Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

IMPRENSA EM QUESTãO > PARTIDO GLOBO

Sobre organizações e seus crimes

Por Gilson Caroni Filho em 04/09/2007 na edição 449

Ainda comemorando a decisão do STF que mandou para o banco dos réus os denunciados no suposto esquema do ‘mensalão’, o Partido Globo já vive momentos de apreensão. Se a conduta do Supremo é festejada como absolvição política de sua cobertura jornalística, a decisão do Estado brasileiro de assumir como verdade histórica os crimes cometidos pelo regime militar trouxe desassossego à Executiva Nacional da agremiação da família Marinho.

Na edição de 30 de agosto de 2007, o jornal diário do partido manifestou seu desconforto com o lançamento do livro-relatório Direito à Memória e à Verdade, documento oficial em que o governo reconhece os crimes praticados pelo terrorismo de Estado implantado pela ditadura militar.

Publicado sob o título ‘Ato desnecessário’, o editorial afirma que ‘o pior que poderia acontecer, nessa altura da vida nacional, é a reabertura da discussão sobre algozes e vítimas da ditadura. Esta é uma ferida a ser cicatrizada’ [ver íntegra abaixo]. Pior para quem?, é lícito perguntar. Para quem precisa paginar a própria história ou para um país que, para avançar, necessita encarar o passado e desvendar o que ainda existe em seus porões?

Produzir amnésia

O braço jornalístico de oposição ao governo Lula não pára por aí. Avança categórico no texto. Não há margem para ambigüidades quando se trata de preservar a biografia de velhos companheiros. Segue firme em seus propósitos ao declarar que ‘a Lei da Anistia cuidou de reparar a maior parte das situações de flagrante injustiça e violação dos direitos humanos cometidas durante os anos de chumbo, mas alguns setores, com razão, criticam o fato de não se ter tido a mesma preocupação em relação aos militares que foram vítimas de grupos armados de esquerda’.

O zelo com a extrema-direita de pijama é comovente. É um texto para ser emoldurado e lido em alguma reunião nostálgica de grupos de oficiais da reserva e reformados da Marinha, Exército e Aeronáutica. Mas certamente não é apenas isso que mobiliza a família detentora do maior colosso midiático do país.

Esta não é a primeira vez que os fantasmas da ditadura sobressaltam o Partido Globo. Para se preservar como instância de poder real, necessita ocultar o papel de instância legitimadora de um regime que ‘matou,decapitou, esquartejou, estuprou, torturou e ocultou cadáveres de seus opositores’. Para se manter como narrador, precisa incessantemente produzir a amnésia. Para promover representações do real deve interditar o aparecimento do passado recente.

Cúmplice e protagonista

Há três anos, ao publicar um caderno especial sobre o golpe de 1964, O Globo (28/3/2004) apostou todas as fichas na produção do esquecimento. Nunca foi tão pedagógico o exercício de reescrever a história, primando menos pela riqueza de detalhes que pela plenitude de ausências.

Foi necessário ignorar um dado elementar. Não se conta um período omitindo seus principais atores, não se desvela um processo ignorando suas principais motivações e beneficiários. O que o jornal da Rua Irineu Marinho, 35 conseguiu foi montar uma colagem. Um mosaico quase anedótico ao qual pretendeu chamar de resgate de uma época.

Onde estavam, ao longo de 16 páginas, a CGT, as Ligas Camponesas, a estrutura partidária e suas principais lideranças? Em que momento se tocou na importância da atuação do complexo IPES/IBAD junto aos setores militares na urdidura do golpe? Em que consistiam as tão propaladas (e necessárias ainda hoje) ‘reformas de base’ e que segmentos a elas se opunham?

