Domingo, 22 de Julho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº996
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INTERESSE PúBLICO > CASO DANIEL DANTAS

Uma colonoscopia do Estado brasileiro

Por Alberto Dines em 11/07/2008 na edição 493

O que está sendo publicado pela imprensa a respeito da telenovela Daniel Dantas é apenas uma parte do que efetivamente aconteceu e está acontecendo. As ações da Polícia Federal divulgadas com destaque pela imprensa além de surpreender o próprio governo, constituem apenas a ponta de um imenso iceberg submerso.


Parte deste iceberg apareceu ontem numa dramática matéria do jornalista Bob Fernandes divulgada no portal Terra Magazine com o sugestivo título ‘Os Intestinos do Brasil’ (leia abaixo a íntegra do texto de Fernandes). O texto é na verdade uma audaciosa colonoscopia, isto é, uma radiografia do aparelho digestivo do Estado brasileiro.


Como nos tempos da ditadura em que as forças armadas estavam divididas entre a ‘linha dura’ e a turma da distensão, temos agora duas alas nos órgãos de repressão à corrupção. Não se trata de uma dissensão ideológica ou mesmo política. É um confronto operacional e, obviamente moral. Por isso, intenso.


Um grupo é mais prudente, o outro, apoiado inclusive pelo Ministério Público, é intransigente, não admite contemplação no combate à corrupção.


A imprensa não tem condições de esmiuçar estes lances travados na sombra. Mesmo porque, como ensina a medicina, movimentos intestinais produzem matéria repugnante.
 


***


Bob Fernandes, Os intestinos do Brasil, copyright Terra Magazine, 9/07/08



A Polícia Federal trabalhou duramente para que Daniel Dantas fosse preso. A Polícia Federal não queria, de forma alguma, que Daniel Dantas fosse preso. A Polícia Federal fez tudo para que Daniel Dantas fosse preso. A Polícia Federal fez tudo para que Daniel Dantas não fosse preso.


A Polícia Federal trabalhou contra a Polícia Federal.Esse é mais um capítulo do mergulho nos intestinos do Brasil. Estão presos o banqueiro do Opportunity, o megaespeculador Naji Nahas, o ex-prefeito Celso Pitta e outros 17 dos 21 que tiveram a prisão decretada. É quarta-feira, 9 de julho.


Nas telas, ondas, bits e páginas, a futebolização de sempre: aplausos entusiasmados, críticas ferozes à ação da polícia. O que ainda não chegou à tona é a verdadeira história dessa gigantesca ação policial, da encarniçada batalha que se travou nos setores de Inteligência e da Polícia.


O que se narra aqui são cenas, é o contorno dessa batalha, mas antes é preciso lembrar que este é apenas mais um capítulo.


Crucial, decisivo para que se entenda o todo, o que se movia, se move – e se moverá -, mas apenas mais um capítulo no enredo da maior disputa da história do capitalismo brasileiro, disputa essa que carrega em si o esteio, a sustentação do poder. Do Grande Poder.
O delegado Protógenes Queiroz comandou as investigações no último ano. Antes dele, ao tentar seguir a pista da organização comandada por Dantas, outros delegados fraquejaram. Ou desistiram, ou…


Protógenes foi conduzido ao comando da investigação sigilosa pelo então diretor geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, hoje chefe da Agência Brasileira de Inteligência, Abin. Paulo Lacerda queria e autorizou a operação até deixar a direção da PF.


Um dia, convidado pelo presidente Lula, Lacerda foi para a Abin. Em seu lugar assumiu Luiz Fernando Corrêa, que chefiava a Força Nacional de Segurança Pública. Luiz assumiu com fama de amigo de José Dirceu.


Se era ou se não era, se suas relações vinham apenas da proximidade no trabalho de segurança da PF ao candidato Lula em eleição anterior, é uma outra questão, mas o fato é que Luiz Fernando chegou ao cargo com essa fama: amigo de José Dirceu.


Logo ao assumir, o diretor da PF quis mais informações sobre que investigação seria aquela relativa aos negócios e métodos de Daniel Dantas. Normal. Parte das suas atribuições de comando.


