Terça-feira, 20 de Agosto de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1050
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Abert retoma briga contra o programa

Por Mariana Mazza em 22/05/2009 na edição 538

A exigência legal de transmissão diária do programa A Voz do Brasil das 19h às 20h continua incomodando as emissoras de rádio. Durante o 25º Congresso Brasileiro da Radiodifusão, realizado na quarta-feira (20/5), o vice-presidente de Relações Institucionais das Organizações Globo e consultor da Abert, Evandro Guimarães, classificou a exigência como um ‘confisco’ às rádios, pois impede as empresas de escolherem veicular outros programas nesse horário. ‘Parece um confisco das empresas privadas continuar a obrigar a transmissão, em horário fixo, de um programa quando já há investimentos de porte do governo na rede pública de comunicação’, afirmou. ‘Nós somos a voz do Brasil’, disse Guimarães.


Ele alega que a radiodifusão não é contrária à transmissão do programa, mas apenas favorável à flexibilização do horário, como diversos projetos em tramitação no Congresso Nacional sugerem. Para o consultor da Abert, insistir na manutenção da exigência ‘já é pirraça’ do governo. Um sinal de que haveria boa vontade com a idéia de flexibilização é que diversas rádios em todo o país tem conseguido liminares na Justiça para mudar A Voz do Brasil de horário. ‘A Justiça, reconhecendo a existência de uma rede robusta de comunicação pública, tem dado liminares às rádios permitindo a mudança de horário’, contou Guimarães.


A idéia de flexibilização teve o apoio do deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), que acha que o sistema público de comunicação já é capaz de substituir o programa em termos de divulgação dos atos públicos. ‘A Voz do Brasil prestou um grande serviço ao país, mas não se justifica mais’, declarou o parlamentar, sob aplausos da platéia. Para a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), as emissoras deveriam fazer uma pesquisa com a população das cidades afastadas dos centros urbanos para confirmar se não há mais interesse da sociedade em ouvir o programa. De qualquer forma, o assunto deve voltar à pauta na Conferência Nacional de Comunicação, agendada para dezembro deste ano, na opinião de Erundina.


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Deputado defende o fim da Voz do Brasil


Mônica Tavares # Globo Online, 20/5/2009


O deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC) defendeu na quarta-feira (20/5) o fim do programa A Voz do Brasil, transmitido entre as 19h e 20h. Ele participou do painel que debateu a Conferência Nacional de Comunicação, durante o 25° Congresso Brasileiro de Radiodifusão da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). (Você acha que a Voz do Brasil deveria acabar?)


– A Voz do Brasil já prestou um grande serviço ao país, mas ela já não se justifica mais – disse o deputado.


A obrigatoriedade da transmissão da Voz do Brasil pelas rádios foi tachada pelo representante da Abert, Evandro Guimarães, como ‘confisco’. Ele disse que a Voz do Brasil está no ar há 70 anos. Ele lembrou que atualmente todos os Poderes têm TVs, rádios e agências, e que há um enorme conjunto estatal ou público que permite que os poderes da República informem de maneira ampla seu trabalho.


– Obrigar a transmitir a Voz do Brasil está se aproximando da ideia de confisco. Queremos escolher o horário de transmitir a Voz do Brasil – disse ele.


Para a deputada Luiz Erundina (PSB-SP), deve ser realizada uma pesquisa com a população que mora nas regiões mais distantes, fora dos centros urbanos, para saber do interesse pela Voz do Brasil. A deputada entende que este é um dos temas que devem ser debatidos na Conferência Nacional de Comunicação, que será realizada em Brasília, no mês de dezembro.


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Voz do Brasil é um confisco, afirma Evandro Guimarães, da Abert


Miriam Aquino # Tele Síntese, 20/5/2009


O consultor da Abert e diretor de relações institucionais das Organizações Globo, Evandro Guimarães, afirmou que o programa de rádio Voz do Brasil, no ar há 70 anos sempre às 19 horas, representa um confisco para as emissoras privadas. ‘Obrigar as emissoras privadas a transmitirem o mesmo programa em horário certo e definido se aproxima de um confisco, tendo em vista o desenvolvimento dos recursos públicos’, afirmou.


Guimarães lembrou que os Legislativo, Executivo e Judiciário têm hoje seus canais próprios de comunicação não havendo mais a necessidade de se manter a Voz do Brasil no formato atual. ‘Os recursos à disposição do serviço público são exuberantes’, assinalou. O executivo salientou que a Abert não quer acabar com a Voz do Brasil, mas sim que o horário seja flexibilizado. Guimarães participa do 25º Congresso Brasileiro de Radiodifusão.

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