Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

IMPRENSA EM QUESTãO > MÍDIA & CINEMA

Tropa de Elite e os erros da esquerda

Por Luiz Antonio Magalhães em 30/10/2007 na edição 457

Este observador já estava se sentido um verdadeiro ET, mas finalmente viu o filme que todo mundo anda comentando. E achou Tropa de Elite excelente, bem acima da expectativa que tinha a respeito da fita. É violento? Sim, Tropa de Elite é violento, mas não mais do que Pixote ou Carandiru, por exemplo. Na verdade, a polêmica que o filme causou se deve muito menos à violência presente na tela do que a um certo esforço de setores da intelectualidade em estigmatizar Tropa de Elite e o protagonista, o capitão Nascimento, como uma fabricação da direita a serviço da visão linha-dura da política de segurança no país, especialmente no Rio de Janeiro. Ou, em outras palavras, que o filme é ‘fascista’ porque estaria a indicar medidas de força como as únicas possíveis para o problema da violência.


Vamos por partes. Primeiro, dá para compreender este tipo de leitura do filme, mas ela é profundamente injusta. Na verdade, intelectuais de esquerda têm uma dificuldade grande para formular idéias razoáveis na área de segurança pública. Em geral tratam a questão a partir do que escreveu o filósofo Michel Foucault, autor de Vigiar e Punir – e mesmo isto está presente no filme, em uma passagem que se revela bastante irônica com Foucault. Portanto, para a maior parte da militância de esquerda, segurança é sinônimo de ‘aparelho repressor do Estado’ (capitalista, naturalmente). Partindo deste referencial, de fato sobra muito pouca coisa além de pregar a melhoria das condições de vida dos mais pobres, como se isto pudesse significar necessariamente uma diminuição da violência. É até óbvio que a violência seja menor com a redução da desigualdade social, mas isto não é suficiente e deixa de fora fenômenos importantes como o tráfico de drogas. Afinal, que outra atividade – concessões de estradas em gestões do PSDB à parte – tem taxa de retorno tão alta? Em outras palavras, não basta apenas trazer perspectivas de educação e emprego para os pobres, porque o tráfico é uma máquina de fazer dinheiro a serviço de uma melhoria rápida e profunda na vida dos que com ele se envolvem, em que se pesem os riscos envolvidos no negócio.


A questão das drogas


A esquerda certamente se irrita com a forma com que os estudantes maconheiros e cheiradores são apresentados no filme. Mas o que se apresenta ali é uma caricatura, necessária para o que o diretor se propôs a discutir. Afinal, não é simplismo algum dizer que o sujeito que cheira cocaína está, em última análise, financiando um esquema criminoso que resulta nas mortes e verdadeiras carnificinas nos morros. Isto é fato, não é simplificação. Quem toma Red Label pode eventualmente matar alguém no trânsito, mas jamais terá fornecido recursos ao crime organizado (a menos, é claro, que compre a bebida de contrabandistas)…


No fundo há duas formas de ver as coisas quando o assunto é droga: ou se defende a liberação total e completa de todo tipo de substância tóxica, como defendem muitos economistas liberais da Escola de Chicago, sob a alegação de que o custo para combater o tráfico é mais alto do que os benefícios deste combate; ou se enfrenta o tráfico e se reprime o consumo. Uma parte da esquerda aceita bem a idéia da liberação das drogas e pode assim ter motivos para a indignação com a maneira como o filme trata os jovens consumidores. A parte da esquerda que concorda com a proibição dos tóxicos, porém, também reclama e se apega na questão dos ‘direitos humanos’ – exige da polícia tratamento, digamos, mais civilizado com o tráfico e também alguma tolerância com os consumidores. A segunda postura, no fundo, é apenas uma fuga do debate real.


Herói para quem precisa


Voltando ao filme, o que o diretor José Padilha fez foi mostrar as várias faces de uma questão bastante complexa, qual seja a da violência urbana que em boa parte, mas não apenas, se deve ao tráfico de drogas. O capitão Nascimento, protagonista de Tropa de Elite, não é retratado de forma alguma como um super-herói: tem síndrome do pânico, bate em mulher, faz uso da tortura e é assumidamente um justiceiro.


