Quarta-feira, 18 de Julho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº996
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JORNAL DE DEBATES > CASO ISABELLA

A entrevista-emoção ao Fantástico

Por Ivo Lucchesi em 22/04/2008 na edição 482

É inegável que a Rede Globo conseguiu romper o cerco de silêncio, ao exibir, na edição do Fantástico de domingo (20/4), uma entrevista com os indiciados pelo assassinato de Isabella Nardoni. Sob o ponto de vista do chamado ‘furo jornalístico’, uma vez mais a TV Globo demonstrou o poder de suplantar qualquer concorrente.


Sabedor, de longa data, da máxima instituída por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (o Boni) de que a televisão deve provocar uma relação afetiva com o público, já supunha que a prometida entrevista viria carregada de emoção. Toda a programação concebida pela Rede Globo (e copiada pelas demais emissoras) tem de priorizar alta carga de emoção (essa é a palavra mágica). Telejornalismo, show, novelas, programas de auditório e coberturas outras devem ser capazes de injetar, no receptor, intensa dose de emotividade. Não importa que a gama de emoções possa adulterar verdade, distanciamento crítico ou objetividade. Tentemos, pois, compreender o que norteou a semiotização da entrevista.


Emoção sem perturbação


Primeiramente, destaque-se a duração da entrevista. Além de ocupar um bloco inteiro, ainda prolongou-se, com direito a intervalo, para outro tanto. Tempo, portanto, não faltou para fazer ao casal uma pergunta embaraçosa. Nada. O repórter foi incapaz de promover uma pergunta que, diante do já apurado, pudesse produzir alguma inquietação em qualquer dos dois entrevistados.


O que se viu, todo o tempo, foi uma madrasta chorosa que, segundo já havia sido noticiado pela imprensa, uma lágrima sequer derramou, ao longo de cinco horas de interrogatório, diante do delegado. Se eu sou o entrevistador, indagaria à madrasta esse comportamento, no mínimo, estranho. Ou será que, em nome do ‘furo jornalístico’, o teor da entrevista foi negociado, de modo a neutralizar o menor desconforto aos entrevistados? Se assim o foi, que valor jornalístico pode ter a entrevista?


Os indiciados nada acrescentaram, pois invocaram inocência. O repórter nada indagou que propiciasse qualquer perturbação. Que sentido, pois, terá a entrevista? Demonstrar quanto a Língua Portuguesa é desconhecida pelos entrevistados? Revelar que se trata de pessoas frágeis e de limitada densidade cultural? Permitir ao espectador deduzir que os indiciados são um casal que adorava a ‘filha-enteada’?


Será que o repórter desconhecia o fato de que, após a saída do casal do supermercado, com os filhos, todos foram a Guarulhos, no prédio dos pais da madrasta, para uma festa na qual, em dado momento, por algo que Isabella teria praticado, fez com que o pai, em tom grave, a repreendesse e, a partir daí, a família se retirou, com a promessa (ameaça) do pai de que ‘aquilo’ não ficaria assim? Será que o repórter, apesar do ‘segredo de justiça’, não poderia ter perguntado sobre o que ocorreu na tal festa, fato que a mídia já havia divulgado? Não, o ‘furo jornalístico’ limitou-se a dar ‘voz’ aos indiciados. A única questão invocada pelo entrevistador foi a respeito do sangue encontrado no carro, o que permitiu ao casal, simplesmente, responder que desconhecia.


Sentido do equilíbrio


É claro que não se poderia cobrar do repórter o papel do delegado. Entrevista não é interrogatório. Repórter não é delegado. Sim, quanto a isso, nada a obstar. Então, outra questão se apresenta: se, ao longo de 12 horas, somando o tempo do interrogatório dos indiciados, nada foi revelado por nenhum dos dois, o que esperaria o repórter extrair deles? Menos ainda, sem confrontação? Que finalidade jornalística, portanto, teve a entrevista exibida pelo Fantástico? Apenas uma: repassar ao receptor mais uma carga de teor emocional que, pela estética dominante, mais serviu à defesa do que para a imagem da polícia e da perícia.


