Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

INTERESSE PúBLICO > MÍDIA & POLÍTICA

O jornalismo e a hegemonia do atraso

Por Gilson Caroni Filho em 25/09/2007 na edição 452

O campo jornalístico, como qualquer outro, é espaço estruturado de posições definidas por seus agentes. Se não ignoramos sua centralidade crescente na ação política, cabe indagar se, no caso brasileiro, a história de sua estruturação não explica o crescente reacionarismo e as claras delimitações teórico-políticas que marcam a forma como apresenta os fatos e enuncia suas significações. Estamos indagando se uma imprensa que, historicamente, conformou sua agenda aos interesses de famílias e oligarquias tem como lidar com uma realidade que muda radicalmente não só no Brasil, como o restante do continente latino-americano.

A chegada ao governo de ‘outros de classe’ não faz das redações, em virtude de suas próprias configurações internas, os espaços sociais mais refratários às mudanças? O lugar, por excelência, da luta pela manutenção dos códigos valorativos das velhas elites dirigentes? Defender atores que, desde sempre, estiveram encastelados nos aparatos estatais, não sinaliza uma orfandade de fontes? O ‘luto da imprensa’, tal como descrevemos em artigo publicado neste Observatório? A questão é por demais substantiva para ser ignorada. É de hegemonia que estamos tratando. É ela que perpassa o discurso político predominante nos grandes jornais quando o assunto é América Latina.

Será que estamos assistindo, como asseguram os principais colunistas, à emergência de lideranças populistas que flertam com democracia direta e plebiscitária, manipulando poderes constituídos e dividindo sociedades? Não é assim que Folha de S.Paulo, O Globo, Jornal do Brasil e O Estado de S.Paulo promovem a construção simbólico-política das personas dos presidentes Chávez, Morales, Correa e Lula? Ou estaríamos diante de algo distinto, recusado pela produção de conteúdo jornalístico?

‘Confluência de sensatez’?

Como destacamos há quase um ano, em um texto produzido para a Agência Carta Maior ‘trata-se, na verdade, do amadurecimento de forças historicamente marginalizadas. Novos sujeitos de direito, dispostos a interpelar o cenário político e as várias democracias pactuais existentes. O que presenciamos, principalmente na Bolívia e no Equador, é a transição de regimes oligárquicos para democracias fortalecidas pela lutas populares’. Um cenário impensável para os habitantes dessa imensa Macondo editorial.

E é nesse cenário de terra arrasada que ressurge, com vigor, o sonho da Pátria Grande de Simón Bolívar. Uma integração regional que não se limite a zonas de livre-comércio e redes de infra-estrutura física. Mas que, incorporando as novas multidões latino-americanas, contemple dimensões históricas, políticas e culturais comuns. Uma empreitada que torne a cooperação indissociável da reinvenção democrática. Que aproveite a complementaridade das diferentes economias, superando assimetrias através da concretização de propostas como as da criação de um Banco do Sul. É conceitualmente correto falar em autocracias e cesarismos nesse contexto? Os cientistas políticos consultados não dão conta de explicar o caráter datado de certos termos?

Repetindo a narrativa neoliberal, os jornalistas de economia costumam dizer que o Mercosul está estagnado pelas diferenças político-culturais entre seus parceiros, pelas diferenças acentuadas entre as economias do subcontinente sul-americano e por medidas protecionistas, tomadas em momentos de crise. Se as dificuldades existem, tomá-las como impossibilidade de uma integração soberana faz parte da estratégia do liberalismo-conservador derrotado nas urnas em 2006, mas mantido como norte legitimador de análise pelos profissionais da imprensa. É nesse marco que se repetem as perorações de Míriam Leitão, Carlos Alberto Sardenberg e tantos outros que ocupam posições de destaque em seus veículos. Curiosamente, assim também falam os próceres do PFL e do PSDB. Coincidência ou ‘confluência de sensatez’?

