Sábado, 26 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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INTERESSE PúBLICO > EGITO

Jornalista da al-Jazira presa pela segunda vez

30/01/2008 na edição 470

A jornalista egípcia Howaida Taha foi presa esta semana, no Cairo, quando filmava um documentário, supostamente sem a licença necessária para tal. Howaida, que trabalha para a emissora do Catar al-Jazira, filmava uma comunidade carente quando foi detida pela polícia e levada para interrogatório. Atualmente, a jornalista apela de uma sentença de prisão. ‘Ela está sob constante vigilância policial, eles não querem que ela trabalhe no Egito’, declarou seu advogado, Ahmed Helmi, acrescentando que Howaida tem todas as permissões necessárias para trabalhar no país. Um policial, falando em condição de anonimato à agência AP, confirmou a prisão da jornalista e disse que mais três pessoas da equipe de TV foram presas, além de um ativista de direitos humanos.


Howaida é conhecida por suas críticas ao regime egípcio. Ela foi detida pela primeira vez em janeiro de 2007, durante dois dias, por causa de 50 fitas de vídeo que a polícia alegou conter cenas forjadas de tortura policial. Na realidade, tratava-se de uma ‘reconstituição’ para um documentário sobre a tortura policial no Egito. A jornalista foi condenada, em maio, a seis meses de prisão, acusada de ‘prejudicar os interesses do país’ ao ‘simular cenas de tortura’. Ela apelou do veredicto e uma decisão sobre sua condenação deve sair no dia 11/2. O documentário foi exibido em abril na al-Jazira.


De acordo com grupos de direitos humanos, práticas de tortura – incluindo abuso sexual – são rotineiras em delegacias policiais egípcias. O governo refuta a acusação, mas já investigou diversos policiais; alguns foram condenados à prisão. Informações de Nadia Abou El-Magda [AP, 28/1/08].

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