Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1051
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ENTRE ASPAS >

Juiz restringe participação de governador na TV

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 22/01/2008 na edição 469

Leia abaixo a seleção de terça-feira para a seção Entre Aspas.


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Folha de S. Paulo


Terça-feira, 22 de janeiro de 2008


PROIBIÇÃO
Folha de S. Paulo


Justiça restringe a exposição de Requião em TVs


‘O juiz federal Edgard Lippmann Jr. proibiu ontem o governador Roberto Requião (PMDB), do Paraná, de transmitir o programa ‘Escola de Governo’ em outras emissoras de televisão que não a estatal TV Paraná Educativa.


Na semana passada, a ‘Escola’ foi transmitida na Rede Mercosul Canal 21, de Luiz Mussi, secretário especial do governo.


No início do mês, o mesmo juiz proibiu Requião de criticar adversários no programa. O governador acusou o juiz de restabelecer a ‘censura prévia’ no país e foi multado em R$ 50 mil na sexta por descumprir a ordem judicial.


A assessoria de Requião diz que ele vai recorrer da multa e classifica a nova decisão de ‘despropósito’ que ‘abre precedente para o retorno da censura’.’


 


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


Da teoria ao pânico


‘Para o site da ‘Economist’, um ano após surgir a crise ‘a realidade chegou’ aos mercados que acreditavam em ‘decoupling’ ou descolamento global da economia americana. Usando expressões como ‘pânico’ e ‘carnificina’, o ‘Wall Street Journal’ foi pela mesma linha, sublinhando que os Brics todos caíram. Diz que a ‘teoria’ do descolamento foi posta ‘em dúvida’.


Enquanto o ‘Financial Times’ usava ‘pânico’ na manchete, o estatal ‘China Daily’ via ‘Segunda-feira negra nas ações chinesas’. E destacava a avaliação do banco central do país, um dia antes, que ‘jogou água fria na idéia de que a economia chinesa pode se descolar dos EUA’. Diz o BC de lá que, se o consumo americano cair, ‘haverá impacto severo nas exportações’ chinesas. ‘A demanda global é guiada pelos EUA.’


Daí para a Bloomberg, sobre o Brasil, onde agora é a China que ‘se soma às preocupações com os EUA’.


‘CARNIFICINA’


Nos sites chineses, a foto em destaque era de operadores de Hong Kong em desalento. Na ‘Economist’ e outros, de operadores europeus (acima). Em vídeo on-line, editor do ‘Financial Times’ felicitou os ‘espectadores americanos’ pelo dia de Martin Luther King. ‘Significa que seu mercado não funcionou -e evitou a carnificina do resto do mundo.’


11 DE SETEMBRO…


‘Pânico’ foi também expressão usada por ‘New York Times’ e outros americanos.


Já o inglês ‘Guardian’ e o francês ‘Le Monde’ espalharam o enunciado da ‘maior queda desde o 11 de setembro’, nos mercados europeus.


O RETORNO


No Brasil, UOL e demais atravessaram o dia com ‘Bolsa despenca’ na manchete.


No ‘Jornal Nacional’, depois, mais ‘11 de setembro’ e um aparente conflito entre as avaliações do ministro da Fazenda e do presidente do BC.


POR OUTRO LADO


No segundo destaque da home do ‘FT’ e no quarto da hoje do ‘WSJ’, pouco abaixo do ‘pânico’, e também por ‘NYT’, Bloomberg etc, a confirmação ontem pela Vale da da negociação para comprar a anglo-suíça Xstrata, como noticiou o ‘Valor Econômico’, ontem em manchete. Na busca de notícias de Brasil no Google, ontem às 22h30, era o maior destaque, com até 150 páginas relacionadas.


Em segundo lugar vinha o anúncio da Anglo American à agência Reuters e outras, de que pretende investir US$ 16 bilhões em dez anos para aumentar a produção no Brasil.


GÁS DE JÚPITER


Na manchete da Reuters Brasil e depois submanchete da Folha Online e outros, ‘Petrobras anuncia grande área de gás na bacia de Santos’.


É próxima do campo de Tupi e leva o nome de Júpiter. Foi no início da noite, com eco quase imediato pelo exterior.


E DA BOLÍVIA


Também pela Reuters e outras agências, com repercussão sobretudo por sites latino-americanos, a notícia de que a ‘Bolívia garante gás ao Brasil para um reconciliação mais ampla’. Os investimentos da Petrobras tornaram ‘a relação muito mais positiva’.


O CAMINHO PARA CUBA


No editorial ‘Engajar com Cuba’, o ‘Financial Times’ tratou ontem a eleição não ‘genuinamente democrática’ como um sinal de que o país ‘cada vez mais estável está se preparando com sucesso para a vida sem Fidel Castro’ -e com Raúl, ‘figura muito mais prática do que o irmão’.


