Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

JORNAL DE DEBATES > FOGO SOBRE GAZA

A grande mídia e a grande mentira

Por Alexandre J. Eisenberg em 13/01/2009 na edição 520

‘Nunca passaria por suas cabeças inventar mentiras colossais, nem acreditariam que outras pessoas fossem atrevidas a ponto de distorcer a verdade de maneira tão infame. Mesmo que os fatos demonstrem claramente tratar-se de uma grande mentira, ainda assim duvidarão, hesitarão e continuarão a pensar que deve haver outra explicação’ [Adolf Hitler, Minha Luta, vol. 1, cap. X].

O trecho acima, retirado de um livro publicado em 1925, revelava uma verdade há muito conhecida por líderes e pensadores políticos, desde Tito Lívio, passando por Maquiavel, até os dias de hoje. As diferenças entre a antiga propaganda romana e as grandes empresas de comunicação de nosso tempo estão antes nos meios que nos fins. Os meios sofreram uma grande mudança no século 20 devido à adoção no Ocidente, após os horrores da II Guerra Mundial, do ‘ideal democrático’. Nas chamadas democracias, quando os meios se tornam impopulares é preciso trocá-los, o que não necessariamente implica em trocar os fins.

Se por um lado é verdade que o acesso à informação é hoje muito maior que em qualquer época passada, por outro lado a qualidade da informação, embora melhor que antes, não melhorou na mesma proporção. Isto porque aqueles que determinam o nosso futuro nunca abandonaram o antigo ideal romano de paz – a pax romana, que hoje as grandes empresas de comunicação, os governantes das democracias e a maior parte de nossos intelectuais exigem do Estado de Israel. Mas não apenas de Israel. Já o exigiram da ex-Iugoslávia, entregando a Croácia aos ustasha fascistas e a Bósnia aos radicais islâmicos, em seguida da Sérvia – que perdeu o Kosovo para os radicais islâmicos – e em breve também o exigirão da Índia e do Sri Lanka. Mas cada um a seu tempo, pois a grande mentira só é eficaz se ubíqua e duradoura, e não seria possível mentir tanto sobre Israel se a grande mídia dividisse o seu foco com a recente invasão de Kilinochchi e a arrasadora derrota, pelo governo do Sri Lanka, dos separatistas tigres tamil, que buscavam um Estado independente dentro daquele país, usando para tanto do mais bárbaro terrorismo, semelhante àquele preferido pelo Hamas e pelo Fatah na Palestina, ou Terra Santa, ou Terra de Israel. Nem seria possível mentir tanto sobre Israel se o foco fosse dividido com o recente genocídio de negros no Sudão perpetrado pela elite árabe que domina esse país. Afinal, quem olharia com tanta atenção para os cerca de 800 árabes mortos (a maioria dos quais militantes do Hamas) em Gaza nos ataques israelenses se fossem igualmente (isto é, diariamente pela TV) expostos às cenas do gigantesco mar de cadáveres (as cifras mais confiáveis variam de 300.000 a 500.000) e desabrigados-desapropriados-famintos (mais de dois milhões) do Sudão?

Omissão e desinformação

Mas a estratégia dos grandes empresários da mídia internacional, de quem a mídia brasileira cada vez mais reproduz informação, e cujos interesses são os mesmos dos governos dos países ricos, não se restringe à desinformação. Tão importante quanto desinformar é omitir. A cobertura do conflito árabe-israelense se divide em duas frentes: (1) a cobertura das guerras em si (não apenas a atual em Gaza) e (2) ‘resumões’ da história da região. Na cobertura das guerras, a mídia relega a plano secundário ou omite completamente os ataques do lado árabe, focando no que descreve como ‘desproporcionalidade’ e ‘desumanidade’ dos ataques israelenses. E os ‘resumões’ da história da região produzidos por meios como BBC, CNN, Time, Le Monde, O Globo ou Folha de S.Paulo, embora também desinformem, primam pela omissão.

No primeiro caso, o das guerras em si, o espectador (pois a força da cobertura está nas imagens pela TV) vê os ataques israelenses e seus resultados e apenas raras cenas de foguetes ou mísseis lançados pelo Hamas. As redes internacionais de TV não estiveram nas cidades do sul de Israel desde a retirada de Gaza em 2005 até o início da atual reação israelense para filmar as centenas de foguetes e mísseis lançados de Gaza às cidades de Sderot, Ashkelon, e mais recentemente Ashdod e Beer-Sheva, onde atingiram casas e escolas, matando, ferindo e traumatizando a população local. Se o público espectador tivesse recebido informações diárias sobre os ataques do Hamas e da Jihad Islâmica contra Israel a partir de Gaza desde 2005, no mínimo acharia estranho que, justo após a retirada israelense total de Gaza, com direito à expulsão sumária de 9.000 judeus que ali viviam, os árabes de Gaza, que tanto reclamavam da ocupação, viessem a retribuir Israel com foguetes e mísseis.

No segundo caso, os ‘resumões’ sobre o conflito na grande mídia omitem informações cruciais e, não raro, simplesmente desinformam.