Sou levado a crer que, pela flagrante expressão de fragilidade emocional dos indiciados, que a maior parte de telespectadores terá sofrido alguma alteração subjetiva na sua avaliação a respeito do caso. Quem, ao longo de dois blocos, acompanhou todos os momentos da entrevista tem tudo para deduzir que o casal jamais seria capaz de praticar o abominável crime. Trata-se, pois, de uma cobertura unicamente favorável à defesa, em detrimento do que a polícia e a perícia já haviam concluído.


Jornalisticamente, a entrevista teria o dever de preservar o sentido do equilíbrio: dar voz aos acusados, sem enfraquecer a denúncia contra eles. Se tal não ocorreu, o que se esgarça é a democracia. Estaremos no caminho certo? Não sei. Uma coisa, porém, é certa: mídia e democracia ainda não se afinaram.


***


Em tempo: O presente artigo foi escrito e expedido tão logo encerrada a entrevista; portanto, a avaliação levou em conta a entrevista em si. Eis, porém, que a edição do Jornal Nacional de segunda-feira (21/4) ofereceu belo exercício de telejornalismo crítico, pontuando e contrapondo declarações e comportamentos dos indiciados. Se tal estratégia estava planejada, ou se a própria emissora, após a exibição da entrevista, deduziu que precisava reajustar o enfoque, não importa. O que vale é o fato de, 24 horas após, a mesma emissora, em programa jornalístico, ter propiciado ao público uma abordagem destituída da perigosa ‘emocionalidade’, aspecto que pode induzir eventuais telespectadores a um juízo mais oscilante, quando expostos a matérias de maior apelo sensorial. Assim, quem, porventura, com a entrevista do Fantástico, tenha alterado sua avaliação até então (contra ou a favor do casal indiciado) teve, no dia seguinte, a oportunidade de reconsiderar, com base numa matéria que reduziu a zero a taxa de exploração da emocionalidade.

******

Ensaísta, articulista, doutor em Teoria Literária pela UFRJ, professor titular de Linguagem Impressa e Audiovisual da Facha (Rio de Janeiro)

Todos os comentários

  1. Comentou em 23/04/2010 CARLOS ALBERTO DA COSTA

    Até hoje não entendi porque o PSDB e o PT serem partidos políticos antagônicos, pois, seus fundadores e principais líderes e dirigentes tem a mesma origem política e ideológica e se consideram até amigos pessoais, como no caso do Suplicy e FHC (tem, até, uma casa de praia no mesmo condomínio, em Pinciguaba, há muito tempo), Mercadante com o Serra eram muito próximos, e outras alianças….
    Digo isso, porque, como disse, não compreendo esses dois partidos políticos que tem (ou tinham em seus projetos a mesma formulação, objetivo de governo) se fossem unidos, penso que teriam acabado com o resto do que sobrariam dos demais partidos fisiológicos. E cada um deles , PSDB e PT, não precisariam se aliarem a PMDB, PP, DEM e outros partidos de aluguel, para poderem governar o Pais. Coloco isso, apesar de ser uma tema velho, mas muito presente e atual. para saber como voces (OI) pensam sobre esse assunto e sabendo que o OI tem jornalista do porte de Dines, Matinas, Bucci entre outros, e penso que, ainda, não estão vendidos e mantêm suas opiniões e convicções.

  2. Comentou em 25/04/2008 Marco Antônio Leite

    Senhor Alencar lendo seus comentários cheguei à conclusão que se trata de uma pessoa esclarecida e culta. No entanto lamento sua posição quanto a acreditar no casal e, não acreditar nas investigações policiais, bem como, na promotoria e, neste cidadão que coloca as palavras com clareza. No meu caso não preciso ser um conhecedor profundo daquilo que ocorreu naquele dia no apartamento do ‘pai’ de da mulher, ela não era madrasta da menina, apenas tinha contato circunstancial, já expliquei o porquê, pois os fatos que provocaram tamanho desvio de conduta eles se encarregam de indicar os culpados, ou seja, eles estavam muito próximos da garota.

