Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Índia, onde os jornais fazem sucesso

09/05/2006 na edição 380

Nova geração de jovens consumidores, aumento da alfabetização e economia em crescimento: estes são alguns fatores que contribuem para o boom da mídia impressa na Índia, como informa John Larkin [Wall Street Journal, 5/5/06]. Os jornais indianos, ao contrário da mídia impressa ao redor do mundo, conseguem lucrar e vencer a competição com a internet e a televisão.

Os indianos sempre foram leitores ávidos de jornais. Os quase 300 diários publicados no país geralmente custam menos que US$ 0,11 centavos por cópia. Mas nos últimos anos observou-se um aumento no número de leitores e iniciou-se uma forte competição entre jornais.

Mais leitores, mais jornais

Em 2005, 250 milhões de pessoas na Índia liam jornais e revistas, o que representa um aumento de 12% se comparado a 2003. Analistas esperam que a tendência de crescimento continue nos próximos anos, na medida em que cada vez mais jovens lêem jornais. Quase um quarto dos 730 milhões de indianos acima de 15 anos leu jornal no ano passado, 21% a mais do que em 1999. Metade destes leitores é de áreas rurais, onde o aumento da renda e do índice de alfabetização contribuíram para o lançamento de jornais em línguas como hindi e gujarati. Mesmo assim, apenas 65% da população é alfabetizada, o que significa que ainda há um grande público potencial a ser conquistado. Metade da população de 1,1 bilhão de indianos tem menos de 25 anos.

A circulação do Dainik Jagran, o maior jornal no idioma oficial da Índia, dobrou para 2,4 milhões desde 2001. ‘Há uma demanda incrível e insaciável’, revela Gavin O’Reilly, executivo-chefe do Independent News & Media PLC, que pagou no ano passado US$ 32,2 milhões por 26% das ações da Jagran Prakashan, editora do jornal.

Fraca concorrência com outras mídias

Tal fenômeno ocorre porque um dos maiores rivais da mídia impressa – a TV a cabo – ainda não atraiu o número de clientes suficiente para fazer com que os anunciantes migrem dos jornais para as emissoras fechadas. ‘A audiência da televisão é extremamente fragmentada’, afirma Vishal Marwaha, parceiro da Henderson Global Investors Asia Pacific Fund, que em 2003 comprou 15% do grupo Hindustan Times Media por US$ 26 milhões. Mesmo assim, nas cidades com mais adesão ao cabo, os jornais fizeram mudanças gráficas para atrair os leitores, como mais cores, criação de suplementos e informações mais atualizadas.

O crescimento do lucro com publicidade na mídia impressa cresceu de 12% a 14% nos últimos anos, de acordo com Deepak Kapoor, diretor-executivo da PriceWaterhouseCoopers de Nova Déli. Como apenas quatro milhões de indianos têm internet em casa, as publicações online ainda não são muito fortes.

Forte concorrência entre jornais

Em Mumbai, o Times of India vem tendo de lutar contra rivais desde o ano passado. O Hindustan Times planeja lançar um jornal especializado em economia em breve. O Daily News & Analysis, ou DNA, tem planos de expansão nacional. Para Girish Agarwall, diretor do DNA, Mumbai tem uma população tão grande quanto Nova Déli, mas apenas metade do 1,7 milhão de leitores da capital.

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