Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

INTERESSE PúBLICO > JORNALISMO SOLIPSISTA

O pseudodemocrata Reinaldo Azevedo e sua patrulha autoritária

Por Daniel Henrique Diniz Barbosa em 23/10/2007 na edição 456

Pensar a política a partir de sua definição republicana é cogitar a capacidade de suportar, na cena pública, todos os argumentos possíveis, por mais divergentes que eles se apresentem, em busca de uma convergência ideal. Conquanto essa convergência possa, realmente, jamais existir, é justamente na sua busca, a partir do diálogo, que se baseia a república – espaço fundado pela política, uma arte eminentemente dialógica. Essa visão ‘conservadora’ da política como alicerce do diálogo exige, portanto, a garantia de que os contendores tenham seus espaços de argumentação respeitados. O outro, em um debate, é como eu, não obstante pense e argumente a partir da mais profunda divergência do que penso e argumento. Nessa leitura, o mais nefasto possível é, justamente, esvaziar o lugar de fala do outro, transformando-o num ‘sem fala’.

Transformar o ‘outro’ em um ‘sem fala’ significa esvaziá-lo do direito ao debate, rompendo, portanto, o código que sustenta o próprio embate dialógico – base da política. Mas, como se esvazia esse lugar de fala do outro? Ora, apelando-se para subterfúgios externos ao debate em questão. Assim, ‘você não pode falar porque você não tem autoridade’, ‘a você não cabe argumentar porque você não faz parte de meu grupo’, ou ‘você não pode argumentar porque está defendendo esse ou aquele lado que, sendo errado, não deve ter espaço no debate’. E, assim, o outro, destituído de lugar, está enfraquecido em seu argumento, pois, se fala a partir de um espaço ‘contaminado’, naturalmente seu argumento também o estará. Sobram, apenas, aqueles cujo discurso está autorizado, na maioria das vezes convergente. Onde só existe convergência não existe diálogo; e, por conseguinte, se a política se define pelo embate dialógico, onde não há diálogo não há política.

Espaços para a discordância

Essas questões são absurdamente relevantes no Brasil de hoje. Há em curso, atualmente, e muito em razão de algumas empresas de comunicação e de seus jornalistas, uma campanha efetiva de esvaziamento do debate, pautando-se não pela discordância de idéias e projetos, e sim, o que é grave, pela destituição do lugar de fala do outro. Muitos poderiam ser os exemplos a serem listados aqui, mas, para poupar o leitor, optou-se por apresentar apenas um, muito emblemático por sinal: o caso Reinaldo Azevedo.

No dia 1/10/07, o apresentador de TV Luciano Huck publicou na Folha de S.Paulo um artigo em que, informando o roubo de seu relógio Rolex, cobrava do poder público providências acerca da violência nossa de cada dia. Uma semana depois, foi a vez do escritor Ferréz rebater a argumentação de Huck, de certo modo justificando o assalto ao apresentador. Passada mais uma semana, veio o jornalista Reinaldo Azevedo, em um artigo em que criticava a Folha por dar espaço a Ferréz, sob o argumento de que este atentava contra o Estado Democrático de Direito em seu artigo.

Na esfera da política, portanto, o espaço foi franqueado para que as posições fossem tomadas, os argumentos fossem defendidos e, em especial, para que a sociedade pudesse, a partir do fato político que se tornou o assalto a Huck, ampliar sua discussão tanto sobre temas relacionados à violência, como (e esse foi o caso específico do artigo de Azevedo) debater a pertinência ou não, na democracia, de se instituírem espaços para aqueles que, discordantes da Lei, possam expressar essa discordância. Naturalmente, os três textos tiveram ampla acolhida por parte dos leitores da Folha, muitos concordando, muitos discordando, por meio do ‘Painel do Leitor’.

‘Picaretagem intelectual’

Qual não foi minha surpresa, no dia 18/10/2007, ao deparar com um artigo de Reinaldo Azevedo em seu blog, mantido pela revista Veja, em que ele ataca, visceralmente, todos os leitores que, por meio do ‘Painel do Leitor’ da Folha, criticaram o texto por ele escrito e publicado pelo jornal. E não ataca – atente-se – contra-argumentando nada do que foi escrito pelos leitores. Ao contrário, ataca as próprias pessoas.