  3. Comentou em 24/04/2008 Marco Antônio Leite

    Lagrimas legitimas é uma coisa, lagrimas de crocodilo é outra coisa, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Vale informá-lo que a mulher do pai não é madrasta da menina, pois a menina tem mãe e mora com a mesma. Quanto a terceira pessoa ninguém viu entrar no prédio, como também se fosse um ladrão, primeiro, não mataria a garota, apenas subtrairia abjetos de seu interesse e fugiria. Ou então se trata de um inimigo figadal do pai que esta muito mais preocupado com a sua segurança e liberdade de ir e vir, do que com a filha que foi trucidada. Quanto à polícia ela tem muito subsidio para incriminar o pai e sua mulher pelo macabro crime que vitimou a Isabella, é apenas uma questão de tempo. O senhor esta confundindo ou misturando alhos com bugalhos, quanto à defesa do casal ela será feita nos tribunais não se pode desrespeitar a lei vigente. Pergunte há um bom advogado se a Justiça funciona dessa maneira ou não. No que diz respeito, a saber, como tudo se passou basta acompanhar as informações que vem aos montes pelos veículos de comunicação, isso porque conforme aparelho no veículo foram 14 minutos ao todo desde a chegada do ‘pai’ até a morte da criança. Por isso foi calculado que hipoteticamente essa terceira pessoa levou quatro minutos para fazer o que fez. Senhor Alencar não use o sentimentalismo de dó! Abraços…

  4. Comentou em 23/04/2008 Rogério Ferraz Alencar

    2. “Então, outra questão se apresenta: se, ao longo de 12 horas, somando o tempo do interrogatório dos indiciados, nada foi revelado por nenhum dos dois, o que esperaria o repórter extrair deles? Menos ainda, sem confrontação? Que finalidade jornalística, portanto, teve a entrevista exibida pelo Fantástico? Apenas uma: repassar ao receptor mais uma carga de teor emocional que, pela estética dominante, mais serviu à defesa do que para a imagem da polícia e da perícia.” Se, confrontado ou não, o casal não “revelou” nada, a “não-revelação” não é um indício de inocência? Se a única finalidade atingida pela entrevista foi servir mais à defesa do que à polícia (pois, até agora, a perícia inexiste, oficialmente), que mal há nisso? A única finalidade jornalística aceitável seria evidenciar a culpa do casal? Se, ao invés de culpa, o que se evidencia é a inocência, isso não é muito mais relevante, jornalisticamente? A entrevista não estaria dando ao casal, ao menos, o benefício da dúvida?

  5. Comentou em 23/04/2008 Paulo Alves

    A entrevista foi uma estratégia de defesa dos advogados. A Globo deve ter sido procurada pelos mesmos para receber a tal entrevista (afinal quantas emissoras não gostariam de recebê-la?), com a condição de aceitar que eles falassem o que quisessem. Toda a população já estava cobrando que o casal falasse alguma coisa, e a entrevista foi utilizada para tentar ‘acalmar’ os ânimos do povo. Por este motivo nada de comprometedor foi perguntado, provavelmente até as perguntas (poucas) foram combinadas previamente entre a produção do Fantástico e os advogados.

  6. Comentou em 23/04/2008 jorge silva

    A entrevista foi muito repetitiva, os acusados falarma a mesama coisa o tempo todo e nao disseram. O tempo longo foi so cansativo e sem conteúdo.

  7. Comentou em 23/04/2008 Andrea Paulino Santos

    Parabéns Ivo boas observações, o Brasil carece de jornalistas como você.

  8. Comentou em 23/04/2008 Linda Carvalho

    ‘Caso Isabela’ (é assim que a mídia e o público passou a chamar a morte brutal de uma simples e indefesa criança), vergonhoso, isso!!! É realmente lamentável como a mídia está tratando ‘esse caso”. Parece que estamos diante de um espetáculo, com diversos ‘artistas diferentes’, dentre eles, alguns que mais se destacam (Não será novidade se alguma revista masculina já estiver ‘sondando a área’). A população, por sua vez, levada pelo sensacionalismo emotivo da mídia, começa a se ‘descabelar’ diante do caso e sem medir consequências, sai atropelando de todas as formas aqueles que a mesma julga culpados. Enquanto isso, esquecem verdadeiramente da criança que morreu e das famílias desta pequena vítima que com certeza estão sofrendo bastante. Deixo aqui realmente a minha indignação e a minha tristeza em relação à ‘esse caso’. Por que, esse não é apenas um caso isolado que acontece, mas quantos casos desse tipo acontecem diariamente em nosso país, no entanto, a mídia faz vista grossa. Porque??? Nem todos os casos dão o tão almejado IBOPE.