Essas lacunas não evidenciavam nenhuma deficiência intelectual dos editores do caderno. O fato explicativo é conhecido por todos: a imprensa em geral – e a Rede Globo de forma particularíssima – está impedida de tratar com abrangência de um episódio do qual, mais que cúmplice, foi protagonista. Num primeiro momento, como articuladora junto à opinião pública do arrazoado golpista. Posteriormente, como legitimadora de um regime que matou e torturou para zelar pelos interesses do grande capital.

Projeto simétrico

Não havia um só artigo, no suplemento, publicado por exilados ou oponentes do regime. Um caderno que abria com o atentado ao Riocentro (e continuava escondendo a segunda bomba) tentava explicar, na linha iniciada por Elio Gaspari, a ditadura como uma imensa briga de patotas e concedia ao ex-presidente José Sarney um generoso espaço negado a outros atores da época –, um caderno assim, não produzia apenas uma visão falseada; era, no sentido psicanalítico, um sintoma. Revelava, pelo que maldizia, o que ainda habita a alma das elites brasileiras: o descaso com a inteligibilidade histórica, o velho patrimonialismo e a inequívoca vocação adesista.

Entre os clãs Marinho e Sarney havia mais que afinidade eletiva. O que os unia, embora tenha havido estremecimento recente, eram o DNA do atraso e o cálculo frio da oportunidade histórica. As trajetórias de José Sarney e TV Globo se confundem no tempo dos generais.

A emissora de Roberto Marinho começa a operar em 1965, sustentada por um acordo técnico e financeiro com o grupo Time-Life, cujo escopo foi motivo de uma CPI no Congresso Nacional, no ano seguinte. Sarney, no mesmo ano, apoiado por Castelo Branco e tecendo loas aos ditadores de plantão, torna-se governador maranhense. Cinco anos depois, a Globo, esteio simbólico do regime, completava em seu noticiário a ação propagandística do regime. Em 1970, o oligarca assume uma cadeira no Senado. Juntos no mesmo projeto. Perfeitos na simetria.

Justiça pautada

Nos anos 1980, Sarney se dedicaria, nos bastidores, a abortar a campanha das Diretas-Já. O mesmo faria a família Marinho em seu monopólio televisivo. Quando, enfim, assume a Presidência, após a morte de Tancredo Neves, a ‘afinidade eletiva’ se transforma em promiscuidade político-empresarial. A NEC do Brasil, um dos principais fornecedores de equipamentos de telecomunicação para o governo, termina nas mãos das Organizações Globo por 1 milhão de dólares, graças à ação do então ministro das Comunicações, Antonio Carlos Magalhães. Logo em seguida, como nos revela o documentário Muito Além do Cidadão Kane (de Simon Sartog, realização do canal 4 da BBC), o valor de mercado seria de 350 milhões de dólares!

Antes que a nova Constituição brasileira tirasse do presidente a prerrogativa de distribuir concessões, Sarney deu mais 90 e ficou com duas, que se tornariam afiliadas da Globo. Nunca cinco anos de mandato valeram tanto. Ou tão pouco, dependendo do ângulo. O certo é que ambos – Organizações Globo e Sarney – foram, cada um no seu campo, militantes ativos de um regime que se valeu do terror de Estado para aniquilar adversários.

Esgotado o ciclo militar, a estrutura monopolística foi fiadora de mais uma transição por alto, que manteve intocáveis tanto os antigos dirigentes quanto seus torturadores de estimação. Nada que impedisse um reencontro em suplemento especial ou ação articulada, se o momento histórico fosse desfavorável ao interesses de um deles. O perigo não mora tão longe. E sua simples existência clama por reforma política imediata e legislação que democratize o conteúdo dos meios de comunicação.

A Globo (braço televisivo do Partido) é uma instituição que já aprendeu que só preservará a imagem se dela forem extraídos todos os cenários que ajudou a moldar durante os 20 anos de terror. No dia 5 de outubro, data em que expiram suas concessões públicas, é fundamental que sejam apagados da memória nacional fatos reveladores de sua cumplicidade com um regime que cometeu crimes imprescritíveis. Em tempos de justiça pautada, não é bom para a nomenklatura global e seus quadros orgânicos que se restabeleça o sentido preciso do que vem a ser uma organização criminosa, como opera e com quem se alia.

