Sábado, 23 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

INTERESSE PúBLICO > IMPRENSA NA JUSTIÇA

Colunista do NYT pode ir a julgamento

20/10/2005 na edição 351

Um tribunal de apelação de Richmond, na Virgínia, rejeitou o pedido da New York Times Company contra o prosseguimento do caso de difamação aberto pelo cientista nuclear Steven Hatfill. O antigo especialista em bioterrorismo do exército americano acusa o New York Times e, em especial, o colunista Nicholas Kristof, de haver envolvido seu nome no caso dos ataques com cartas contaminadas com antraz em 2001, nos EUA, que deixou cinco mortos.


No ano passado, um juiz federal havia negado o pedido de abertura do processo. Na ocasião, ele considerou que o colunista não insinuou que o cientista era responsável pelas cartas contaminadas; apenas mencionou que Hatfill estava sob investigação. Em julho deste ano, porém, um painel de três juizes concluiu que o caso poderia ir a julgamento, revertendo a decisão anterior. O Times pediu a um tribunal de apelação que reconsiderasse a decisão do painel, mas ela não foi revertida. Informações de David Cay Johnston [The New York Times, 19/10/05].


Para promotor, farsa não é crime


Há dois anos, o então estudante de jornalismo da Southern Illinois University Michael Brenner, que trabalhava para o Daily Egyptian, jornal da universidade, teve em suas mãos os personagens perfeitos para a pauta perfeita: o drama de uma menina americana de 10 anos, órfã de mãe, que via o pai ir para a guerra do Iraque. Durante dois anos, foram publicados comoventes textos em que a menina descrevia como era difícil estar separada do pai, um sargento do exército americano.


Os problemas para Brenner começaram quando surgiram rumores de que o pai teria morrido em combate. Uma pesquisa mais detalhada revelou que ele não existia. Os ‘personagens’, descobriu-se, eram atores que diziam pensar estar participando de um filme. Finalmente, foi revelado que a farsa havia sido armada por uma amiga do jornalista, Jaimie Reynolds. Segundo ela, Brenner teria ‘pedido uma ajuda’ para alavancar sua carreira. O jovem repórter nega a versão da amiga, e diz que foi enganado por ela.


Foi aberta uma investigação do caso, e o promotor estadual Mike Wepsiec chegou à conclusão de que não foi quebrada nenhuma lei. ‘Não vejo nenhum crime aqui’, afirmou na segunda-feira (17/10), explicando sua decisão de não abrir um processo contra Jaimie. Wepsiec não deixou claro sua conclusão sobre se Brenner teria tido participação na farsa. Informações da AP [18/10/05].

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