  9. Comentou em 23/04/2008 Linda Carvalho

    ‘Caso Isabela’ (é assim que a mídia e o público passou a chamar a morte brutal de uma simples e indefesa criança), vergonhoso, isso!!! É realmente lamentável como a mídia está tratando ‘esse caso”. Parece que estamos diante de um espetáculo, com diversos ‘artistas diferentes’, dentre eles, alguns que mais se destacam (Não será novidade se alguma revista masculina já estiver ‘sondando a área’). A população, por sua vez, levada pelo sensacionalismo emotivo da mídia, começa a se ‘descabelar’ diante do caso e sem medir consequências, sai atropelando de todas as formas aqueles que a mesma julga culpados. Enquanto isso, esquecem verdadeiramente da criança que morreu e das famílias desta pequena vítima que com certeza estão sofrendo bastante. Deixo aqui realmente a minha indignação e a minha tristeza em relação à ‘esse caso’. Por que, esse não é apenas um caso isolado que acontece, mas quantos casos desse tipo acontecem diariamente em nosso país, no entanto, a mídia faz vista grossa. Porque??? Nem todos os casos dão o tão almejado IBOPE.

  10. Comentou em 23/04/2008 RENATO CUSTODIO

    O povo esta sendo muito idiota cara, quem concorda comigo que existe muitas crianças morrendo todo dia, seja por fome, sede, violência, ou qualquer tipo de falescimento. Na minha opnião existem muitas pessoas perdendo o seu tempo dizendo: ‘Oh coitadinha da Isabella era tão novinha’, ‘Meu Deus quem pôde fazer tal crueldade com ela’… e por ai vai. Tudo bem que isso foi uma barbaridade, que no meu conceito a pessoa que fez isso só pode ser louca ou sofre de um problema mental. Mas o povo brasileiro só esta tão ligado nisso porque essa família Nardoni tem uma certa elevação no nivel financeiro, pois como eu disse muitas crianças morrem todos os dias e ninguem fica na porta da delegacia atrapalhando os policiais a fazerem seu trabalho, por isso que ese caso está demorando muito para ser resolvido, sem contar que o governo esta gastando muito dinheiro com isso, pois imaginem : tantos policiais para fazer a segurança nas delegacias, para segurar um povo imbecil que não tem a mínima noçao do que se passa! Porque não fica em casa? Não tem o que fazer não? Valha me Deus! Como pode existir tantas pessoas ignorantes nesse mundo??? e essa é minha deixa.
    Agradeço a oportunidade de falar aqui!
    Boa tarde a todos!

  11. Comentou em 23/04/2008 Marli Andrade

    Aos meus olhos, a entrevista só serviu para aumentar ainda mais a minha indignação com estas duas pessoas que, no meu ponto de vista, praticaram um crime hediondo e para o qual a justiça deve ser rigorosa, implacável. Não dá para tolerar uma agressão seguida de morte a uma criança de pessoas que, por princípio, deveriam zelar pela sua proteção e integridade. É odioso.

  12. Comentou em 23/04/2008 Bruno Ricardo Santos

    Parabéns Ivo Luchessi pelo excelente texto. A minha impressão foi a mesma, ou seja, o propósito da Globo era ‘aliviar’ o casal das críticas que vinha sofrendo. Mas a polícia já sabe da verdade e ela virá com um peso de quem é jogado do 6º andar de um prédio. O importante de tudo é Áquele juiz lá de cima, Ele viu tudo que aconteceu e já fez o seu julgamento e os culpados irão pagar por esse ‘abominável crime’.

  13. Comentou em 23/04/2008 Edvaldo Pereira Silva

    é lamentavel, que a rede globo tenha baixado tanto o nivel para protejer dois monstros que se ficarem soltos vão fazer mais vitimas com certesa.