***

Ato desnecessário

Copyright O Globo, editorial, 30/8/2007

Foi inoportuna a decisão de transformar em ato oficial no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o lançamento de um livro com o balanço do trabalho da Comissão de Mortos e Desaparecidos, da Secretaria de Direitos Humanos do próprio governo federal.

Saradas as feridas de um período nada edificante da história recente do país, a ninguém interessa esse tipo de iniciativa, potencialmente capaz de produzir tensões e de irritar tecidos sociais ainda sensíveis.

O pior que poderia acontecer, nessa altura da vida nacional, é a reabertura da discussão sobre algozes e vítimas dos porões da ditadura militar. Esta é uma ferida a se deixar cicatrizada.

No final da década de 70 e na de 80, o país soube operar a transição da ditadura para o regime democrático, sem a necessidade de pedradas, tiros e acerto de contas.

Em 1979, a Lei da Anistia cuidou de reparar a maior parte das situações de flagrante injustiça e violações dos direitos humanos cometidas durante os anos de chumbo.

Mas alguns setores, com razão, criticam o fato de não se ter tido a mesma preocupação em relação aos militares que foram vítimas de grupos armados de esquerda.

Certamente, é importante lembrar o 28º aniversário da Anistia e a relevância da atuação de 11 anos da Comissão de Mortos e Desaparecidos, criada para apurar detalhadamente o que aconteceu nos vários casos envolvendo presos políticos e vítimas da repressão.

Ressalte-se: ela não foi instituída para revanchismos.

A partir desse trabalho, a Comissão recomendou a indenização, pelo governo, de 221 famílias — ação que também não está imune a críticas, por causa de critérios discutíveis usados no cálculo das indenizações.

Seja como for, trata-se de uma atividade minuciosa, que envolve situações melindrosas e feridas dolorosas do passado. A melhor maneira de levá-la à frente é discretamente.

Espera-se, portanto, que seja apenas um equívoco do governo aproveitar o 28º aniversário da Anistia para um ato que, em vez de apaziguar espíritos, fere susceptibilidades, desenterra velhas rixas e reforça a incabível idéia de se atropelar a Lei da Anistia, que foi recíproca.

Em países menos previdentes em relação a fatos de seu passado recente, como a vizinha Argentina, essa volta no tempo tem se mostrado um poderoso fator de desestabilização interna e dificultado a consolidação da ordem democrática, duramente reconquistada.

Não é este o futuro que se quer para o Brasil.

******

Professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), Rio de Janeiro

Todos os comentários

  1. Comentou em 01/10/2007 João Pequeno

    Melhorou nada. Continua boa. É, obviamente passível de erros, mas passa longe das delinqüências ortográficas como a do servidor (?) público, cuja escrita segue estável, nas condições dela, (“cidade que nunca estive”, ao invés do correto “onde”). O suposto elogio, entretanto, é só desculpa para mais uma insinuação de acordo com o caráter do sujeito. Somada, a 16ª mentira/insinuação/etc. Revisor? Ghost writer? Lamento frustrá-lo. Eu mesmo escrevo e não vou ajudá-lo.
    Uma simples consulta ao pai serviria para entender que bajular não necessariamente significa querer levar vantagem, tanto que, ao contrário dele, jamais o acusei de que o fizesse com este fim – 17ª. Aliás, problema de quem bajula, desde que não acuse os outros do que faz.
    Quando fala nas proximidades – geográfica e profissional – entre mim e Kamel, em contraponto à distância entre ele e o Filho, só confirma o que eu notara sobre seu norte moral – de que qualquer um que defende outro lado só o faz pensando em obter vantagem. E acaba – sem que eu jamais tenha insinuado isso – se entregando, ao dizer que não vai “auferir alguma vantagem” de Filho por não ter sido seu aluno, não conhecê-lo e estar “milhares de quilômetros” – ou seja, somente por não ter chance. Eu poderia de Kamel, por avaliá-lo positivamente? Não acredito, mas se fosse, não haveria diferença. Minhas colocações não dependem disso, felizmente.

