Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

ENTRE ASPAS > FOGO SOBRE GAZA

A causa palestina é nossa

Por Gilson Caroni Filho em 06/01/2009 na edição 519

O que vinha sendo planejado há meses, como estratégia eleitoral do primeiro-ministro Ehud Olmert, virou, com respaldo da mídia ocidental e seus ‘especialistas em Oriente Médio’, uma compreensível reação aos foguetes lançados por militantes do Hamas contra território israelense. Trata-se de pura falácia, propaganda ideológica barata que trata uma ação de extermínio como se fosse o confronto de forças simétricas.

Tanto que chega a soar estranho o veto imposto por Israel à entrada da imprensa na área. Não será ela, como já aprendemos há algum tempo, quem denunciará o massacre perpetrado contra a população civil. Desde a invasão do Iraque, esse papel é cumprido por blogs e imagens de celulares de pessoas que não pertencem ao campo jornalístico.

A ofensiva militar ao território de Gaza obedeceu a um cálculo frio de custos e benefícios. Os mais de 500 mortos até agora, sendo 87 crianças, tiveram seus destinos traçados em outubro de 2008, quando o partido governista, submeteu à apreciação do Parlamento sua dissolução e a proposta de eleições antecipadas.

Além de uma disputa parlamentar acirrada, o ataque à Faixa de Gaza é um recado ao futuro governo estadunidense. Para as lideranças israelenses, não há como sobreviver sem um projeto expansionista. A sorte dos dois é indissociável da manutenção da barbárie no Oriente Médio. Sionismo e imperialismo são as duas faces de uma mesma moeda. Barack Obama deve assimilar isso como ensinamento da Torá. Hillary Clinton lhe pode servir como excelente guia.

Razões da resistência

A hegemonia política do fundamentalismo sionista é responsável pelo emprego de métodos de guerra que são comparáveis aos utilizados por outras potências coloniais, ao longo da história, contra a população civil que resistiu à opressão. Transformar o terrorismo de Estado em política aceitável tem sido a tarefa do jornalismo ocidental. Um trabalho tão recorrente quanto a punição coletiva de um povo se mostra aceitável para as ‘boas consciências’ ocidentais.

Mais uma vez o governo israelense, com total apoio dos Estados Unidos, pratica uma aventura bárbara e criminosa, ditada por interesses e conveniências estratégicas. Conta para isso com a cumplicidade covarde das ditaduras e monarquias árabes. As demais potências, como já destacou José Arbex Jr, em artigo para Caros Amigos, ‘mesmo tendo seus interesses contrariados pela política expansionista da aliança Washington/ Tel Aviv, não têm vontade política nem se sentem com força para impor qualquer limite legal’.

Como já tivemos oportunidade de escrever [‘O holocausto palestino‘ (8/2/2008)]…

‘…desde o massacre no Sul do Líbano, em 1982, passando pelo sufocamento de duas intifadas, não é o terrorismo de fanáticos que Israel persegue. Na região conflagrada, o movimento palestino era o mais progressista projeto de resistência, o mais prenhe de valores da modernidade. O mais rico em termos culturais. As pedras dos jovens árabes defenderam da insanidade uma herança cara ao Ocidente. Querer reduzi-los ao Hamas e outros grupos de motivação religiosa é, com apoio logístico da mídia internacional, distorcer a realidade para ocultar contradições mais profundas. Mentir com insistência até que a inverdade assuma ares de realidade inconteste’.

Para o historiador Oswaldo Coggiolla…

‘…na Faixa de Gaza são visíveis as razões para a resistência dos palestinos. Com uma população de mais de 1 milhão de habitantes, a Faixa de Gaza, chamada de `Soweto de Israel´, não é um Estado e não foi anexada a Israel. As forças de defesa de Israel controlam toda a fronteira. Se os moradores de Gaza quiserem sair dessa área, precisam obter uma permissão dos israelenses. Muitos palestinos – nascidos a partir de 1967 – nunca saíram da faixa, uma tripa de terra situada entre o deserto de Neguev e o mar Mediterrâneo, que mede 46 km de comprimento e 10 km de largura, aproximadamente’.

Crise humanitária

Em um contexto dessa natureza qual a única forma possível de ação a um povo destituído de qualquer direito? Sem qualquer possibilidade de ser reconduzido a uma unidade territorial que nem de longe lembre a idéia de Estado?

