Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Na Europa, parlamentares pedem divisão do Google

Por Raf Casert em 02/12/2014 na edição 827

Instituições da União Europeia vêm intensificando a pressão sobre o Google para mudar a forma como a empresa opera e segue as regras do bloco econômico.

O Parlamento Europeu aprovou ontem uma resolução, não obrigatória, que pede a separação das ferramentas de busca de outros serviços oferecidos por empresas de internet, uma decisão que poderia, na teoria, levar ao desmembramento de gigantes do setor como Google.

A resolução é, em grande medida, uma votação simbólica de protesto sem impacto imediato, mas que foi aprovada por ampla maioria – 384 votos contra 174, com 56 abstenções – mostrando apoio político generalizado.

O comissário de economia digital da UE, Guenther Oettinger, destacou a que a resolução foi “uma importante expressão de opinião”, mas acrescentou que a UE está longe de fragmentar as grandes multinacionais digitais. “Não acho que, no fim das contas, que possamos esperar um desmembramento desse tipo”, disse Oettinger. “Mais exatamente, estamos falando sobre a adoção consistente e correta das leis da UE para assegurar que os interesses” das empresas e consumidores do bloco sejam preservados.

As autoridades antitruste da UE investigam atualmente o Google para determinar se a empresa abusa de sua posição de liderança, após acusações de que se inclina a relacionar os resultados de busca a seus próprios serviços.

Critérios de depuração

Concorrentes na Europa, onde o Google tem fatia de mercado de 90% nas buscas na internet, queixam-se sobre a forma como a empresa dá preferência a seus próprios serviços no topo das páginas de resultados de busca, em especial quando os consumidores têm maior probabilidade de estar buscando algo para comprar.

A Comissão Europeia deixou claro que a resolução não terá impacto na investigação sobre o Google. Na quarta-feira, um grupo de proteção de dados da UE aconselhou que a regra do “direito de ser esquecido” – exigindo que o Google, quando solicitado, apague informações que manchem injustamente a reputação individual – deveria ser estendida para os domínios ponto.com em geral.

A depuração dos resultados atualmente se aplica às páginas de busca do Google nos 28 países da UE e em quatro outros países europeus, com mais de 500 milhões de habitantes. Aqueles que usam o domínio da firma nos Estados Unidos, Google.com, encontram os resultados inalterados.

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Raf Casert, da Associated Press, em Bruxelas

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