O delegado Protógenes, por seu lado, ofereceu explicações genéricas, mas guardou o que era secreto, segredo de justiça.


Normal. Manhas de um tira brilhante, esperto, do policial que prendeu Paulo Maluf, o contrabandista Law Kin Chong, que pôs na marca do pênalti o Corinthians da MSI, Kia Joorabichian e Dualib, que investiga para a FIFA as lavanderias do futebol mundo afora.
Normal, em meio aos rumores sobre vazamentos na investigação e, pior, propinas. Subornos em favor de Dantas.


Na diretoria de Inteligência, um aliado do diretor geral na busca de informações amplas sobre o núcleo das investigações: o delegado Daniel Lorenz.


Protógenes Queiróz é duro na queda. Primeiros embates, e a operação Satiagraha perde estrutura. O comando esvazia parte da logística; retira agentes e peritos, encolhe a sala, asfixia as investigações….o corriqueiro nos jogos de guerra.


O jogo é maior, muito maior. As pedras se movem. Ao diretor da Polícia Federal chega o recado. Suave, mas direto: as investigações devem prosseguir.


Fim do ano. Mídia afora, o festival de plantações, versões. A batalha, que é política, comercial, policial, segue seu leito também nas telas, ondas, bits e páginas. Véspera do Natal. Estranhíssima entrevista do diretor geral.


Luiz Fernando Corrêa escolhe o encarte semanal ‘Brasília’ do jornal mineiro Hoje em Dia para mandar um recado em forma de entrevista. Manchete:


-Cada geração tem um papel a cumprir. Cumpriu, sai fora!


Até o vidro fumê do edifício sede da PF em Brasília captou a mensagem e os destinatários: Paulo Lacerda e antigos delegados que comandaram a Polícia durante 4 anos e 8 meses do governo Lula.


Para não haver dúvidas, a capa do tablóide berrou:


-PF dividida.


Véspera do Natal, peru, nozes, vinhos, poucos civis devem ter lido. Mas a polícia inteira leu. Comentou, discutiu. E mesmo o mais desatento agente sacou que a barca do delegado Protógenes Queiroz, fosse qual fosse, não era uma boa aos olhos da direção.


Parênteses. Daniel Dantas e os seus comemoravam, vibravam a cada boa notícia. Sim, o que não faltou nesse enredo foi notícia. Capas e capas.


O carnaval se foi. E um fato: a repórter quer falar com o delegado Queiroz. Quer informações sobre uma investigação que envolveria Daniel Dantas e o Opportunity. Apreensão, no início de abril – e isso são fatos. Objetivos. Conhecidos desde então: a repórter vai publicar o que tem se não for recebida.


A situação se agrava. Por ordem do comando, o delegado Protógenes Queiroz perde quase toda a logística. Fato registrado, inclusive, em imagens: a sala sendo esvaziada, a tralha tecnológica removida.


Queiroz começa a fingir que a operação faz água. Cede, aceita conversar com a repórter; Andréa Michael, da Folha de S.Paulo. Mas faz uma exigência aos superiores: quer a presença do diretor geral, Luiz Fernando Corrêa, e de Lorenz, o diretor de Inteligência.
Corrêa não vai, manda alguém da comunicação social. Lorenz, presente. Na conversa, o delegado Queiroz contorna, tergiversa, despista, e guarda tudo o que disse e o que não disse.


Sábado, 26 de Abril. Anunciado o acordo das teles, vem aí a BrOi. No caderno ‘Dinheiro’, da Folha, em quase meia página a repórter Andréa Michael relata os contornos de uma operação a caminho, destinada a prender Daniel Dantas.


Domingo, 27 de Abril. A operação está morta. Protógenes Queiroz faz dois movimentos. Primeiro, na véspera, a ligação para Lorenz, que está no Chile. Cobra a conta da conversa com a repórter, quando apenas despistou. A conversa, de parte a parte, não é boa.
Segundo movimento: Queiroz, para efeito externo, dá a operação como morta. Para efeito interno, os fatos incendeiam agentes, peritos e delegados envolvidos numa operação cada vez mais secreta.