Em um exercício autoritário e sinistro, Azevedo mapeou um a um os leitores discordantes de seu ponto de vista; e, alegando um ‘aparelhamento’ do ‘Painel do Leitor’ por ‘petralhas’ (substantivo criado por Azevedo para definir todo aquele que se mostra a favor do atual governo, em que mescla – graficamente de modo equivocado – as palavras ‘petista’ e ‘canalha’), publicou notas biográficas dessas pessoas, acrescidas de seus comentários irônicos e maledicentes. Assim, na seqüência da reprodução de trechos selecionados da correspondência do leitor publicada pela Folha, Azevedo publica o fruto de sua pesquisa. Por exemplo:

‘É triste perceber que nada muda nas consciências deste país. Prefiro Ferréz, Mano Brown e o mano que levou o Rolex. Isso não quer dizer apologia de crime, mas indica claramente a escolha por um dos lados.’ ROGERIO BASALI, professor de filosofia (São Paulo, SP)

Apesar do ‘São Paulo’ do endereço, é professor da Universidade de Brasília e já deu aula também na Unicamp. No dia 21 de julho do ano passado, informava o site esquerdista Centro de Mídia Independente: ‘O professor Basali, militante da causa palestina, sempre propõe em seus cursos pensar os eventos contemporâneos de violência nos territórios palestinos ocupados por Israel, visando a compreender complexas questões da política mundial a partir das reflexões filosóficas.’ O homem gosta de ‘opinar’ na imprensa. Em 2002, a seção de cartas da Veja trazia o indignado: ‘Os discos dos Racionais MC’s, desde ‘Raio X do Brasil’, estão cada vez mais maduros. Sou professor e utilizo suas músicas para ilustrar aspectos que julgo relevantes na formação crítica para o pensar‘. Sacou, meu? Ele usa o Racionais para ‘o pensar’ Procurem um texto meu em que trato a substantivação de verbos como um dos índices da picaretagem intelectual.

‘Proponho ao sr. Reinaldo Azevedo que leia O Ideal do Crítico, de Machado de Assis. Talvez ajude-o a superar sua ‘aporia vejaniana’.’ ANGELITA MATOS SOUZA

‘Aporia’ é uma das palavras-fetiche dos acadêmicos, pensei cá comigo. E fui tentar saber quem era a moça com nome de modelo, socialite e atriz. Bingo! É doutora pela Unicamp, professora da PUC de Campinas, além de ‘cientista social e cinéfila’. Há até uma foto da tipa aqui. O nome de sua tese não poderia ser, como diria Paulo Francis, mais ‘pseudo’: ‘Deus e o Diabo na Terra do Capitalismo Tardio’. Aí ela vai pensando o Brasil segundo nomes de filmes. Não é mimosa? No filme Ata-me, pensa o golpe de 1964: ‘Os militares saíram da caserna para acabar com os movimentos populares e também para resolver a pendenga em torno do modelo de desenvolvimento, em favor do grande capital monopolista, nacional e transnacional. Roberto Campos e Octávio Bulhões, ministros do primeiro governo militar, instituíram os mecanismos de articulação dependente com o mercado internacional.’ Huuummm… Viram só? Ainda bem que João Goulart ajudou com a desordem, né? De resto, essa tese não é dela, mas de René Armand Dreyfuss em 1964 – A Conquista do Estado. Tá aqui. Lido e fichado. E eu proponho a Angelita que vá estudar ou tente ser bonita… [http://veja.abril.com.br/blogs/Reinaldo – Capturado em 18/10/2007]

‘Profissionais das cartas’

Assim fez Reinaldo Azevedo com oito daqueles que discordaram de seu texto. Não há sequer um único contra-argumento aos argumentos construídos pelos leitores. Nada. Somente a pura e simples patrulha acrescida de comentários como ‘E eu proponho a Angelita que vá estudar ou tente ser bonita…’. O outro, na forma torpe em que Azevedo estabelece o ‘debate’, se torna ‘o indignado’, ‘a tipa’, ‘a mimosa’. Para justificar sua hipótese de que o ‘Painel’ da Folha está aparelhado, Azevedo argumenta que os leitores que criticaram seu texto são os ‘profissionais das cartas’, sujeitos que vivem para o prazer de criticar esse ou aquele nas sessões de cartas de jornais e revistas. Não, essas pessoas não são consideradas aptas ao debate, pois, ao cabo, são ‘tipas’, ‘indignados’, ‘mimosas’ e/ou tudo isso, ‘profissionais que são das cartas’. Os argumentos desses leitores não são válidos para o debate, uma vez que, sendo profissionais das sessões para leitores, estão usurpando o espaço do leitor ideal: aquele que concorda com Azevedo.