Quando o presidente Shimon Peres rejeita a possibilidade de trégua e diz que o Hamas precisa de ‘uma lição real’, reafirmando que não tem qualquer interesse em reocupar a Faixa de Gaza, vem à memória a famosa fala de Itzak Rabin na Guerra dos Seis Dias, como comandante do Exército: ‘Não temos o objetivo de anexar qualquer terreno palestino, sírio ou egípcio’. É o caso de se perguntar qual a lição real a ser extraída? A quem interessava que o conflito israelense-palestino, que tinha um caráter nacional, se transformasse em conflito religioso que atinge todo o mundo mulçumano?

Oslo e Mapa da Estrada foram elaborações frustradas pelo extremismo sionista. Em novembro de 2007, durante a Conferência de Annapolis (EUA), o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, concordaram em realizar um esforço negociador para alcançar um acordo até o final de 2008. Em janeiro de 2009, agentes da ONU informam que a ofensiva terrestre israelense piorou a crise humanitária em Gaza.

Ou assumimos a causa palestina como nossa ou assumimos o papel de integrantes de uma força de ocupação que nega nossos melhores discursos. Não há meio-termo.

******

Professor titular de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), Rio de Janeiro, RJ

Todos os comentários

  1. Comentou em 06/08/2010 Carina de Luca

    Bom dia:

    Peço a ajuda de vocês lutar contra o Movimento São Paulo para os Paulistas – trata-se de uma ação extremamente xenofóbica, e o discurso dos líderes do movimento expõe o nordestino como responsável (quase que exclusivo) pela pobreza do estado. Ainda somos uma nação democrática permitindo que manifestos xenofóbicos circulem com a pretensão de virar lei?

    Por favor, ajudem na construção de um país livre de preconceitos e de um São Paulo rico em culturas.

    Grata,

    Carina de Luca

    PS: Aqui, as ideias do grupo: http://tudoporsaopaulo2010.blogspot.com/

  2. Comentou em 13/01/2009 Fernando Pinto

    ‘Farmacia para você, defensor dos frascos e dos comprimidos. quem é fraco não joga foguete na cabeça dos outros…..’ Esse direito, para o Felipe, é dos grandes, entre os quais ele inclui Israel. Mas o que seria Israel sem a grana e as armas dos EUA?

  3. Comentou em 13/01/2009 Rogério Ferraz Alencar

    Felipe Faria, não apele. O vídeo mostra alguém tirando um menino da linha de fogo. O dolo é fator agravante se houver vítima. Continue a defender o massacre, mas não venha com papo furado. Massacre é massacre, seja de nazista contra judeu, seja de israelense contra palestino. E você ainda não disse: quantos civis israelense foram mortos pelo foguetes palestinos, desde que essa ‘guerra’ recomeçou?

  4. Comentou em 13/01/2009 Rogério Ferraz Alencar

    Felipe Faria, não apele. O vídeo mostra alguém tirando um menino da linha de fogo. O dolo é fator agravante se houver vítima. Continue a defender o massacre, mas não venha com papo furado. Massacre é massacre, seja de nazista contra judeu, seja de israelense contra palestino. E você ainda não disse: quantos civis israelense foram mortos pelo foguetes palestinos, desde que essa ‘guerra’ recomeçou?

  5. Comentou em 12/01/2009 Thiago Marques

    Eu vou mudar o ditado. De médico e tolo todo mundo tem um pouco. Só que sua poção tola supera muito a do médico. Olha que sandice:’Dizer que os judeus progressistas são contra o enfrentamento armado contra o Hamas esconde que estes mesmos progressistas não criaram o estado de Israel’ Quer dizer que os judeus progressistas devem ser banidos de Israel. Acho melhor nem comentar o resto do que você escreveu. A confusão mental e a pobreza de argumentos me dão pena. Vai estudar um pouco de história, dotô.

  6. Comentou em 12/01/2009 Paulo Bandarra

    AH, os progressistas foram os que mataram aos milhares em Cuba para acabar com qualquer leve pensamento de reação a ditadura. Grande exmplo de humanistas.