Segue a semana. Queiroz é comunicado. Não há, não haverá mais logística alguma. Caso encerrado. Caso que o diretor geral e o diretor de Inteligência seguem a desconhecer em seu teor. O delegado está solto no espaço.


Uma outra rede conecta-se, subterrânea, solidária. O outro lado da polícia trabalha, secretamente, pela Satiagraha, a ‘firmeza na verdade’ de Gandhi.


Notas em colunas, sites. Chutes, bravatas, cascatas, desinformação. A operação é adiada. Uma, duas, três vezes.


O delegado Protógenes Queiroz é monitorado, vigiado. Pela Polícia Federal. E sua equipe contra-ataca: vigia, monitora, flagra e registra, os movimentos dos monitoradores da própria PF.


Daniel Dantas e os seus estão tensos. Em dúvida: acabou, ou não acabou? Na dúvida, encaminham ao Supremo Tribunal Federal um pedido de habeas corpus preventivo, para Dantas e a irmã, Verônica.


Daniel Dantas morde a isca. Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom e o amigo Hugo Chicaroni são os intermediários. A oferta é feita ao delegado Vitor Hugo Rodrigues Alves.


Na churrascaria El Tranvia, bairro de Santa Cecília, São Paulo, o ensaio para o acordo final: US$ 1 milhão.


Como sinal, duas parcelas, uma de 50 e outra de 80, e pagamento em outras duas de US$ 500 mil. Encontros e acordos fechados em 18 e 26 de junho. Para livrar a cara dos Dantas.
Há algo no ar. Frases soltas.


Gilmar Mendes é o presidente do STF. No meio da semana, pós-São João, desponta nas telas, um tempão nos telejornais, nas manchetes do dia seguinte. Refere-se a informações vazadas por policiais, uma ‘coisa de gângsters’ e ao ‘terrorismo lamentável’.


A fala ecoa. Cada um entende como quer. Críticas gerais às interceptações telefônicas (mesmo às autorizadas judicialmente).


Julho chegou. Fim de semana. Notas, boatos… Daniel Dantas está em Nova Iorque… Daniel Dantas aguarda o habeas corpus para voltar ao Brasil…


Sete de Julho. O delegado geral, Luiz Fernando Corrêa, que até a véspera nada sabia sobre a verdadeira extensão de Satiagraha, quer agora saber de tudo. De tudo, não saberá. Extrema tensão. Como há um mês, no Rio de Janeiro.


Agentes da equipe de Queiroz seguiam gente dos Dantas, pelas ruas do Rio. A polícia foi chamada, quase um confronto até o esclarecimento ‘somos da PF’ e o despiste numa operação banal qualquer. Mas a queixa subiu.


Chegou ao diretor geral da PF, a Heráclito Fortes (DEM-PI) no senado e ao advogado geral da União, José Antonio Toffoli, adentrou o Supremo Tribunal.


Seis da manhã, 8 de julho. Avenida Viera Souto, Ipanema, Rio de Janeiro. Daniel Dantas está preso.


Furacão na mídia, por todo o dia. À noite nos telejornais e no dia seguinte, este 9 de julho, a repercussão.


Gilmar Mendes, o presidente do STF, ataca a ‘espetacularização das prisões, incompatível com o Estado de Direito’, critica duramente o pedido de prisão, negado, contra a repórter da Folha de S. Paulo:


-…isso faz inveja ao regime soviético…


Frases soltas no ar.


Miriam Leitão, a comentarista econômica, também está no ar. Na rádio CBN, Miriam conversa com Carlos Alberto Sardenberg.


Meio dia e quarenta. Miriam diz não ter entendido direito porque Daniel Dantas foi preso. Afinal, constata, as acusações são inconsistentes, ‘coisas do passado’, e é preciso que a Polícia Federal explique melhor por que fez essa operação ‘com tamanho estardalhaço…’
Miriam se vai. Sardenberg chama os comerciais, não percebe que o microfone está aberto, e deixa escapar:


-…ela tava estranha, não?


Frases soltas no ar.


Daniel Dantas está preso. Esse, o policial, é mais um capítulo da operação que chegou aos intestinos do Brasil.

