Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

INTERESSE PúBLICO > ZIMBÁBUE

Jornalistas driblam censores com celulares

22/02/2007 na edição 421

Jornalistas que escrevem sobre o governo repressivo do Zimbábue encontraram um novo modo de driblar os censores, noticia Declan McCullagh [CNET, 16/2/07]: o envio de mensagens de texto via telefone celular.


A emissora de rádio SW Radio África, que após ser perseguida pelo presidente Robert Mugabe teve de sair do país para ser transmitida de Londres, descobriu que seus e-mails estavam sendo monitorados e que a transmissão por ondas curtas estava sendo bloqueada. Porém, segundo a fundadora da rádio, Gerry Jackson, a troca de mensagens de texto ainda não foi censurada. ‘É um desafio resumir a complexidade das notícias do Zimbábue em 160 caracteres, incluindo espaços’, confessa ela. ‘Mas é o que fazemos todos os dias’.


Predador


Nos últimos 25 anos, Mugabe vem ameaçando jornalistas, oponentes políticos e impedindo a venda de jornais independentes. Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, o presidente é classificado como um dos ‘predadores da liberdade de imprensa’. ‘Os provedores de internet são obrigados a dar acesso aos e-mails à agência de inteligência secreta se ela assim o quiser’, conta Gerry. ‘A pena para os que não quiserem colaborar é de dois anos de prisão’.


A saída encontrada pelos jornalistas para conseguir reportar de fora do país, entretanto, pode estar com os dias contados: Mugabe já alegou que os celulares ameaçam a segurança nacional e precisam de mais monitoramento.

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