  2. Comentou em 17/09/2007 Cério S dos Santos

    O jornalista manifesta-se de forma reveladora. Primeiramente, de modo leviano (como de costume), reputa que as provas apresentadas por minha pessoa são falsas. Em seguida, contradizendo-se, reconhece tais provas, admitindo os erros ortográficos, ressalvando que, das dez ocorrências apontadas, nove são de erros de digitação e apenas uma de erro de português. Por acaso, na reprodução de erros de digitação não se usa o “(sic)”? No que se refere ao erro de português, concordo que para as pessoas leigas, entre as quais me incluo, a grafia do porquê possa ocasionar erros recorrentes. Todavia, para um “grande jornalista” (que necessita eminentemente da escrita, ou melhor, da boa escrita), tal erro é significativo, sendo a sua gravidade qualificada pelo grau de instrução da pessoa e pela natureza da profissão que exerce. Ademais, porque o mesmo demonstra gabar-se de uma escrita apurada, fazendo uma propaganda enganosa. Repito que tais ocorrências foram relativas a um só artigo pesquisado, dos muitos que comentou, havendo nos demais, certamente, diversas outras ocorrências da mesma natureza ou possivelmente até mais graves. Efetivamente, não condeno o jornalista pela sua incúria na escrita, e sim, sobretudo, por sua manifesta arrogância, visto que quem tem telhado de vidro não deveria apreciar atirar pedras (ou sics).

  3. Comentou em 13/09/2007 Gustavo Morais

    Há quem tenha caráter, enquanto um presunçoso jornalista, embora de escrita infalível, possui apenas “caréter” (sic). Permito-me a licenciosidade de dizer que deve ser uma espécie de mistura (caráter + éter), ou seja, algo extremamente volátil, que se evapora com facilidade. Tsc, tsc…e há quem se preocupe com a crase dos outros, querendo sustentar uma farsa ( e não “farça”) de que é extremamente preparado para o mister de comentar.

  4. Comentou em 13/09/2007 João Pequeno

    O funcionário público segue a cartilha de Lênin: “acuse-os do que faz, xingue-os do que é”. Em assunto político, insinua – destilando homofobia – “suspeita” de “intimidade” entre dois homens. Mas ‘baixo’, em seu raciocínio imenso a abrigar tamanha estupidez auto-indulgente, é apontar sua incapacidade de escrever direito – em um espaço de escrita, onde deveria ser regra. E que, como visto, segue o nível de sua lógica. Entendi tudo o que disse. Está tudo errado. É claro que a ditadura militar era ilegítima, como eram os movimentos que queriam colocar outra ditadura no lugar. Como qualquer governo que desobedeça a decisões da Suprema Corte só é legítimo em cabeças autoritárias, sem nenhum apreço pela democracia. É claro que não se justifica por nenhum critério razoável o golpe de Pinochet (como em qualquer critério razoável, é mau caráter quem faz acusações falsas ou insinuações de “intimidade” como as vistas). Se justificaria se fosse verdadeiro o nada razoável critério do funcionário público de que “há de se considerar legítimo o combate a um governo ilegítimo”, sem nenhuma objeção sobre a forma nem o objetivo. É esse critério – abrigável somente em raciocínios grandes o suficiente para comportar tamanhas asneiras – que justificaria a ditadura no Chile ou as ditaduras socialistas que os guerrilheiros pretendiam instalar no Brasil. Essa lógica antidemocrática é dele.