Todos os comentários

  1. Comentou em 27/08/2008 Sérgio Troncoso

    Li o texto do jornalista Odir Cunha,gostei e fiz um comentário no momento seguinte em que li.Em retrospectiva nem gostei muito,mas escrevi dentro das regras do sítio e não sei por que não foi publicada.Há alguma explicação?Sérgio.

  2. Comentou em 21/07/2008 Ney José Pereira

    Ainda relativamente aos intestinos (da imprensa) do Brasil: O jornalista Roberto D Ávila em CONEXÃO com Naji Robert Nahas recebeu deste R$50.000,00. D Ávila disse que prestou serviços de ‘pesquisa de imagem’ a Nahas. Mas, D Ávila é jornalista com programa de entrevistas na TVE (ou TV Brasil) e na TV Cultura. Ele é um profissional que entrevista indivíduos não um profissional que ‘pesquisa imagem’ de indivíduos. Mas, se ainda assim o jornalista Roberto D Ávila prestou mesmo esse serviço a Naji Robert Nahas, então que apresente o trabalho (sem necessariamente divulgar o resultado dele). Caso contrário estará tipificada uma CONEXÃO do jornalista Roberto D Ávila com o especulador Naji Robert Nahas. Espera-se que a ‘PJ’ de Roberto D Ávila tenha emitido Nota Fiscal-Fatura desse serviço no valor de R$50.000,00 e que tenha recolhido os devidos tributos sobre esse faturamento.

    Mônica Bergamo ( jornal Folha de S. Paulo e rádio BandNewsFM) passou um réveilon na casa francesa de Paulo Coelho. Nessa casa estava Dirceu freqüentador assíduo de sua coluna. A desculpa dela é que o escritor havia assinado um contrato internacional. Mas esse fato já havia sido divulgado anteriormente à data do réveilon. Sem contar que figurões e figuronas da Folha não trabalham no réveilon. Nada se falou da promiscuidade da jornalista com o tal José Dirceu.

  3. Comentou em 13/07/2008 Jorge Vieira

    Sr. Alberto Dines: Se na PF existem dois grupos combatendo a corrupção, um mais prudente e outro mais intransigente, então, estamos no melhor dos mundos. Não vejo nada de repugnante nisso. Como V.Sa. disse, a disputa não é ideológica e sim operacional. Parabéns ao Governo Lula e ao Ministro Tarso Genro por ter estimulado essa disputa saudável em todos os aspectos. Quem ganha é a população brasileira.
    Infelizmente temos, ainda, péssimos magistrados como esse presidente do STF. Neste momento, com o assessor de Dantas foragido (o elemento que tentou subornar o delegado da PF), ambos devem estar destruindo provas e articulando como apresentar a defesa perante o judiciário. É um absurdo.

  4. Comentou em 12/07/2008 Marco Vitis

    Sugiro que o ‘Observatório’ faça uma divulgação didática sobre ‘jornalistas’ e ‘veículos’ a serviço da organização criminosa de Daniel Dantas. Demonstrar, com exemplo, como se faz um ‘assassinato de reputação’. Não podemos esperar nada do Sindicato dos Jornalista ou mesmo da histórica ABI (que saudades de Barbosa Lima Sobrinho!).

  5. Comentou em 12/07/2008 Jedeão Carneiro

    Relatório da PF n° 12-0233/2008 aponta as práticas imundas da imprensa em apoio ao Caso Dantas, como chantagem, mentira, propaganda do esquema e matéria paga. A situação da imprensa neste caso é vergonhosa: http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=8158

