Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

JORNAL DE DEBATES > ELEIÇÕES 2010

A campanha na imprensa

Por Luciano Martins Costa em 02/02/2010 na edição 575

Os jornais tratam de maneiras diferentes as pesquisas eleitorais. Nas edições de terça-feira (2/2), a mais recente delas, realizada pelo instituto CNT-Sensus, tem chamada na primeira página do Estadão, com um texto interno de mais de meia página, um pequeno destaque na Folha de S.Paulo, com texto curto, e está escondida na seção de ‘Política’ do Globo.


Para se orientar ao longo das disputas eleitorais, seja em escala nacional ou nas eleições estaduais, o leitor precisa levar em conta alguns fatores determinantes. O primeiro deles é a preferência do jornal por este ou aquele candidato, ou a rejeição explícita a determinado candidato ou candidata.


No Brasil, ao contrário do que acontece na imprensa americana, onde as preferências de cada veículo são declaradas em editoriais, os jornais e revistas fingem uma isenção e um distanciamento que não existem de verdade. A imprensa brasileira prefere editorializar o noticiário, tentando induzir o leitor a assumir como verdadeiras versões editorializadas dos fatos políticos. Mas tais práticas são tão viciosas que o leitor precisaria ser extremamente distraído para não perceber as tendências expostas em cada edição.


Senso crítico


Outra questão a ser considerada são as alianças de cada empresa de comunicação. A Folha de S.Paulo, por exemplo, possui seu próprio instituto de pesquisas, o Datafolha, e raramente dá destaque aos trabalhos dos institutos concorrentes. A menos, é claro, que os resultados de suas consultas sejam coincidentes com as preferências da própria Folha.


A campanha eleitoral começa oficialmente no final de junho, mas na prática ela já está nas ruas e, principalmente, na mídia. A propaganda eleitoral não acontece apenas nos palanques e nas inaugurações de obras. Ela ocorre também nas escolhas da imprensa, nos artigos e colunas que circundam o noticiário, no destaque ou na omissão diante de determinados acontecimentos, no espaço que ganha cada declaração colhida pelos repórteres.


Em ano de eleições, o leitor atento precisa redobrar seu senso crítico.

Todos os comentários

  1. Comentou em 02/02/2010 adeilson da silva

    Ela ocorre também nas escolhas da imprensa, nos artigos e colunas que circundam o noticiário, no destaque ou na omissão …

    Esta parte descreve muito bem o qe tem contecido nos ultimos anos, a imprensa trata realizações ,propostas do gov. sempre com algum’especilista’ dizendo o contrario. Ja são paulo é tratada na imprensa como uma suiça , onde aparecem os ‘exemplos’ que o ‘brasil’ deve seguir ,onde o gov.serra é sempre citado como exemplo e sempre escondido nas horas dificeis , vide alagamentos , queda de metro , fura filas e rodoanel ,pq a imprensa não acha o serra ?

    Ate o menos informado sabe que a imprensa ‘pig’esta desesperada para o psdb /demo, voltar ao poder .Enquanto isso o brasil cresce , a dilma cresce , e a vendagem dos jornais cai.

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