Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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46% da população do país leem jornal

Por O Globo em 18/06/2010 na edição 594

Os jornais de circulação diária são lidos por 46,1% da população brasileira. Entre esse grupo, 24,7% leem diariamente e 30,4% um dia por semana, em média. Essas foram algumas das constatações da pesquisa ‘Hábitos de informação e formação de opinião da população brasileira’, encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom). A pesquisa aponta ainda que a internet segue crescendo e já é utilizada por 46,1% da população.


Os internautas brasileiros navegam, em média, 16,4 horas por semana.


Encomendada para que o governo tivesse conhecimento de como a população consome produtos de comunicação, ‘para direcionar os esforços de comunicação dos programas e políticas públicas’, a pesquisa mostra que a maior parte da população utiliza os meios eletrônicos como fonte de informação. A televisão é assistida por 96,6% dos brasileiros e o rádio, por 80,3%. As revistas são lidas por 34,9% da população. Foram ouvidas 12 mil pessoas em 639 cidades das cinco regiões do país.


O nível de renda do entrevistado tem relação direta com os resultados. ‘Pessoas mais cultas e de maior poder financeiro leem mais jornais e revistas, assim como desenvolvem em maior intensidade o hábito de leitura de livros em geral’, diz o levantamento.


No caso da internet, aqueles que têm nível superior navegam em média 21 horas por semana, média que atinge 23,4 horas entre os internautas de famílias com renda superior a dez salários mínimos.


Política e governo


Entre os entrevistados, constatou-se que o nível de informação e acompanhamento de notícias apresenta diferenças entre os níveis de renda. Na faixa de até dois salários mínimos, apenas 4,9% dos entrevistados se consideram muito informados, e 15,6% afirmaram acompanhar muito as notícias em geral. Já na faixa de renda acima de dez salários mínimos, 14,4% se consideram muito informados, e 34,3% afirmam acompanhar muito o noticiário.


Os pesquisadores descobriram que assuntos sobre o governo ou política não fazem parte de conversas do cotidiano da maior parte da população (57,2%). Mas concluíram que há um público de ‘alta predisposição e intensidade de consumo de meios de comunicação’. Este é formado por pessoas que costumam ler jornal diariamente, ou têm pelo menos o hábito de ler alguma revista, ouvir rádio e assistir televisão entre uma e duas horas diárias – dando prioridade à programação de notícias. Esse público é também internauta.


‘Dos entrevistados com renda superior a dez salários mínimos, 53,7% disseram que conversam sobre política ou sobre o governo, enquanto dos entrevistados com renda menor de dois salários mínimos, essa proporção decresce para 38,2%’, informa o estudo.


Bonner, do JN, é o apresentador mais confiável


Apenas uma minoria (23,2%) se lembrava de alguma propaganda do governo federal no momento da pesquisa. Os meios de comunicação foram apontados como as principais fontes de informação sobre o Executivo. O estudo alerta, porém, que a maioria desconfia da isenção e da imparcialidade dos meios de comunicação e considera incompletas as informações por eles veiculadas.


A pesquisa mostra também que a dupla de apresentadores do Jornal Nacional lidera o ranking de comunicadores mais confiáveis do país. Para 34% dos entrevistados, William Bonner é o apresentador mais confiável. Fátima Bernardes vem em segundo lugar, com 18%. Em terceiro encontra-se Boris Casoy, da Rede Bandeirantes, com 4%.

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