Quinta-feira, 21 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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INTERESSE PúBLICO > TELETIPO

TVs fechadas no Iraque por incitar violência

14/11/2006 na edição 407

Duas estações de TV sunitas foram fechadas por forças de segurança iraquianas na semana passada, logo após a sentença de enforcamento recebida por Saddam Hussein. Segundo o Ministério do Interior, as estações Al-Zawraa e Salahuddin foram proibidas de funcionar por violarem o toque de recolher e por levarem ao ar conteúdo que poderia ‘incitar violência’ e prejudicar a estabilidade do país. Pela lei anti-terrorismo iraquiana, transmitir programas ou comentários que incitem violência ou ódio é considerado uma violação. Em setembro, o governo ordenou o fechamento do escritório da TV por satélite al-Arabiya por um mês. Em 2003, a emissora já havia sido banida do país depois de transmitir uma fita de áudio atribuída a Saddam Hussein, na ocasião ainda foragido. Em agosto de 2004, foi a vez da al-Jazira ser fechada em Bagdá, sob acusação de incitar violência. Informações de Bassem Mroue [AP, 5/11/06].



Síria tem primeiro diário político privado

A Síria ganhou, na semana passada, seu primeiro diário político privado: al-Watan. O lançamento do jornal ocorre cinco anos depois do fim do longo monopólio de mídia imposto no país. Em 2001, após suceder seu pai no poder, o presidente Bashar al-Assad permitiu a abertura de veículos privados. Na prática, porém, o al-Watan foi o único jornal com teor político a receber licença de funcionamento até agora. ‘É um sonho. A Síria entrou em uma nova era e nós precisávamos de uma mídia privada para refletir a vontade do povo’, afirmou o publisher Wadah Abed Rabo, completando que o diário irá adotar uma linha política ‘moderada’. Mas há quem duvide da independência do jornal, já que existem fortes ligações entre o empresariado do país e o governo. ‘Há um problema real na tomada de decisões na mídia síria. Quase tudo deve ser sancionado por uma autoridade política superior’, afirma o jornalista Johnny Aboo. Informações de Khaled Yacoub Oweis [Reuters, 6/11/06].

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