  7. Comentou em 12/01/2009 Fernando Pinto

    Bandarra e Alfredo, se vocês querem debater que o façam com argumentos. O palavreado vazio do Bandarra impressiona. Não quer dizer nada. Compara realidades diferentes e joga tudo no mesmo balaio. Quem disse que a esquerda não se solidarizou com os bósnios, com os timorenses, com os massacrados em Ruanda? Alfredo, a história de vocês é construída, sim, com vitimizações. Tanto que qualquer referência ao judaísmo tem que ser feito com um cuidado que não se toma quando falamos de outras religiões. Chega! Os nazistas de hoje estão jogando bombas em Gaza, bombas de fósforo e ataque a refugiados. Há judeus envergonhados com o que está acontecendo. Você não é um deles. Representa o que há de pior na política israelense. Os judeus progressistas devem lhe causar nojo! Olhe a história sem antolhos, meu caro! Vamos ver quem executa os pogrons contra o povo palestino. Há milhares de israelenses que vão as ruas de muitas cidades contra esse horror que você vem aqui defender. Tenha um pouco de compostura..

  8. Comentou em 12/01/2009 Monica Barroso

    Sabemos muito bem que a guerra é uma ótima fonte de lucro, principalmente nesta conjuntura, não é? (Estados Unidos, Militarismo e Economia da destruição – Gilson Dantas). Já se perguntou quantos ‘manda-chuvas’ judeus estão no EUA, senhor? Por lá já censuraram uma peça teatral com uma acusação de antisemita. Acredita na ONU senhor Alfredo? sabe como ela funciona para Israel? e para Luanda, sabe?

  9. Comentou em 11/01/2009 Felipe Faria

    Não, Ana Paula, não há como traçar um apralelo entre os judeus e os nazistas. Quando os judeus estavam nos guetos não se tem noticia que lançassem foguetes contra a Alemanha, e enquanto a população de judeus na Europa caiu a zero, a população palestina cresce a olhos vistos. Se alguem quer exterminar alguem, é o Hamas que quer exterminar os judeus. é para eles um principio constitucional.

  10. Comentou em 11/01/2009 Mônica Barroso

    Por que será que o Hamas lança foguetes na direção de Israel, Felipe? Pura maldade ou reação a uma situação deesesperadora. Vocês que falam tanto em terrorismo podem me explicar o que era o Irgum.CELEBRAVAM a captura de soldados do grupo inimigo, que foram mantidos prisioneiros durante semanas até serem finalmente enforcados.E essa organização terrorista, foi castigada com um bombardeio da força aérea israelense? Que nada!

  11. Comentou em 11/01/2009 Mônica Barroso

    Por que será que o Hamas lança foguetes na direção de Israel, Felipe? Pura maldade ou reação a uma situação deesesperadora. Vocês que falam tanto em terrorismo podem me explicar o que era o Irgum.CELEBRAVAM a captura de soldados do grupo inimigo, que foram mantidos prisioneiros durante semanas até serem finalmente enforcados.E essa organização terrorista, foi castigada com um bombardeio da força aérea israelense? Que nada!

  12. Comentou em 11/01/2009 Felipe Faria

    Thiago, racismo no Brasil dá cadeia, se cuide.

  13. Comentou em 11/01/2009 Tamara Gomes

    Li o arigo mais uma vez, continuo concordando com o autor, mas há uma lacuna que precisa ser preenchida para que não haja dúvidas sobre o que está acontecendo em Gaza.A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou há muto tempo a resolução 3379 considerando o sionismo como forma de racismo.

  14. Comentou em 10/01/2009 Danilo Ferreira de Carvalho

    Ninguém vai calar a minha boca.O argumento de anti-semitismo é incongruente e totalmente fora do contexto histórico.Esta sendo usado pelas entidades judaicas como um coringa para todas as ocasiões e corre o risco de se desvirtuar de sua história e daquilo que ele realmente representou.Defender um lado não é atacar o outro. As entidades judaicas deveriam rever o conceito de anti-semitismo.

  15. Comentou em 10/01/2009 Lígia Carvalho de Almeida

    São os Estados Unidos que vetam as resoluçoes da ONU, são os que dão grana pra Israel. Apoiam Israel irrestritamente em todos os atos, em todos os crimes.Esse site(http://www.ifamericansknew.org/ ) foi criado por uma jornalista americana chamada Alison Weir, ela é uma crítica à esse apoio incondicional à Israel. O site é muito interessante, tem dados, estatísticas, isso podemos usar pra fazer material pra usarmos em manifestaçoes, planfetos, fazer emails pra amigos e etc…Digo também que essa causa( a dos palestinos) é minha.

