Terça-feira, 19 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

IMPRENSA EM QUESTãO > SALDOS & BALANÇOS

Veja em Veja o que Veja poderia ser. Ou já foi

Por Alberto Dines em 02/01/2007 na edição 414

A retrospectiva fotográfica de 2006 (edição 1989, págs. 49-97) do semanário Veja produz sensações simultâneas e contraditórias:


a) aquelas magníficas fotos não apareceram ao longo do ano;


b) também alguns assuntos, temas ou ângulos;


c) a sensibilidade para escolher imagens tão tocantes nada tem a ver com a utilização abusiva de infográficos enganosos, em geral a serviço de matérias que não se sustentam;


d) aquelas páginas fortes e serenas são capazes de prender os leitores mais tempo do que o picadinho estilo almanaque que hoje domina nossas revistas. Mesmo quando as legendas são insuficientes.


Dupla viagem ao passado: a mais recente, documental, sobre o ano que se encerrou. A outra, remota, nostálgica, sobre um jornalismo que teima em sobreviver a despeito da impaciência dos seus algozes.


Infelizmente sempre aparece um amigo-da-onça para subverter um trabalho sério e coerente: a abertura, ‘O Ano do Apagão’ (págs. 50-51), não é propriamente uma foto, é uma ilustração para um destoante editorial político. O apagão aéreo produziu milhares de fotos, mais fortes e verazes.


As celebridades que aparecem a partir da pág.98, têm apenas uma função – lembrar o leitor que o sonho acabou.


 


SALDOS & BALANÇOS – 2


Rancor no lugar de crítica


Exemplo perfeito do espírito de linchamento que começou a prevalecer entre os novos praticantes do media criticism pode ser encontrado na carta de uma leitora da Folha (sexta-feira, 29/12, pág. A-3) que não gostou do balanço de Danuza Leão sobre o primeiro mandato do presidente Lula.


Maria Izabel Brunacci, de Belo Horizonte, tem suas razões para detestar o artigo ‘Mais quatro anos; socorro’ (Folha, quinta, 28/12, pág. A-8, ver reprodução abaixo) e está no seu direito ao contestar a autora. Lamentável foi o estilo que escolheu para manifestar-se:




‘Danuza Leão é, intelectualmente, o mais bem acabado retrato de certa colônia de parasitas – que Machado de Assis tão bem identificou em seus romances – que vive colada à elite brasileira, cuja visão de mundo reproduz, dissemina enquanto usufrui da complacência de seus mantenedores.’


A leitora não discute, não contesta, não argüi, nem tenta rebater os argumentos apresentados por Danuza Leão. Simplesmente apela para a ofensa pessoal – é a sua maneira de dizer que existe.


A cólera, certamente, é alheia: a leitora é uma vítima das suas leituras e dos seus gurus em matéria de crítica da mídia. (A.D.)


***


Já que o OI clamou pelo óbvio…


Crítica à crônica ‘Mais quatro anos; socorro’, de Danuza Leão


Maria Izabel Brunacci*


[incluído às 15h40 de 3/1/2007]


Escrevi protestando contra a crônica de Danuza Leão e a Folha de S. Paulo, para minha surpresa, publicou meu texto, enviado por correio eletrônico. Entretanto, o observador Alberto Dines repercutiu a Folha, para apoiar a cronista, ao mesmo tempo em que, taxativo, rotulou-me: ‘a leitora é uma vítima das suas leituras e dos seus gurus em matéria de crítica da mídia’. Ora, sou mineira descendente de italianos: dou um boi para não entrar numa briga e uma boiada para dela não sair; e muito me apraz uma polêmica intelectual. Daí minha disposição de, neste ensaio, responder tanto ao violento achaque do Sr. Dines quanto à referida crônica ‘danuziana’.


