Sábado, 15 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Republicano critica ataques da mídia

04/09/2008 na edição 501

Sobrou para a imprensa. Steve Schmidt, principal estrategista da campanha do republicano John McCain, acusou a mídia de estar ‘em uma missão para destruir’ a governadora do Alasca, Sarah Palin, candidata à vice-presidência. Em entrevista ao Washington Post, na terça-feira (2/9), Schmidt disse sentir que a imprensa tenta encurralar Sarah com incessantes questionamentos sobre sua vida pessoal.


Mesmo antes do anúncio de que a filha de 17 anos da governadora esta grávida, já pipocavam na internet rumores questionando se Sarah seria mesmo a mãe do pequeno Trig, de quatro meses. Segundo as notícias na rede, ela só teria anunciado sua gravidez aos sete meses e, ainda assim, não parecia grávida. Logo após o anúncio oficial de sua candidatura na chapa de McCain, começaram as sugestões de que a criança seria filha da filha de Sarah, Bristol.


Segundo Schmidt, os questionamentos da mídia são impulsionados por ‘qualquer boato ou calúnia’ postados em sítios de esquerda. Ele afirmou também que os veículos de imprensa têm inspecionado mais a vida de Sarah do que a do candidato democrata, Barack Obama, e que alguns jornais chegaram a publicar, sem nenhuma base, especulações sobre a saída da governadora da chapa republicana.


Estratégia


Citados nominalmente nas críticas do estrategista, a repórter Elisabeth Bumiller, do New York Times, e o colunista Howard Fineman, da Newsweek, afirmaram que as reclamações fazem parte da estratégia de campanha. ‘É isso que eles fazem. Isso é parte da operação deles’, diz Elisabeth. Estratégia ou não, fato é que a relação entre a campanha de McCain e a mídia só faz piorar. Na terça-feira (2/9), o candidato cancelou uma participação no programa do apresentador Larry King, na CNN, porque, no dia anterior, a âncora Campbell Brown havia pressionado o porta-voz da campanha, Tucker Bounds, a citar pelo menos um exemplo de uma decisão tomada por Sarah Palin como comandante da Guarda Nacional do Alasca.


‘A entrevista foi justa’, defende-se Campbell, que queria que o porta-voz falasse sobre as qualificações de Sarah para ocupar a vice-presidência da República. ‘Eu estava tentando obter uma resposta. Fui persistente, mas respeitosa. Este é meu trabalho. A questão ‘experiência’ é importante quando John McCain a levanta sobre Obama, e também é relevante quando perguntamos sobre Sarah Palin’.


Na entrevista ao Post, Schmidt, que já trabalhou como porta-voz do presidente George Bush e do governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, falou de sua frustração com a perseguição da mídia a Sarah. Para ele, as alegações ‘sem fundamentos’ que aparecem na internet não são uma ‘licença para [a imprensa] caluniar’ a candidata. ‘A campanha tem recebido centenas e centenas de ligações de alguns dos mais respeitados repórteres e mais respeitadas organizações de mídia. Muitos deles ligam para pedir desculpas pelas questões e dizem: ‘nossos editores estão nos obrigando a fazer isso, e eu estou envergonhado’’, declarou o estrategista.


Gravidez e drogas


Depois da especulação sobre a maternidade de Trig, na blogosfera, alguns jornalistas chegaram a pedir para ver a certidão de nascimento do bebê e a perguntar detalhes sobre o parto, para se certificar de que Sarah, e não sua filha Bristol, é a verdadeira mãe do menino. A confusão levou ao anúncio de que Bristol, de 17 anos, não poderia ser a mãe de Trig, pois está grávida de cinco meses. Outra leva de rumores sugere que o filho mais velho de Sarah, Track, seria viciado em drogas. ‘Isso é categoricamente falso’, diz Schmidt. ‘Isso é loucura’.


A campanha de McCain tenta, com todas as forças, limitar os boatos à internet, evitando que eles sejam ecoados pela grande imprensa. Desde que se tornou candidata à vice-presidência, no fim da semana passada, Sarah Palin não deu entrevistas. Ela discursou na noite de quarta-feira (3/9) na Convenção Republicana em St. Paul, Minnesota, e, segundo Schmidt, ficará disponível à imprensa quando o evento do partido chegar ao fim. Informações de Howard Kurtz [Washington Post, 3/9/08].

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