Sexta-feira, 16 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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INTERESSE PúBLICO >

Jornalistas seguem passos ‘entediantes’ de Obama

09/07/2008 na edição 493

Passadas as disputadíssimas primárias, a relação da mídia com o senador Barack Obama, candidato democrata, é outra. Agora, a imprensa corre para obter o maior número possível de informações sobre aquele que pode vir a ser o próximo presidente dos EUA – mesmo que a ‘notícia’ seja sobre seu último corte de cabelo.


Em campanhas eleitorais de grande porte, como esta, jornalistas costumam seguir todos os passos dos candidatos em busca de fatos de interesse jornalístico – em uma espécie de ‘plantão’. Na primeira semana após a nomeação de Obama, no entanto, não houve muita notícia relevante. ‘Nunca fui uma pessoa acostumada a estar cercada de gente, e uma das adaptações de ser um candidato é não poder mais andar sem ter pessoas atrás de mim’, afirmou o senador sobre o assédio da imprensa. ‘Felizmente, nossas vidas estão tão entediantes que a maior parte do que fazemos não interessa à imprensa’, brincou, referindo-se ao cotidiano de sua família.


Nada de novo


Em 28/6, o primeiro relatório do dia de Obama, escrito por um repórter designado para distribuir informações aos outros, contava com poucas palavras: ‘Nenhuma notícia. Nada de novo’. No mesmo dia, à noite, jornalistas fizeram plantão do lado de fora da casa de Obama, em Chicago, e depois ficaram a postos em frente à casa de um amigo do candidato, onde ele fez ginástica. Em seguida, todos foram atrás de Obama e sua mulher, Michelle, até um restaurante. Os únicos comentários referiam-se à aparência do casal – penteado e roupa.


Ainda que sigam o candidato, os repórteres costumam manter certa distância em situações pessoais – para dar a ele o mínimo de privacidade. Observar as situações de longe pode gerar mal-entendidos. Na semana passada, quando Obama cortava o cabelo, os jornalistas acharam que ele havia se recusado a cumprimentar um menino que se aproximou e estendeu a mão. Na verdade, ele queria que o senador autografasse sua mão, e Obama achou melhor pedir permissão à mãe do garoto. Informações de Kim Chipman e Kristin Gessem [Bloomberg, 5/7/08].

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