Começo por dizer que possuo autonomia intelectual suficiente para não depender de gurus que me digam o que pensar. Leio tudo que me procura e que procuro. Inclusive os textos do Sr. Alberto Dines e da cronista em pauta. Sempre fui refratária a dizer o óbvio, principalmente para os que se identificam como intelectualizados, informados, instruídos. Mas aprendi com um bom mestre na UnB que o óbvio também precisa ser dito, quando menos para não sermos acusados de escamotear verdades. Talvez meu erro tenha sido não ter dito o óbvio sobre a crônica de Danuza no restrito espaço da Coluna do Leitor da Folha de S. Paulo. Talvez por isso tenha sido eu o alvo privilegiado da ira santa do observador…


Minha carta sofreu alguns ‘cortes de edição’. Em um trecho cortado eu observava o claro problema na pontuação utilizada no título da crônica, mostrando que, do alto de sua arrogância, Danuza também comete erros gramaticais. Em outro, evoquei a saudosa Nara Leão – aquela que se apresentou ao lado de João do Vale no show ‘Opinião’, defendeu e praticou a aproximação da classe-média-zona-sul-carioca com a cultura produzida nos morros e grotões –, para mostrar que, assim como em qualquer família, também a de Danuza foi capaz de gerar irmãs ideologicamente opostas. Mas eu não o disse assim, com todas as letras, porque isso me parecia óbvio demais para o perfil de leitor da Folha de S. Paulo.


Percebi o preconceito de Danuza logo no primeiro parágrafo da crônica, em uma expressão aparentemente desimportante colocada entre parênteses: ‘(os mais ingênuos)’. Ou seja, a autora se coloca desde o início do texto dicotomicamente posicionada entre os não-ingênuos da sociedade brasileira, aquela minoria que não votou em Lula. É assim que funciona: o texto revela o lugar ideológico de seu emissor e este não escapa ao leitor atento, capaz de ler os mais inocentes fragmentos. Se bem que a crônica de Danuza não é assim tão sutil, ela explicita estrondosamente o preconceito de classe que enforma a visão de mundo da autora. Para isso, recorre a expressões populares como ‘o buraco é mais embaixo’, ‘fala sério’ e ‘liberou geral’ ou a provérbios como ‘quem nunca comeu melado quando come se lambuza’, procedimento textual típico de quem procura conferir artificialmente legitimidade social a um discurso autoritário.


Contradições escamoteadas 


A par desse artifício, Danuza vai tecendo sua teia de preconceitos, todos eles reproduzidos do noticiário do último ano e meio, quando teve início a ‘crise’ do governo Lula – e esta crise, sua fabricação pela mídia e o uso eleitoral que dela se fez é assunto que outros ensaios já trataram, vários deles na insuspeita revista semanal Carta Capital. A cronista recupera os lugares-comuns utilizados pela imprensa para (des)qualificar Lula e o PT, lembrando episódios exaustivamente explorados e apregoando a falência do ‘proprietário único da ética e da verdade’, em sonoro eco aos mais conservadores jornalões, que por sua vez ecoaram falas dos mais conservadores políticos brasileiros, do PFL e do PSDB. De eco em eco, o discurso vai se reproduzindo, mas, para o mal e para o bem, chega um momento em que esse eco bate e volta, diretamente na cara do último que o (re)produziu.


Danuza, assim, oferece-nos bem acabados exemplos dessa reprodução discursiva: quando fala da ‘compra do avião’ não há como a gente não se lembrar do discurso político de Geraldo Alckmin durante a campanha à eleição presidencial. O mesmo acontece com os exemplos de Chirac e do Papa, que constituem o espelho invertido da eterna mania brasileira de copiar os países do ‘primeiro mundo’. De sua perspectiva de classe, a autora não digere o atrevimento dos pobres, que segundo ela deixaram de ‘passar a impressão de que não havia gastança’. Mas seu mais ferino verbo se dirige à primeira-dama, Marisa, que ‘não larga do pé’. Será que ela preferia alguém como a D. Ruth Cardoso, que tanto ‘largou do pé’ de FHC que obrigou a solidária imprensa brasileira a esconder um filho ilegítimo do ex-presidente com uma jornalista da Globo? Pobre D. Marisa, quem mandou ser atrevida a ponto de usar um ‘ridículo maiô branco com uma estrela vermelha na barriga’? Para quem sabe que a primeira estrela na bandeira do PT foi cerzida a mão pela primeira-dama, nada a estranhar. Já para os que sequer sabem o significado do verbo cerzir…