‘Armadilha mortal’

Gostam de invocar o Protocolo de Ushuaia, assinado em 1998 pelo Mercosul e seus países associados, que define o regime democrático como condição indispensável para a existência e desenvolvimento dos processos de integração. A isso supostamente se aferram para protelar a aprovação da Venezuela como membro pleno do bloco.

Não foi casual que, há cerca de dois meses, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tenha declarado que ‘Hugo Chávez tem que ver que está se colocando em uma posição de muita intransigência, de muitas questões, e que algumas delas ferem a consciência democrática da região e do Mercosul’. Na verdade, conhecemos o que norteia a ‘consciência democrática’ dos neoliberais: os interesses do ‘grande sócio’ na região.

Em 21 de janeiro, Merval Pereira escrevia em sua coluna no Globo:

‘A política na parte da América do Sul em que o populismo está se expandindo nas suas diversas formas, seja o de Chávez na Venezuela, o de Evo Morales na Bolívia, o de Correa no Equador, ou mesmo o de Lula no Brasil, ou o de Kirchner na Argentina, está criando uma armadilha mortal: as oposições não encontram um caminho para se opor a esse desenvolvimentismo retórico, que gera melhorias reais do bem-estar das populações mais pobres à base do assistencialismo, sem mudanças estruturais que garantam a perenidade dessa situação, mas garantem votos para a perpetuação desse tipo de política.’

Mais explícito, impossível. Seria esse o papel da imprensa? Aos ‘cruzados da consciência cívica’ cabe encontrar um caminho para a oposição? Ou substituí-la como partido?

Sua colega de redação não deixa por menos. Em artigo intitulado ‘Parada estratégica’ (16/06/2007), Míriam Leitão é direta:

‘O ex-chanceler Lampreia lembra a declaração de Chávez de que ele queria acabar com o Mercosul como existe atualmente. Só isso já seria o suficiente para se pensar bastante. Mas há razões mais importantes, como a cláusula democrática, que estabelece como condição para ser membro do Mercosul que um país seja democrático.’

A ‘cláusula democrática’

Percebam que a imprensa anda em círculo estreito, permanecendo com os mesmos atores, repetindo textos para manter teses caras ao tucanato. Por que não confrontar, sobre o mesmo tema, Lampreia e Amorim? O primeiro é anterior na agenda ou é mera afinidade eletiva?’

Quando o presidente venezuelano lamenta a demora na concretização de projetos vitais para a região – como o Gasoduto do Sul e o já citado Banco do Sul – sabe perfeitamente o que move as protelações. Ao dizer que por trás de atrasos e desencontros está a mão do império estadunidense, toca em questão cara a uma classe dominante que sempre pensou inserção subalterna como projeto ideal. O lamento de colônia costuma vir sob o argumento de que ‘fracasso das negociações para a criação da Área de Livre-Comércio das Américas (Alca) também não foi bom para o Mercosul porque abriu aos Estados Unidos espaço para promover acordos comerciais bilaterais’.

É nos marcos de uma história mal contada que algumas reações devem ser avaliadas. A nota divulgada à imprensa, sexta-feira, 21/09, pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio, é um primor pelo que não diz: ‘Não adianta ele pressionar com esse discurso atrasado e com esse cacoete de insultar parlamentares para forçar a aprovação do ingresso do seu país no Mercosul’, concluindo que ‘em marcha batida rumo a um regime ditatorial, o governo de Chávez não preenche o requisito da cláusula democrática do Tratado do Mercosul’.

Estilo circense

O que o senador amazonense não tolera é o que dá mais sustentação a um projeto estratégico regional, aquilo que setores conservadores, dentro de um viés funcionalista, têm chamado de crise política. Ou ‘retórica nacionalista imprecisa’. É a reafirmação soberana de uma região que não constrange nenhuma instituição democrática, pelo contrário a confirma como instância de poder.