  5. Comentou em 13/09/2007 João Pequeno

    O funcionário público segue a cartilha de Lênin: “acuse-os do que faz, xingue-os do que é”. Em assunto político, insinua – destilando homofobia – “suspeita” de “intimidade” entre dois homens. Mas ‘baixo’, em seu raciocínio imenso a abrigar tamanha estupidez auto-indulgente, é apontar sua incapacidade de escrever direito – em um espaço de escrita, onde deveria ser regra. E que, como visto, segue o nível de sua lógica. Entendi tudo o que disse. Está tudo errado. É claro que a ditadura militar era ilegítima, como eram os movimentos que queriam colocar outra ditadura no lugar. Como qualquer governo que desobedeça a decisões da Suprema Corte só é legítimo em cabeças autoritárias, sem nenhum apreço pela democracia. É claro que não se justifica por nenhum critério razoável o golpe de Pinochet (como em qualquer critério razoável, é mau caráter quem faz acusações falsas ou insinuações de “intimidade” como as vistas). Se justificaria se fosse verdadeiro o nada razoável critério do funcionário público de que “há de se considerar legítimo o combate a um governo ilegítimo”, sem nenhuma objeção sobre a forma nem o objetivo. É esse critério – abrigável somente em raciocínios grandes o suficiente para comportar tamanhas asneiras – que justificaria a ditadura no Chile ou as ditaduras socialistas que os guerrilheiros pretendiam instalar no Brasil. Essa lógica antidemocrática é dele.

  6. Comentou em 12/09/2007 Gustavo Morais

    (…) as pessoas (ou organizações midiáticas) e nem os jornais (ou jornalistas) pela aparência ou pelo poder que possui, tampouco pelo aspecto meramente formal da sua escrita ou da sua retórica (locução), mas, preponderantemente, por qualidades e virtudes que, certamente, as pessoas mesquinhas, preconceituosas e os bajuladores profissionais desconhecem. Por fim, quem veste a carapuça é porque esta lhe serve.

  7. Comentou em 12/09/2007 Gustavo Morais

    (…) as pessoas (ou organizações midiáticas) e nem os jornais (ou jornalistas) pela aparência ou pelo poder que possui, tampouco pelo aspecto meramente formal da sua escrita ou da sua retórica (locução), mas, preponderantemente, por qualidades e virtudes que, certamente, as pessoas mesquinhas, preconceituosas e os bajuladores profissionais desconhecem. Por fim, quem veste a carapuça é porque esta lhe serve.

  8. Comentou em 10/09/2007 Luisa Ferreira

    Já cansei de só reclamar e a bosta de Rede Globo continuar numa boa fazendo que bem entende, nos enchendo com porcarias de programas, nos despolitizando e desaculturando e agora, como se não bastasse, erguendo uma bandeira nojenta e injusta de guerra contra o governo Lula. Nunca vi uma cobertura tão mentirosa, subjetiva, sensacionalista como a dessa emissora horrorosa
    Quero mostrar meu posicionamento, indo em frente à Globo (pode ser SP ou Rio), custe o que custar e mostar minha indignação, mostrar que temos voz e que não concordamos com o que a Globo nos engole a acreditar. Cansei de ficar parada

  9. Comentou em 09/09/2007 Adauto Silva

    Sem querer dizer que não houve tortura nem assassinatos nos quartéis durante a ditadura, o que é um fato histórico incontestável, não achei boa a idéia deste ‘documento oficial’, que é voltado apenas para um lado da questão. Além do mais, tem uma questão que é das mais vergonhosas que temos neste país, com aquela lei do ‘nefasto’ FHC o que tem de vagabundo ganhando pensão vitalícia do governo (paga por todos nós), não é pouco.

  10. Comentou em 07/09/2007 Alessandra Ramos

    O professor faz reflexões importantes apoiado em dados históricos pouco conhecidos das novas gerações e bastante familiares a jornalistas que preferem esquecer tudo e exaltar a ‘nova Globo’. Não é mesmo, meu mestre Dines?