A liberdade de sua opinião

Em que, necessariamente, o fato de um professor escrever com freqüência para jornais e revistas ou uma doutora pela Unicamp fazer o mesmo impede que seus argumentos sejam válidos ao debate? Esses dois casos, dentre os oito mapeados por Azevedo, provavelmente publicam menos seus argumentos que o próprio Azevedo, que, blogueiro e colunista de Veja, tem espaço garantido na grande mídia. Azevedo, um profissional do texto (como todo e qualquer jornalista), parece querer negar aos demais aquilo que ele tanto preza e do que ele se farta: seu espaço para participar do debate. E o faz da pior forma possível: negando espaço para a divergência entre seus leitores, por meio dos comentários vetados em seu blog e, principalmente, zombando daquele que diverge, esvaziando-lhe o lugar de fala.

O mapeamento dos leitores contrários ao seu texto, procedido por Azevedo, é um acinte. Autoritário, ele nega o debate, rompe com os códigos do diálogo, atenta contra a política. Ao apontar o dedo para o divergente, esvaziando-lhe o lugar de fala, desautorizando-lhe o direito à opinião e à divergência, Azevedo aponta o dedo para a república, baseada no diálogo. Travestido de democrata, esse ‘jornalista’ nega solenemente a democracia na prática. Defende a liberdade de opinião: exclusivamente sua opinião e de seus convergentes.

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Doutorando em História Econômica pela Universidade de São Paulo

Todos os comentários

  1. Comentou em 07/03/2010 Leonardo Aldrovandi

    Parabéns pelo artigo excelente.
    Este Reinaldo é tão autoritário que em seu blog há uma seleção dos comentários, de forma que apenas os elogiosos são publicados. Basta conferir. Várias pessoas já tentaram criticá-lo e foram censuradas. Trata-se de uma pessoa injusta, que quer holofotes voltados a sua pessoa, por meio da provocação, da injustiça, da manipulação. O duro é que acaba conseguindo representar o facismo da classe média-alta-revista-Veja. Mas quem tem o mínimo de senso, logo percebe sua falta de responsabilidade e é preciso sim, um mínino de combate a este tipo de postura.

  2. Comentou em 13/05/2009 Pamela Mendes Leony

    Oi, gostaria de saber como montar um jornal comunitario, como organizar as ideias em um projeto.
    Como elaborar o projeto pra divulgar o jornal para a comunidade, aonde constara os custos desse jornal, etc.

    Aguardo resposta, obrigada.

    Pamela Leony

  3. Comentou em 06/01/2008 Edison Moraes

    Texto fraquíssimo este! O Reinaldo é abominável mas não processou nenhum dos seus desafetos. Gente que o critica enche os tribunais com pedidos de indenização e tal… e ainda acham que isso não é censura e, sim, exercício do estado de direito! Tenho engulhos ao ler txtos como este!

  4. Comentou em 31/10/2007 Rodrigo Jungmann de Castro

    Walkiria, a maioria das críticas dirigidas a Reinaldo Azevedo, aqui nesse espaço democrático proporcionado pelo OI, enfatizam os seus excessos, a sua estridência, a demonização de posições alheias e o tipo de comentários vgirulentos que ele permite de bom grado. em seu blog, aos seus adoradores. Poucos dos que aqui escreveram defenderam o socialismo. Eu certamente não o fiz. O seu comentário carece de maior pertinência para o tema em discussão. Não concluirei com um ‘Abaixo Reinaldo Azevedo’, porque ele muitas vezes diz coisas acertadas. Mas não é essa a questão…

  5. Comentou em 30/10/2007 Daniela Dias

    O blog do tal [insignificante] Reinaldo AZEDO representa a mediocridade da paisagem mental que vivenciamos hoje. Apenas uma vez acessei o tal blog pra nunca mais, e tenho certeza que não estou perdendo nada, na verdade ler aquelas entrelinhas remete-nos a várias reações: raiva, gargalhadas sarcásticas e principalmente indignação em saber que ainda tem gente ajudando, sem qualquer visão comunitária/humanitária, a manter idéias que já não cabem mais (e nunca coube) na realidade e nas centenas de contextos vivenciados na América Latina e no resto do mundo.