É preciso que o Estado, e não as forças cegas do mercado, continue sendo o principal fator de estruturação da economia e da sociedade, assim como base institucional para articulação dos processos de integração regional. Compreender a importância da Venezuela na integração das economias regionais e de suas matrizes energéticas está longe de, como quer fazer crer o discurso recorrente do conservadorismo, submeter o Congresso aos humores de Chávez.

Em 7/10/2006, escrevemos, na Agência Carta Maior: ‘O governo Lula tem uma política externa que fortalece o Itamaraty e aposta no Mercosul como futuro espaço de integração. Sabe que toda movimentação regional está sob a espada de Dâmocles do Império e suas 22 bases militares na região. A oposição, ao contrário, defende uma integração subalterna, controlada por megacorporações.’ Infelizmente, o texto não perdeu a atualidade. Virgílio e seus correligionários de redações continuam a atualizá-lo. A inclusão da Venezuela como membro pleno é questão de soberania regional. O resto é tergiversação de candidatos a vice-rei.

Quem assistiu ao documentário de Kim Bartley e Donnacha O’Brian sabe que, a depender das oligarquias latino-americanas que controlam a mídia, assim como qualquer revolução, integrações que interessem aos povos latino-americanos também ‘não serão televisionadas’. Um bom exemplo é o texto de um editorial do Estado de S. Paulo (22/09) sobre o encontro entre os dois presidentes, que reproduzimos abaixo:

‘Numa delas, Chávez abraça efusivamente o anfitrião. E o brasileiro, estático, mas nem em sonho extático, não move um músculo da face para retribuir a expressão teatral do outro. Pior ainda, nas fotos em que o ditador, os chanceleres dos dois países, o presidente da Petrobrás e, enfim, Lula, dão-se as mãos, ele não só é o único sério, como ainda se distancia da confraternização a que emprestou o braço direito, olhando, absorto, ou para baixo ou para um vago ponto no horizonte. Por menos que se deva escrutinar essas imagens à maneira dos analistas dos serviços de inteligência em busca de sutis sinais reveladores do estado das relações entre chefes de governo, o fato é que, palavras bonitas à parte, elas corroboram os comentários que trafegam pelos corredores do poder, em Brasília, segundo os quais Lula está perdendo a paciência com o espaçoso autocrata venezuelano – que, aliás, é, antes de tudo, um chato.’

Quando o campo jornalístico se despe de suas surradas representações não deixa de ser divertido. Melhor, encontra o estilo mais sintonizado com a sua dinâmica: o circense.

******

Professor-titular de Sociologia da Facha, Rio de Janeiro

Todos os comentários

  1. Comentou em 03/04/2009 vanda moreira dutra dutra

    na banca 65 só veio nota para devoluçao do dia 6 7 8 9 e o resto

  2. Comentou em 03/04/2009 vanda moreira dutra dutra

    na banca 65 só veio nota para devoluçao do dia 6 7 8 9 e o resto

  3. Comentou em 06/10/2007 Marília Cristina Oliveira Souza

    Gostaria de saber a opinião de vocês sobre o seguinte tema: ‘Médicos podem fazer greves?’
    Tenho algumas dúvidas sobre o assunto. Sou vestibulanda e pretendo ficar a par desse. Conto com a colaboração de vocês e desde já agradeço a atenção.
    Grata Marília Oliveira.

  4. Comentou em 29/09/2007 Thiago Conceilção

    Fernando Pinto, essa ‘hegemonia do atraso’ seria o apanhado de ideologias esquerdistas obsoletas que foram recolhidas do lixo do século XX e que agora dominam o cenário político brasileiro?

  5. Comentou em 29/09/2007 Thiago Conceilção

    Fernando Pinto, essa ‘hegemonia do atraso’ seria o apanhado de ideologias esquerdistas obsoletas que foram recolhidas do lixo do século XX e que agora dominam o cenário político brasileiro?