  16. Comentou em 10/01/2009 Felipe Faria

    Quem tem interesse em saber da história pode ler esse link.. http://otambosi.blogspot.com/2009/01/guerra-santa-e-o-nazismo.html#links

  17. Comentou em 10/01/2009 Ariane Andrade

    É uma pena ver que um povo sofrido como os judeus resolveram assumir o papel de opressor. Mais triste por se tratar, como explica o professor no artigo, de um ataque motivado por questões eleitorais. Isso só tem um nome: barbaridade. Minha total solidariedade aos palestinos. Que consigam forças para coneeguir seu Estado e sua nação.

  18. Comentou em 09/01/2009 Alexandre Carlos Aguiar

    Há muita gente confundindo as críticas a Israel como sendo críticas aos judeus, como se o governo representasse a nação. Seria como se a comunidade mundial passasse a criticar os católicos e os brasileiros se sentissem ofendidos, por ser a maiorria desta religião no mundo. Essa lógica não é verdadeira e devemos separar bem as coisas. Por isso, alguns defensores do governo de Israel não entendem a pressão contra essa carnificina. E alegam, rizivelmente, defesa contra terroristas. Os israelenses e seus adeptos não compreendem a luta dos ‘mazelados’ palestinos e os chamam, indiscriminadamente, de terroristas. Ora, se chegasse na minha rua, um dia, alguém e dissesse que aquilo tudo era da família dele porque viveram ali no passado, que por direito ele iria reivindicar todas as minhas posses, que determinaria a que horas eu deveria dormir, que dos ganhos de meu trabalho uma parte seria dele, que se eu produzisse algo, ele me tomaria um quinhão, que eu não teria direito à água, luz, telefone, gás, que eu não poderia mais sair daquela rua sem lhe perdir permissão, que todos os meus parentes seriam impedidos de me visitar e que meus filhos frequentariam as escolas cujos professores seriam dele, não há dúvidas, um belo dia eu adotaria o estatuto do Hamas, do Hisbollá, do Fatah, ou de quem me oferecesse a oportunidade de sair daquela prisão. O povo do Timor fez isso e todos apoiaram.

  19. Comentou em 09/01/2009 Fernanda Lins

    Se respeitamos a declaração dos Direitos humanos, o direito internacional, a convenção de Genebra, se somos realmete católicos, mulçumanos,protestantes, judeus, hindus ou ateus para quem a vida merece ser cultuada, somos todos palestinos nesse momento!

  20. Comentou em 07/01/2009 Claudia Rodrigues

    Ulalá, lavei minha alma com esse artigo. Pena que não esteja destacado no alto da página, porque aqui Caroni de fato aborda a falta de humanismo, não somente nas guerras em geral, mas na mídia. O título do artigo do Dines aqui seria perfeito.

    Falar de humanização é trazer dados concretos para que as pessoas, por meio da informação, possam despertar para uma reflexão humanista.

    Sim, a Palestina é de todos nós, assim como Israel já foi, agora é um país estabelecido e não precisa mais de tapinhas nas costas quentes enquanto sua irmazinha desvalida é tratada a ferro e fogo.

  21. Comentou em 07/01/2009 eduardo salina

    Sra Renata: bonito o seu discurso, mas não respondeu a questão principal: por que Caroni Jr. pode expressar sua opinião pessoal e defender os palestinos num blog destinado a observar a imprensa e Caio Blinder não pode expressar sua opinião e defender Israel num espaco de rádio,tv ou portal de notícias que o contratam exatamente para isso ? (expressar a sua opinião pessoal,como jornalista).Incomodar-se com a opinião pessoal de um jornalista que é pago para dar a sua opinião pessoal é como incomodar-se com o jogador do Guarani só porque ele marca gols contra a Ponte Preta- para usar uma alegoria campineira.De resto, é bom lembrar que ninguém a obriga a ouvir Caio Blinder,como também (graças a Deus) ninguém nos obriga a ler Caroni.