O desfecho da crônica é exemplar, resume brilhantemente a tendência de certos autodenominados ‘formadores de opinião’, quando insinua o viés tirânico de Lula, como se no Brasil as instituições democráticas encarnadas nos poderes legislativo e judiciário estivessem falidas e apenas sobrasse o poder executivo. Mas isso, por outro lado, revela o viés udenista que presidiu a imprensa no último ano e meio, o qual Danuza tão bem encarnou.


Eco discursivo


Estudiosos da cepa de Sergio Buarque de Holanda, Florestan Fernandes, Caio Prado Júnior, Antonio Candido, Darcy Ribeiro e outros identificaram, na vida social brasileira, o lado perverso da reprodução das tradições de mando, encarnadas nas figuras do agregado e do capataz. São duas espécies de parasitas sociais, produtos da política do favor, desde sempre utilizada pela elite brasileira para se perpetuar no topo dessas relações. Machado de Assis traz-nos a representação dessas figuras em seus romances e crônicas – estas sim, verdadeiras crônicas da vida dos brasileiros. Euclides da Cunha traz-nos a representação do horror à possibilidade de que os pobres queiram tomar nas mãos os próprios destinos. Por isso essa matéria social foi, ao longo dos últimos quinhentos anos, domesticada – pela cooptação ou pela repressão pura e simples. Mas tudo sempre revestido pela famosa cordialidade brasileira, escamoteadora das contradições e das tensões sociais delas decorrentes.


Hoje, nos tempos dos autodenominados pós-modernos, essas figuras continuam existindo e cumprindo sua função de reproduzir incessantemente a visão de mundo da elite. Muitas delas se abrigam na instituição imprensa, protegidas por uma escandalosa imunidade. Em nome da liberdade de imprensa e de expressão podem desferir discursos golpistas a torto e a direito. E também à direita, como se viu com freqüência nos últimos meses. Não é à-toa que, em enquete do próprio Observatório da Imprensa, grande maioria de leitores decretou que a imprensa brasileira, em 2006, foi muito ruim, abaixo da crítica. É preciso que o Sr. Dines saiba articular as duas coisas: os leitores não mais aceitam que se lhes empurrem goela abaixo os lugares-comuns consagradores do preconceito social e do ódio de classe.


Sem ódio no coração, afirmo não ser portadora do ‘espírito de linchamento’ a que se refere Dines, embora reconheça que, no calor da indignação, também o fígado contribui para a crítica. Julgo que apenas encarnei a rocha que devolveu o eco discursivo diretamente na cara de quem reproduziu o preconceito. E mais: contribuí para que se desvelasse o caráter corporativo que aflora em alguns textos desse jornalista. [Belo Horizonte, 03 de janeiro de 2007]


* Professora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, em Belo Horizonte; mestre em Teoria Literária e doutora em Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília


***


Mais quatro anos; socorro


Danuza Leão # copyright Folha de S.Paulo, 28/12/2006


[incluído às 18h02 de 2/1/2007]


Quando foi eleito pela primeira vez, Lula encheu de esperanças os 00°0000corações da maioria dos brasileiros (os mais ingênuos). Foi bonito um torneiro mecânico chegar à Presidência pelo voto direto. Lula tem grande facilidade para discursar de improviso e diante de uma fábrica poucos falam melhor do que ele. Mas para ser presidente o buraco é mais embaixo, e com a mesma facilidade Lula é capaz de dizer grandes besteiras, como aliás tem dito.


