Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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Veja

16/06/2009 na edição 542

LEI DE IMPRENSA
Diego Escosteguy

O poder da liberdade

‘Os jornalistas brasileiros trabalharam nas últimas quatro décadas sob a espada da Lei de Imprensa. Editada em 1967 pelos militares que governavam o país, a lei serviu como instrumento para intimidar repórteres e empresas de comunicação. No dia 30 de abril, os ministros do Supremo Tribunal Federal finalmente livraram o Brasil desse monturo autoritário. Na semana passada, ministros do Supremo, parlamentares e jornalistas reuniram-se por iniciativa da Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner) na Câmara dos Deputados para debater os rumos da imprensa após a queda da lei. A pergunta que norteou as discussões foi a seguinte: o país precisa de outra lei de imprensa? E, caso precise, o que ela deveria contemplar? Não houve consenso sobre o assunto, mas o debate serviu para sedimentar uma incontornável certeza: com ou sem lei, a imprensa deve ser absolutamente livre – e protegida de qualquer investida tutelar do estado que possa pôr em risco essa liberdade, imprescindível para a democracia.

O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, argumentou que, mesmo que não se chegue a uma lei para proteger o cidadão de eventuais erros cometidos pela imprensa, as empresas de comunicação e os jornalistas devem se autorregular. ‘É requisito essencial de qualquer estado democrático de direito a existência de uma imprensa livre e independente, mas, acima de tudo, de uma imprensa responsável’, ponderou o ministro. ‘É tarefa dos próprios órgãos de imprensa proteger o indivíduo contra o abuso dos veículos de comunicação.’ Mendes ressaltou que não estava sustentando veladamente nenhuma espécie de censura: ‘Não se deve confundir a luta pela regulação da atividade jornalística com a tentativa autoritária de restringir o direito de manifestação do pensamento’.

Por outro lado, ouviram-se também bons argumentos contra a existência de qualquer lei ou mecanismo de regulação. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Britto, fez uma defesa apaixonada da centralidade da imprensa no regime democrático. Para ele, não há necessidade de criar uma lei específica. Disse o ministro: ‘A imprensa é caixa de ressonância da sociedade, e a própria sociedade controla a imprensa, porque é assim que a democracia se fortalece e, junto com ela, a liberdade de imprensa’. Ayres Britto ressaltou que a Constituição de 1988 é clara quanto ao direito à liberdade de expressão. ‘Nada é mais essencialmente entranhado com a dignidade da pessoa humana do que a liberdade de expressão’, disse. ‘Há direitos absolutos na Constituição, como o direito a não ser torturado. O mesmo se dá com a liberdade de imprensa, que não pode ter sua atividade cerceada de nenhuma forma.’

Ayres Britto e o deputado carioca Miro Teixeira, autor da ação que veio a derrubar a lei de imprensa no STF, identificaram, da parte dos que defendem um novo mecanismo de controle, a existência de um sentimento difuso de anseio pela tutela do estado – um tipo de dependência onipresente no país, em razão de nossa tradição autoritária. Disse Miro Teixeira: ‘As autoridades é que querem lei. O fato é que há uma cultura, que remonta aos tempos do Império, de que não se pode falar mal da autoridade, do poder político. Não podemos nos nortear por esse tipo de princípio, que é incompatível com o ambiente democrático’. Para ilustrar essa mentalidade, o presidente do TSE recorreu ao escritor checo Milan Kundera, citando trechos do livro A Insustentável Leveza do Ser: ‘Acabamos nos habituando com o peso da vida e não reclamamos dela, mas das pernas arqueadas. O mesmo pode estar acontecendo com a imprensa, que agora está finalmente livre’.