  6. Comentou em 28/09/2007 Marco Antônio Leite

    Senhor professor, a verdadeira verdade da liberdade de imprensa é termos dinheiro no bolso. No entanto, a maioria da população brasileira para o neoliberalismo não tem serventia nem para ser reserva de mercado. Pôr conseguinte, reiterando, esta democracia existe somente para os poucos privilegiados que faturam muito dinheiro através da exploração da mão de obra barata. Não se iluda com essa cantilena, que lá isto é proibido, ou aquilo não pode falar, aqui neste quintal abandonado somos tratados como massa de manobra e marginalizados pelo sistema desalmado que ora esta em andamento. Abraços…

  7. Comentou em 28/09/2007 Marco Antônio Leite

    Senhor professor, a verdadeira verdade da liberdade de imprensa é termos dinheiro no bolso. No entanto, a maioria da população brasileira para o neoliberalismo não tem serventia nem para ser reserva de mercado. Pôr conseguinte, reiterando, esta democracia existe somente para os poucos privilegiados que faturam muito dinheiro através da exploração da mão de obra barata. Não se iluda com essa cantilena, que lá isto é proibido, ou aquilo não pode falar, aqui neste quintal abandonado somos tratados como massa de manobra e marginalizados pelo sistema desalmado que ora esta em andamento. Abraços…

  8. Comentou em 28/09/2007 Marco Antônio Leite

    Conceição eu me lembro muito bem quanta inconveniência tem escrito neste espaço tão generoso e democrático. Conceição tu és um direitista inveterado, gosta de criar o bichinho bicudo conhecido pôr tucano. Conceição você és um provocador profissional, esta sempre estocando os comentaristas que não estão de acordo com suas teses de cunho duvidoso. Conceição procure fazer um exame psíquico para descobrir porque tem ódio dos grupos políticos favoráveis há uma reforma da esquerda, com certeza, você recebera gratuitamente medicamentos para paliar o efeito de sua moléstia do vírus da ira que esta encubado. Dessa forma, colocará sua mente no eixo do bom senso e passar a fazer criticas abalizadas em fatos reais, bem como analisar os comentários com a cautela necessária para não cometer injustiças, aí sim poderá concluir com clareza suficiente às situações que envolvem a humanidade. Conceição eu me lembro muito bem!

  9. Comentou em 28/09/2007 Marco Antônio Leite

    Conceição eu me lembro muito bem quanta inconveniência tem escrito neste espaço tão generoso e democrático. Conceição tu és um direitista inveterado, gosta de criar o bichinho bicudo conhecido pôr tucano. Conceição você és um provocador profissional, esta sempre estocando os comentaristas que não estão de acordo com suas teses de cunho duvidoso. Conceição procure fazer um exame psíquico para descobrir porque tem ódio dos grupos políticos favoráveis há uma reforma da esquerda, com certeza, você recebera gratuitamente medicamentos para paliar o efeito de sua moléstia do vírus da ira que esta encubado. Dessa forma, colocará sua mente no eixo do bom senso e passar a fazer criticas abalizadas em fatos reais, bem como analisar os comentários com a cautela necessária para não cometer injustiças, aí sim poderá concluir com clareza suficiente às situações que envolvem a humanidade. Conceição eu me lembro muito bem!

  10. Comentou em 27/09/2007 Thiago Conceição

    Putz, mais um doido. Clerton, o que há de direita em legalizar aborto, criar leis de censura anti-homofobia, combater a imprensa, assinar tratados que repartem o território nacional de acordo com a vontade da ONU, ter relações com organizações criminosas como as FARC, participar de grupos de articulação da esquerda latino-americana, que incluem Fidel e Hugo Chavez, … é uma lista sem fim. O PT só fez porcaria esquerdista até agora! O PT não chega nem perto da direita. Aliás, o seu próprio estilo mentiroso sociopata, assim como o Lula que disse naquele congresso que não existe partido mais honesto que o PT (mentira descarada), é próprio da esquerda. Para eles mentiras e assassinatos em nome da conquista do poder absoluto não fazem mal, e tampouco o sacrifício da soberania nacional. Talvez chamam o Lula de ‘direita’ apenas porque sua imagem está mais do que queimada e preferem sacrificar o bicho, assim como bois contaminados, para não contaminar o resto. Mantenham esse comuna sujo do Lula em seu habitat natural, isto é, na esquerda ignorante. Nem ouse chamá-lo de direita, pois se acontece de ter alguém realmente da direita presente é capaz que você ouça algumas poucas e boas.