  6. Comentou em 30/10/2007 Daniela Dias

    O blog do tal [insignificante] Reinaldo AZEDO representa a mediocridade da paisagem mental que vivenciamos hoje. Apenas uma vez acessei o tal blog pra nunca mais, e tenho certeza que não estou perdendo nada, na verdade ler aquelas entrelinhas remete-nos a várias reações: raiva, gargalhadas sarcásticas e principalmente indignação em saber que ainda tem gente ajudando, sem qualquer visão comunitária/humanitária, a manter idéias que já não cabem mais (e nunca coube) na realidade e nas centenas de contextos vivenciados na América Latina e no resto do mundo.

  7. Comentou em 29/10/2007 Fabio Guedes

    Acho que ninguém tem o direito de ocupar um espaço considerável na imprensa brasileira pra expor um ponto de vista não apenas ‘dissonante’, mas claramente defensor da ilegalidade.
    Não acho que seja normal dizer, por exemplo, que o ‘estuprador de menores apenas quis satisfazer seus instintos mais profundos’. Não! Ele cometeu um crime hediondo.
    Escrever que um ‘correria’ fez um trato justo com um cidadão honesto, porque lhe deixou ao menos com a sua vida, é apologia ao crime, defender o indefensável.
    E não cabe fazer tabula rasa das desigualdades sociais pra justificar o crime. A pobreza pode explicar, mas NUNCA justificar um crime. É isso que o ladrão é: criminoso. Alguém discorda disso?

  8. Comentou em 29/10/2007 Fábio Carvalho

    Prezado Thiago Conceição, respeitar a lei requer aprendizagem, sim: seja em casa, seja na escola, seja no balcão de uma delegacia, seja cumprindo pena no sistema penitenciário (após um julgamento justo, com respeito ao direito de defesa). O senhor e aqueles que compõem sua seita talvez tenha nascido sabendo… Os castigos do Capitão Nascimento, que tortura e mata os pobres e pretos, não são justos. Como reconhece Reinaldo Azevedo, ‘há um componente moral e ético’ em Alba Zaluar. O problema, segundo o blogueiro autoritário, é afirmar que no ‘submundo do crime grassa o capitalismo mais selvagem do qual se tem notícia’. Selvagem por quê? Porque o tráfico de drogas tem altíssimas margens de lucro, porque mata o dependente que consumiu e não tem dinheiro para pagar, porque assassina delatores, porque determina que jovens pobres roubem aparelhos de telefone celular para que os traficantes precisam desse equipamento para manter sua atividade ilícita

  9. Comentou em 29/10/2007 Rodrigo Jungmann de Castro

    O Reinaldo Azevedo já foi de esquerda marxista e hoje é conservador. Tudo bem. Nada contra. O mesmo aconteceu comigo, embora nunca tenha passado da condição de mero simpatizante.

    O que me causa inquietação é o seguinte: nunca vi Reinaldo Azevedo – nem Olavo de Carvalho, diga-se – falarem do seu passado esquerdista com reprovação moral. O próprio Olavo num debate com o Alaor Caffé reproduzido no site dele fala do quanto é difícil e doloroso abandonar a cultura marxista, ou coisa que o valha. Refere-se, algures, ao esquerdista que foi como um ‘jovenzinho idiota’.

    Nesse caso, presumo que vejam os jovens que um dia foram não como pessoas vis, mas como pessoas equivocadas. Se se permitem esse tipo de tratamento, por que não se mostram dispostos a concedê-los aos esquerdistas atuais?

    Será que todos, sem exceção, os que nutrem ou um dia nutriram alguma simpatia pelo socialismo são indivíduos vis? Será que todos os que defendem ou defende, em algum nível, o PT são uma mistura de petista e irmão metralha?

    Se Reinaldo e Olavo um dia estiveram do lado errado por ingenuidade, romantismo, desconhecimento de causa ou sei lá o que mais, o mesmo não poderia se dar com alguns esquerdistas de hoje?

    Mas, se é assim, não seria o caso de discordar e ensinar, sem demonizar? Ou bem eles dizem ‘Um dia também fui um canalha’ ou bem eles admitem que os oponentes não necessariamente o são.

