Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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Uma bandeira forte e ativa

Por Francisco Djacyr Silva de Souza em 21/07/2009 na edição 547

Talvez a incompreensão de muitos que não apóiam o rádio pudesse arrefecer a luta que empreendemos diuturnamente pelo rádio. Mas não é isso que acontece… A cada incompreensão, cada desrespeito à causa, cada escárnio ou gozação, conseguimos extrair garra e estímulo, pois sabemos que estas atitudes procuram descaracterizar a importância do rádio como o meio de comunicação que é – forte e com um vigor que atemoriza seus inimigos, que não conseguem acabar nem destruir sua importância.

A luta pelo rádio-cidadão vai sempre fazer parte de mentes que sabem o que é comunicação e quais os efeitos da comunicação democrática na construção de uma sociedade melhor e mais justa. Quem não apóia a luta pelo rádio prova ignorância, desrespeito ao povo e falta de conhecimento e formação. Vemos, a cada dia, jovens procurarem em seus objetos de pesquisa entender a magia do rádio e compreender seu papel na construção da sociedade. Os que ocultam a importância do rádio estão na realidade procurando apenas confundir a sociedade e enaltecendo outras mídias que, mesmo com sua importância, ainda não conseguiram desbancar o papel do rádio perante nossa sociedade.

O rádio prova através de seu imediatismo e versatilidade que vai sempre fazer parte de todos os lares e caminhará sempre com todas as pessoas no sentido de ser aliado das lutas populares e construir através da crítica imediata e segura uma cidadania ativa e conhecimento. Quem poderá substituir o imediatismo do rádio? Quem destruirá seu papel no cotidiano das pessoas? Quem poderá destruir seus momentos junto ao ouvinte, seja de dia ou de noite? O rádio sempre estará ao lado dos ouvintes que terão sempre informação ativa, conhecimento, dúvidas tiradas, curiosidades desfeitas e entretenimento em qualquer lugar que os indivíduos estejam.

Boa locução e impostação de voz

Não podemos entender nem aceitar o boicote dos jornalistas de grandes jornais de nossa cidade (Fortaleza) acerca do que se passa no rádio e as dúvidas que os ouvintes têm sobre seu futuro. Quantas vezes já tentamos divulgar ações, atividades e promoções que tinham como objetivo divulgar a história e a importância do rádio e fomos covardemente boicotados pelas chefias de redação? Jornalismo é isso? Quem determina a pauta é o interesse do povo ou as demandas da população e rádio é uma discussão sempre autêntica e válida que alguns que estão nos jornais ainda não entenderam nem sabem a verdadeira essência de um meio que resiste e continua vivo nos lares de todos os indivíduos. Quase toda casa, por mais modesta que seja, tem um rádio e terá por conseqüência sempre um ouvinte que tem de ter mensagem clara, objetiva e forte na luta e no alcance das demandas populares.

Na nossa cidade, temos grupos fortes de comunicação que detêm emissoras de rádio. Têm tecnológica avançada, têm bons locutores, têm produção, têm estrutura, porém ainda se perdem nas mensagens que enchem os lares dos ouvintes de pornofonia e mensagens preconceituosas que certamente encontrarão eco em alguns, mas trazem a muitos o desconforto de divulgar mensagens que não se adequam à cidadania e ao respeito. Muitos jornalistas que hoje estão em algumas emissoras de rádio provam como este meio precisa de profissionais autênticos, pois em alguns casos notamos que não têm oratória, pronunciam palavras erradas e não têm a magia e oglamour dos grandes locutores que hoje estão sendo mandados para escanteio pelas grandes emissoras, que desprezam radialistas autênticos dando lugar a jornalistas que sequer fizeram um curso de oratória para pronunciar algumas palavras que precisam de uma boa locução e impostação de voz.

O fortalecimento da cidadania

O mundo do rádio é extremamente verdadeiro, pois quem nasceu para ele fará sucesso. Quem não nasceu, certamente não terá a aprovação dos ouvintes e em pouco tempo será esquecido, o que não é o caso dos grandes radialistas que fizeram a história de nosso amigo rádio, que precisa ser enaltecida e cada vez mais valorizada. O rádio não precisa de piedade, precisa de luta e verdade. Os grandes grupos de comunicação não podem apenas ter tecnologia sem mensagem, pois a mensagem verdadeira, ética e honesta é fundamental para uma programação de rádio apoiada pelo ouvinte, que quer apenas ter a oportunidade de dizer o que pensa na construção da cidadania.

A luta pelo rádio-cidadão é muitas vezes incompreendida e pouco aceita pelos que fazem a mídia, porém trata-se de uma luta salutar e forte que terá uma única recompensa:o fortalecimento da cidadania.

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Vice-presidente da Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará, Fortaleza, CE

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