Quinta-feira, 18 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1033
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IMPRENSA EM QUESTãO >

Relatório aponta pressões contra jornais

Por Carlos Castilho em 30/04/2016 na edição 900

A liberdade de imprensa mundial deteriorou-se em 2015, principalmente nas Américas. É o que diz o relatório com a classificação anual, por país, da organização Repórteres Sem Fronteiras – RSF. O relatório adverte para “uma nova era de propaganda”.

O Índice da Liberdade de Imprensa Mundial classifica 180 países de acordo com indicadores como independência da mídia, autocensura, a regra da lei, transparência e abusos. O índice deste ano constata um declínio em todas as regiões do mundo, disse Christophe Deloire, secretário-geral do RSF, que tem sede em Paris, com ênfase, em particular, para a América Latina.

“Todos os indicadores mostram uma deterioração. Inúmeras autoridades estão tentando reassumir o controle de seus países, temendo abertamente o debate público”, disse ele. “Atualmente, é cada vez mais fácil para quem ocupa o poder apelar diretamente ao público através das novas tecnologias e, consequentemente, há um maior grau de violência contra quem representa a informação independente. Estamos entrando numa nova era da propaganda, na qual as novas tecnologias permitem a disseminação a baixo custo de suas próprias informações, conforme lhes sejam ditadas. Do lado contrário, os jornalistas barram a passagem.”

A situação foi particularmente grave na América Latina, segundo o relatório, com destaque para a “violência institucional”, na Venezuela e no Equador, para o crime organizado, em Honduras, para a impunidade, na Colômbia, para a corrupção, no Brasil, e a concentração da mídia, na Argentina, como os principais obstáculos à liberdade de imprensa.

Entre os países com pior classificação estão a Síria, em 177º lugar, logo depois da China (176º) mas antes da Coreia do Norte (179º). Em último lugar está a Eritreia. O Japão despencou para o 72º lugar devido ao que o jornalismo investigativo identificou como autocensura em relação ao primeiro-ministro, Shinzo Abe, enquanto a Finlândia manteve o primeiro lugar pelo sexto ano consecutivo, seguida pela Holanda e Noruega.

>Guardian

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