  10. Comentou em 29/10/2007 Jorge kalil

    Heim???
    Reinaldo Azevedo?
    Quem é esse cara?

  11. Comentou em 29/10/2007 Ismael Manzotti

    Venezuela? Não, não iria para a Venezuela. Cuba? Pode ser, principalmente pq os índices de analfabetismo são infinitamente menores que o do Brasil, pq lá se prioriza a educação e a saúde. E o que fica disso é a decepção, li vários comentários de pessoas mandando gente pra lá e pra cá em vez de dialogar civilizadamente. Quanta ignorância!!!!

  12. Comentou em 28/10/2007 Paula Abreu

    Reinaldo Azevedo é uma das pessoas mais entusiasmadas com a democracia e com as virtudes do diálogo que já vi! Quem diz que ele é anti-democrático seguramente não faz idéia do que está dizendo. Ele sempre quis promover o diálogo, a amplitude do debate e sempre foi assim no fórum da extinta revista Primeira Leitura. Diante de assuntos tabus, ele estimulava a discussão, sugerindo que não há nada que o diálogo não resolva, a comunicação, o esclarecimento.

  13. Comentou em 27/10/2007 Fábio Carvalho

    Prezado Felipe Faria, eu disse que a tese se aplica às seitas e a minha perspectiva é de que o proselitismo selvagem é um comportamento fanático. O senhor entendeu ser necessário salvar Karl Popper, a Paula Abreu disse que que eu fiz uma salada russa (não seria soviética?) e por aí seguiu o debate… É só ler o que cada um escreveu.

  14. Comentou em 27/10/2007 Ivo A. Auerbach

    Não entendo porque um simples artigo pôde provocar tanta celeuma ! E além do mais, os comentaristas esqueceram que o assunto principal se trata do Sr. R.A e o Sr. Ferréz. Alguns leitores do blog esqueceram-se disso e resvalaram para simples troca de farpas entre sí; se perdendo num cipoal de discussões pessoais que não tem nada a ver com o assunto em pauta. Um aviso aos navegantes; aqui não é sala de bate-papo!

  15. Comentou em 26/10/2007 Marco Antônio Leite

    Quem produz a miséria são os empresários que escravizam meia dúzia de tolos, deixando à maioria dos trabalhadores no quartel general do exército dos desempregados, você ainda será um deles, é apenas questão de tempo. O comunismo não matou ninguém, os dissidentes e traidores do sistema buscaram a morte, você sabe, quem procura acha. Jovem, você não conhece absolutamente nada de comunismo, socialismo, nem sequer de capitalismo, você é um neutro ou melhor, café com milk, neste sistema os que recebem prêmios, são aqueles que traem o povo pobre. Aí na sua terra, centenas de crianças morrem de fome, frio, doenças mais simples até a mais cruel. Cuida, você é muito afoito, parece coelho, uma bala ‘pedida’ poderá, um dia, quem sabe, achá-lo. Estudar faz bem para o cérebro? A titulo de informação, a expressão socialismo foi consagrada pôr Robert Owen em 1.814. Quer mais, minha residência esta a sua disposição. Abraços socialistas.

  16. Comentou em 26/10/2007 Felipe Faria

    Fabio Carvalho, por mais dialetico que vocë queira ser é imposível conciliar Popper com o comunismo. Ou vocë nao é comunista ou não sabe do quePopper estava falando.

  17. Comentou em 26/10/2007 Ismael Manzotti

    Percebo 2 lados apenas:
    Aqueles que andam com o manual do comunismo embaixo do braço, repetindo frases de autoria alheia sem o menor sentido prático.
    E aqueles que defendem esse capitalismo onde não entendem que não pode existir riqueza sem pobreza em nome de uma liberdade que não existe.
    Eu sei de uma coisa:
    NÃO ESTOU CONTENTE COM O QUE ESTÁ AÍ!!!!
    Vamos tentar buscar uma solução? Acho que a proposta principal deveria ser essa.

  18. Comentou em 26/10/2007 Antonio Gomes

    Obviamente que não endosso todas as opiniões de Reinaldo Azevedo, mas, temos de admitir, ele está dando uma chacoalhada na modorrenta imprensa brasileira. E isso é bom.