Aliás, alguém já escreveu, em uma observação bastante perspicaz, que Padilha não utiliza certas artimanhas, muito comuns em filmes norte-americanos, para fazer o público simpatizar com o ‘herói’: ninguém ameaça o filho do capitão ou mexe com a mulher dele. Pode-se acrescentar que também não há nenhum momento em que Nascimento sofra uma emboscada ou apareça em situação difícil da qual consegue se livrar milagrosamente.


Na verdade, o fato de boa parte do público aceitar o capitão Nascimento como herói diz mais a respeito de um estado de espírito presente na população, especialmente no Rio e São Paulo, do que é propriamente fruto da intenção do diretor. É evidente que para quem já sofreu ou sofre com a violência urbana, o modo de agir do Batalhão de Operações Policiais Especiais acaba sendo celebrado como solução, até porque na polícia convencional, como o filme deixa claro, poucos confiam…


Assim, não se pode dizer que o filme seja fascista, embora parte do público esteja ávida por soluções fascistas para a tragédia da violência brasileira. Quando o capitão Nascimento diz que entra no Bope está indo para guerra, isto é apenas verdadeiro e não havia outra forma para o diretor de Tropa de Elite retratar tal realidade.


No fundo, do ponto de vista da esquerda, melhor do que discutir se o filme está a serviço da direitosa política linha-dura da segurança é tentar formular com alguma clareza o que deve ser uma política cidadã de segurança pública. Nas atuais circunstâncias, o autor destas mal traçadas  duvida que fosse possível prescindir de gente como o capitão Nascimento e de uma tropa de elite tal e qual a do Bope. Por uma razão simples: há mesmo, nas duas maiores cidades do país e em alguns entrepostos ou municípios estratégicos para o tráfico, como Campinas, uma guerra urbana em andamento. Infelizmente, é esta a realidade hoje e dá para entender o motivo de tamanho entusiasmo com o Bope. Em tempos de paz quem sabe o Batalhão de Operações Policiais Especiais seja simplesmente desnecessário e o capitão Nascimento compreendido apenas e tão somente como um personagem de dias confusos que o país enfrentou. É pelo que nos resta torcer.

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Jornalista. Blog do autor: Entrelinhas  

Todos os comentários

  1. Comentou em 19/04/2011 Annibal Canizio

    Há alguma matéria ou texto que pode ser indicado sobre a relação entre setoristas e clubes de futebol?

    Pergunto pela constatação de uma blindagem a priori das diretorias.

    Sou da Cruzada Vascaína, grupo político que apresentará candidato à Presidência do Vasco da Gama.

    Tivemos um outdoor de campanha censurado pelo clube e nenhum jornalista setorista considerou essa ação como relevante.

    Foi necessário um site que não possui setorista cobrir o ocorrido.

    http://www.sidneyrezende.com/noticia/128645 cruzada vascaina tem outdoor coberto em sao januario

    Nos dias de hoje onde a busca por exclusivas é brutal, salta ao olhos como somente em assuntos desagradáveis , é que sites sem setoristas conseguem um furo.

  2. Comentou em 09/10/2008 Letícia Liñeira

    Olá, bom dia!

    Sou estudante do 4º semestre de Jornalismo das Faculdades Integradas Rio Branco e, junto com meu grupo, estou desenvolvendo um trabalho de Ética, cujo tema é a ‘Manipulação de Imagens – O fotojornalismo e a manipulação de casos clássicos’

    Gostaria de saber se existe a possibilidade de vocês enviarem algum material a respeito disso e/ou indicações de pesquisa.

    Procurei algumas matérias / artigos sobre isso, mas foram poucos.

    Aguardo retorno.

    Desde já, agradeço pela atenção.