  11. Comentou em 06/09/2007 Hugo Garrido

    Se algum dos leitores me disser qual a diferença entre a Globo e a RTVC ficarei muito grato.

  12. Comentou em 05/09/2007 Maria do Socorro Souza Mendes

    Santo desespero destes grandes detentores do poder! Enquanto isso, nas camadas periféricas de nosso país, o povo que elegeu LULA,sorri.Apesar das avacalhações, percebem o quanto aumentou a evidência de que escolheram o homem certo para governar o velho novo Brasil.Desde que LULA assumiu, vimos mais comida,construção,empregos e aumento da esperança em nossa gente.Este é o grande diferencial.O resto minha gente,é desespero de perderem milhões e mão de obra barata para continuarem explorando e enriquecendo suas contas com ajuda de implementações orçamentárias oriunda do pensamento impertialista conservado por outros presidentes…

  13. Comentou em 05/09/2007 Ana Maria Souza

    Além do autor, merecem os devidos parabéns os editores do OI por terem colocado o editorial do Globo na íntegra. Se o autor fez uma bela acusação, o Observatório mostrou a prova do crime. Ao contrário de outras, eis uma denúncia bem oferecida. Parabéns.

  14. Comentou em 05/09/2007 Ricardo Pinheiro

    Sobre organizações e seus crimes é um desses textos que a gente lê, repassa, imprime, recomenda, etc. Para mim a questão é simples. A Globo tem nostalgia do tempo em que se tornou império e os militares ainda têm que aprender que se crimes existiram, têm que ser apurados e os responsáveis punidos. Não há anistia que anule crimes que não prescrevem. Se houver teremos uma democracia capenga e sujeita a sustos. Um lembrete ao leitor Thiago: se o senhor morasse na Alemanha, hoje, e escrevesse o que escreve aqui teria problemas com a justiça. Incitar ä intolerância é crime.

  15. Comentou em 04/09/2007 Virmondes Júnior Campos

    O Editorial menciona a Argentina. Mas e o Chile? Naquele País houve investigações e condenações de torturadores, inclusive do Pinochet. Nem por isso se falou em revanchismo, em desestabilização interna, e a Democracia se consolida. A verdade não pode ser escondida e ignorada pelas gerações de hoje.

  16. Comentou em 04/09/2007 Elizabeth Reis

    Para quem luta pela democracia e pela liberdade de imprensa,esse artigo do sempre brilhante professor Gilson é um hino.

  17. Comentou em 04/09/2007 Homero Galvão

    Recentemente, as Organizações Globo receberam um generoso empréstimo oficial cujo valor não me recordo, mas foi suficiente para o grupo em questão tirar o pé da lama.
    Uma pergunta (dividida em duas) Quem concedeu e quem autorizou o empréstimo??? Onde está a ética global e seu jornalsimo ‘investigativo’. Mas nada disso é menos grave que preeenciar a lastimáel figura de um Thiago, fã de carteirinha de assasssinos. Sua cruzada não é contra o comunismo. Ë contra a humanidade. Figura deplorável.

  18. Comentou em 04/09/2007 Cid elias

    Que maravilha de artigo! Mais uma aula de observação ministrada gratuitamente pelo Professor Caroni. Parabéns! (*thiago já expeliu seu troço-nada inaugural, já já vem outro troço dele, mas como felipe)

  19. Comentou em 04/09/2007 Hebe Abreu

    Para quem gosta de artilharia bem fundamentada, esse artigo soa como música de boa guerra. A muralha da Globo foi abalada por míssil de razoável alcance: a inteligência.

  20. Comentou em 04/09/2007 Hebe Abreu

    Para quem gosta de artilharia bem fundamentada, esse artigo soa como música de boa guerra. A muralha da Globo foi abalada por míssil de razoável alcance: a inteligência.

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