Não dá para compreender como um presidente, após tantos escândalos surgidos dentro do próprio Palácio do Planalto, consegue ter a aprovação popular que tem Lula. Mas é elementar: quem recebe R$ 50 por mês do Bolsa Família deve se achar abençoado por Deus, e no interior do Nordeste, onde não há trabalho mesmo, R$ 50 dá para comprar um saquinho de farinha e um pedacinho de carne-de-sol para botar no feijão -melhor do que nada. E dá-lhe Lula mais quatro anos.


Mas o mal que ele está causando ao país é tão grande que ainda nem dá para avaliar. Todos os seus auxiliares e amigos mais próximos foram indo embora -por vontade própria ou por terem se metido em algum escândalo, mas ele nunca soube de nada. E o PT ficou tão só que seu maior aliado é o PMDB.


Lembra o dia da posse, quando milhares de pessoas se emocionaram com a chegada de Lula à Presidência? Era um novo tempo, um tempo de fraternidade, em que o Brasil iria, enfim se transformar num país justo. Deu no que deu, logo com o partido que era o proprietário único da ética e da verdade.


Lula é, quem diria, muito vaidoso e gostaria de se tornar um líder mundial. Mas é também -quem diria, de novo- indeciso, covarde, enfrenta mal os fracassos e tem uma tendência autoritária. Vide o caso do correspondente americano Larry Rohter, que, por ter escrito o que todo mundo estava cansado de saber -que Lula exagera na bebida-, quase foi expulso do país, e da tentativa de criar um conselho para ‘disciplinar’ os jornalistas. Fala sério.


No início do governo, o casal queria passar a impressão de que não haveria gastança. Nos jantares que ofereciam, os homens chegavam com uma garrafa de bebida, e as mulheres, com um pratinho de alguma coisa. Durou pouco, e logo liberou geral. Começaram as farras no Alvorada, com amigos dos filhos sendo levados pela FAB para o fim de semana, e chegou à compra do avião. Nem o presidente Chirac nem o papa têm um. Quando têm uma viagem oficial, alugam. Mas Lula precisava, até porque viajar é a coisa de que ele mais gosta, e quem nunca comeu melado quando come se lambuza.


Agora, reeleito, ele não tem quem o aconselhe; pede para Gil ficar, consegue que o ministro da Justiça fique mais um mês, mas decidir, mesmo, não decide nada. E ainda tem d. Marisa, que não larga do pé. Pinta os cabelos cor de mel, bota uma estrela vermelha nos jardins do Alvorada, e ainda inventa aquele ridículo maiô branco com uma estrela vermelha na barriga. Ao menos já se sabe sua função no governo: controlar quanto ele pode beber.


Estamos mal, mas não vamos perder a esperança: as coisas podem piorar. Já pensou se ele inventa uma lei, imitando o Chávez, pela qual ele possa ser reeleito indefinidamente?

Todos os comentários

  1. Comentou em 21/11/2009 WAGNER QUINTILIANO DE ALMEIDA

    .O DIEESE INTERSINDICAL DE ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS TEM ACUIDADE EM TERCEIRIZAÇÕES.
    .O SINDEPRESTEM LIGADO A ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS É UM SINDICATO QUE POSSUI A PIOR CONVENÇÃO SINDICAL EM CATEGORIAS DE PROFISSÕES ISTO PODE MUDAR?
    -FORUM SOCIAL MUNDIAL 2009-
    -PEC 438 TRABALHO DECENTE E MP 158 ACORDOS(INTERSINDICAL)

