Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

INTERESSE PúBLICO > TELEFONE SOCIAL

Um presente de grego

Por Guilherme Cardoso em 11/10/2005 na edição 350

Mais um engodo, outra mentira deslavada para a população. Esse negócio de ‘telefone social’ é simplesmente uma enganação. E o pior é que a imprensa, que deveria esclarecer os leitores, não faz nada, apenas repassa a notícia oficial.

Para quem lê e procura entender a notícia, o que o Ministério das Comunicações oferece é o seguinte: hoje, a assinatura mensal de um telefone fixo é de 39 reais, 100 minutos de franquia para ligações e R$ 0,11 para cada minuto que exceder. A ‘tarifa social’ propõe assinatura de 19,90 reais, 60 minutos de franquia e 31 centavos por minuto excedido. E mais: do ‘telefone social’ não poderão ser feitas ligações interurbanas.

Agora, vamos fazer os cálculos e descobrir onde estão as ‘vantagens’: para não pagar pulsos sobre excessos, no ‘telefone social’ o usuário somente pode gastar dois minutos de ligação por dia. Será que alguém consegue conversar apenas dois minutos? E passando esses poucos minutos, o valor que se paga pelo excesso é três vezes maior que o do telefone comum.

Conclusão: com certeza, quem aceitar esse ‘telefone social’ vai pagar no fim do mês o mesmo que o usuário da linha convencional, já que os ‘descontos’ na assinatura vão desaparecer na cobrança dos pulsos em excesso.

Mais uma vez estão fazendo o povo de bobo.

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Estudante de Jornalismo da Estácio de Sá-BH (www.reagecidadao.blog-se.com.br)

Todos os comentários

  1. Comentou em 11/10/2005 Hélvio Tassinari

    Estou assistindo agora a discussão sobre o plebiscito do comércio de armas e munições, gostaria de reguntar um ponto que me chamou atenção no projeto. Pretende-se proibir o comércio de armas e munição no Brasil, mas por outro lado parece ser permitido a importação e legalização de armas compradas no exterior.
    Isto é coerente com o propósito apesentado no projeto?

  2. Comentou em 11/10/2005 Jorge Karam [com nota do OI]

    Sou favorável ao não, pois sou filiado a um clube de tiro, tenho treinamento pratico a cada 15 dias. Passei por todas as etapas impostas pelo governo para ter e usar a minha arma. Gostaria de ressaltar que a minha arma já evitou alguns assaltos sem necessidade de dar um disparo. Se necessário, teria atirado. Moro na zona leste de São Paulo, sou comerciante, pessoa visada e chego em casa todos os dias após as 01:00 com o movimento do meu comercio. É justo ter o direito a minha defesa.
    Acho que o Governo quer é tapar o sol com a peneira. Já fomos enganados uma vez, agora chega.

    Acho que o controle de armas é necessário, mas não uma ação radical como o governo está apoiando. Vamos ter uma viatura a cada km2 para dar apoio a quem necessita?
    A cada dia que passa sinto mais tristeza com este governo incompetente.

    NUNCA VOTEI TÃO ERRADO. Só tenho a lamentar…

  3. Comentou em 11/10/2005 Luiz Costa

    Na minha opinião, este referendo é pura ilusão, senão vejamos.
    A nossa Policia Federal tem credibilidade hoje, sobre apreensão de armas feitas em nossa fronteira?
    Os armamentos pesados utilizados pelos bandidos, com o referendo, tende a diminuir?
    Caso seja proibido o comercio de armas de fogo no territorio nacional, vai imperar o comtrabando de armas importadas, com preço infracionado.
    Alias, segundo noticiario, são os proprios policiais, que abastece os bandidos.
    Como exemplo, sito, adiante proibir as tvs nacionais de exibição filmes atentarios as familias brasileiras, sem que esta medida alcance as tvs por assinaturas? Claro q.

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