  6. Comentou em 12/07/2008 José de Souza Castro

    Num comentário abaixo falo de uma nota do Painel, da Folha, dizendo de uma ação da Polícia Federal dentro do gabinete do presidente do Supremo por ordem do juiz de Sanctis. Parece ter sido informação plantada, pois o juiz desmente. A íntegra da nota dele pode ser lida no blog do Paulo Henrique Amorim (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=381) que também transcreve notas de protesto contra a concessão do habeas corpus, pelo ministro Gilmar Mendes, a Daniel Dantas, pela segunda vez em 48 horas. Para os mais indignados, fará bem ao fígado ler as três notas e mais os comentários de Amorim, que tem o crédito de ser um jornalista que não esmoreceu na luta para desmascarar a gangue de Daniel Dantas mesmo quando foi expulso do IG, neste ano. O que merece mais atenção, no caso, é a crítica que ele faz aos ministros do Supremo, que até agora deixaram seu presidente mandar e desmandar, sem se manifestarem. Eles também são responsáveis pela credibilidade do Supremo. Esta está seriamente ameaçada, quando seu presidente, para beneficiar cidadãos pederosos investigados pela polícia, parece não fazer mais nada do que manobrar para livrá-los da prisão, mesmo que para isso tenha que passar por cima do cadáver de um juiz federal. Aliás, jamais se viu neste país um presidente do Supremo tão cônscio de sua autoridade. Quererá ele ser o próximo ditador do país?

  7. Comentou em 12/07/2008 marcos omag

    A fala atabalhoada de Míriam Leitão na CBN, quase em pânico, tentando encontrar uma forma de defender Daniel Dantas sem provocar a justa indignação dos ouvintes, foi um duríssimo golpe em sua credibilidade.Ainda mais sabendo que Dantas tem forte influência em setores da imprensa, vide a patética defesa que ele está tendo neste momento de Veja e seus pit-bulls, sem falar na Istoé e nas ‘frases soltas no ar’ em notícias plantadas, uma especialidade de Dantas.Sinceramente, não quero fazer nenhuma ilação.Porém, quem não lembrou da famosa frase de Sérgio Motta:’a imprensa come na mão, se farto for o grão’; quando ouviu a patética Míriam Leitão na CBN, hoje? Realmente, os intestinos do Brasil, imprensa incluída, estão sendo expostos no caso Dantas.

  8. Comentou em 11/07/2008 marina chaves

    acabei de ler agora no terra magazine: daniel dantas fez um acordo com o delegado queiroz… prometeu contar tudo, como subornou politicos, partidos, juizes, promotores….. como pagou propina a policia federal para se livrar da prisao em 2004….. será que ele vai contar tudo vou vai dar uma de delubio soares, na cpi de mensalao, que prometeu contar tudo e no dia do depoimento agiu como se a banda não tocasse para ele?? é esperar para ver….

  9. Comentou em 11/07/2008 Paulo Akira

    ‘Um grupo é mais prudente, o outro, apoiado inclusive pelo Ministério Público, é intransigente, não admite contemplação no combate à corrupção.’ Prudente? Belo eufemismo… mas politicamente correto. Mostrou-se igualmente prudente.

  10. Comentou em 11/07/2008 Camila Bratti

    Sensacional o texto de Bob fernandes. Ainda há vida e esperança para o jornalismo brasileiro. Parabéns também ao Dines pela excelência de seus textos. Apenas lamento que muitos de seus comentaristas ainda persistam na polarização reducionista esquerda x direita. Uns tem muita dificuldade de acordar para uma realidade nova e ficam rançando entre as confortáveis cobertas do dejá vu.

  11. Comentou em 11/07/2008 Antonio Lyra Filho

    O artigo deveria ser chamar: COLONOSCOPIA DO JORNALISMO BRASILEIRO.

  12. Comentou em 11/07/2008 jesse fernandes

    Caros internautas, este caso Dantas, é extremamente ilustrativo da importância da Imprensa (isso mesmo com ‘i’ maiúsculo) para a DEMOCRACIA, PARA O ESTADO DE DIREITO e para a compreensão dos fatos públicos recentes da história do Brasil. Cabe as pessoas críticas um papel também extremamente interessante: conversar não só na rede, mas também com os seus para ajudar a entender os ‘intestinos do Brasil’. Sinceramente, há uma distância muito grande entre os interesses do capitalismo bandido e da cidadania. OLHOS E MENTES ABERTAS e o ESPIRITO de cobrança para que a VERDADE venha à torna de forma clara. É preciso cobrar da Imprensa, por exemplo, a versão de todos os envolvidos, acusados, acusadores e tais. Viva a Democracia, Viva o Estado de Direito.

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