    Abraços,

    Letícia Liñeira
    (11) 9177-7933

  3. Comentou em 06/11/2007 Marco Antônio Leite

    A violência esta embutida numa série de fatores. Fatores que vão da falta de uma fiscalização rigorosa nas fronteiras nacional, com a visível tolerância da parte de algumas “autoridades” governamental. Os grandes traficantes se camuflam de homens de conduta pura, esse disfarce proporciona maior flexibilidade para circular no bloco dos endinheirados. Em virtude de os polícias não terem treinamentos especializados, receberem salários de fome, não ter valor perante uma população descrente de tudo, muitos se aliam aos criminosos, outros se corrompem com facilidade, para que possam melhorar a renda familiar. Entre às causas, estão o desemprego, baixa escolaridade, mão de obra desqualificada, salários sem nenhum atrativo para trazer a juventude para o lado daqueles que tem um padrão de vida melhor, jovens fora da escola e muitas outras situações que expõe o ser humano a correr riscos. Portanto, não é um filme violento, que reproduz somente uma polícia defensora da escol carioca, cujo filme tem pôr finalidade somente faturar alto às custas da miséria humana. Outrossim, não trás nenhuma luz no final do túnel, para que possamos criar uma nova mentalidade na área de segurança, a fim de resolver essas e outras questão referidas com a criminalidade. Em tempo: Desaprovo o terrorismo porque passou este site, trata-se de uma visão distorcida sobre o que este jornal. Cheira direitona.

  4. Comentou em 02/11/2007 Thiago Conceição

    Fábio Carvalho, é por isso que valores morais são importantes. Ceder à ‘rentabilidade do tráfico’ é sinal de que os valores da pessoa não são católicos. O que o Brasil precisa é cessar as práticas bestiais que todos nós vemos em cada Carnaval e salientar os valores morais, para que cada cidadão tenha consciência de seus direitos e deveres. Isso tudo somado a um governo que não trabalhasse para destruir a população com uma sobrecarga de impostos e burocracia, mas ao contrário, se esforçasse para estimular a competição e minimizasse os impostos, seria perfeito para todos. A esquerda no Brasil só estímula a imoralidade e as piores mesquinharias. Ao invés de promover o desenvolvimento esperam usar a máquina estatal para construir um futuro onde todos serão ‘iguais’, o que já foi provado ser a estagnação da humanidade e um fracasso. Eu me preocupo com o futuro físico, mental e espiritual de nossa nação, e a esquerda está presa a um passado de fracassos em todos esses sentidos porque não aprendeu a sua lição.

  5. Comentou em 01/11/2007 Marco Antônio Leite

    Ao ditadorzinho de direita de Plantão, como é que você pode dizer que na Venezuela e em Cuba não é permitido ter variantes de pensamentos, ledo engano. A esquerda que aqui comenta, não afirma que em outras nações capitalistas existem seus ditadores de momento. A esquerda não é favorável a chutar cachorro morto, o capitalismo esta entrando em estado de inconsciência de apatia degenerativa. Visto que, os donos do mundo estão comprando todo o processo produtivo existente no planeta, se esquecendo que os escravos também precisam sobreviver. Num curto espaço de tempo, o proletariado ira se revoltar contra essa exclusão e, mudará essa história nebulosa que a elite esta desenhando. Ou você se une aos seus iguais, ou você será engolido pelos desumanos e inconseqüentes. Vou alertá-lo, ao sair de casa cuidado com o POBE júnior aí na sua cidade! Cara Daisy, essa gente não sabe o que fala e o que faz nessa confusão capitalista!