Diz o jornal financeiro que Lula, ‘presidente moderado de esquerda do país mais influente da América do Sul, mostrou o caminho’ a ser seguido pela política americana no hemisfério, ainda que apenas pelo sucessor de George W. Bush. ‘Já está negociando contratos de investimento.’’


 


CINEMA & POLÍTICA
Folha de S. Paulo


Oliver Stone quer levar para o cinema a vida e o governo de George W. Bush


‘Ainda em meio às filmagens de um documentário sobre a América Latina e às especulações sobre a retomada do inacabado ‘PinkVille’, sobre a Guerra do Vietnã, o cineasta Oliver Stone anunciou um novo projeto. ‘Bush’, o filme, será dedicado à vida e ao governo do atual presidente americano.


‘É uma abordagem dos bastidores, que deve dar uma noção do que é estar no lugar dele’, disse Stone à ‘Variety’, veículo especializado em cinema. Pronto antes da greve de roteiristas de Hollywood, o script deve começar a ser filmado em abril e pode ser lançado logo após o pleito presidencial de novembro.


Mas, diz Stone, ‘não é um filme que precise ser sincronizado com as eleições; é o estudo de um homem’. A obra enfocará a relação de Bush com o pai, os excessos cometidos na juventude e a conversão em evangélico.


Conhecido pelas posições de esquerda, o diretor prometeu um filme ‘justo’ e disse ter ‘empatia por Bush como ser humano, como tive também por Castro, Nixon e Jim Morrison’ -alguns dos personagens retratados em suas obras. Para o papel principal, a primeira opção é Josh Brolin (de ‘Onde os Fracos Não Têm Vez’), ator ‘mais bonito, porém com o mesmo carisma’ de Bush.


Em 2007, após veto do Irã, Stone engavetou um documentário sobre o presidente Mahmoud Ahmadinejad.’


 


CERVEJA
Folha de S. Paulo


Projeto sobre publicidade vai enfrentar ‘fila’


‘O presidente Lula garantiu ontem uma vitória ao lobby contrário a restrições à propaganda de cervejas ao decidir encaminhar ao Congresso sob forma de projeto de lei a proposta que considera bebidas alcóolicas aquelas com mais de 0,5% de álcool.


O projeto será o 143º de uma fila de propostas sobre o tema que se arrasta na Câmara há mais de uma década e tem chances quase nulas de aprovação. O deputado Sandes Júnior (PP-GO), último relator da matéria, confirma: ‘A cerveja é um dos principais anunciantes do país, é muito difícil isso passar’.


Atualmente, a lei proíbe a veiculação no rádio e na televisão das 6h às 21h de propaganda de bebidas com mais de 13 graus de teor alcoólico. Ou seja, cerveja não é considerada bebida alcoólica para efeito de publicidade.


A regra foi criticada por um grupo de trabalho criado por Lula em 2003. O aumento de consumo de álcool -sobretudo entre jovens e associado a acidentes de trânsito- foi tratado como problema de saúde pública.


No ano passado, como resultado do trabalho, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) fechou o texto de uma resolução que proibia a veiculação de propaganda durante o dia também de cervejas, além de impor a circulação de frases de advertência na publicidade. Em maio, Lula assinou decreto classificando como alcóolicas bebidas com mais de 0,5% de álcool.


Mas a indústria de cervejas, que fatura mais de R$ 20 bilhões no país, se opôs à mudança e associou-se a representantes do mercado publicitário. Por mais de seis meses, acumularam-se recuos dentro do governo até Lula optar, agora, pelo caminho de menos conflito.’


 


OBITUÁRIO
Willian Vieira


Paulo Patarra, o pai da revista ‘Realidade’


‘Não era sua culpa, mas Paulo de Carvalho Patarra foi o estereótipo do jornalista no Brasil. Poucos fumaram e beberam, criticaram e escreveram como o pai de ‘Realidade’; difícil, pois, ser mais repórter que ele.


Controverso desde pequeno, foi interno no colégio católico onde nasceu, São José dos Campos (SP). Mas discordava do discurso dos padres. Acabou virando ateu.


Aos 15 chegou a São Paulo para estudar ciências sociais e jornalismo. Não terminou nenhum. Na Cásper Líbero, foi expulso por encabeçar uma greve. Porque ‘foi comunista até o fim da vida’.


Era jornalista saudoso, que não gostava de computador ou telefone -até para checar um nome ia pessoalmente até a fonte. Ao assumir a direção da ‘Quatro Rodas’, onde foi fotógrafo e motorista, as pautas mudaram, com capa para a situação dos índios da Amazônia. E o guia turístico virou embrião de ‘um marco na história da imprensa’.


Foi ele quem mandou Zé Hamílton Ribeiro para o Vietnã, pela ‘Realidade’, revista que fundou em 1966 -na qual P.Pat, em plena ditadura militar e com boas doses de uísque, assinou certa capa com Luís Carlos Prestes. Foi seu último trabalho na revista, em 1968. Rendeu um Prêmio Esso de Jornalismo. E perseguição dos militares, registrada no livro de Frei Betto.