  14. Comentou em 23/04/2008 SHIRLEY CRISTINA

    Bom dia! achei a entrevista concedida a tv globo pelos nardones muito importante, pois até o momento eles só estão sendo acusados e não estao tendo a oportunidade de se defenderem,pois a policia nem se quer se enteressou de pelo menos investigarem um 3º suspeito, acredito que este casal seja inocente, pois vi sentimento e choro que foram de alma e nem um momento pareciam ser ipócritas, acho que eles deram intrevista a imissora certa, pois neste caso a tv globo esta sendo bastante coerente e respeitando tanto os supostos assasinos quanto as familias dos mesmos, diferente de outras emissoras que ficam o tempo todo levantando suposições, peço a Deus que ilumine esta investigação, e realmente mostre o verdfadeiro assasino, para que pessoas inocentes não sofra juntamente com suas familias e acabem pagando por um crime que não cometeu, que Deus tenha piedade de vocÊ pai e madrasta e se realmente forem inocentes não venhan pagar por algo que não cometeram.

  15. Comentou em 23/04/2008 acreucho jorge nascimento

    Na realidade a entrevista dos Nardoni na Globo, não acrescentou nem subtraiu nada ao caso.
    Alexandre e sua esposa, não conseguiram convencer ninguém, dava pra notar que era uma coisa combinada, instruída pelos advogados de defesa, uma tentativa de dizer ao povo o quanto a familia era unida, isso foi repetido à exaustão, porém, foi feito mecanicamente, sem emoção, sem sentimento. Os dois estavam distantes um do outro e falavam dos fatos como se não tivesse acontecido com eles, como se fosse com outra pessoa.
    Salaro, também não foi incisivo, como deveria ter sido em suas perguntas, que na realidade foram poucas, ele deixou o casal falar à vontade, certamente era o que estava combinado. A entrevista não esclareceu absolutamente nada.
    Nem mudou a opinião de ninguém.

  16. Comentou em 23/04/2008 Andresa Rizzo

    Que ridícula a entrevista concedida ao fantástico! O que é aquele Alexandre Nardoni que não coseguia terminar uma frase sequer, além daquele sorrisinho sarcástico e a ‘má drasta’ que respondia as perguntas olhando para baixo… Dinheiro não compra inteligência mesmo, o pai do Alexandre sempre lhe deu de tudo, ele não aprendeu a pensar sozinho, daí conheceu uma louca, que não precisou de muita coisa para fazer a sua cabeça e deu no que deu… A falta de criatividade e de inteligência pode ser percebida na história que uma terceira pessoa entrou no prédio.. Ainda bem que não sobrou para o coitado do pedreiro, afinal o pobre sempre leva a culpa…

  17. Comentou em 22/04/2008 iraci martins

    A entrevista toda foi muito bem ensaiada! Sendo que um sempre terminava a resposta do outro quando esse ‘esquecia’ a sua fala!
    a polícia deve sim investigar o terceiro çsuspeito. Para mim o pai do alexandre também é seu cúmplice e a orientação de jogar a menina pode muito bem ter partido dele.

  18. Comentou em 22/04/2008 iranice almeida almeida

    eu sempre achei desde o inicio que não foram eles que mataram a isabella,acho que a mãe da isabella tem algo a ver, ela esta apenas se fazendo de vitima, estou achando ela muito conformada,isso não e normal,cabe a policia averiguar.

  19. Comentou em 22/04/2008 joão maria fernandes

    Não assisti. Não quis perder meu tempo com tanto sensacionalismo. Só passei raiva, pois não estava na minha casa, onde poderia escolher outro canal e ver outra coisa. Na casa dos outros, só pude sair da sala e aguardar para ir embora. Deixa a policia trabalhar …. quantas noticias para serem noticiadas? Quantos debates importantes para serem apresentados? Tomara que não vire outra Escola de Base……. Não dá mais pra segurar tanta falta de respeito com os familiares da vítima e com a própria vítima…..

  20. Comentou em 22/04/2008 solange messinger

    Imagine!!!!! duas pessoas que estão sendo ‘injustamente’ condenadas pela sociedade, passando o vexame e o sofrimento que estão passando, etc…. etc…. um pai que perde ‘sua princesinha’, etc…. etc…. iriam dar uma entrevista para uma rede de televisão com uma tranquilidade daquelas!!!! Seráa que ainda tem alguém que acredita neles? Meu Deus!!!!!! Não precisa ser psicologo, psiquiatra, ou entender de doenças mentais para perceber aa excelente encenação passada na entrevista.

