Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1066
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INTERESSE PúBLICO >

Editor anti-Síria assassinado em Beirute

13/12/2005 na edição 359

O deputado e jornalista libanês anti-Síria Gibran Tueni foi assassinado em um ataque a bomba a seu carro em Beirute, no domingo (11/12). De acordo com a polícia, pelo menos outras quatro pessoas morreram e cerca de dez ficaram feridas no incidente. O ataque ocorreu horas depois que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, recebeu o relatório da investigação do assassinato, também por um atentado à bomba, do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, em fevereiro. Hariri também se opunha à intervenção síria no Líbano.

O político libanês Walid Jumblatt, líder da oposição, acusou a Síria de estar por trás da morte de Tueni, que, segundo ele, era ‘a voz da liberdade’. Em declaração, o governo de Damasco negou qualquer envolvimento e afirmou que o ataque pode ter sido determinado para prejudicar a reputação do país no encontro da ONU. O analista em assunto de Oriente Médio da BBC, Roger Hardy, alega que o ataque aumenta a pressão política no Líbano em um momento muito sensível. Depois do assassinato de Hariri, o país vive a pior crise política desde a guerra civil de 1975-1990. Diante dos vários protestos que sucederam o assassinato, as tropas sírias deixaram o país, mas áreas cristãs e anti-sírias têm sido alvos de ataques.

Tueni era editor do jornal liberal An-Nahar, crítico da ocupação da Síria no Líbano. O jornalista, de 48 anos, ficou alguns meses em Paris preocupado com sua segurança e retornou ao Líbano apenas no domingo (11/12). Um outro jornalista do mesmo jornal, Samir Kassir, foi morto em um ataque a bomba em seu carro em junho.

Organização condena ataque

A organização Repórteres Sem Fronteiras afirmou em seu sítio [12/12/05] estar chocada com o assassinato de Tueni. ‘A perda de outro importante jornalista libanês acontece depois do assassinato de Samir Kassir e da mutilação da [apresentadora de TV] May Chidiac em um ataque a bomba em setembro. Vamos continuar pressionando pela verdade deste assassinato até que os responsáveis sejam identificados e punidos’, afirmou. A entidade também pressionou a ONU a estabelecer uma comissão internacional para investigar todos os ataques a bomba que tiveram como alvo jornalistas e políticos. Informações da BBC [12/12/05].

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