No momento em que o país está prestes a completar 25 anos de normalidade democrática, pode parecer irrelevante debater algo como a liberdade de imprensa, aparentemente tão natural como respirar. Esse conceito está definitivamente arraigado. Mas a liberdade é mais do que isso – é uma prática, e ela pode ser atropelada, mesmo sem o recurso das leis de exceção. Na semana passada, a Petrobras deu uma demonstração disso quando, durante alguns dias, manteve em seu blog uma política de relação com a imprensa que só se viu no passado em situações de guerra em que um dos lados falava com repórteres de países inimigos. A empresa petrolífera, que é controlada pelo governo mas pertence ao povo brasileiro e a seus demais acionistas, decidiu intimidar a imprensa por meio de um mecanismo ardiloso. Todas as perguntas dirigidas à Petrobras por repórteres foram publicadas no blog junto com as respostas da empresa – antes mesmo que o jornal ou a revista as tivessem aproveitado em suas reportagens. O expediente é legal, mas atropela de forma tão brutal a prática jornalística que foi abandonado pela Petrobras antes que a semana terminasse. Como bem lembrou o ministro Ayres Britto, a liberdade de imprensa é uma cláusula pétrea da Constituição brasileira, mas é preciso que a prática e as normas nunca percam de vista o desejo expresso na lei maior do país.’

 

ENTREVISTA / GAY TALESE
André Petry

A crise é dos jornais – e não do jornalismo

‘O jornalista e escritor Gay Talese, 77 anos, é uma lenda viva. Como repórter, é autor de perfis memoráveis, e ainda hoje é lembrado pelo texto que escreveu sobre Frank Sinatra, publicado pela revista Esquire em 1966. Como escritor, é autor de onze livros, alguns dos quais marcaram época, como O Reino e o Poder, sobre seu ex-jornal, o The New York Times, e A Mulher do Próximo, uma estupenda reportagem sobre a revolução sexual nos Estados Unidos. Somando o repórter ao escritor, Talese tornou-se um dos mais festejados criadores do ‘novo jornalismo’ – que investiga com as ferramentas de repórter e relata com os recursos literários de escritor. Já ganhou uns 10 milhões de dólares com seus livros e mora numa bela townhouse no elegante East Side de Manhattan. Está escrevendo agora sobre seu casamento de cinquenta anos com Nan, respeitada editora de livros. Em julho, Talese planeja visitar a Festa Literária Internacional de Paraty, para promover Vida de Escritor, lançado há pouco no Brasil, mas nem de longe seu melhor trabalho. Talese recebeu André Petry, correspondente de VEJA em Nova York, em sua casa para uma conversa que se estendeu por quase três horas. A seguir, um resumo.

A LOROTA DO IRAQUE

Os repórteres de hoje cobrem a guerra dentro dos tanques das tropas americanas. É ridículo. Um repórter deve prestar contas ao seu jornal, e não ao coronel que está protegendo a sua vida’

‘A imprensa americana caiu na lorota de que havia armas de destruição em massa no Iraque por algumas razões. Primeira: os atentados de 11 de setembro criaram um clima de espanto. Uma coisa é falar de guerra lá longe, na Normandia, no norte da África, falar do general Erwin Rommel, de Mussolini, Hitler. Outra é sofrer hostilidades de forças estrangeiras dentro de Nova York. Era inacreditável, e George W. Bush capitalizou isso. Ganhou enorme poder. Era o nosso defensor contra futuros ataques e o árbitro sobre o que era bom para nós. Fomos induzidos a acreditar que o governo tinha informações que nem o público nem o Congresso conheciam. A imprensa, muito crédula e um pouco ingênua, entrou no clima. Segunda razão: havia um fervor patriótico. A imprensa se sustenta com publicidade, e o pessoal tinha receio de ser percebido como antipatriótico – o que naqueles dias era o mesmo que ser anti-Bush – e acabar financeiramente punido, com os anunciantes debandando. O comediante Bill Maher fez uma brincadeira em seu programa na rede ABC, dizendo que os terroristas podiam ser chamados de tudo, menos de covardes, e foi retirado do ar. Essa atmosfera durou uns dois anos. Terceira: os jornais, Washington Post, The New York Times, efetivamente acreditavam no governo, e, por último, os repórteres que cobriam Washington eram muito diferentes dos repórteres do meu tempo, que cobriram a Guerra do Vietnã nos anos 60. Não eram céticos.’

