Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

JORNAL DE DEBATES > LULA E A IMPRENSA

Ataques à imprensa e ‘mídia econômica’ do Reino Unido

Por César Felício em 20/05/2014 na edição 799
Reproduzido do Valor Econômico, 14/5/2014; título original: “Lula ataca imprensa e ‘mídia econômica’ do Reino Unido”; intertítulo do OI

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem em Brasília que “a regulação democrática da mídia é o desafio que se apresenta”. Lula foi homenageado pela Associação de Diários do Interior (ADI) que está promovendo na capital um congresso com 380 integrantes. Em uma fala de 20 minutos em que evitou qualquer improviso, o ex-presidente fez um ataque ininterrupto aos jornais de grande circulação e à “mídia econômica do Reino Unido”, representada pelo jornal Financial Times e pela revista The Economist, que criticaram recentemente a política econômica da presidente Dilma Rousseff.

“Quanto mais distante, mais erram. Não posso entender como classificam de frágil uma economia com reservas de US$ 338 bilhões e com pleno emprego, no momento em que o mundo destruiu, desde 2008, 62 milhões de empregos. E ficam repetindo aqui como papagaios. Gostaria que fossem estudar economia antes de repetirem previsões que não se concretizam”, afirmou.

O critério de programação

De acordo com o presidente, a mídia regional faz o contraponto com a de caráter nacional, que tenderia a minimizar o impacto de programas do governo. “Nunca antes o governo investiu tanto em desenvolvimento regional quanto nos últimos 11 anos e é a imprensa local que traduz essa realidade. Quando anunciamos um plano recorde de safra, é a mídia local que detalha as condições de financiamento e como ele pode ser obtido. Nos grandes jornais, o que sai é que a inflação vai aumentar porque o governo está expandindo o crédito”, disse o ex-presidente.

Lula destacou que em seu governo a programação de publicidade da administração federal e das estatais foi alterada para incluir jornais de alcance regional. “A imprensa local hoje circula 4 milhões de exemplares por dia”, disse. Segundo o ex-presidente, “uma das mais importantes mudanças que foram feitas foi democratizar o critério de programação”.

“Eu moro em uma pequena cidade do interior, com 800 mil habitantes, que tem um jornal regional forte e os jornais grandes têm pequena penetração lá. Isso faz toda a diferença”, afirmou, se referindo ao Diário do Grande ABC, publicação que circula em São Bernardo do Campo, onde o ex-presidente reside.

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César Felício, do Valor Econômico

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