  6. Comentou em 01/11/2007 Marco Antônio Leite

    Ao ditadorzinho de direita de Plantão, como é que você pode dizer que na Venezuela e em Cuba não é permitido ter variantes de pensamentos, ledo engano. A esquerda que aqui comenta, não afirma que em outras nações capitalistas existem seus ditadores de momento. A esquerda não é favorável a chutar cachorro morto, o capitalismo esta entrando em estado de inconsciência de apatia degenerativa. Visto que, os donos do mundo estão comprando todo o processo produtivo existente no planeta, se esquecendo que os escravos também precisam sobreviver. Num curto espaço de tempo, o proletariado ira se revoltar contra essa exclusão e, mudará essa história nebulosa que a elite esta desenhando. Ou você se une aos seus iguais, ou você será engolido pelos desumanos e inconseqüentes. Vou alertá-lo, ao sair de casa cuidado com o POBE júnior aí na sua cidade! Cara Daisy, essa gente não sabe o que fala e o que faz nessa confusão capitalista!

  7. Comentou em 01/11/2007 Eugênio Simões

    Ops… meu último comentário foi dirigido ao Sr. Jorge Buso , Florianópolis-SC – Adestrador de cães, e não ao Sr. Eduardo.

  8. Comentou em 01/11/2007 Eugênio Simões

    Sr. Eduardo, a diferença é que em Cuba os criminosos estão no poder e não admitem concorrêcia. Em tempo: é curioso como a esquerda gosta de qualificar qualquer um que contesta seus simplismos como de ‘extrema-direita’. Poderia chamá-los de extrema-esquerda também, mas: a) extrema direita e extrema esquerda são duas faces de uma mesma moeda, são gêmeas siamesas; b) quando penso em extrema esquerda lembro dos milhoões e milhões de pessoas mortas pelos governos da defunta União Soviética, lembro também da tragédia do governo comunista do Khmer vermelho no Cambodja (pq será que a esquerda não gosta de falar disso?) e dos mortos na Revolução Cultural chinesa, que muitos ingênuos preferem idolatrar, (talvez por medo de enfrentar a História).

  9. Comentou em 01/11/2007 Eugênio Simões

    Respostas às perguntas ‘imbecis’ (concordo com ele) do multi-homem/cultural Sr. Fernando (como ele insinua que somos neo-nazistas ou neo-liberais, acho que posso chamá-lo de neostalinista ou neocomuna): 1) Sim, exceto pelo fato de terem sido em boa parte pioradas ( o tal ‘asssitencialismo barato’ que o PT sempre criticou) e adequadas ao projeto demagógico de manutenção do poder do pt; 2) Por mais oligárquico ou imperfeito que seja um sistema de acesso ao poder por meio do voto, ele é diferente da tomada do poder pelas armas. Duvido que você ache qualquer trabalho de Ciênica Política que diga o contrário; 3) Sim. se é certo ou não é outra questão. Para mim seria mais eficiente se os ‘esquerdinhas de dce’ parassem de enrolar seu baseado como forma de protesto contra a sociedade ‘consumista’, mais aí é outra questão; 4) Pois é, acho que o partido do poder e a base aliada não teriam quadros nem votos; 5) Não vi ninguém dizendo esta tolice. Mas tenho colegas de faculdade que vão em Raves, andam em carrões, só usam ‘bala da boa’ e votaram no apedeuta; (Continua)

  10. Comentou em 01/11/2007 Eduardo Alex

    Sr. Marcos Leite
    Você querer justificar um regime ao qual a população pobre é submetida às vontades de tiranos, pelo fato de vivermos em crise social, só convence incautos. O sr. não é o único q morou ou visitou Cuba. Já conversei com várias pessoas q por lá passaram.
    Os esperançosos, como vc, sempre querem justificar o sistema de ração mensal, a coleira ideológica imposta por um Estado tirano. Os críticos acerbos preferem pintar uma visão dos infernos. Quanto aos céticos, optam por mostrar as coisas como são: um lugar extremamente pobre, onde as pessoas o abordam na rua para tentar negociar qualquer coisa e em seguida conseguir algo no “mercado negro”.
    Enquanto isso, a nomenklatura come do bom e do melhor, recebendo as figuras bem vividas e iludidas com o regime jurássico.
    E por favor, não seja afetado; guarde os seus didatismos sobre democracia para si mesmo. Talvez o dia em q descobrir sua essência e o mundo real no qual vivemos, passe a desprezar tiranias e buscar a verdadeira democracia.

