Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

ENTRE ASPAS > MÍDIA RADIOFÔNICA

O rádio triunfará

Por Francisco Djacyr S. de Souza em 29/12/2009 na edição 570

Apesar de todos os problemas por que vem passando, temos certeza de que haverá uma reviravolta no mundo do rádio e que o poder de organização do povo servirá para lhe dar a redenção necessária e resgatar o respeito que merece. O rádio, com sua versatilidade e proximidade do povo, tem grande importância no processo comunicativo e os usuários deste meio jamais deixarão que os interesses políticos e econômicos destruam sua importância e seu processo de condução da cidadania e do respeito aos valores da família e da democracia em geral. O rádio é um meio de comunicação que deve ser respeitado pelos governantes. Os participantes das programações de rádio têm opiniões valorosas referentes ao meio ambiente, à vida política, ao processo de cidadania e a outras temáticas que fazem parte do dia-a-dia de nossas sociedades.

É preciso que haja uma união em prol do rádio para que este se transforme realmente em uma concessão pública e reflita, deste modo, os interesses de seus usuários. A comunicação radiofônica carece de mais cultura popular, de participação dos seus usuários e de abertura a críticas que serão certamente importantes para a construção de uma comunicação popular, aberta e verdadeira em todos os sentidos. O rádio precisa ser verdadeiro, ético e falar a linguagem de seus usuários sem apelação nem pornografia. Pode ser jocoso sem ser agressivo, pode ser político sem ser entreguista, pode ser popular sem ser apelativo.

Ética, verdade e cidadania

É urgente que o jornalismo tenha o rádio como meio de comunicação que merece respeito fazendo com que outros meios midiáticos entendam sua importância, resgatem sua história e procurem melhorar as programações atuais, dando-lhes principalmente o caráter de pluralidade que é uma marca de nossa sociedade. É preciso que haja fiscalização e ação nos processos de concessão dos meios de comunicação abrindo espaço para que as organizações populares tenham acesso ao controle da comunicação e fazendo com que esta reflita claramente os interesses populares.

A rádio precisa urgentemente de união em sua causa para que todos os cidadãos possam regatar a importância de um meio que está diariamente nos lares de milhões de pessoas que são através dele informados, educados e conhecedores do mundo que os cerca. Mesmo com a tecnologia avançada dos outros meios é impossível superar a proximidade do rádio e o imediatismo que só ele tem. É preciso que em todo o país seus usuários comecem a se organizar para exigir programações verdadeiras, sinceras e respeitosas para com o ouvinte. No momento em que hoje temos no Brasil grupos de ouvintes organizados em prol do bom rádio, sabemos que é preciso ampliar essas organizações e apoiar iniciativas de consumidores da comunicação visando a um meio de comunicação que esteja afinado com os interesses dos que os consomem no dia-a-dia. Não podemos aceitar programações desrespeitosas que se utilizam da apelação pornográfica para supostamente conquistar audiência. Para a luta pelo rádio ético, verdadeiro e cidadão, é importante também que seja modificada a estrutura social e econômica do país onde todos tenham acesso a um processo cultura refinado que os faça compreender o real sentido da comunicação.

Pão, comunicação e justiça

O rádio, com certeza, reagirá e sairá da situação em que está desde que haja por parte dos membros da sociedade uma visão de associação, de cooperação e de resgate dos valores éticos tão esquecidos no momento atual. Nosso povo tem condições de fazer muito pelo rádio desde que as mensagens por um rádio melhor sejam divulgadas plenamente em todos os setores da sociedade atual. Para a melhoria do rádio é preciso, sobretudo, garra, denodo e força de todos em prol de uma causa que é a construção e fortalecimento de um meio que seja verdadeiro, ativo, ético e cada vez mais adequado aos interesses de seus usuários.

O rádio deve ser respeitado, valorizado e deve crescer firmemente em busca de uma comunicação que seja divulgadora da verdade, da justiça, da sinceridade, da ética, do processo cidadão e da solidariedade plena que faça com que todos tenham a comunicação livre das amarras dos interesses e do vilipêndio gerado pelo processo de interesses que povoam a comunicação e as relações da sociedade atual. Está na hora de mudar e está na hora de fazermos melhor por um povo que quer pão, comunicação e, sobretudo, verdade e justiça.

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Vice-presidente da Associação de Ouvintes do Ceará, Fortaleza, CE

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