paulo Bandarra

    Ora, um referendo que coloca no mesmo saco, em um país de gente pobre, (que deveria trabalhar mais para produzir para si mesmo sair da miséria) uma carga de trabalho em seis horas e a liberdade de reeleição infinita não está sendo dado escolha, mas sendo manipulado. Não é um ato FUTURO de manipulação, mas atual do tenente-coronel golpista de 1992! Misturar um pacote de bondades com um de maldades!

  22. Comentou em 21/11/2007 Ismael Manzotti

    Sr. Marco Antônio Leite, a história política do Lula não se resume apenas em ter sido sindicalista, ela é muito mais abrangente, ele fez parte de momentos marcantes contra a direita, como por exemplo estar presente de forma atuante do julgamento de Chico Mendes, acho que como presidente ele decepciona, concordo com seus argumentos quando questiona o Lula na atualidade, mas seu passado não condiz com o que acontece agora, e foi atravéz dele que o povo o elegeu. Com relação ao Chavez, não o vejo como ameaça como querem pintar, acredito que o povo Venezuelano há seculos não tinha a oportunidade de pensar em sua situação e crescer com ela, Chavez trouxe isso, não podemos deixar de salientar sua cidadania e amor aos venezuelanos, não acredito em ‘tirar proveito próprio’ como muitos aqui dizem, embora questione seus métodos militares, o fato está em esperar o povo de lá decidir o seu futuro.

  23. Comentou em 20/11/2007 Fernando Dias Pereira

    O barril de petróleo valia US$ 10,00 em 1998 quando Chávez ganhou a eleição. Hoje o barril vale quase UR$100,00, o Hugo Chavés esta sentado em cima de uma fonte que jorra dinheiro; qualquer ditador grosseiro, e fanfarrão saberia surfar nessa onda e garantir uma ‘próspera’ economia.
    Anseio pelo dia em que o petróleo valha ao menos uns US$ 30,00, aí a Venezuela irá se transformar num pandemônio pois a economia QUE NÃO ERA ATRELADA AO PETRÓLEO FOI ARRASADA pela política bolivariana desse fanfarrão, o colápso economico certamente seria brutal!….e que lindo seria se esse Hugo Chavés tivesse o mesmo fim que o seu sósia MUSSOLINI (esse gostava de mostrar o rostinho pro povo, igualzinho ao camarada da Venezuela, é bom que assim o povo não terá como esquecer)!

  24. Comentou em 20/11/2007 Felipe Faria

    Fernanda, pesquise os preços do petróleo que você vai achar uma relação.

  25. Comentou em 03/07/2006 CHARLES MEIRA

    OS JORNAIS DE PERNAMBUCO, NOTICIARAM A MANISFESTAÇÃO QUE HOUVE NO DIA 30/06/06 NA CIDADE DE CARPINA/PE, COBRANDO DA JUSTIÇA EMPENHO NAS IVESTIGAÇÕES DO RADIALISTA E VEREADOR JOTA CÂNDIDO, QUE FOI ASSASSINADO ANO PASSADO COM 19 TIROS EM FRENTE A RÁDIO ONDE TRABALHAVA.

    E DIA 04/07/06 ESTARÁ SAINDO DA MESMA CIDADE 11 ÔNIBUS QUE SE DIRIGIRÃO ATÉ O PALACIO DO GOVERNO PARA PEDIR PROVID~ENCIAS PARA O CASO, AO GOVERNADOR.

    DIVULGUEM ESSA NOTICIAS

  26. Comentou em 03/07/2006 CHARLES MEIRA

    OS JORNAIS DE PERNAMBUCO, NOTICIARAM A MANISFESTAÇÃO QUE HOUVE NO DIA 30/06/06 NA CIDADE DE CARPINA/PE, COBRANDO DA JUSTIÇA EMPENHO NAS IVESTIGAÇÕES DO RADIALISTA E VEREADOR JOTA CÂNDIDO, QUE FOI ASSASSINADO ANO PASSADO COM 19 TIROS EM FRENTE A RÁDIO ONDE TRABALHAVA.

    E DIA 04/07/06 ESTARÁ SAINDO DA MESMA CIDADE 11 ÔNIBUS QUE SE DIRIGIRÃO ATÉ O PALACIO DO GOVERNO PARA PEDIR PROVID~ENCIAS PARA O CASO, AO GOVERNADOR.

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  27. Comentou em 18/05/2006 Roberto Caliani Janeiro

    Qual as dimensões do jornal berlinier (não sei se a grafia está correta), formato adotado pelo Independet da Inglaterra? Qual jornal no Brasil adota estas medidas?

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