  19. Comentou em 25/10/2007 José da Silva Costa

    Reinaldo Azevedo é hoje o maior expoente do fascismo brasileiro na imprensa. Não é atoa que ele hoje escreve para a publicação mais fascista do Brasil. Pena que muitos de seus leitores ainda não perceberam o perigo que esse sujeito e a linha editoral da revista representa. Do racismo ao patrulhamento ideológico mais histérico, Veja, Reinaldo e Mainardi são a síntese de tudo que mais fede no Brasil.

  20. Comentou em 25/10/2007 Paula Abreu

    Popper nunca é ofensivo a certas pessoas, mas quem o cita de maneira tola para dar verniz intelectual a um comentário que não prima sequer pela lógica é não só ofensivo aos outros como deve ofender principalmente o próprio Popper,q certamente não gostaria de ver suas teorias sobre metodologia científica sendo usadas de maneira tão banal e em contexto totalmente impróprio.O autor da citação tenta se valer do prestígio intelectual de Popper para validar uma comparação furada. O blog do Reinaldo Azevedo não tem o poder de vetar a ‘relação dialógica’, ao contrário,a amplia,pois,na medida em que defende posições que se chocam com toda a mitologia que o PT construiu com forte apoio da imprensa de maneira geral, representa um sopro de renovação nas discussões políticas, até então viciadas num repertório de idéias limitado que estavam muito longe de dar conta da realidade e que serviram para proteger determinados grupos de poder, tornando-os inimputáveis, acima do bem e do mal. E, na medida em que se opõe ao pensamento que se tornou hegemônico (e muitos falsos consensos), o blog privilegia a comunicação dos q compartilham de suas idéias,não se sentem representados pela maioria esmagadora dos blos q infestam a internet e são igualmente VETADOS nesses espaços,embora esse veto não seja exercido com a mesma transparência como no de RA.

    Falo como freqüentadora não apenas do blog dele!

  21. Comentou em 25/10/2007 Paula Abreu

    Cansei de ver referências, feitas da maneira mais sórdida possível, ao problema de saúde que acomteu Mario Covas. Da mesma maneira que vivem chamando Reinaldo Azevedo de canceroso no blog dele. Pensando bem, a discussão por si já não faz sentido, visto que se está tentando estabelecer comparações indevidas entre o espaço de um blog e veículos jornalísticos propriamente ditos, mas, quando considero e me lembro da falta de escrúpulos que a militância petista sempre demonstrou, vejo que não têm sequer autoridade para reclamar do veto aos ataques que dirigem a quem não compactua com as suas idéias.

  22. Comentou em 24/10/2007 Fabio Passos

    Um sujeito bem intolerante não? A quantidade e a qualidade das pessoas que este ‘jornalista’ já ofendeu… neura pura. Acaba depondo contra o crítico. Perder eleição faz parte da democracia. Tem de aprender com a derrota. A auto-afirmação insessante do erro não é virtude. O rancor e a dor-de-cotovelo são péssimos conselheiros. Este pessoal mais ‘nervoso’ precisa dar uma arejada nas idéias.

  23. Comentou em 24/10/2007 Francisco Xavier

    O Reinaldão está certo. O guilda esquerdista é unida e ataca em grupo, de forma coordenada. Temos que agradecer que haja gente na impresa que nos represente e exprima nossa insatisfação contra o ataque ao Estado de Direito. Chega de aparelhamento ideológico da esquerda. Viva a Democracia e a liberdade de expressão.

  24. Comentou em 24/10/2007 Fábio Carvalho

    Prezado Felipe Faria, o OI é um site democrático. O blog do Weis é um espaço democrático. Filtrar expressões chulas, ofensas e calúnias é mediar: é ‘censura’ em defesa da civilidade, da urbanidade e do respeito que deve nortear o debate de idéias. Reinaldo Azevedo não filtra esses casos: basta que o senhor leia os comentários dirigidos a Alberto Dines que ele publicou em seu blog. Cansei (no bom sentido!) de criticar opiniões do Alberto Dines aqui e não fui censurado por isso. Claro que não recorro às armas que o blogueiro autoritário dispara para construir minhas críticas (nas vezes em que me excedi, os editores do site foram exemplares). O filtro de Reinaldo Azevedo, tal como o da própria revista Veja, é apenas ideológico. Quem censura por ideologia, a rigor, não é um democrata. Não contente com as censuras que promove, ele acusa o jornal que publica críticas contra ele de ceder ao aparelhamento petista, ou ao viés esquerdista. No mais, atente-se ao título da pesquisa de Alba Zaluar. Ela assinala uma integração perversa entre pobreza e o tráfico de drogas. Já tive a oportunidade de entrevistar o também antropólogo Luiz Eduardo Soares (co-autor de Elite da Tropa, livro que inspirou o filme). Entre outras questões, ele assinala que os moradores de favelas cariocas vivem, ou sobrevivem, entre a tirania de perigosos traficantes e o poder despótico de policiais.

