Segunda-feira, 25 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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IMPRENSA EM QUESTãO > EQUADOR vs. COLÔMBIA

Sinais de paz e apelos à guerra

Por Luciano Martins Costa em 06/03/2008 na edição 475

A imprensa brasileira comemora a intervenção da Organização dos Estados Americanos, que reconheceu oficialmente a invasão do território equatoriano pelo exército da Colômbia, mas evitou antecipar uma condenação ao governo colombiano. Segundo os jornais, a decisão rápida e equilibrada diminui a tensão militar, restringindo a crise ao ambiente político, onde predomina a negociação e não as armas.


A cobertura é mais ou menos homogênea, mas claramente os jornais paulistas, o Estadão e a Folha, demonstram possuir estruturas mais especializadas para a cobertura internacional.


O Estado de S.Paulo sempre procurou manter uma equipe de redatores especializados, embora tenha perdido alguns profissionais mais experientes nos últimos anos. A Folha demonstra possuir agilidade na cobertura de detalhes, embora perca na visão de conjunto dos fatos.


Afeganistão e Iraque


Um exemplo dessa diferença pode ser percebido na cobertura que os dois jornais fazem da reunião da Organização dos Estados Americanos.


O Estadão usou os serviços de três agências internacionais e dois jornalistas de sua equipe. Priorizou a estratégia adotada pelos representantes diplomáticos, de restabelecer o princípio da inviolabilidade territorial, que condena a Colômbia e agrada o Equador, mas sem estabelecer punição para os colombianos.


A Folha usou apenas seus recursos próprios e cuidou de preservar os detalhes observados por seu enviado à reunião em Washington, para dar aos leitores um gostinho de exclusividade.


O Globo, teoricamente o jornal brasileiro com mais recursos de captação e tratamento das notícias, por pertencer ao maior grupo de comunicação do país, é o único diário a tomar partido explícito, na direção oposta à que é indicada pela decisão da OEA. Num daqueles minieditoriais infiltrados no meio do noticiário, o jornal carioca defende o direito da Colômbia de invadir países vizinhos para combater as Farc.


É a mesma justificativa usada pelo presidente dos Estados Unidos, George Bush, para ações militares no Afeganistão e no Iraque. Mas não é o tipo de abordagem que contribui para o ambiente de paz e prosperidade que os latino-americanos vinham buscando antes do incidente no Equador.

Todos os comentários

  1. Comentou em 07/03/2008 Ivan Moraes

    Ate agora, seu sufi adora ouvir a passagem de gas, liberta possiveis criminosos por causa do que os outros pensam, e esta decocorado de titica de urubu: o que ha de errado com Martin Luther King ou Ghandi?

  2. Comentou em 06/03/2008 Thiago Conceição

    A esquerda seria cômica se não fosse o fato de que eles realmente acreditam no que dizem e, assim como um homem bomba muçulmano, estão afim de ir às últimas conseqüências em nome da ideologia. As FARC são uma organização criminosa e não há justificativa para isso. Como manter centenas de reféns por anos ou até décadas em condições sub-humanas é ‘protegê-los do império’? O maior cliente da Venezuela são os EUA, que império é esse que paga pela mercadoria e não simplesmente a toma? O que a invasão do Iraque tem a ver com isso? A Colômbia fez apenas uma incursão curta e não ocupou área alguma, apenas para matar alguns criminosos conhecidos. O Equador deveria dizer obrigado, mas por que defendem tão veementemente os terroristas? E por que o Chavez muito prontamente se envolveu, o que ele tinha medo que a Colômbia encontrasse? Tomara que denunciem a Venezuela por financiar o terrorismo e ela sofra sanções. Eu não gostei do papel do governo brasileiro porque eles usaram um discurso pró-FARC ao não reconhecer o caráter terrorista daquela organização. Focaram apenas na ‘violação do território’ e ignoraram o resto. O Lula jamais reprovaria seus cumpanheiros Chavez e as FARC.