  21. Comentou em 22/04/2008 victor grisi

    Até criei uma comunidade no orkut pra o qnt é ruim o nível cultural do casal!

    http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=51486926

  22. Comentou em 22/04/2008 Zuleica de Campos

    Respostas muito mal ensaiadas, sem conteúdo algum que pudesse acrescentar alguma coisa.
    Ambos cometeram mais um assassinato, o da língua portuguesa. Infelizmente não me comoveram nem um pouco.
    E ainda conseguem falar em Deus?????
    Creio que se há uma terceira pessoa, deve ser justamente a pessoa que passou a noite limpando os vestígios e pistas que estes dois deixaram para tráz; pois para mim eles não tiveram tempo de limpar nada, então alguém deve ter feito este trabalho sujo por eles, e na mesma noite fatídica.

  23. Comentou em 22/04/2008 Edimar Bandeira

    Perdi meu sono, estraguei minha vista e ocupei meus ouvidos para pura inutilidade da entrevista com o casal assassino. Nunca ví tamanha incompetência em uma reportagem/entrevista. Estou indignado!! Pelo andar da carruagem, estou temeroso de que no final, a Isabella seja a culpada.Assim mnão é possível, gente !

  24. Comentou em 22/04/2008 ANTONIO LOPES

    E UMA PENA QUE AINDA HOJE OS BRASILEIROS SE DEIXEM ILUDIR PELAS INUTILIDADES QUE A REDE GLOBO PASSA EM SUA PROGRAMAÇAO.PENSO QUE ESSA ENTREVISTA DEVE TER SIDO IGUAL OU PARECIDA COM A MANIPULAÇAO DOS FATOS QUE ELES FAZEM SOBRE A POLITICA OU DURANTE OS RIDICULOS DEBATES DE CANDIDATOS A QUALQUER ELEIÇAO.ESSA EMISSORA JA PERDEU CREDIBILIDADE HA MUITO,PELO MENOS DE PESSOAS QUE PENSAM E NAO SE DEIXAM MANIPULAR.ALIAS ESTA MUITO DIFICIL ACHAR NA TV BRASILEIRA UMA EMISSORA QUE SE PRESTE A PASSAR ALGUMA COISA UTIL.AZAR FOI DA GLOBO QUE QUIS SAIR NA FRENTE QUERENDO GANHAR AUDIENCIA

  25. Comentou em 22/04/2008 Andre Parreiros Pressos

    Tanta calamidade no país da injustiça. Duvido que estes canalhas sejam presos por estas leis penais fajutas do Brasil. Os Deputados criminosos fazem as leis, os juízes lalau jugam, a imprensa dá o álibi e a população fica assistindo ao BIG Brother.

    lembram da Daniela Perez – morta por um lunático artista da Globo? o lunático tá livre.
    e o promotor que matou a mulher em são paulo (Igor de alguma coisa), tá fugido recebendo salário da justiça!!!é brincadeira?
    e o Champinha ? tá livre!!!
    e o pimenta neves que fuzilou a namorada? tá livre!!!
    e o medico monstro que esquartejou a amante? tá livre.
    o caso Isabela é apenas mais um. Foi bom pra imprensa que vendeu jornal pra valer (principalmente a Globo). Quando cair no esquecimento da população sem-cérebro, virão outros casos Isabela. e o circo continua. Justiça nunca.
    É como dizia o filósofo: tá dominado, tá tudo dominado.

  26. Comentou em 22/04/2008 Andre Parreiros Pressos

    Tanta calamidade no país da injustiça. Duvido que estes canalhas sejam presos por estas leis penais fajutas do Brasil. Os Deputados criminosos fazem as leis, os juízes lalau jugam, a imprensa dá o álibi e a população fica assistindo ao BIG Brother.

    lembram da Daniela Perez – morta por um lunático artista da Globo? o lunático tá livre.
    e o promotor que matou a mulher em são paulo (Igor de alguma coisa), tá fugido recebendo salário da justiça!!!é brincadeira?
    e o Champinha ? tá livre!!!
    e o pimenta neves que fuzilou a namorada? tá livre!!!
    e o medico monstro que esquartejou a amante? tá livre.
    o caso Isabela é apenas mais um. Foi bom pra imprensa que vendeu jornal pra valer (principalmente a Globo). Quando cair no esquecimento da população sem-cérebro, virão outros casos Isabela. e o circo continua. Justiça nunca.
    É como dizia o filósofo: tá dominado, tá tudo dominado.