  2. Comentou em 08/01/2007 Édi Prado Ribeiro

    Danuza, ora a Danuza. Ele me lembrou o período em que fazia faculdade de jornalismo, no Rio de Janeiro, na década de 70. Os ‘povo da zona sul’ chegava de carrões e os deixavam longe dos ‘campo de concentração’ da rapaziada, que geralmente era na Cinelândia, no ‘Amarelinho’. Faziam discursos, pregavam igualdade, instigavam a polícia e quando iam preso, mandavam mandar recados para o Papai e depois pegavam os carrões e iam para Ipanema, Leblon ou Barra, tomar chopps ( com dois pes) e desfiar bravatas. Eu fiz assim… E eu? Quando foram me tirar da cadeia o panaca do guarda ficou preso em meu lugar … E haja gargalhadas. Na despedida, marcavam encontro lá na Cinelândia porque a Luta Continua. Ô Danuza, não tem espelho na tua casa, não? Dá uma miradinha na tua cara e vê se consegues ver a tua consciência. Velhice não é a marca do tempo. Não é a cronologia nem a ditadura das folhinhas, não. É com quanto cabelas brancos tem os teus miolos.

  3. Comentou em 08/01/2007 Ivan Berger

    ‘Leio tudo que procuro e me procura.’ Taí um ponto em que me identico com a professora Maria Izabel,sou um leitor compulsivo,até reconheço que deveria ser mais seletivo,mas se assim o fizesse não estaria aqui me divertido com tantos rufiões e bufões da melhor estirpe petista.E se os leio,porque iria discriminar Olavo de Carvalho ou mesmo Fukuyama,cuja obra,por sinal,penso que não deve ser rotulada em funçaõ de uma frase solta,por mais que rotular seja o esporte preferido dos petistas.E rotular,como se sabe,é o recurso dos que não tem argumentos,dos medíocres,que só podem ser levados na base da galhofa,como aquela dupla de Fortaleza.

  4. Comentou em 08/01/2007 Ivan Berger

    ‘Leio tudo que procuro e me procura.’ Taí um ponto em que me identico com a professora Maria Izabel,sou um leitor compulsivo,até reconheço que deveria ser mais seletivo,mas se assim o fizesse não estaria aqui me divertido com tantos rufiões e bufões da melhor estirpe petista.E se os leio,porque iria discriminar Olavo de Carvalho ou mesmo Fukuyama,cuja obra,por sinal,penso que não deve ser rotulada em funçaõ de uma frase solta,por mais que rotular seja o esporte preferido dos petistas.E rotular,como se sabe,é o recurso dos que não tem argumentos,dos medíocres,que só podem ser levados na base da galhofa,como aquela dupla de Fortaleza.

  5. Comentou em 07/01/2007 Paulo Bandarra

    Pois caro comerciante Eduardo Guimarães , São Paulo-SP – . Foi o que eu disse. Não consegue escrever com 1400 e precisou de 7770 toques para não colocar a mensagem original para avaliarmos a ação do Editor! Quem não sabe que Lula exagera na bebida? Olhe nas imagens no google e verá varias imagens do mesmo alcoolizado! Os próprios jornalistas que viajavam com ele mencionam isto em seu livro quando disse bobagens a respeito do presidente argentino! O problema não é dizer bobagens quando está bêbado, mas é que o mesmo diz até quando está sóbrio, quando disse que antes de Delúbio aparecer na TV que era caixa dois (era caixa dois ou era empréstimo?, e que tinha sido traído sem nunca confessar que fora por Roberto Jefferson! Claro que pela ética dos petistas só gafes do Jânio Quadros, Figueiredo, Collor, Itamar e FHC podem ser mencionadas. Do ultimo presidente, que é atual, é vedado lembrar fatos desabonadores e pitorescos. Acho que deveríamos fazer um governo paralelo para infernizar a vida do Presidente! Afinal, ser era bom para o PT, deve ser bom agora. Agora, nem mesmo uma colunista pode “remar contra a maré vazante” que é ofendida por ter opinião divergente. Quando faltam totalmente argumentos sobram ataques de “igualar-se a pessoas com esse nível intelectual”. Crucificar Danusa pode, mas a Professora não? Só porque querem!!!

  6. Comentou em 06/01/2007 Rogério Ferraz Alencar

    Ivan Berger diz que a crônica de Danuza é ‘supostamente’ preconceituosa. É mole? E ainda teme pelo futuro dos alunos de Izabel Brunacci…Ah! E lê e dá crédito a Olavo de Carvalho..

