Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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JORNAL DE DEBATES > REQUIÃO vs. JUDICIÁRIO

A censura e a briga de comadres

Por Alberto Dines em 24/01/2008 na edição 469

Não é a primeira vez que o governador Roberto Requião do Paraná mete-se numa briga. Seu histórico de confrontos é imbatível, supera em muito o do falecido Antonio Carlos Magalhães, denunciado pelos inimigos como Toninho Malvadeza e aclamado pelos acólitos como Toninho Ternura.


Requião, ao contrário, é uma unanimidade: rei do arranca-rabo e do bate-boca. O seu confronto com o Judiciário e agora com o Ministério Público são em si reveladores de uma personalidade autoritária e totalitária.


Mas o que interessa de fato nesta nova pendenga de Requião é o uso que vem fazendo da TV Educativa do Paraná desde que assumiu, há seis anos. Ele a converteu em instrumento de uso privado, esqueceu que a emissora é um bem público, a serviço da coletividade.


A questão não se restringe ao programa semanal Escola de Governo que Requião, segundo seus detratores, usa a seu bel-prazer. No momento em que se tenta criar no país uma rede de TV a serviço do cidadão e do interesse público, aparece um governador trabalhando na direção contrária – ele é o estado, o estado é dele, portanto a TV do estado é sua.


Há muito que a TVE do Paraná só exibe programas aprovados pelo governador, que interessam ao governador. Não está afiliada à TV Brasil nem à Rede Cultura.


O problema da censura está mal colocado: quem censura a TV Educativa do Paraná é o governador do Paraná. O resto é briga de comadres.


 


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Evitar abusos não configura censura prévia – A.D.


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Todos os comentários

  1. Comentou em 25/01/2008 Ivan Moraes

    ‘governador pode USAR a RTVE sim, mas não pode ABUSAR’: centenas e centenas de artidos negativos em dezenas de medias, todas querendo fundos do governo de volta, nao conta como abuso?

  2. Comentou em 25/01/2008 Ricardo Pierri

    Vamos ver se entendi a teoria do Dines: Requião está errado por usar uma propriedade pública para divulgar suas idéias (convenientemente chamada ‘auto-promoção’, apesar da contradição de se dizer, no mesmo fôlego, q ele ataca seus advesários). Porém, a imprensa privada não está errada em usar a propriedade pública para divulgar de forma esmagadoramente majoritária, um conjunto de opiniões coincidente com as do próprio veículo e seus donos, e calar as contraditórias. Talvez Dines esteja pensando na forma de financiamento, e não na natureza da propriedade. A tv estatal, bancada com nosso dinheiro, e a tv privada, bancada, ao menos em tese, com dinheiro privado. A primeira deve servir à sociedade, e a segunda aos interesses privados de seus donos e anunciantes. Ora, mas se essa é a realidade e a tv privada pode escolher quais opiniões serão divulgadas com mais força e quais serão praticamente censuradas e marginalizadas, o interesse público repousa no equilíbrio, na divulgação das opiniões marginalizadas pela imprensa privada. É claro q se a imprensa privada fosse efetivamente democrática, e a diversidade de opiniões fosse justamente observada, haveria um equilíbrio, e Requião estaria quebrando esse equilíbrio e contariando o interesse público. Mas como a realidade está longe desse ideal, a ação pública deve se afastar dele tbm.

  3. Comentou em 24/01/2008 Márcio Vieira

    Estamos vivendo tempos de mudança na comunicação televisiva, não só no Brasil, mas em todo o mundo.
    Na era da TV digital – que no Brasil ainda está engatinhando de forma capenga – o governo brasileiro cria a TV Pública.
    Coisa que na minha opinião dificilmente funcionará em nosso país, afinal a politicagem impedirá e a TV Pública somente atenderá aos interesses dos nossos governantes.
    Mas o que se faz necessário acabar, o mais rapido possível, é essa conversa fiada das TVs estatais se denominarem TVs públicas.
    Todos sabemos que a diferença é imensa. TVEs não são TVs públicas. è importante conscientizar a população sobre esse fato. E o OI pode perfeitamente dar a partida para essa conscientização.
    Quano ao governador Requião, ditador como ACM e outros, deve ser banido o quanto antes do nosso meio político já desgastado com tanta corrupção e desmandos.