A NOVA GERAÇÃO

‘Os repórteres que estavam em Washington em 2002 não tinham o ceticismo, o estranhamento necessário. Foram educados nas mesmas escolas que o pessoal do governo. Eles vão às mesmas festas que o pessoal do governo. Seus filhos frequentam as mesmas escolas. Todos nadam na mesma piscina, pertencem ao mesmo clube de golfe, vão aos mesmos coquetéis. São repórteres prontos para acreditar no governo. É assim hoje, e era assim em 2002. Os repórteres estavam prontos para acreditar no governo sem pedir provas, evidências, nada. Por pouco, não acusaram Saddam Hussein de ter patrocinado os atentados de 2001. Eram como um bando de pombos para os quais o governo jogava milho. Os repórteres de hoje cobrem a guerra dentro dos tanques das tropas americanas. É ridículo. Um repórter deve prestar contas ao seu jornal, e não ao coronel que está protegendo a sua vida. Num evento público, eu me encontrei com o Arthur Ochs Sulzberger, que hoje dirige o Times, e disse a ele que isso estava errado, que repórteres não podiam trabalhar com militares, mas ele acha que estava certo. Na minha geração, éramos diferentes, éramos de fora, como estrangeiros. Podíamos ter nascido nos EUA, nossos pais podiam ter ido à universidade, mas ainda assim nos sentíamos como estrangeiros. Éramos todos de classe social mais baixa. Éramos judeus, irlandeses, italianos, alguns eram negros. Minha geração não era composta de anglo-saxões que estudaram em Harvard, Yale ou Princeton, que formavam e ainda formam a gente que vai trabalhar no governo ou em Wall Street. No meu tempo, James Reston (1909-1995) era chefe da sucursal do Times em Washington. Reston nasceu na Escócia, mas tinha muito orgulho dos Estados Unidos. Abe Rosenthal (1922-2006) era judeu, nascido no Canadá, seu pai era da Rússia. Meu amigo e o melhor repórter da minha geração, David Halberstam (1934-2007), era judeu, seu pai era um médico militar. Halberstam tinha um senso crítico, um ceticismo notável a respeito deste país. Harrison Salisbury (1908-1993) cobriu a II Guerra e, nos anos 50, foi à União Soviética quando Stalin estava no poder. Salisbury não acreditava em nada. Não acreditava em Stalin, nem em Dwight Eisenhower. Salisbury era como todos nós, de fora. No Vietnã, Salisbury foi para Hanói antes dos soldados americanos para pegar histórias do outro lado. Se Halberstam ou Salisbury estivessem vivos e trabalhando em jornalismo, jamais teriam comprado essa lorota do Iraque. O Times não teria tratado como informação o que era apenas desinformação e propaganda.’

A IMPRENSA E O GOVERNO

‘O governo usa a imprensa mais do que a imprensa usa o governo. Hoje, devemos ter uns 10 000 repórteres em Washington. Há uma civilização inteira de jornalistas em Washington’

‘O governo usa a imprensa mais do que a imprensa usa o governo. Hoje, devemos ter uns 10 000 repórteres em Washington. Há uma civilização inteira de jornalistas em Washington. Se eu dirigisse um jornal, eliminaria de 50% a 60% da sucursal de Washington e mandaria os repórteres para outros lugares do país, para Califórnia, Nebraska, Flórida. Sabe o que aconteceria? Estaríamos tirando a ênfase sobre o governo e neutralizando sua capacidade de controlar o discurso político. Em vez de ficarmos segurando o microfone para o governo falar, estaríamos trazendo notícia sobre como as decisões do governo são percebidas e como são sentidas longe de Washington. Isso é vida real. É cobrir os efeitos das medidas do governo sobre a economia, a gripe suína, seja o que for, mas longe do governo e perto da sociedade. A multidão em Washington decorre do fato de que as pessoas adoram o poder e ficaram preguiçosas. Jornalista ama o poder, ama lidar com o poder.’

