Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

IMPRENSA EM QUESTãO > THE WASHINGTON POST

Sobre as críticas aos críticos

25/12/2007 na edição 465

Aqueles que criticam também são criticados. Este foi o tema da coluna de domingo [23/12/07] da ombudsman do Washington Post, Deborah Howell. Ela recebe diversas críticas de leitores sobre os jornalistas que escrevem críticas de cultura – sobre livros, peças teatrais, filmes, concertos, dentre outros. Alguns leitores ficam curiosos sobre quem decide a pauta das críticas e outros escrevem para dizer que não concordaram com elas.


Segundo o editor de arte, John Pancake, há pessoas na seção ‘Style’ que são responsáveis pelas críticas de acordo com cada tema: ou seja, há um editor de peças teatrais que decide qual será criticada e por quem, se alguém da redação ou um freelancer; assim como há um editor para filmes, outro para livros, etc.


Peter Marks é o responsável pelas críticas de peças teatrais. Ele, por exemplo, quer que quase todas as peças profissionais sejam resenhadas. O que são peças profissionais? ‘Somos muito liberais sobre a definição de profissional. Podem ser produções de uma companhia de teatro conhecida até uma pequena’, responde. Marks, que trabalha no Post desde 2002, revela que algumas peças não são resenhadas por falta de recursos humanos e financeiros. Uma leitora certa vez reclamou que o diário dá destaque demais às peças teatrais de Nova York. Marks reconhece que publica críticas de quase toda estréia em Nova York. ‘Estas peças têm um grande impacto na audiência do resto do país’, explica.


A responsável pelas críticas de dança, Sarah Kaufman, está no Post desde 1996. Ela estudou balé e começou a escrever sobre o tema quando ainda cursava a faculdade de jornalismo. ‘Cobrimos de tudo, desde que seja profissional. Escolhemos as apresentações de melhor qualidade e o mais interessante para oferecer’, diz.


O responsável pelas críticas de música clássica, Tim Page, afirma que a maioria dos eventos de música clássica locais recebe destaque, assim como os da Orquestra Sinfônica Nacional e da Ópera de Washington. ‘Infelizmente, quase todo evento musical em Washington, exceto a estréia da Orquestra Sinfônica Nacional, acontece entre sexta-feira e domingo, e nestes dias temos apenas um espaço limitado no jornal’, lamenta.

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