  22. Comentou em 07/01/2009 Ângelo Frizzo

    Vamos denunciar mais este GENOCIDIO de Israel/USA contra populações indefesas.Precisamos urgentemente de uma IMPRENSA HONESTA E DEMOCRATICA para nos ajudar a salvar os povos indefesos do mundo

  23. Comentou em 07/01/2009 Wagner Mendes

    Tem um professor no Folhão dizendo queIsrael precisa explicar ‘que essa não era só uma escola, que em Gaza uma mesquita não é uma mesquita e que a Universidade Islâmica deixou de ser só uma universidade, para virarem bases militares’. Selecionei esse trecho, é sempre assim nessa mídia safada (palavra de jornalista recém-formado!). E os termos, já perceberam como eles são utilizados?Quando se trata alguma ação israelense, o termo usado é ‘incursão’ ( que significa operação militar ), quando se trata dos palestinos, o termo é ‘ataque’. Olhem como incursão é mais suave, bonito…enquanto ataque é agressivo, impiedoso…

  24. Comentou em 07/01/2009 Ricardo Amaral

    Em poucas palavras,o professor Daniel Silva resumiu bem o outro lado da questão,algo que seu colega Caroni não fez,como de hábito.Mas nada que surpreenda partindo de quem se engaja em toda e qualquer causa que possa relacionar a opressão dos fortes contra os fracos. A defesa unilateral dos oprimidos soa bem retoricamente,mas muitas vezes não reflete a verdade dos fatos,por omitir o que não interessa,como costuma acontecer nos regimes fechados.Como o convencimento na marra hoje em dia é mais difícil,tenta-se impor as versões que interessam na base da persuasão,mascarando a realidade. Sempre há tolos que acreditam que alguém que defende tiranos como Stalin,Fidel,Chávez,etc, possa estar do lado mais fraco. Fraco em termos,é claro,pois Israel é uma ilha cercada por inimigos de todos os lados,
    inimigos que nunca esconderam que se pudessem – ou em outras palavras,se não fosse a retaguarda sempre dada pelos EUA -,já a teriam varrido do mapa. Disto os humanistas de fachada não falam.

  25. Comentou em 06/01/2009 Daniel F. Silva

    Israel saiu da Faixa de Gaza em 2001. Unilateralmente. Contra a vontade dos colonos judeus que lá estavam. E o que os que lá ficaram fizeram? Botaram o Hamas no poder. Como o Hamas chegou lá pela via democrática, esperava-se que fosse se comportar democraticamente. Mas não foi o que ocorreu: o grupo terrorista massacrou o Fatah, com quem disputava o controle dos territórios numa batalha fratricida, e confirmou a tendência de querer acabar com Israel. O problema, pra eles, é que Israel quer sobreviver, a despeito da antipatia das esquerdas de todo o mundo… Ao colocarem o Hamas no poder, os palestinos de Gaza sabiam muito bem o que estavam fazendo. A conta está chegando agora.

  26. Comentou em 06/01/2009 Leila Andrade

    Quando o Hamas ataca é terrorismo, quando Israel ataca é legítima defesa? Isso é terrorismo de estado”.

  27. Comentou em 06/01/2009 Amanda Barboza

    Abaixo o massacre dos povos palestinos! Aqueles políticos israelistas mais uma vez usam a desculpa de caça ao Hamas para efetuar enormes chacinas. E essa ainda por cima vem servindo de campanha eleitoral para os partidos que visam o Executivo.

  28. Comentou em 06/01/2009 Bruno Marques

    Como classificar o bombardeio a uma escola da ONU? Chega a ser simbólico que 40 pessoas tenham morrido quando se encontravam abrigadas pela Organização das Nações Unidas. Isso não tem outro nome que não seja o de terrorismo de Estado.

  29. Comentou em 06/01/2009 Thomaz Magalhães

    Comunista gosta de escrever artigos defendendo terroristas e ditadores. Para o professor os ataques com foguetes do Hamas à população civil de Israel são um ato de bravura, heróico, de opressores contra oprimidos e tal. Ataques de Israel aos terroristas são uma agressão a civis. É o famoso caráter variável das esquerdas. A propósito, nós quem, cara pálida, temos que tomar nossa a causa desses fundamentalistas religiosos do Hamas, Hisbolás e assemelhados, inclusive os do lado dos judeus?

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