  25. Comentou em 24/10/2007 DanielA Dias

    Correção: Daniela Dias. Obrigada!

  26. Comentou em 24/10/2007 Daniele Dias

    “também faço parte das primeiras gerações continuadas, e que, em progressiva queda livre, fora lançadas recentemente ao mercado de trabalho – isso mesmo, não à sociedade, mas ao que ela se tornara: um grande mercado. Emersa das profundezas dos porões escolares esquecidos, essa nova geração é recebida às palmas mudas da mídia e da sociedade civil condizente. Tal atitude, qual seja, a vista grossa com relação à qualidade do ensino público, é parte estratégica do engodo tramado dentro dos clubinhos privados, formados pelo conchavo dos poucos, dos dominantes, no qual essa mesma nova geração de iletrados é convidada a entrar das antigas massas de manobra e mão-de-obra barata”.No mais meus amigos fico com as palavras de Lênin:
    ‘Os capitalistas chamam ‘liberdade’ a dos ricos de enriquecer e a dos operários para morrer de fome. Os capitalistas chamam liberdade de imprensa a compra dela pelos ricos, servindo-se da riqueza para fabricar e falsificar a opinião pública’. LÊNIN

  27. Comentou em 24/10/2007 Silvério Cardoso Corrêa

    Reinaldo Azevedo é simplesmente GROTESCO.

  28. Comentou em 24/10/2007 Moacir Teles Maracci

    Nos meus tempos de militância política, ouvia-se muito sobre a necessidade de ouvir o pensamento da direita para melhor criticá-lo, pois há, indubitávelmente críticos inteligentes que são de direita. Um exemplo notável em minha opinião é o do consagrado dramaturgo Nelson Rodrigues, que entendia mais de Brasil do que muitos políticos, intelectuais, colunistas, editorialistas, de esquerda, de centro, de direita, de ontem ou de hoje. Reinaldo Azevedo não se enquadra como crítico de qualquer lado, simplesmente, porque ele não critica nada e ninguém, apenas desqualifica as pessoas que emitem opiniões contrárias às suas, e não raro, de maneira covarde. Concordo totalmente com o artigo de Daniel Henrique. Nunca é demais lembrar que uma crítica é o tácito reconhecimeno e respeito ao pensamento contrário.

  29. Comentou em 23/10/2007 Marco Antônio Leite

    Este sistema atual nunca foi e nunca será democrático. Estamos vivendo o trágico Neoliberalismo, cuja filosofia é a lei do mais forte, aquela lei que diz tudo para mim, nada para vocês. O que mais se vê são pessoas travestidas de democratas, que na teoria enaltece o sistema vigente, diz coisas e loisas, mas na prática age de forma contrária ao verdadeiro democrata. Este é o país do faz de conta, faz de conta que sou benévolo, faz de conta que sou democrata, faz de conta que lhe pago um salário decente, faz de conta que você tem um bom emprego, faz de conta que você estuda, e pôr aí vai. É sofisma daqui, sofisma dali e, vamos nos enganando pôr essa vida afora.