  3. Comentou em 06/03/2008 Thiago Conceição

    A esquerda seria cômica se não fosse o fato de que eles realmente acreditam no que dizem e, assim como um homem bomba muçulmano, estão afim de ir às últimas conseqüências em nome da ideologia. As FARC são uma organização criminosa e não há justificativa para isso. Como manter centenas de reféns por anos ou até décadas em condições sub-humanas é ‘protegê-los do império’? O maior cliente da Venezuela são os EUA, que império é esse que paga pela mercadoria e não simplesmente a toma? O que a invasão do Iraque tem a ver com isso? A Colômbia fez apenas uma incursão curta e não ocupou área alguma, apenas para matar alguns criminosos conhecidos. O Equador deveria dizer obrigado, mas por que defendem tão veementemente os terroristas? E por que o Chavez muito prontamente se envolveu, o que ele tinha medo que a Colômbia encontrasse? Tomara que denunciem a Venezuela por financiar o terrorismo e ela sofra sanções. Eu não gostei do papel do governo brasileiro porque eles usaram um discurso pró-FARC ao não reconhecer o caráter terrorista daquela organização. Focaram apenas na ‘violação do território’ e ignoraram o resto. O Lula jamais reprovaria seus cumpanheiros Chavez e as FARC.

  4. Comentou em 06/03/2008 Ivan Moraes

    1-‘A Colômbia infringiu uma regra internacional ao invadir o país vizinho’: esse eh o problema, ta dificil acreditar que a Colombia levantou de manha, lavou as orelhas e disse ‘Nossa, nao eh um dia excelente pra invadir o Equador?’ Quem esta atraz disso? 2-‘As FARC são um grupo criminoso que trafica drogas, sequestra e mata gente inocente’: o governo da Colombia tambem. 3-‘O Equador não conseguiu (ou não tentou) impedir que as FARC invadissem seu território’: o Equador foi INFORMADO que os Farc estavam em seu territorio DEPOIS do massacre -e foi um massacre, estavam dormindo. ‘Hugo Chavez mais uma vez meteu o nariz onde não foi chamado’: Eduardo, DE ONDE VOCE TIROU HUGO CHAVEZ NESSE ASSUNTO?

  5. Comentou em 06/03/2008 Stanley Burburinho

    Estou tentando achar uma explicação aceitável para o seguinte fato:

    No dia do ataque, era noite, três horas da manhã, e chovia muito;

    Podemos ver pelas fotos que o local do ataque ficou completamente devastado;

    Será possível que depois disso tudo isso o notebook do Reyes tenha permanecido intacto ?

    O Uribe disse que encontrou nesse notebook provas de que o Chávez doou U$ 300 milhões para as Farc?

    O Uribe deve ter aberto o notebook e encontrou no Windows uma pasta com o nome: ‘Documentos que comprometem o Chávez’.

    Abraços em todos.

    Stanley Burburinho.

  6. Comentou em 06/03/2008 Stanley Burburinho

    Estou tentando achar uma explicação aceitável para o seguinte fato:

    No dia do ataque, era noite, três horas da manhã, e chovia muito;

    Podemos ver pelas fotos que o local do ataque ficou completamente devastado;

    Será possível que depois disso tudo isso o notebook do Reyes tenha permanecido intacto ?

    O Uribe disse que encontrou nesse notebook provas de que o Chávez doou U$ 300 milhões para as Farc?

    O Uribe deve ter aberto o notebook e encontrou no Windows uma pasta com o nome: ‘Documentos que comprometem o Chávez’.

    Abraços em todos.

    Stanley Burburinho.

  7. Comentou em 06/03/2008 Carlos Alberto Moliterno

    É bastante ver a alegria do Bush, todo saltitante, ao comemorar a vitória do candidato do partido à presidência dos EUA, um dia depois da invasão da Colômbia ao Equador. Ele aposta mesmo é no destempero do Chaves para justificar uma invasão à Venezuela e tomar o seu petróleo. Não resta dúvida de que esse Uribe é um mero títere nas mãos do grande irmão do norte .

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