Segunda-feira, 18 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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IMPRENSA EM QUESTãO > COBERTURA INTERNACIONAL

Tecnologia não faz milagre

Por Alberto Dines em 11/08/2008 na edição 497

A abertura oficial das Olimpíadas de Pequim mostrou que a mídia convencional não dá conta das necessidades informativas da sociedade. Nem mesmo a imbatível TV aberta consegue oferecer uma cobertura minimamente satisfatória em matéria de quantidade e de atualidade. Muito menos a mídia do futuro, a internet, ainda longe de viabilizar a fusão da TV com texto.


É certo que nestes Jogos de Pequim o volume de competições e a grande diferença do fuso horário favorecem as emissoras all news, exclusivamente noticiosas, sobretudo aquelas que dispõem de canais simultâneos. Porém, mesmo essas sofrem de um defeito congênito: não têm a necessária capacidade de análise. O telespectador não absorve tanta informação sem ajuda de tutores – sem comentaristas.


Referendo boliviano


E a mídia impressa, jornais e revistas? Esqueçamos as dificuldades intrínsecas da Olimpíada e fiquemos com o conflito no Cáucaso. A crise entre a Geórgia e a Rússia começou no dia 6 de agosto, quarta-feira. Os semanários fecham as suas edições na quinta e sexta, e nenhum deles conseguiu oferecer no último fim de semana uma análise compreensiva da situação.


Convém não esquecer que a Geórgia sempre foi a mais rebelde das repúblicas soviéticas, situação que só aumentou no período Putin.


No caso do referendo boliviano, os jornais também não estavam desprevenidos: investiram, despacharam repórteres para La Paz, mas não tiraram qualquer proveito nas imensas edições de domingo (10/7) – nada foi destacado nas primeiras páginas.


Como se vê, as novas tecnologias não fazem milagres.

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