Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

JORNAL DE DEBATES > DESABAMENTO NO METRÔ

A cratera onde cabem todas as mazelas

Por Alberto Dines em 17/01/2007 na edição 416

A mídia paulista, como é natural, está angustiada com a cratera do metrô: o resgate dos corpos, o trabalho dos bombeiros e as aflições daqueles que foram obrigados a abandonar as suas casas criaram um vínculo de solidariedade que não é muito comum em cidades com estas dimensões. Já a mídia carioca, está proibida de esquecer a guerra contra os bandos terroristas que na terça-feira (16/1) queimaram mais dois ônibus, desta vez na Mangueira.


Com o governo em férias, as páginas de política tentam animar a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados que, afinal, apresentou a primeira novidade: o aparecimento de um candidato da terceira via.


O horror em Bagdá toma conta das páginas internacionais enquanto o aquecimento global começa a ficar mais visível, mas não o suficiente, nas páginas de ciência.


Ineficiência, incapacidade


Assim, não sobra muito espaço nem muito tempo para encarar uma das situações mais chocantes do país. Das 322 faculdades de direito avaliadas pela OAB em todo país, apenas 87 podem ser recomendadas – pouco mais de um terço. Há estados como Roraima, Amapá e Tocantins que não conseguiram emplacar uma única faculdade nesta categoria.


Este não é apenas um desastre educacional: é a matriz da corrupção, da ineficiência administrativa e, sobretudo, da nossa incapacidade para formar elites.


A cratera revelada pela OAB não atrai as atenções da imprensa, mas ela é tão grande, tão grande, que ali cabem todas as outras mazelas.

Todos os comentários

  1. Comentou em 21/01/2007 cid elias

    O cômico de tudo isto é constatar que uma pessoa enche o peito e diz que ‘olha pra frente’, tendo atitudes como ajudar o custeio de campanha para eleger um político do PPS, um ex-tucano já condenado por corrupção e que só assumrá graças a uma liminar que impetrou na Justiça, visto que sua candidatura foi impugnada devido à condenação e aos processos por improbidade que responde. Se isto é Exemplo de ‘olhar pra frente’, imaginem como seria ‘olhar pra trás’ segundo a idéia de construir o futuro, autoria do generoso desinteressado incorporador…(se não publicarem mais este comentário sem ofensas, gostaria de saber a razão) Grato Cid

  2. Comentou em 21/01/2007 cid elias

    O cômico de tudo isto é constatar que uma pessoa enche o peito e diz que ‘olha pra frente’, tendo atitudes como ajudar o custeio de campanha para eleger um político do PPS, um ex-tucano já condenado por corrupção e que só assumrá graças a uma liminar que impetrou na Justiça, visto que sua candidatura foi impugnada devido à condenação e aos processos por improbidade que responde. Se isto é Exemplo de ‘olhar pra frente’, imaginem como seria ‘olhar pra trás’ segundo a idéia de construir o futuro, autoria do generoso desinteressado incorporador…(se não publicarem mais este comentário sem ofensas, gostaria de saber a razão) Grato Cid

  3. Comentou em 20/01/2007 Clerton de Castro e Silva

    Nunca leio os textos do Sr.Ruy Acquaviva, São Paulo-SP – analista de sistemas, pois as coisas escritas por este comentarista não contribuem em nada para este espaço e nem merecem atenção. Porém, o referido senhor fez uma citação ao meu nome, me criticando em razão do meu texto sobre a professora universitária.’Vê se me erra’, Sr. Ruy, é uma expressão popular chula e bater boca, não se aplicava ao caso, pois eu estava apenas tentando debater um texto da ilustre professora. A intenção da mesma foi apenas agredir-me com palavras que acredito não fazerem parte do linguajar da mesma. Como também acredito que sua intenção com foi de defender a professora e sim, atacar-me gratuitamente.

  4. Comentou em 19/01/2007 Eduardo Guimarães

    Não posso crer que vocês consigam ver esse sujeito dizer-se ‘apartidário’ sem terem ataques de engulhos. Livre, leve e solto para insultar, caluniar, acusar as pessoas de partidárias, justo esse indivíduo. Que mundo é este, meu Deus? Como vocês podem censurar quem se porta com civilidade e dar espaço a um energúmeno desses? Não escrevo para publicarem este comentário. É irrelevante. Apenas não entendo por que critério se pautam.

  5. Comentou em 19/01/2007 Daniel Campos

    Não precisa publicar esse comentário Sr. Dines, pois ele é apenas para você ler. Por quanto vendeu a sua alma? Imagino que tenha sido uma soma considerável…

  6. Comentou em 17/01/2007 arlene fatima vicente

    Aí pessoal, eu tenho umas sugestõe para o nome do buraco,lá vai: buraco do chuchu, buraco do discipulo da opus dei, buraco do pinóquio da daslu. vamos votar

  7. Comentou em 17/01/2007 Maria do Carmo

    Soube que no dia 16/01a Redetv mostrou um quase linchamento do Serra e do Kassab, no local do acidente do Metrô, por populares e parentes das vitimas revoltados com a demora para retirada dos corpos. Vários jornalistas presentes, junto com PM s, formaram um cordão de isolamento para as pálidas ‘otoridades’ Serra e Kassab fugirem até seus carros e darem no pé. Presentes Folha de São Paulo, Estadão, Globo e demais e não deram nem uma notinha sequer sobre o ocorrido. E se fosse com Lula? Seria capa de Veja, plantão da Globo e primeira pagina de todos os jornalões com fotos coloridas e em movimento. É muito difícil não percerber que a mídia é tucana, parcial e manipuladora.

  8. Comentou em 17/01/2007 Jose de Almeida Bispo

    O buraco é tucano. E é isso que apavora a mídia paulista: ter que expor seu partidarismo mais uma vez. Por exemplo, um Elio Gaspari da Folha de São Paulo desviando o “foco” da irresponsabilidade tucana para as empreiteiras. É como seu o governo do Estado de São Paulo não fosse o responsável pela fiscalização do que acontece de ruim com seus cidadãos.

  9. Comentou em 17/01/2007 Jose de Almeida Bispo

    O buraco é tucano. E é isso que apavora a mídia paulista: ter que expor seu partidarismo mais uma vez. Por exemplo, um Elio Gaspari da Folha de São Paulo desviando o “foco” da irresponsabilidade tucana para as empreiteiras. É como seu o governo do Estado de São Paulo não fosse o responsável pela fiscalização do que acontece de ruim com seus cidadãos.

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