  7. Comentou em 06/01/2007 Ivan Berger

    Outra coisa : se não é o governo Lula que está em discussão,como diz a professora,então estamos pior ainda,deblaterando rigorosamente à toa.E se é dessa forma,se restringindo a questões menores,valorizando bobagens em detrimento do que realmente interessa a um debate sério,que a prezada professora espera apurar o senso crítico de seus alunos,infelizmente sou obrigado a concluir que mais uma fornada de alienados está a caminho.Ainda mais se a mentora compartilhar da opinião do ‘mano’ physioterapeute (chique,hein ?) de que a elite jornalística está desgastada,e que se reune para jornadas etílicas na praia.Imaginem a cena,Dines,Millôr,Clóvis Rossi,Villas Boas-Correa,Sérgio Augusto,Renato Pompeu de Toledo,ou seja,todos sexagenários e mesmo assim (e talvez por isso) a nata de nossa imprensa,assim (des)qualificada ,bebendo caipirinha e jogando conversa fora sob o sol de Ipanema.Danuza,que nem figura nesse time,é jogada às feras por uma crônica supostamente ofensiva e preconceituosa contra o casal presidencial,e quanto a essas generalizações leviandas e depreciativas,como qualificá-las ? Haverá justificativa razoável para todo esse desrespeito que se tem visto a biografias tão ilustres,apenas por divergências políticas ou opinativas ? Enfim,como escreveu outro dia o filósofo Olavo de Carvalho,sociopatas não precisam de justificativas.

  8. Comentou em 06/01/2007 Eduardo Guimarães

    O que Clerton de Castro e Silva e Ivan Berger não entendem é que o Brasil discutiu ferozmente o governo Lula durante um ano e meio antes da eleição, suas políticas foram esquadrinhadas à exaustão e o presidente veio a público e expôs, democraticamente, suas razões para pleitear um segundo mandato. Tudo sob incrivelmente forte pressão contra da mídia, que passou a usar o espaço público que é o ar (por onde trafegam as ondas de emissão televisivas e/ou radiofônicas) para insultar e acusar o presidente em novelas, programas humorísticos, de auditório e, até, em programas jornalísticos – vejam só! Também é preciso dizer que é mentira que o PT apoiou o fora FHC. O hoje ministro Tarso Genro até chegou a escrever artigo na Folha de São Paulo propondo a FHC que renunciasse por conta do escândalo do ‘limite da irresponsabilidade’, mas o PT, em decisão colegiada, rechaçou pedidos de interrupção do mandato do ex-presidente. Isso está nos arquivos dos jornais e pode ser comprovado por qualquer jornalista digno do ofício que tenha a hombridade e o respeito à verdade de vir aqui confirmar o que eu disse. Quanto aos dois leitores já mencionados, não passam de papagaios de jornal. Só sabem repetir frases feitas. O Brasil discutiu o governo Lula à exaustão e, contra a vontade da mídia, o reelegeu. Tomou uma decisão democrática que todos devem, no mínimo, respeitar – e Danusa não respeitou.

  9. Comentou em 05/01/2007 Paulo Bandarra

    Caro TRF Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE – como o assunto é diverso do tema aqui, creio que estamos atrapalhando. Seria ótimo tratar no Jornal de Debates do OI! Abraços!

  10. Comentou em 05/01/2007 Clerton de Castro e Silva

    Caro Marco, também concordo que este espaço seja para se discutir a mídia e não o governo. Entendo que a mídia também tinha o que mostrar de positivo e não mostrou, ficando apenas com a parte ruim da história. Devemos cobrar tanto um lado, como o outro. O debate é mais que sadio, desde que não haja ofensas.