OS MALES DA TECNOLOGIA

‘Com as novas tecnologias, e sobretudo com a criação da internet, o público hoje é informado de modo mais estreito, mais direcionado. Na internet, os jovens se informam de modo muito objetivo, no mau sentido. Eles têm uma pergunta na cabeça, vão ao Google, pedem a resposta, e pronto. Estão informados sobre o que queriam, mas é um modo linear de pensar e ser informado, que não dá chance ao acaso. Quem está interessado em saber sobre o presidente do Paquistão vai à internet, fica sabendo que ele andou visitando Washington, quem é o seu principal oponente, essas coisas. Quem lê um jornal impresso lê sobre tudo isso e depois, ao virar a página, lê sobre a mulher do Silvio Berlusconi, depois sobre as chinesas que perderam seus filhos naquele terremoto, depois sobre o desastre do Air France que saiu do Rio para Paris. Enfim, lê histórias que não procurou e, por isso, acaba adquirindo um sentido mais amplo do mundo. Claro que você também pode fazer isso na internet, mas o apelo da internet é o oposto. É oferecer informação rápida. A internet é o fast-food da informação. É feita para quem quer atalho, poupar tempo, conclusões rápidas, prontas e empacotadas. Quem se informa pela internet, de modo assim estreito e limitado, pode ser muito bem-sucedido, ganhar muito dinheiro, mas não terá uma visão ampla do mundo. Para piorar, surgiram esses blogs com blogueiros desqualificados, que apenas divulgam fofoca. São como uma torcida num jogo de futebol que fica o tempo todo gritando para os jogadores, para o juiz. É gente que não apura nada, só faz barulho.’

O POLITICAMENTE CORRETO

‘O politicamente correto é um veneno para o jornalismo. Em 2006, aconteceu um caso exemplar. Na Carolina do Norte, uma mulher foi contratada para dançar numa festa dos jogadores do time de lacrosse da Universidade Duke e disse que bebeu demais e acabou estuprada por três jogadores. O caso ganhou as primeiras páginas. Os jornais nunca publicaram o nome da moça, e divulgaram fartamente o nome dos rapazes acusados do estupro. Ela era negra. Eles eram brancos. No fim, descobriu-se que ela era uma mentirosa. Os jornais, o Times inclusive, protegeram a mentirosa e expuseram os inocentes. Por que o Times fez isso? Porque queria ser sensível à situação de uma afro-americana. Jayson Blair, que publicou várias mentiras como repórter do Times, é outro exemplo. Ele foi contratado porque o jornal queria ter mais representantes das minorias, e Blair era negro. Foi contratado por Gerald Boyd, o primeiro negro a chefiar a redação do Times. Acima dele estava apenas o diretor de redação, Howell Raines, um branco do sul. Boyd e Raines queriam ser politicamente corretos e contrataram Blair porque era negro. E, porque era negro, faziam vistas grossas para os seus erros, deixavam passar, até que a coisa estourou. Só foram tolerantes com os erros de Blair porque queriam ser politicamente corretos. No jornalismo, isso não funciona. O jornalismo tem de ser vigilante, justo, realista, disciplinado, e não se preocupar em ser ou parecer politicamente correto.’

O FUTURO DO JORNALISMO

‘A crise dos jornais americanos não é uma crise do jornalismo americano. Moro em Nova York há cinquenta anos. Já vi muitos jornais fechar as portas. Nos anos 60, acabou o The New York Herald Tribune, que era um grande jornal, mas grande mesmo. Antes, fechou o tabloide New York Daily Mirror. Eu cresci lendo revistas como Life, Saturday Evening Post, Look, e nenhuma delas existe mais. Em Nova York havia quinze jornais. Quando cheguei aqui, em 1959, eram sete. As pessoas esquecem que os jornais vão e vêm. O jornalismo, não. As pessoas vão sempre precisar de notícia e informação. Sem informação não se administra um negócio, não se vende ingresso para o teatro, não se divulga uma política externa. Todos os dias, nos jornais das cidades grandes ou pequenas, repórteres vão à rua para fazer o que não é feito por mais ninguém. De todas as profissões, se um jovem estiver interessado em honestidade e não estiver interessado em ganhar muito dinheiro, eu aconselharia o jornalismo, que lida com a verdade e tenta disseminar a verdade. Há mentirosos em todas as profissões, inclusive no jornalismo, mas nós não os protegemos. Os militares acobertam mentirosos. Os políticos, os partidos, o governo, todos fazem isso. O escândalo do Watergate é uma crônica de acobertamento. Os jornalistas não agem assim, não toleram o mentiroso entre eles. Acho uma profissão honrosa, honesta. Tenho orgulho de ser jornalista.’’