  30. Comentou em 23/10/2007 calypso escobar velloso

    O travestizado de democrata serve para Ricardo Noblat que me coloca em cheque-mate e corta meus comentários,’hemiplégicamente’,mantendo minha ficha cadastral à disposição e no instante de colocar o holofote,corta com deselegância e sem a mínima satisfação.Já pedí a Globo uma satisfação,afinal sou leitora,cidadã,ser humano e meu marido assinante há décadas do jornal. Não cabe a Ricardo Noblat desmocratizar sua coluna com césares ao bel-prazer;usou fórceps como formula do não uso da DEMOCRACIA,o que acontece com Reinaldo Azevedo,portanto estou dentro de sua coluna para lesar outro jornalista à serviço do leitor.Me presto a qualquer interrogatório sôbre minha mal-humorada angústia.Grata Calypso Escobar

  31. Comentou em 23/10/2007 calypso escobar velloso

    O travestizado de democrata serve para Ricardo Noblat que me coloca em cheque-mate e corta meus comentários,’hemiplégicamente’,mantendo minha ficha cadastral à disposição e no instante de colocar o holofote,corta com deselegância e sem a mínima satisfação.Já pedí a Globo uma satisfação,afinal sou leitora,cidadã,ser humano e meu marido assinante há décadas do jornal. Não cabe a Ricardo Noblat desmocratizar sua coluna com césares ao bel-prazer;usou fórceps como formula do não uso da DEMOCRACIA,o que acontece com Reinaldo Azevedo,portanto estou dentro de sua coluna para lesar outro jornalista à serviço do leitor.Me presto a qualquer interrogatório sôbre minha mal-humorada angústia.Grata Calypso Escobar

  32. Comentou em 23/10/2007 Alice Góes de Paula

    Mas é cada uma. Os coleguinhas daqui querem culpar a janela pela existência da paisagem! Ora, não foi a seção de cartas da Folha que foi aparelhada. Quem escreve para o jornal não tem o poder de publicar o próprio texto, pois se assim fosse não seria um mero missivista. Trata-se de opção do próprio jornal divulgar a opinião dos ‘petralhas’. Essa é a forma verdadeira de respeitar a palavra debate. Não é o que Veja e Reinaldo Azevedo reiteradamente fazem. Afinal, ambos publicam apenas os comentários elogiosos dos seus pares, numa clara demontração do autoritarismo a que Daniel Barbosa se referiu em seu artigo.
    O convescote neo-con não pára de difundir arbitrariedades e intolerância. Tudo travestido de democracia, respeito ao ‘estado de direito’. Perguntem ao rábula da Veja se hove quebra do ‘estado de direito’ durante a ditadura militar e verão como funciona o raciocínio enviesado do cérebro fascistóide.

  33. Comentou em 23/10/2007 Antônio Luiz Calmon Filho

    Os textos de Reinaldo Azevedo são sempre a favor da legalidade, do estado democrático de direito. São coerentes, lógicos. Talvez seja isto que irrite tanto os petralhas. Não dar voz a quem quer acabar com a democracia não é negar a democracia, mas defendê-la. Vide o (mau) exemplo da Venezuela, que transforemou-se numa ditadura. Não se pode permitir que os instrumentos da democracia sejam usados pra solapá-la.
    P.S.: petralha = petista + metralha (irmãos metralha os bandidos das HQ da Disney). A esquerda, como sempre, não tem senso de humor.

  34. Comentou em 23/10/2007 Menjol Almeida

    Reinaldo Azevedo é um produto da Veja, uma publicação capaz de acusar pessoas inocentes dos atos mais absurdos, ou simplesmente mentiras deslavadas. Assim Cassia Eller morreu de overdose, Maria Rita paga ‘mensalinho’ a jornalistas, Lula tem conta em paraísos fiscais, etc. Esse é o procedimento da revista de caiu no conto do boi mate. Azevedo é apenas uma consequência. Tipicamente fascistóide.

  35. Comentou em 23/10/2007 Menjol Almeida

    Reinaldo Azevedo é um produto da Veja, uma publicação capaz de acusar pessoas inocentes dos atos mais absurdos, ou simplesmente mentiras deslavadas. Assim Cassia Eller morreu de overdose, Maria Rita paga ‘mensalinho’ a jornalistas, Lula tem conta em paraísos fiscais, etc. Esse é o procedimento da revista de caiu no conto do boi mate. Azevedo é apenas uma consequência. Tipicamente fascistóide.

  36. Comentou em 17/03/2007 Rosi Fanny Nascimento Nascimento

    Com intuito de divulgar um projeto da Unesp,voltado para criancas e adolescentes da comunidade do Bairro do Ipiranga,gostaria de saber qual a possibilidade de se fazer uma matéria.O projeto esta ligado ao Canto Coral.

    Ratificando o primeiro e.mail ,que acabou por sair com erros.considerando esse segundo.Esperando retorno

    Desde já agradecendo o respeito e carinho

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