Segunda-feira, 18 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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IMPRENSA EM QUESTãO > THE NEW YORK TIMES

Transição digital e manutenção da qualidade

21/11/2006 na edição 408

Por mais de um século, repórteres do New York Times que cobriam as notícias mais importantes do dia empenhavam-se em entregar suas matérias prontas até a noite, para que fossem publicadas na manhã seguinte. Na última década, as notícias de última hora – mais todas as outras – migraram para o sítio do jornal, o que fez com que a rotina dos repórteres mudasse rapidamente, afirma o ombudsman Byron Calame, em sua coluna de domingo [19/11/06].

A equipe deve entregar suas matérias para a versão online do jornal, que funciona 24 horas por dia, assim que elas estiverem prontas. Isto significa que mais editores estão constantemente equilibrando velocidade e precisão para decidir quando um artigo é bom e completo o suficiente para levar a marca NYTimes. Eles também têm de levar em conta considerações competitivas e o quanto o jornal quer ser o primeiro a dar a notícia.

‘Como o NYTimes está lidando com esta nova demanda?’, questiona Calame. ‘A atual versão do sítio, é claro, tem mais notícias de última hora, e terá cada vez mais. Além disto, o sítio explora apresentações multimídia, blogs e gráficos interativos’. O que preocupa Calame no momento é como o NYTimes está lidando com as notícias de última hora e como isto tem afetado a qualidade do jornalismo.

No dia 30/6, Jonathan Landman, vice-chefe de redação e responsável pelas operações online do jornal, anunciou com grande empolgação a integração da redação do impresso com a do online. Em um e-mail enviado ao ombudsman na semana passada, Landman mostrou-se mais realista. ‘Informações de última hora acontecem sempre e sempre aconteceram. Fazemos nosso melhor para escrever as matérias com mais qualidade possível com as limitações de tempo’, disse.

Para Jim Roberts, editor de notícias digitais, a intenção é dar aos leitores ‘matérias que eles esperariam ler no jornal impresso se elas estivessem disponíveis de seis da manhã a oito ou nove da noite’. ‘Eu continuo a acreditar que os internautas dão valor à precisão da cobertura de última hora do NYTimes. Manter os padrões de qualidade tradicionais na versão online vai ajudar a preservar a marca do diário’, conclui o ombudsman.

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