Atuou então na ‘Globo’ por duas décadas e foi do ‘Aqui Agora’, marco do jornalismo popular. Passou ainda pelo ‘Notícias Populares’. Onde esteve, revolucionou redações. E fumou por 60 anos.


Em 2006, descobriu um câncer na garganta. A última tragada, deu entrando no hospital, onde retirou as cordas vocais. Morreu ontem, aos 74, em São Paulo. Era parte da Comissão de Honra do Centenário da ABI, e da história da imprensa brasileira. O corpo, havia doado para pesquisa.’


 


Folha de S. Paulo


Morre Tourinho, ator da Globo


‘A notícia pegou de surpresa os colegas da novela ‘Desejo Proibido’, da Globo, na qual interpretava Nezinho. Aos 43, Luiz Carlos Tourinho morreu na manhã de ontem, vítima de um aneurisma cerebral. O ator passou mal, foi internado às 6h45 no Hospital das Clínicas de Niterói (RJ) com parada cardiorrespiratória, e os médicos ainda tentaram reanimá-lo, segundo o boletim médico.


Em 2005, no mesmo hospital, havia sido internado por conta de hemorragia cerebral.


Conhecido por papéis cômicos, Tourinho foi formado pelo grupo Tablado, na década de 80, fez peças infantis de Maria Clara Machado, foi dirigido por Wolf Maia em ‘Miss Banana’ (1986) e atuou como um dos diretores da bem-sucedida ‘Cócegas’, com Heloisa Perissé e Ingrid Guimarães. Foi com elas que realizou um de seus principais trabalhos na TV, o seriado ‘Sob Nova Direção’ (2003-07), da Globo, como Franco.


A estréia na televisão foi em 1989, na minissérie ‘O Cometa’, escrita por Manoel Carlos e exibida na Band. Também atuou, entre outros, no ‘Sai de Baixo’, na ‘Escolinha do Professor Raimundo’ e nas novelas ‘Suave Veneno’ e ‘Kubanacan’. No cinema, esteve em três longas-metragens de Xuxa, ‘Tainá, Uma Aventura na Amazônia’, ‘For All’ e outros.


Novela


Nezinho é um personagem importante para a trama de ‘Desejo Proibido’, de Walter Negrão. Como fofoqueiro da cidade, ele une os diferentes núcleos e dá apoio ao padre interpretado por Marcos Caruso.


Ontem, o autor teria uma reunião com o diretor Marcos Paulo a fim de decidir que mudança fará na história. Ainda há cenas inéditas gravadas por Tourinho na semana passada.


O corpo de ator seria velado e enterrado na tarde de ontem, no cemitério Parque da Colina, em Niterói, sua cidade natal.’


 


FOTOGRAFIA
Tereza Novaes


Do céu ao inferno


‘Ele é uma espécie de deus, um arquiteto de universos oníricos e bizarros que beiram o tétrico -como atestam as fotos desta página. O fotógrafo americano David LaChapelle é um criador conhecido sobretudo pelos serviços prestados às principais marcas do planeta.


Seus clientes são multinacionais (entre elas, Motorolla, Siemens e L’Oréal), grifes de luxo, estúdios de Hollywood e astros da música pop -já dirigiu videoclipes para Amy Winehouse, Elton John e Norah Jones.


Mas LaChapelle, 44, está cansado do mundinho. Quer se dedicar à sua arte e se desvincular da venda de objetos e pessoas. ‘Estou voltando ao ponto de partida, fazendo fotos para galerias e museus, e não para capas de revistas’, afirmou em entrevista por e-mail à Folha.


O desejo de ser apreciado como artista será realizado em São Paulo. A exposição ‘Heaven to Hell: Belezas e Desastres’, que é inaugurada hoje no MuBE, reúne 25 imagens -incluindo retratos de Madonna, Leonardo DiCaprio e outros- e uma pequena mostra de obras audiovisuais, como seu elogiado filme de estréia ‘Rize’, sobre uma dança de rua de Los Angeles.


FOLHA – O que são as fotos que serão exibidas em São Paulo? Há uma favorita? O que liga os trabalhos?


DAVID LACHAPELLE – É difícil escolher só uma dessas imagens, porque essas fotos já foram selecionadas entre centenas de outras que fiz nos últimos 20 anos. Elas representam um tempo da minha vida, quando eu era obcecado por fotografar fama e moda. A seleção desta exposição foi feita assim porque todas são minhas favoritas e cada uma representa bem um ponto de vista diferente que eu estava focando na época.


FOLHA – Recentemente, você disse estar cansado do mundo de celebridades e publicidade. O que mudou?