  11. Comentou em 05/01/2007 Clerton de Castro e Silva

    Caro Marco, também concordo que este espaço seja para se discutir a mídia e não o governo. Entendo que a mídia também tinha o que mostrar de positivo e não mostrou, ficando apenas com a parte ruim da história. Devemos cobrar tanto um lado, como o outro. O debate é mais que sadio, desde que não haja ofensas.

  12. Comentou em 05/01/2007 Ivan Berger

    Já que os petistas enfim encontraram seu alter-ego na professora Maria Izabel,bem que ela,ao invés de gastar seu latim com mixórdia,poderia se ocupar com questões mais sérias,como por exemplo,enumerar as realizações que justifiquem não só a retumbante reeleição de Lula,mas principalmente essa quase idolatria a sua figura,não obstante os podres de seu governo.Mas não me venha com maquiagens tipo Bolsa Família e programas similares,mesmo porque são heranças do governo anterior.Como também deve-se a era FHC o controle da inflação,graças a estabilização da economia,outra conquista da qual Lula se apropriou na maior cara dura.Vamos lá,fêssora,o que fez o PT no poder,além de promover escândalos atrás de escândalos,com o envolvimento dos principais nomes do partido,intimos do presidente,que no entanto nada sabia,me engana que eu gosto…Que o povão acredite nessa esparrela,vá lá,mas gente letrada como a Sra.,passar recibo,e mais do que isso,vir a público para domar as dores de um personagem que só não foi banido como Collor porque as elites não quiseram,essa é a verdade,e não quiseram porquê ? Porque ele não teve coragem de levar adiante seu projeto original de governo,que prometia diminuir a desigualdade social,acabar com o lucro obceno dos bancos,rever a política fiscal,que está acabando com a classe média,em suma,só o que fez foi discursar e bravatear.Que é só o que sabe fazer.

  13. Comentou em 05/01/2007 Edison Batista

    Tomei conhecimento somente agora desta polêmica. Quanto preconceito, amargura e elitismo na crônica (se podemos chamar assim) de Danuza Leão e quanta inteligência, bom senso e informação na ‘resposta’ da Professora Maria Isabel Brunacci. Uma reflexão: vejam a inversão de valores, uma pessoa como a professora Maria manifesta-se no seu dia a dia a um grupo pequeno de pessoas (universitários) e a Sra. Danuza a um grupo enorme (jornal). Que injustiça. E mais uma vez me preocupo, pois de meios impressos eu me utilizava somente da Folha de SP, até meados de 2006, após alguns ‘eventos não jornalisticos’ da Folha, não os leio mais. O que fazer para ler um jornal na praia, por exemplo? não imaginava chegar a uma situação dessas. Voltando à Professora, sugiro que ela abra um blog, divulgue e torne um desses ícones de jornalismo e informação (Luis Nassif, Alon, Amorim).

  14. Comentou em 04/01/2007 osmar pires

    resta ao ALBERTO DINES, juntar-se a diogo mainardi, claudio humberto (o do bateu levou da era collor), ricardo noblat, william hommer simpsom bonner, e outros tantos jornalistas que apoiam materias FUTEIS e DESNECESSÁRIAS tipo danusa ou danou-se leão. basta se aposentem e apoiem eo brasil.

  15. Comentou em 03/01/2007 Isabel Silva

    Brilhante a Professora Maria Isabel Brunacci. A carta que enviou à FSP teve ‘cortes de edição’, porque o jornal ficou com medo de seus argumentos e da capacidade de convencimento que provocaria. Leitores alienados são manipuláveis e esse tipo de crônica contribui para isso. O estilo que a professora escolheu, para manifestar-se, foi perfeito. Lamentável, Dines, foi seu apoio à cronista.