  27. Comentou em 22/04/2008 san asaph

    não cosegui engolir a entrevista não entendo o que a emisora tentou passar

  28. Comentou em 22/04/2008 san asaph

    não cosegui engolir a entrevista não entendo o que a emisora tentou passar

  29. Comentou em 22/04/2008 Damares Rocha

    Acho que a globo pode contratar o casal para sua próxima novela Ciranda de Pedra os dois foram colocados para falar nada, repetir e não dizer absolutamente nada, uma reportagem sem sentido nenhum e a globo foi conivente com os acusados e com os advogado, uma vergonha para todos, quanto será que eles pagaram para ir ao ar tal entrevista!

  30. Comentou em 22/04/2008 joao martins

    Não sei se é um delírio meu, mas penso que ao colocar todos os holofotes sobre este caso (de fato horroroso) a mídia criou uma outra possibilidade a de ocorrer outra barbaridade. O povo se revoltou, viu no casal o “bode-expiatório” de tudo que há de ruim no Brasil, no mundo e dentro de si mesmo. O que se viu na mídia: delegacia e prédios cercados, gritos de desaforo, rojões, pedradas, etc. Parece que ao dar tamanha publicidade, aliada aos mecanismos psíquicos coletivos criou-se o perigo de o povo se vingar contra o casal – o que feriria o estado de direito, ou se vingar contra inocentes (os pais do casal). Parece que diante de tal percepção (a minha) a mídia precisou recuar um pouco e conceder o benefício da dúvida, mesmo que frágil em sua argumentação.

  31. Comentou em 22/04/2008 regina muniz

    A entrevista com certeza foi um fiasco, uma armação por parte dos advogados e dos indiciados com a conivência da Rede Globo, mas acredito que ninguem, em um caso como esse, vai se deixar levar por esse teatro mal feito com atores de péssima qualidade.
    Espero que a justiça seja feita e o mais rápido possível pois nós temos o direito de ligar a TV e não sermos mais bombardeados com tantas suposições e mentiras. Nossas crianças merecem uma resposta e o direito a não ter medo.

  32. Comentou em 22/04/2008 André Ferreira

    Realmente, do ponto de vista jornalístico, a performance ‘global’ foi de se lamentar. Primeiramente, pelas cansativas chamadas dos apresentadores para uma entrevista, dando um ar de sensacionalismo num caso que deveria ser levado mais a sério pela mídia. Eu assisti somente ao primeiro bloco das entrevistas e percebi claramente o clima amistoso entre as partes. Terminada a primeira parte, tive a certeza de que as perguntas que todos os telespectadores esperavam ver respondidas viria na segunda parte. Mas soube no dia seguinte que não foi revelada tanta coisa além daquilo que eu já tinha visto. Tirando as lágrimas de crocodilo da madrasta (cadê as lágrimas, os olhos vermelhos, o rosto inchado?) e o indiscretos sorrisos do pai, não houve nada que acrescentasse à análise geral de tudo o que foi dito até agora. A matéria que supostamente foi feita para contrapor as provas levantadas, não serviu senão para mostrar uma dor muito mal ensaiada de ambos. Cheguei a pensar que se tratava da velha estratégia do repórter de começar por perguntas mais simples, ganhando a confiança do entrevistado, para finalmente pressioná-los, coisa que infelizmente não ocorreu. Para o telespectador, imagino, a entrevista soou como um drama sem dor, um filme sem final, uma comida sem tempero.

  33. Comentou em 22/04/2008 ledenildes almeida rodrigues

    É completamente visível o crime que este casal cometeu, ele em momento nenhum derramou uma lagrima, buscou no mapa mental dele a imagem da filha no caixao e nem assim conseguiu ser verdadeiro….ele a matou e pior de tudo acobertou o crime da madastra… é chocante!!!espero que nao fique impune e nem ficara pois se o homem falha …DEUS nao!

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