LACHAPELLE – Não estou mais envolvido com as idéias de cinco ou dez anos atrás. De 1995 a 2005, meu desafio era fotografar qualquer pessoa que pudesse. Queria registrar tudo por completo, o que começou a ser um anseio por fazer ‘a’ fotografia que definisse a vida de cada pessoa. Depois, mais ou menos na virada do milênio, meu desafio passou a ser fotografar aquela década, registrar as obsessões daquela cultura, da nossa cultura, do nosso tempo, como num filme. Tentei expressar, com aquelas imagens, o que as pessoas eram -se você olhasse para a imagem daquela pessoa, poderia dizer quem ela era, caso não soubesse. Meu objetivo era que o retrato que eu fizesse pudesse dizer quem a pessoa era, anos depois ou quando ela já estivesse morta.


FOLHA – O que está criando neste momento?


LACHAPELLE – Agora que já consegui o que queria passei a olhar para onde o mundo está indo e para onde espero que vá.


Estou voltando ao ponto de partida, fazendo fotos para galerias e museus, e não para capas de revistas. Sempre estive interessado na idéia do que é o momento sublime. Na maioria das vezes, esse momento vem da natureza -às vezes, com a morte de alguém, um nascimento… É normal, diante de calamidades, as pessoas se perguntarem: ‘Deus existe?’. Esse tipo de pergunta aumenta a possibilidade de sabedoria. Pode acontecer durante uma sinfonia ou quando vemos uma boa obra de arte. Michelangelo me atrai desde a infância; olhar para uma obra dele é encarar o mundo. Não é uma arte do mundo, é ‘o’ mundo, é a humanidade. Michelangelo criou essa idéia de eternidade, de ‘Deus existe?’. A beleza do homem é prova da existência de Deus.


Acho que foi o que ele tentou dizer. Meus novos trabalhos têm isso como inspiração. Não importa no que estou concentrado, quero que a imagem que produzo revele a beleza.


FOLHA – Depois do sucesso de ‘Rize’, pretende fazer outro filme?


LACHAPELLE – Não tenho planos de fazer nenhum filme, estou focado em produzir arte. Amo fazer minha própria arte com minhas idéias, e isso vai me manter bastante ocupado por um bom tempo.


HEAVEN TO HELL: BELEZAS E DESASTRES


Quando: abertura para convidados hoje, a partir das 20h; de ter. a dom., das 10h às 19h. Até 5/2


Onde: MuBE (av. Europa, 218, Jardim Europa, tel. 0/xx/11/3081-8611


Quanto: entrada franca’


 


TELEVISÃO
Folha de S. Paulo


Canal Brasil exibe especial de Carnaval


‘De hoje até a semana do Carnaval, o Canal Brasil traz programação dedicada ao feriado, em especial ao samba. Até o dia 8 de fevereiro, o canal pago exibe curtas, documentários e longas sobre blocos de rua, desfiles, a festa do rei Momo etc.


Hoje, às 19h, o curta ‘Bateria Nota 10’, de Alexandre Iglesias, abre a programação -até o Carnaval, o diretor apresentará outros inéditos no canal, como ‘Encontro de Gerações’ e ‘Clube do Samba’.


Com 25 minutos, a produção -nem tão curta assim- sobre mestres de bateria dedica quase metade do tempo ao mestre André, da Mocidade Independente, responsável pela criação acidental, em 1959, da tradicional paradinha da bateria.


Depois do curta, o documentário ‘Moro no Brasil’, do finlandês Mika Kaurismäki -o mesmo que lançou por aqui, no ano passado, ‘Brasileirinho – Grandes Encontros do Choro’-, procura as ‘raízes da música brasileira’, com mais cantoria e menos falação do que o curta de Iglesias.


O diretor com cara de turista leva o seu jipe até uma tribo indígena em Pernambuco, investiga o forró em Caruaru, passeia com Silvério Pessoa e parte para a Bahia, para depois mergulhar no samba do Rio.


A programação especial de Carnaval continua amanhã, com quatro curtas em seqüência, também às 19h.


BATERIA NOTA 10 E MORO NO BRASIL


Quando: hoje, às 19h


Onde: Canal Brasil’


 


INTERNET
Folha de S. Paulo


Gil tem primeiro canal exclusivo de música brasileira do YouTube


‘O cantor Gilberto Gil se tornou o primeiro artista brasileiro com um canal exclusivo no YouTube. O presidente do Google Brasil, Alexandre Hohagen, afirmou que existem planos de criar outros canais de artistas brasileiros. ‘A idéia é que seja um canal democrático para que artistas mostrem seus trabalhos. Queremos ver artistas surgindo a partir do YouTube’, disse Hohagen.


Gil disse que está atuando ‘um pouco como cientista e um pouco como cobaia’ ao disponibilizar material exclusivo, bastidores e arquivos no site (www.youtube.com.br/gilbertogil).


O canal será usado para divulgar músicas inéditas. De acordo com Hohagen, em breve será divulgada uma faixa do álbum ‘Banda Larga’ (ainda inédito), que será lançada exclusivamente no YouTube.’


 


LITERATURA
Folha de S. Paulo


Flip homenageia Machado de Assis em julho


‘O escritor Machado de Assis (1839-1908) será o homenageado da 6ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece entre os dias 2 e 6 de julho, na cidade fluminense. O tributo marca o centenário da morte do autor de ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’, ‘Dom Casmurro’, entre outros. O escritor também foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. A organização do evento prevê uma conferência de abertura tendo sua obra como tema.