  11. Comentou em 31/10/2007 Norton Drongek

    Depende do ponto de vista, Eugênio, tão e somente dele, acerca do que existe pr além mar. Afinal, do jeito que nos são propostas soluções para os problemas de violência, fica evidente e patente que as direitas as têm, enquanto as esquerdas é que são o problema. Não podemos esquecer que o combate à violência no Rio está sendo levado a cabo por um governador que, senão de esquerda, apóia um presidente socialista, ou o PT não o é? E sobre a contenda internacional, pontos de vistas diferentes devem ser explicitados: o sr é a favor de um governo que, tirando seu país da miséria através de uma revolução stricto sensu, propõe que todos sejam iguais, ou a favor de um que, para encher os cofres dos apadrinhados, promove a dor e a destruição mundo afora, enviando seus filhos para a morte senão à loucura? Em verdade, nem precisa responder, apenas atente-se às diferenças, e conviva com elas. De resto, esta análise do filme foi sem dúvida das melhores que pude ler!

  12. Comentou em 31/10/2007 Eugênio Simões

    Sr. Márcio Pereira: Eu sou contra QUALQUER DITADURA. E o Senhor, o que acha da ditadura cubana, que pratica tortura e assassinato de dissidentes? Espero que o senhor seja contrário. A não ser que você seja do tipo de ‘comentarista crítico’ (muito comum nessa esquerda retratada pelo Sr. Luiz Magalhães) que aceita a tortura na vida real mas se revolte quando ela aparece em um filme…

  13. Comentou em 30/10/2007 Domingos Roessing

    Se a simples geração de empregos resolvesse, em paises industrializados e com baixo índice de desemprego a violência seria quase inexistente. Evidentemente, o problema econômico (quero dizer, desemprego, emprego com baixíssimos salários, etc.) é uma das causa principais da violência, mas não é só: há que se considerar, ainda, outros aspectos igualmente importantes. A maior parte da violência é resultante do tráfico de drogas, e só não vê quem não quer que, em nossas maiores cidades, vige uma grande tolerância com os usuários – como se estes não fossem os responsáveis pelo enorme lucro que os traficantes obtêm, e que justifica correr ‘os riscos que envolvem o negócio’. A hipocrisia que cerca o consumo de drogas proibidas (maconha, cocaína, etc.) talvez contribua mais para a violência que o próprio consumo, pois mantem o ‘negócio’ na ilicitude, criminalizando o ‘negócio’, ao contrário do que ocorre com as drogas permitidas (ou’lícitas’) como o alcool. Por outro lado, nada garante que a simples liberação da venda e consumo das drogas vá minorar o problema, uma vez que a disputa pelo ‘mercado’ poderá ter conseqüências imprevisíveis. Como se vê, a questão é complexa. No entanto, enquanto se discute a questão, não podemos ficar no fogo cruzado entre os dois lados (policiais e traficantes). Urgem providências para proteger os cidadãos.

  14. Comentou em 30/10/2007 Marcelo Ramos

    Concordando com o início do texto d Marco Leite, gostaria de acrescentar algumas coisas e perguntar outras: 1) Só existe maconheiro e cheirador na esquerda e na direita não? Eu também gostaria que o autor indicasse quem ou em que lugar ele leu que ‘exige da polícia tratamento, digamos, mais civilizado com o tráfico e também alguma tolerância com os consumidores.’ Luiz Antonio, dá pra tratar igual consumidores e traficantes? Há muitas nuances do debate que são perdidas quando um texto é curto assim. Por outro lado, não compatilho seu entusiasmo com esse filme. O que ele acrescenta em violência à um meio já altamente sensível não supera em ganho o debate, se houver. Se o autor queria um debate, poderia ter feito um documentário. Eu quero ver alguém debater sobre a indústria da violência, que sempre lucra, de uma forma ou de outra, e serve para perpetuar o status quo de pobres sempre aviltados e ricos que ‘cobram’ seus direitos… inclusive de consumir drogas.

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