Terça-feira, 22 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº955

INTERESSE PúBLICO > SITES DE BUSCA

Internet competitiva

Por Fabiana Siviero em 17/09/2013 na edição 764
Reproduzido da seção “Tendências/Debates” da Folha de S.Paulo, 13/9/2013; intertítulo do OI

Ferramentas de busca na internet existem para ajudar as pessoas a achar as respostas certas às suas perguntas, quando e onde estiverem. Todos os dias, desde que a busca do Google foi criada, há 15 anos, temos trabalhado para produzir os resultados mais úteis e melhorar a forma de responder as perguntas. Se não dermos ao nosso usuário os melhores resultados, ele pode buscar respostas em outros lugares – outros sites de busca, redes sociais, portais e aplicativos móveis.

Na semana passada [retrasada], a Folha publicou um artigo ("Pela neutralidade nas buscas de internet", 4/9) de Romero Rodrigues, CEO do Buscapé, no qual ele sugeriu que a internet é um ambiente pouco competitivo e que produtos do Google como Chrome e Android estariam restringindo-o ainda mais. O que ele não disse é que muitas dessas alegações foram testadas no Brasil em um processo judicial aberto pelo próprio Buscapé. Em setembro do ano passado, o Poder Judiciário em São Paulo concluiu que o Google não é monopólio, que o Google Shopping não é um serviço separado do Google, mas sim uma de suas muitas opções de buscas temáticas, e que a fórmula algorítmica do Google foi de fato desenvolvida para atender à intenção do usuário.

Quem está reinventando seus negócios, adaptando-os às oportunidades que a internet criou, sabe que esse ambiente é um dos mais competitivos que já existiram. Tem que ser bom para sobreviver na web, porque todos os dias as pessoas votam nos aplicativos que preferem, nas redes sociais que usarão e nos serviços dos quais dependerão. Não é preciso olhar longe para ver que, a cada dia, há mais conteúdo e opções na internet. Não menos.

Oportunidades para o crescimento

As empresas de busca – como o Google, Microsoft, Yahoo e outros – sabem que, se não derem aos usuários resultados úteis, ele recorrerá a outras opções. Os resultados da busca natural não são influenciados por pagamentos. Nossos algoritmos ordenam resultados baseados apenas na resposta mais relevante – pode ser uma resposta direta ou o site de um competidor.

Anúncios no Google e experiências comerciais são claramente destacados e distintos dos resultados não pagos. Em contraste, a maior parte dos sites de comparação de preços não faz distinção entre as empresas que pagam por melhores colocações nos seus rankings de resultados. Finalmente, com relação à alegação de que o Android e Chrome estão estrangulando a web, os fatos falam por si. O sistema operacional Android trouxe competição saudável para o sistema operacional da Apple. O Chrome injetou forte competição no mercado de browsers.

Ainda que a internet móvel esteja em sua infância, mais e mais usuários são “multitelas”. No Brasil, 30% dos usuários da internet usam pelo menos três telas por dia. Plataformas abertas como Chrome e Android são multiplicadores do poder da tecnologia. Dão oportunidades para milhões de desenvolvedores no Brasil e no mundo criarem aplicativos e serviços que reinventarão as nossas vidas. Quando pensamos sobre esse ecossistema aberto e olhamos para os próximos 15 anos, o que vemos são oportunidades infinitas para o crescimento de muitos.

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Fabiana Siviero, advogada, é diretora jurídica do Google no Brasil

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