Em comunicado divulgado ontem, o novo diretor da Flip, Flávio Moura, disse que ‘Machado polariza as vertentes da crítica literária no país’.’


 


 


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O Estado de S. Paulo


Terça-feira, 22 de janeiro de 2008


TELECOMUNICAÇÕES
Renato Cruz


Docas Investimentos compra a Intelig


‘A Docas Investimentos, do empresário Nelson Tanure, anunciou ontem a compra da Intelig, operadora de telecomunicações que nasceu para ser a competidora da Embratel. O valor da aquisição não foi divulgado. Segundo comunicado da Docas à Bolsa de Valores, a Intelig tem faturamento anual próximo de R$ 740 milhões.


‘A Intelig estava à venda há pelo menos cinco anos’, disse Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco. ‘Mas os acionistas nunca chegavam a um acordo sobre o preço. O processo levou a uma paralisia da empresa, que parou de crescer e se concentrou no mercado corporativo.’ De acordo com a Docas, a Intelig tem mais de 3 milhões de usuários mensais do 23, seu código de longa distância, e 2 milhões de clientes corporativos.


Alguns números do Teleco mostram a perda de mercado da empresa, que chegou a promover uma guerra de preços com a Embratel, nos anos seguintes ao seu lançamento, em janeiro de 2000. Em 2003, a companhia tinha 21% do mercado brasileiro de longa distância internacional, medido em minutos. Em 2006, a participação tinha caído para 5,3%. Entre janeiro e outubro de 2007, a companhia ficou com apenas 1,89% da longa distância nacional.


‘Os cinco anos que antecederam essa negociação fizeram com que a Intelig perdesse mercado (de maneira geral)’, apontou a Docas, por meio de sua assessoria de imprensa. ‘A nossa intenção é preparar a Intelig para o futuro, retomando participação no mercado à altura da capacidade que a empresa tem de comercialização e fornecimento de serviços. Atualmente, a capacidade instalada da Intelig é subaproveitada.’


O acordo entre os atuais acionistas da Intelig e a Docas Investimentos foi fechado no último dia 14. A transferência de controle ainda depende de aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).


Os atuais acionistas da Intelig são a inglesa National Grid, a americana Sprint Nextel e a France Telecom. ‘A Sprint enfrenta um problema de baixo crescimento nos EUA, que a levou a uma fase de cortes e ajustes’, disse Tude. ‘Isso pode ter contribuído para acertar a venda da Intelig aqui no Brasil.’


A Docas Investimentos é dona da Gazeta Mercantil e do Jornal do Brasil, entre outras empresas. Em comunicado, a Docas destacou a importância de ter adquirido a operadora: ‘Abrem-se, assim, oportunidades para convergência de mídias que, no mundo globalizado, agregam valor a empresas do setor e enriquecem as opções de consumo e cidadania digital.’


‘Qualquer venda da Intelig para alguém que queira investir é boa para o mercado’, disse Tude. Segundo a assessoria da Docas, as negociações começaram em 2003. A Intelig possui uma rede nacional com 500 mil quilômetros de cabos ópticos, que recebeu investimento de R$ 2,8 bilhões desde a sua criação.’


 


CLAUDE CHABROL
Luiz Carlos Merten


‘Sou mais rebelde hoje’


‘Claude Chabrol comemora 50 anos de carreira falando sobre o prazer de filmar, de atores, internet, do fim da mulher fatal e do novo trabalho, La Fille Coupée en Deux


Em 50 anos de carreira – iniciada com Le Beau Serge, que no Brasil se chamou Nas Garras do Vício, em 1958 -, Claude Chabrol adquiriu a reputação de preguiçoso. Quando querem ofendê-lo, os críticos dizem que dirigiu preguiçosamente tal ou qual filme. Para a sua fama de preguiçoso, Chabrol é um diretor que dá um duro danado. Nestes 50 anos, realizou 56 longas e pelo menos uma vintena de telefilmes, o que dá uma média de 1,5, quase dois filmes, por ano. Chabrol participou do 10º Encontro do Cinema Francês, que a Unifrance, a Ancine da França, promoveu em Paris, há poucos dias. Chabrol e seus atores – Benoit Magimel e Ludivine Seigner – puderam ser entrevistados pelo novo filme que fizeram. La Fille Coupée en Deux participou da seleção do Festival de Veneza, em setembro.


Chabrol não é apenas um autor prolífico. É também exigente. Nos anos 60, numa fase difícil, ele dizia que podia filmar não importa o quê, mas nunca não importava como. Dessa maneira, Chabrol queria dizer que, independentemente do assunto, mesmo ao ser cooptado a fazer filmes nos quais não acreditava, ele deixava isso bem claro por meio de sua mise-en-scène (como os franceses designam o ato de direção). Essa fase acabou. ‘Nunca foi problema para mim haver dito aquilo, mas continuo fazendo como quero os filmes que agora eu escolho.’