  4. Comentou em 24/01/2008 manoel r. penna penna

    Às vezes as cronicas do Sr Dines aparecem na página inicial do IG e eu acabo lendo. Já entendi de cara que para ele qualquer politico que não seja a favor do PSDB ou DEMOS, não presta. A propósito, gostaria de ver esse senhor escrever qualquer coisa sobre o buraco do metro^em São Paulo, com tantas mortes e tão pouco comentado pela Imprensa LIvre e Democrática, ou então, algum comentário sobre a área de educação em São Paulo, uma das piores do Brasil. Fale sr. Dines.-

  5. Comentou em 24/01/2008 Marcelo Ramos

    Essa é pro Fabio Jose de Melo. Fabão, advinha que partido de ‘oposição’ aparelhou, e faz tempo, a TV cultura de SP? A TV Cultura daqui fez campanha aberta pro Alckmin e pro Serra. E aqui não é uma TV pública também? A diferença é que a coisa aqui é feita mais suavemente, os interessado não ficam botando a cara toda hora na TV. Pro Dines escrever esse outro artigo, é porque a orelha dele deve ter ficado vermelha. E Quanto mais ele tenta explica, mais difícil é de justificar… a censura prévia. E Dines segue a linha que mencionei em outro artigo sobre o mesmo tema: a personalidade de Requião. Totalitário, autoritário, e muitos etc. Então se o cara for mal a gente pode censurar? E mais dados novos, sobre o Osmar Dias amigo do Desembargador… Dines, bota também o link para o artigo do Mário Augusto Jakobskind. É um contraditório.

  6. Comentou em 24/01/2008 Marcelo Ramos

    Essa é pro Fabio Jose de Melo. Fabão, advinha que partido de ‘oposição’ aparelhou, e faz tempo, a TV cultura de SP? A TV Cultura daqui fez campanha aberta pro Alckmin e pro Serra. E aqui não é uma TV pública também? A diferença é que a coisa aqui é feita mais suavemente, os interessado não ficam botando a cara toda hora na TV. Pro Dines escrever esse outro artigo, é porque a orelha dele deve ter ficado vermelha. E Quanto mais ele tenta explica, mais difícil é de justificar… a censura prévia. E Dines segue a linha que mencionei em outro artigo sobre o mesmo tema: a personalidade de Requião. Totalitário, autoritário, e muitos etc. Então se o cara for mal a gente pode censurar? E mais dados novos, sobre o Osmar Dias amigo do Desembargador… Dines, bota também o link para o artigo do Mário Augusto Jakobskind. É um contraditório.

  7. Comentou em 24/01/2008 ademar gandra

    dines!!!como vc faz parte do corporativismo da imprensa,tenta enganar trouxas, colocando como observador,digo a vc sua comparação entre requião x acm é o oposto ,porque acm sempre jogou no time da midia,a qual ele era dono,o reinado de acm completa c/a globo,folha,estadão,poucos politico tiveram tanto espaço na midia como ele ,ate com direito de perseguir adiversarios

  8. Comentou em 24/01/2008 ademar gandra

    dines!!como observador vc é cêgo,não é so nas tvs publica que os politicos vende seu peixe,visto a tv cultura toltamente tucana,e ai vai,não é correto em nenhum canal pubblico ou privado que a informação esteja serviço de interesses seja qual for,se a liberdade é um direito do cidadão,a qual concordo,como outro pode cenrura-lo,o x da questão e a midia dominada por meia de pessoas associadas a partido politicos,

  9. Comentou em 24/01/2008 ademar gandra

    dines!!como observador vc é cêgo,não é so nas tvs publica que os politicos vende seu peixe,visto a tv cultura toltamente tucana,e ai vai,não é correto em nenhum canal pubblico ou privado que a informação esteja serviço de interesses seja qual for,se a liberdade é um direito do cidadão,a qual concordo,como outro pode cenrura-lo,o x da questão e a midia dominada por meia de pessoas associadas a partido politicos,

  10. Comentou em 24/01/2008 Ivan Moraes

    ‘São duas coisas distintas: reprimir o uso da emissora para fins promocionais é uma coisa’: mais umavez voce fala o que nao foi falado, Fabio! Sao duas coisas distintissimas. So uma delas tem a ver com o impedimento do futuro, com a extrema dificuldade da propria passagem do tempo no Brasil! Os juizes estao ao centro dessas dificuldades.

  11. Comentou em 24/01/2008 Ivan Moraes

    ‘São duas coisas distintas: reprimir o uso da emissora para fins promocionais é uma coisa’: mais umavez voce fala o que nao foi falado, Fabio! Sao duas coisas distintissimas. So uma delas tem a ver com o impedimento do futuro, com a extrema dificuldade da propria passagem do tempo no Brasil! Os juizes estao ao centro dessas dificuldades.

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