  16. Comentou em 02/01/2007 nelson perez de oliveira junior

    Ora vejam o DINES reparando que há um novo modo de escrever nos jornais, são os novos adeptos do MEDIA CRITICISM(!?!?!?). São adjetivistas juramentados, mas, não foi o Dines que nos chamou de linchadores, antropófagos, canibais e o escambal? Será o Dines então um velho adepto do MEDIA CRITICISM(!?!?!?). Adjetivos a parte, o substantivo é que o SENHOR DOS ANÉIS E DOS SENTIDOS, A DINES cita um trecho, um só da leitora, por sinal sintético e síntese muito boa, bem LIMA BARRETO, do que é DANUZA LEÃO, uma alpinista social, uma dondoca sim e da gema, é só ver a vida dela.
    Liberdade é assim, chumbo trocado não dói. Mas, não se enganem os leitores, ninguém, mas, ninguém mesmo pode criticar a imprensa, seus
    empregados e impressionadores.

  17. Comentou em 02/01/2007 Ivan Moraes

    Parte 2: os pontos factuais sao fortissimos, mas nao equilibram o texto nem com a sua evolucao de festas. ‘foi eleito pela primeira vez’, ‘no interior do Nordeste, onde não há trabalho mesmo’, ‘ele nunca soube de nada.’, ‘PT ficou tão só que seu maior aliado é o PMDB’, ‘amigos dos filhos sendo levados pela FAB’, ‘compra do avião’. Meu problema com o texto eh que eu uso banalidade pra saber se alguma coisa vai dar errado, como 1-sabia de algo grave pra acontecer quando os jornais nao paravam de falar de um menino que fingiu ser mais velho pra ser aceito por um time de baseball e o que desapareceu com a noticia da media foi o ataque aoWWT. Tambem sabia que algo estava errado quando Carlos Castilho, nao menos, escreveu um artigo a respeito do ‘homen do ano da Time e entao os ataques do Rio aconteceram. A banalidade da media eh o que eu uso como barometro de problemas serios mas imprevisiveis em qualidade. Os inocentes pagam pelos culpados, esperem e verao. A bananidade alarmante que eu no texto, independente da empatia inexistente, eh essa: ‘R$ 50 dá para comprar um saquinho de farinha e um pedacinho de carne-de-sol para botar no feijão -melhor do que nada.’ Ok. Eh anuncio de tragedia.

  18. Comentou em 02/01/2007 João Motta

    Pois eu acho que a leitora Maria Izabel Brunacci e Danuza leão se igualam, ambas produziram textos linchadores.

  19. Comentou em 02/01/2007 Christina Mendes

    Estava lendo o Livro auto-Biográfico da colunista Danuza Leão.Quando a autora se referiu ao Sr. Antônio Carlos Magalhães(ACM) como GRANDE FIGURA HUMANA, fexei e atirei no lixo sua OBRA.

  20. Comentou em 02/01/2007 Marco Costa Costa

    A Danuza Leão é uma pessoa doentia. Esta madame sofre de desvio burguês crônico. A visão que ela tem da vida, esta relacionada com festas, badalações, bajulações, entre outras bobagens do gênero. Quando se fala na periferia, esta senhora é sega, muda e surda, ela apenas quer distância da miséria, justamente para não ser contaminada pôr mais uma doença, ou seja, a doença do sofrimento. Quanto ao senhor, trata-se de um intelectual de direita, que explora a miséria alheia em benefício próprio.

  21. Comentou em 02/01/2007 Francisco Campos

    Queria chamar atenção para os comentários de Alexandre Garcia, ontem, por ocasião da posse de Lula. Agrssivo e debochado, o ‘comentarista’ só faltou dizer que duvidava que o Lula venha a fazer um bom governo… Esse destempero nos comentários, o mesmo caso de dona Danusa, é que vem estragando a imprensa nacional. Diogo Mainardi fazendo escola?

  22. Comentou em 02/01/2007 RONALDO ALVES

    Que saudade da Nara Leão!!!!!!

  23. Comentou em 02/01/2007 RONALDO ALVES

    Que saudade da Nara Leão!!!!!!

  24. Comentou em 15/11/2004 josé aparecido ramos ramos

    Por que a charge do spacca nào tem um espaço maior?
    Abraços
    Zérramos

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