La Fille Coupée en Deux nasceu da sua vontade de fazer um filme sobre uma ‘garota do tempo’, essas apresentadoras de TV que anunciam para o público as condições climáticas. ‘São sempre mulheres que desenvolvem essa atividade e, quando não são elas, bem, em geral é gente que gostaria de ser.’ Chabrol é inteligente e (auto)crítico. É também espirituoso, humorado – e gourmet. Isso, aparentemente, não tem nada a ver com sua mise-en-scène, mas tem. ‘Filmo, como como, por prazer.’ O repórter assinala uma diferença em relação à última entrevista que havia feito com o diretor, em Berlim (sobre A Comédia do Poder). Chabrol não está mais usando óculos. ‘Fiz uma cirurgia de catarata em duas etapas e agora enxergo perfeitamente bem.’ Isto mudou alguma coisa na sua maneira de encarar o cinema (e o mundo)? ‘Observo a diferença quando faço a barba, pela manhã. Ficou mais fácil. No cinema, também.’


La Fille Coupée en Deux conta a história de uma garota do tempo dividida entre dois homens, um herdeiro bon vivant, interpretado por Benoit Magimel, e um sujeito mais maduro. Há uma trama criminal e o título – A Garota Partida (ou Cortada) em Duas – não é só uma metáfora da sua divisão interior. Mas, calma, veja o filme – caso não o tenha visto na Mostra – antes de tirar conclusões precipitadas. Chabrol conta que, embora tivesse a personagem, não sabia exatamente qual filme queria fazer a partir dela. A inspiração veio quando assistiu, na TV, a Escândalo do Século, que Richard Fleischer realizou nos anos 50, baseado num caso que repercutiu nos EUA, envolvendo o arquiteto Standford White, acusado de matar a amante. ‘Era assessor de imprensa da empresa Fox, em Paris, na época, mas não me lembrava mais do filme. É muito bom, embora um tanto tradicional para o meu gosto. Tirei muita coisa dali, mas duvido que alguém possa dizer que se trata de um remake.’


Como (quase) sempre, Chabrol, que já foi chamado de ‘Balzac do cinema’, cria mais um episódio da sua Comédia Humana, criticando a burguesia provincial (no caso, de Lyon, onde a indústria farmacêutica é forte, o que o fez transformar Magimel em herdeiro de uma família que opera no setor). O ator está virando a Isabelle Huppert de calças do diretor. Ele ri da definição, mas diz que Benoit, como Isabelle, pode fazer tudo e o desafio é sempre propor um papel diferente para ambos. Chabrol é crítico em relação aos personagens maduros ou idosos – a exceção é a mãe de Benoit, por quem ele não esconde a simpatia. A antipatia pelos velhos não se deve ao fato de eles terem o poder. ‘Não acredito no poder’, diz o diretor. Sua observação é outra.


‘Vivemos num mundo informatizado. Qualquer criança de 4 anos fica mais confortável que eu diante do computador.’ As pessoas mais velhas tendem a ser cautelosas e até contrárias às mudanças bruscas, mas Chabrol relativiza o próprio entusiasmo pela juventude. ‘A internet veicula todo tipo de informação, mas eu tenho a impressão de que nunca, tendo tanto acesso a toda fonte de busca ou pesquisa, as pessoas foram tão mal informadas.’ Chabrol diz coisas engraçadas. ‘A internet matou a mulher fatal. Adoro o gênero policial, mas nos meus filmes não existem mulheres fatais.Acredito mais na fraqueza dos homens.’ Ele delira um pouco falando em mulheres fatais. ‘O mundo mudou tanto que até Marilyn Monroe virou uma Barbie’, comenta. O próximo filme, com Gérard Depardieu, vai ser policial e não terá mulher fatal. ‘Acho que seria mais adequado dizer que vou filmar a história que (Georges) Simenon adoraria ter escrito.’


La Fille Coupée en Deux passou em Veneza. A Comédia do Poder e Les Fleurs du Mal, em Berlim. Muitos outros filmes de Chabrol foram exibidos (e recompensados) nesses dois festivais. O diretor não costuma participar do mais famoso festival do mundo, Cannes. Chabrol tem alguma birra com a Croisette? Ele confessa que com a Croisette – o passeio à beira-mar que é considerado um dos territórios sagrados do cinema – não, mas com a organização do festival, sim. ‘Meu primeiro filme havia sido selecionado para participar da competição. Seria importante, porque estávamos lançando a nouvelle vague. Às vésperas do início do festival, meu filme foi substituído por outro concorrente francês, atendendo a não sei que compromissos. Jurei que não iria mais a Cannes.’


