Domingo, 24 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

INTERESSE PúBLICO > MÍDIA & EDUCAÇÃO

TV na sala de aula, já!

10/02/2004 na edição 263

O TVer está colocando no ar a Cartilha do Jovem Telespectador, um material destinado a alunos e professores dos diversos níveis de ensino que ajuda a promover a reflexão crítica sobre a televisão. Criada pela educadora e ex-consultora de educação da TV Cultura de São Paulo, Célia Marques, a Cartliha tem duas versões: uma para alunos e outra para professores. ‘Aos alunos’, explica Célia, ‘procuramos mostrar que assistir TV também envolve responsabilidade e que eles podem e devem escolher o que assistir’. Semelhante a um livro de atividades, a Cartilha propõe a reflexão sobre os aspectos positivos e negativos da TV e a análise de diversos tipos de programas assistidos pelo aluno.

Para os professores, a educadora acredita que a Cartilha seja um instrumento importante para trazer a discussão sobre a televisão para sala de aula. ‘Por enquanto, as experiências de trabalho deste tipo em escolas ainda são isoladas, um pouco por falta de iniciativa, mas também em função da falta de material de apoio disponível’, analisa. A versão da Cartilha destinada aos professores apresenta alguns conceitos básicos a serem trabalhados com os alunos e sugere atividades que podem ser adaptadas para diversas faixas etárias.

Nas escolas em que é convidada a dar palestras, a educadora percebe grande receptividade das crianças ao assunto. Célia já chegou a sugerir ao Ministério da Educação a inclusão do tema no currículo escolar, mas a resposta do MEC foi que a televisão já estava contemplada entre os chamados temas transversais. Na avaliação da educadora, caberia principalmente aos professores da área de comunicação e expressão, como Língua Portuguesa, inserir a discussão sobre televisão na sala de aula.

Em relação à televisão hoje, Célia acredita que somente a educação pode dar conta de reverter o quadro preocupante que se tem no Brasil. ‘Só com telespectadores mais críticos a TV comercial vai melhorar a qualidade da programação. Essas TVs sequer se deram conta de que uma programação educativa também pode dar retorno e que TV educativa não é aula na televisão. Programação educativa e cultural é uma exigência legal que as emisoras insistem em ignorar. Sendo concessões públicas, elas estão atuando ilegalmente’, completa.

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