Sábado, 23 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1064
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Pesquisa aponta discrepância de gêneros nas redações

01/01/2008 na edição 466

O grupo Fawcett Society, que milita pela igualdade de gêneros no Reino Unido, divulgou na semana passada (28/12) uma pesquisa que mostra que a grande maioria dos jornalistas com altos cargos editoriais é homem. Segundo o grupo, a mídia está desperdiçando uma boa parte do talento feminino.

O estudo avaliou 17 jornais nacionais no Reino Unido – entre eles o Guardian, o Independent e o Times – e concluiu que apenas dois têm editoras mulheres. No tablóide Sun, a responsável é Rebekah Wade, e no Sunday Mirror, Tina Weaver. Foi contabilizada apenas uma subeditora: Jane Johnson, do News of the World. Nos programas de rádio e TV analisados, 15 dos 34 apresentadores são mulheres. De 17 programas de notícias pesquisados, somente um tem editora. Apenas 26% dos jornalistas políticos credenciados na Câmara dos Comuns – 104 de 395 – são mulheres, enquanto dois dos 16 editores políticos de jornais nacionais são do sexo feminino.

Sem representação

Segundo Katherine Rake, diretora do Fawcett Society, as mulheres não são representadas pela mídia em grande escala, e com isso saem perdendo os leitores, telespectadores e ouvintes. ‘As mulheres não deveriam estar apenas apresentando as notícias; deveriam estar decidindo o que é noticiado. Nós precisamos ver passos positivos para garantir que as mulheres consigam mostrar seu potencial no mais alto nível possível’, afirmou. ‘As mulheres precisam ter um papel equilibrado na pauta política. Esta pesquisa revela o quão longe estamos disso’. Informações de Chris Tryhorn [Guardian Unlimited, 28/12/07].

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