Mas ele fez algumas exceções, o repórter observa. ‘Sim, pois, em 1977, Isabelle Huppert estava tão decepcionada por não haver recebido o prêmio de interpretação por La Dentellière (de Claude Goretta) que eu lhe disse – vamos com Violette Nozière em 78 para que você possa ganhar seu prêmio. Também voltei com Poulet au Vinaigre, porque era do interesse do produtor Marin Karmitz, e só.’ Chabrol era um rebelde, então? ‘Rebelde, eu? Não. Jean-Luc (Godard) era mais rebelde que todos nós juntos. Tenho a impressão de que a rebeldia foi um defeito que adquiri com o tempo. Sou hoje mais rebelde do que há 50 anos.’ E ri.


O repórter viajou a convite da Unifrance’


 


TELEVISÃO
Keila Jimenez


O novo Boomerang


‘Os nostálgicos resolveram protestar. Uma campanha, com direito a abaixo-assinado e tudo, pretende trazer de volta os desenhos clássicos ao canal pago Boomerang. A iniciativa, comandada pelo site Retrô TV (www.retrotv.com.br), quer que o canal retome a exibição de atrações como Speed Racer, Zé Colméia e Tartaruga Touché e Corrida Maluca.


O Boomerang, que nasceu com a proposta de conquistar o público adulto com desenhos antigos, resolveu tomar um novo posicionamento e retirou este mês do ar sua faixa de clássico. Desde 2006, o canal vinha passando por mudanças, e exibindo atrações como a novelinha Rebelde, para conquistar o público infanto-juvenil. Com isso, os desenhos ‘velhinhos’ foram sendo empurrados para a madrugada, até desaparecerem por completo.


A idéia do protesto é enviar aos dirigentes da Turner, responsável pelo canal, e às operadoras um abaixo-assinado organizado na web, pedindo a volta dos clássicos.


Com a mudança do Boomerang, a Turner não descartava a idéia de colocar uma faixa de animações clássicas em um outro canal do grupo, como Cartoon.’


 


FOTOGRAFIA
Patrícia Villalba


O belo e o profano de LaChapelle


‘Belezas e desastres vistos pelo prisma do surrealismo resumem a exposição Heaven to Hell, do fotógrafo americano David LaChapelle, que é inaugurada hoje para convidados e amanhã para o público, no Museu Brasileiro da Escultura. São 25 imagens pinçadas do livro homônimo, lançado pelo fotógrafo em 2005, e ainda alguns de seus trabalhos mais representativos na área do audiovisual, especialmente videoclipes. ‘O livro reúne uma série de imagens que a gente traduziu como belezas e desastres. Elas representam exatamente a contraposição contida nessas imagens, do sagrado e profano, e a visão controversa e irônica do David LaChapelle da sociedade atual’, define Chico Lowndes, curador da exposição no Brasil.


Heaven to Hell foi concebida para o Malba de Buenos Aires, no primeiro semestre do ano passado. Já o livro, encerra a trilogia iniciada por LaChapelle com o livro LaChapelle Land, há dez anos, e que tem ainda Hotel LaChapelle (1999). ‘Guardamos a exposição para trazê-la agora ao Brasil para coincidir com a São Paulo Fashion Week, quando existe uma efervescência muito grande na cidade em torno da moda’, justifica Lowndes.


Conhecido como o artista que consegue fazer uma ligação coerente entre Jennifer Lopez – para quem dirigiu o clipe de I’m Glad – e Andy Warhol – com quem trabalhou no início de sua carreira -, LaChapelle foi desbravador da era tecnológica na fotografia e, desde sempre, mestre da pós-produção.


Suas imagens, especialmente as que compõem a exposição que chega agora ao MuBE, são conhecidas pela saturação exagerada de cores, que criam um clima de sonho surrealista, ao unirem a beleza humana a um cenário de apocalipse. ‘É o retrato de um momento da carreira de LaChapelle, uma compilação de alguns anos de trabalho, que reúne praticamente a produção de dez anos’, explica o organizador.


Difícil de explicar, mas muito fácil de absorver. Só assim para definir o que o nome LaChapelle representa hoje no mundo pop, já que esticou seus tentáculos da fotografia, para a moda, música, publicidade, cinema e televisão. ‘O trabalho dele, ainda mais nesse livro que deu origem à exposição, extrapola a fotografia’, teoriza Lowndes. ‘É um trabalho de fine art, de moda e também de retratista de celebridades. Neste momento de sua carreira, cada vez mais ele se mostra como um fotógrafo de arte.’


LaChapelle é cria de Andy Warhol. Foi o pai da pop art que mais o incentivou no início de sua carreira, quando tinha 18 anos. Mas, muito antes dele, foi a mãe do fotógrafo, Helga, quem plantou a semente do barroco na personalidade do filho, que explodiria anos depois. Imigrante lituana, ela costumava vestir os filhos com trajes elaborados e fazê-los posar para fotos em frente a casas de outras pessoas, criando um mundo de imaginação.


Com Helga, LaChapelle aprendeu a estampar a criatividade, e de Warhol, recebeu o incentivo que precisava para misturar o trabalho criativo com o comercial sem pudor. Ele não faz distinção alguma entre uma foto feita para um editorial da Vogue Itália, por exemplo, e uma feita para um livro de arte – porque tudo é arte, oras.