  11. Comentou em 26/09/2007 Thiago Conceição

    Adriana Figueira, o nível de besteiras desse texto é muito grande. Não há o que discutir, apenas o que lamentar. A nossa imprensa faz o que qualquer imprensa deveria fazer, fiscalizar o poder. Isso é ser ‘subalterno’? E ainda faz pela metade e é camarada com os governantes. Quer mais colher de chá que isso? Se fizessem tanto escândalo contra o entreguismo do governo Lula, que creio ter já ultrapassado níveis tucanescos, seria mais próximo do ideal.

  12. Comentou em 26/09/2007 Thiago Conceição

    http://vizinhodojefferson.blogger.com.br

    Entreguismo é isso:

    ‘Por fim, o Lula do pT acaba de assinar o decreto da Onu para os povos indígenas, em troca da promessa da sonhada cadeira no conselho de segurança, pleito que vem humilhando seguidamente a atual ineficiente diplomacia brasileira. O decreto do qual o Brasil do Lula do pT se tornou signatário, supostamente sem ler e sem analisar, dá a soberania das reservas indígenas para os próprios índios que ali vivem transformando-as em nações sob a tutela internacional e sem a ingerência dos governos onde estão localizadas, ou seja, não são mais filhas deste solo que um dia já lhes foi mãe gentil. ‘

    Sobre Niobio: ‘Este nobre e caro metal, por sua natureza leve e de grande resistência, é indispensável para as máquinas de guerra do planeta. É empregado em mísseis balísticos intercontinentais, aqueles que transportam ogivas nucleares, bem como em moderníssimas máquinas de guerra como os aviões invisíveis F114 e o bombardeiro B2. Em Roraima está a última reserva de nióbio do planeta, exatamente ali nas montanhas da Raposa-Serra do Sol. ‘

    ‘É duro constatar, mas nós brasileiros acabamos de perder a Amazônia. O processo de desocupação já começou. O primeiro passo foi a demarcação da reserva indígena de Roraima que está tirando os militares da zona de fronteira, agora as Ongs, …’

  13. Comentou em 26/09/2007 Thiago Conceição

    http://vizinhodojefferson.blogger.com.br

    Entreguismo é isso:

    ‘Por fim, o Lula do pT acaba de assinar o decreto da Onu para os povos indígenas, em troca da promessa da sonhada cadeira no conselho de segurança, pleito que vem humilhando seguidamente a atual ineficiente diplomacia brasileira. O decreto do qual o Brasil do Lula do pT se tornou signatário, supostamente sem ler e sem analisar, dá a soberania das reservas indígenas para os próprios índios que ali vivem transformando-as em nações sob a tutela internacional e sem a ingerência dos governos onde estão localizadas, ou seja, não são mais filhas deste solo que um dia já lhes foi mãe gentil. ‘

    Sobre Niobio: ‘Este nobre e caro metal, por sua natureza leve e de grande resistência, é indispensável para as máquinas de guerra do planeta. É empregado em mísseis balísticos intercontinentais, aqueles que transportam ogivas nucleares, bem como em moderníssimas máquinas de guerra como os aviões invisíveis F114 e o bombardeiro B2. Em Roraima está a última reserva de nióbio do planeta, exatamente ali nas montanhas da Raposa-Serra do Sol. ‘

    ‘É duro constatar, mas nós brasileiros acabamos de perder a Amazônia. O processo de desocupação já começou. O primeiro passo foi a demarcação da reserva indígena de Roraima que está tirando os militares da zona de fronteira, agora as Ongs, …’

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