 

TELEVISÃO
Marcelo Marthe

Barracos no Curral

‘A ansiedade é o estado de espírito reinante no reality show A Fazenda, da Record. Desde que o programa estreou, há duas semanas, uma psicóloga foi convocada duas vezes para socorrer os participantes. O caso mais grave é o do modelo e ator Theo Becker, que alterna surtos de fúria com crises de choro – nas quais busca a solidariedade silenciosa dos equinos da tal fazenda. Numa briga, Theo fez o ator, playboy e encrenqueiro Dado Dolabella engolir esta: ‘Não fala mais comigo, palhaço. É por isso que o Brasil inteiro te odeia’. Volta e meia, ele mira uma foto de sua ex, a modelo Andressa Oliveira, e choraminga: ‘Volta para mim’. Numa singela homenagem, Theo batizou uma égua com o nome da amada, mas seu confidente de todas as horas é o cavalo Lino. Diante desse comportamento ciclotímico, a psicóloga do programa e o médico particular do ator foram acionados. Theo teria levado em sua bagagem remédios ortomoleculares para emagrecer. Não se sabe se essas drogas têm algo a ver com seu comportamento – ou se é tudo efeito da exposição na TV. ‘Só damos a ele umas gotas de maracujina’, diz o diretor Rodrigo Carelli. Um dia depois de acudir o chorão da estrebaria, a psicóloga saiu a campo para demover a modelo Bárbara Koboldt de abandonar o jogo. Mas Bárbara, que se sentia discriminada por ser menos famosa do que os colegas (vale dizer, por ser uma completa desconhecida), saiu mesmo, perdendo o cachê de 60.000 reais (a atriz Fabiana Alvarez deverá substituí-la). Na quinta passada, novo alerta: o modelo Miro Moreira também falava em sair.

Participantes de reality shows são, por natureza, poços de narcisismo. E as celebridades de segunda linha de A Fazenda têm demonstrado uma ânsia por exposição maior até que a dos anônimos do Big Brother Brasil. Empenhada em fazer boa figura, Babi Xavier tratou logo de engatar um namorico com Miro Moreira (que, depois de dar alguma trela, passou a fugir de seus beijos). Todo esse exibicionismo talvez explique por que certas situações parecem forçadas. Os ataques de fúria do ‘ogro’ Theo Becker (como o apelidaram os colegas), por exemplo, não dei-xam de ter algo de histrionismo. Só Danielle Souza, a Mulher-Samambaia, esmera-se em seu papel de folhagem: um mulherão em roupas mínimas que não abre a boca.

A ansiedade impera também nos bastidores. Maior investimento do ano da Record, A Fazenda não havia mostrado a que veio no Ibope até a semana passada. O stress tornou-se explícito na segunda-feira, quando o ator-brucutu Alexandre Frota perdeu o cargo de assistente de direção em razão de seus atritos com o superior Carelli – e por ter usado uma corrente de e-mails para divulgar o comentário de um blog de fofocas que defendia sua escalação para apresentador, no lugar do apagado Britto Jr. Esse último revelou seu nervosismo ao entrar num bate-boca com Boninho, diretor da Globo responsável pelo Big Brother Brasil. Chamou Boninho de ‘antiético’ por ter criticado A Fazenda em seu microblog no Twitter. ‘Não sou jornalista, não preciso ter ética’, ironizou Boninho, no mesmo canal da internet. Na avaliação da Record, só no programa de quarta passada é que o travadão Britto começou a se soltar. Mas ainda falta chão. Diante dele, dá até saudade do Pedro Bial.’

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