Quarta-feira, 20 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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IMPRENSA EM QUESTãO > MÍDIA & AIDS

Seminário da OMS com jornalistas lusófonos

28/11/2006 na edição 409

Um encontro inédito, em Lisboa, reúne de 27 a 29/11 um grupo de jornalistas vindos dos países africanos de língua portuguesa, do Brasil e jornalistas locais. A promoção tem por origem o Programa Africano de Vacina contra a Aids, da Organização Mundial da Saúde, com apoio da Iniciativa Internacional de Vacina contra a Aids (IAVI), e o objetivo é o de formar comunicadores especializados em matéria de noticiários sobre a doença, a fim de desfazer preconceitos, desmistificar superstições, ajudar na prevenção e informar quanto à possibilidade de uma vacina.

A abertura do seminário coube ao moçambicano Pascoal Mocumbi, ex-primeiro-ministro e ex-ministro da Saúde de seu país, atualmente um dos diretores do EDCTP, parceria clínica européia pela aplicação de uma política terapêutica adaptada às populações pobres. A direção do encontro, informações e debates estarão sob a direção de Saladin Osmanov, coordenador da Iniciativa OMS/ONUSIDA por uma vacina contra o HIV, e de Coumba Touré, técnica do mesmo setor. Participará também o cientista brasileiro Luís Brigido, do Instituto Adolfo Lutz.

Entre os jornalistas brasileiros, a presença de Roseli Tardeli, responsável pela Agência de Notícias da Aids; Liandro Lindner, coordenador de diversos seminários sobre Aids; e Ana Lúcia Caldas de Oliveira, chefe de redação na Radiobrás. De Joanneburgo, Mercedes Sayagues, da Rede de Informação Integrada (IRIN), agência de notícias africana especializada no combate às doenças. O ministério português da Saúde será representado pela porta-voz da Coordenação contra a Sida, Beatriz Casais.

Objetivos

Os países da África de língua portuguesa são dos mais afetados pela progressão da Aids. Ora, uma das maneiras de combater a progressão dessa pandemia é de contar com o apoio da mídia, principalmente nas campanhas de prevenção. Com esse objetivo, o Programa africano de Vacina contra a Sida (AAVP) decidiu promover encontros com jornalistas africanos para orientá-los quanto aos aspectos mais importantes nos noticiários sobre prevenção, contaminação e superstições sem fundamento sobre o vírus da Aids.

Dois seminários já foram realizados: o primeiro em Naivasha, no Quênia, para jornalistas de língua inglesa, e o segundo, em Dakar, Senegal, para os jornalistas de língua francesa. Este encontro em Lisboa reúne jornalistas lusófonos do Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe.

Dada a importância e influência da imprensa e televisão portuguesas e brasileiras nos países africanos, assim como os danos da doença no Brasil, participam também do seminário, jornalistas portugueses e brasileiros. Os participantes receberão uma formação rápida para ajudar as populações rurais e urbanas na proteção contra a Aids e se tornarão, automaticamente, pontos de contatos e comunicadores nas próximas campanhas contra a doença. Serão também orientados quanto às maneiras de se manterem sempre atualizados sobre a doença e quanto aos pontos de contacto científicos.

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