Ex-ajudante de garçom do lendário Studio 54 de Nova York, LaChapelle convive desde os 15 anos entre ‘os que interessam’. Hoje, se diverte desconstruindo celebridades de alto quilate e fazendo-as rir de si mesmas – Angelina Jolie, Pamela Anderson, Britney Spears, Madonna, Courtney Love -, em poses controversas, desafiadoras. Algumas seriam até vexatórias. Não fosse o crédito ‘David LaChapelle’ para transformá-las em momento célebre.


Serviço


Heaven to Hell: Belezas e Desastres. MuBE. Avenida Europa, 218, 3081-8611. 3.ª a dom., 10 h às 19 h. Grátis. Até 5/2. Abertura hoje, às 20 h, para convidados’


 


OBITUÁRIO
Roberta Pennafort


Morre o ator Luiz Carlos Tourinho


‘O ator Luiz Carlos Tourinho morreu ontem, aos 43 anos, em função da ruptura de um aneurisma cerebral. Comediante, diretor teatral, cria do Tablado, a escola de teatro de Maria Clara Machado, Tourinho era considerado um multiartista. Atualmente, estava no ar em Desejo Proibido, novela da TV Globo em que vivia o personagem fofoqueiro Nezinho. O corpo seria enterrado ontem.


Tourinho, que morava com a mãe em Niterói, passou mal bem cedo. Deu entrada às 6h45 no Hospital de Clínicas, onde chegou já com parada cardiorrespiratória. Os médicos tentaram manobras de ressuscitação, conforme informou a unidade, mas não foi possível salvá-lo. Ele já havia tido problemas cerebrais: em 2005, fora internado no Centro de Terapia Intensiva do mesmo hospital, por conta do rompimento de um vaso do cérebro, que ocasionou uma hemorragia.


O ator, que era fumante, não vinha manifestando problemas de saúde recentemente, de acordo com os amigos. ‘Estive com ele pouco antes do Natal, num amigo-oculto. Fui pego de surpreso, porque ele parecia bem. Não havia nenhum indício’, lamentou o diretor teatral Bernardo Jablonski, que o dirigiu em 2006, no espetáculo infantil Os Cigarras e os Formigas. E, muitos anos antes, em 1989, na peça Eu, Henrique Viana, 17 Anos, Reprovado em Seis Matérias, Virgem, Estou voltando para Casa. ‘Ele era muito talentoso. No Tablado, logo se via que era um dos melhores.’


Tourinho começou a fazer teatro como forma de superar o acanhamento. ‘Procurei o teatro para me soltar, para perder minha timidez. No princípio eu queria me descobrir, não queria me expor. Procurei uma aula de mímica. Claro, não precisava falar!’, brincou, num texto que consta de uma página na internet dedicada a ele.


No Tablado, seguiu a cartilha de Maria Clara Machado e fez de tudo um pouco, do cenário à sonoplastia; da limpeza de banheiros à operação de luz. Foi, assim, se tornando versátil. A primeira peça, infantil, encenou em 1982. No Tablado, intercalou tramas para adultos e crianças. Em 88, arriscou-se pela primeira vez na direção. Como ator, com Flávio Marinho, fez Os Sete Brotinhos e Coração Brasileiro. Em 2001, dividiu a cena com as parceiras Heloisa Perissé e Ingrid Guimarães, no megassucesso Cócegas.


Também com a dupla, fez muita gente rir como o garçom Franco de Sob Nova Direção, na TV Globo. Sua participação na telinha se iniciou com papéis pequenos, em humorísticos e especiais. Tourinho ganhou o coração das crianças graças à novelinha Caça Talentos, em 98, e a filmes de Xuxa (foram três).


No ano seguinte, o ator entraria no horário nobre, com Suave Veneno. Formava dupla hilária com Diogo Villela. Fez ainda Sai de Baixo, consagrando-se como humorista conhecido. Ao longo da carreira, ganhou prêmios por papéis no cinema (no filme For All), no teatro e na TV.


Em 2007, Tourinho dirigiu seu último espetáculo teatral, Tropicanalha. Ainda dividia seu tempo com um talk-show que apresentava pelo País. ‘Ele fazia mil coisas ao mesmo tempo. Hoje mesmo (ontem), tinha gravação da novela. Era uma pessoa superastral, muito alegre. Estamos em choque’, disse Marcus Montenegro, empresário do ator há dois anos.


‘Quando Tourinho teve o problema de saúde de 2005, achávamos que ele não sairia do hospital. Quando saiu, disse que tinha feito uma nova leitura da vida e parou de fumar. Antes, eram dois maços por dia.’


Tourinho era o xodó da mãe e vivia cercado pelos três cachorros. Abalada, a produção de Desejo Proibido informou que ainda não se sabe que destino terá seu personagem na novela.’


 


 


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