Problema não é territorial

A Folha de S.Paulo, por exemplo, assim como toda a grande mídia, se refere aos habitantes não-judeus daquela região como ‘palestinos’ (confira aqui). Está desinformando, já que palestinos são todos os nascidos na Palestina, independente da etnia a que pertençam. Palestina nunca foi nacionalidade ou etnia, mas tão somente uma região geográfica (para a origem do termo, clique aqui). O uso do termo ‘palestino’ para designar o árabe da Palestina surgiu a partir de 1967 quando, após a derrota na Guerra dos Seis Dias, a OLP, aproveitando-se da simpatia das esquerdas ocidentais e da URSS por conta de uma nascente ajuda militar estadunidense a Israel no contexto da Guerra Fria, passou a usar o termo ‘palestino’ para forjar a idéia de que os árabes da região seriam autóctones e os judeus seriam imigrantes usurpadores – uma forja especificamente voltada para atrair a simpatia das esquerdas ocidentais, cuja irracionalidade em seu combate ao racionalíssimo establishment americano é responsável por sua decadência atual e conseqüente subserviência a este. Falhada a guerra convencional, teve início então a guerra da propaganda, que Israel vem perdendo desde então com incompetência vexatória.

Mas dois fatos-chave dentre os omitidos pela grande mídia são fundamentais para compreender a derrota de Israel na guerra da propaganda:

1) Ao contrário do que se reporta, a grande maioria dos palestinos não-judeus é descendente de imigrantes que chegaram à Palestina no fim do século 19 e início do século 20, ou seja, à mesma época das primeiras migrações sionistas. Parte desses imigrantes não-judeus eram muçulmanos de diferentes regiões do império turco – inclusive da Bósnia – realocados pelas autoridades turcas para a Palestina num esforço de evitar uma maioria judaica na região. Os demais imigrantes não-judeus eram árabes de outras partes do império turco atraídos para a Palestina por razões de oportunidades econômicas (veja documentação aqui), da mesma maneira que muitos árabes, judeus e magrebinos migraram de países islâmicos para a França ou EUA no século 20 atraídos por melhores oportunidades. A população árabe palestina de hoje é, portanto, em sua grande maioria, tão descendente de estrangeiros quanto a população judaica.

2) O barbarismo da violência de grupos como o Hamas e o Fatah contra Israel não tem nada a ver com a ocupação dos territórios da Judéia, Samária e Gaza a partir de 1967. Em 1929, o chefe religioso muçulmano da Palestina britânica, Amin al-Husseini, organizou o pior massacre de judeus na cidade de Hebron. Esses judeus não eram imigrantes, mas sim, nativos religiosos, descendentes dos poucos judeus que voltaram à sua terra natal pouco após a expulsão promovida pelos romanos no século 2, o que mostra que o problema não era territorial, e sim, a transgressão da dhimma, norma islâmica que obriga a submissão de judeus e cristãos em terras do califado.

Propaganda nazista

Mais adiante, durante a II Guerra Mundial, o mesmo Amin al-Husseini se tornou um nazista atuante, tendo sido responsável não só por recrutar um batalhão muçulmano na Bósnia para as forças alemãs (a divisão Handzar) como foi um dos arquitetos do genocídio que dizimou mais de 5 milhões de judeus europeus (ver documentação aqui). Foi procurado posteriormente por crimes de guerra não só na Alemanha, mas principalmente na Iugoslávia, onde foi pessoalmente responsável pelo assassinato de dezenas de milhares de sérvios, judeus e ciganos.

Al-Husseini, do mesmo clã de Yasser Arafat (cujo nome completo era Mohammed Abdel Rahman Abdel Raouf Arafat al-Qudwa al-Husseini) foi o mentor de Arafat e o pai ideológico do Fatah (documentação aqui e aqui). Quanto ao Hamas, sua origem está na Irmandade Muçulmana, sediada no Egito, a qual também se aliou a Hitler na II Guerra Mundial (ver aqui). A carta de fundação do Hamas é explícita em sua meta única de destruir Israel, e sua linguagem anti-judaica é inteiramente retirada da propaganda nazista (leia aqui).

Versão islâmica de Hitler

Diante desses fatos, pode-se observar que a atual propaganda anti-Israel predominante na grande mídia se usa, em alguns casos inadvertidamente, exatamente da tática da ‘grande mentira’, descrita na citação que abre este artigo. O objetivo da demonização de Israel na mídia é a deslegitimação deste país e sua possível dissolução através de tropas internacionais, provavelmente da Otan, como foi no caso da Iugoslávia. Trata-se de uma empreitada difícil, mais difícil do que foi a dissolução da Iugoslávia nos anos 1990, pois é preciso primeiro convencer o Ocidente de uma malignidade intolerável do Estado de Israel através justamente de uma campanha de propaganda maciça, como a que vemos hoje em toda a grande mídia, bem como nas mídias alternativas de extrema-esquerda e extrema-direita, semelhante à campanha de demonização dos sérvios que preparou o Ocidente para o bombardeio de Belgrado.

Na Alemanha nazista, a ‘grande mentira’ era a de que os judeus eram perigosíssimos porque conspiravam pela dominação do planeta. De nada adiantava olhar para a realidade nua e crua da pobreza da maior parte dos judeus europeus, pois os séculos de doutrinação anti-judaica das igrejas pesavam mais que aquilo que os olhos podiam ver por si mesmos. Os europeus só caíram em si quando tiveram de olhar de frente para os horrores do Holocausto, que tacitamente lhes revelou que o ‘grande poder’ dos judeus era uma farsa que levou a Europa à ruína.

Mas o Holocausto passou longe do Islã e por isso a doutrinação nazista de Amin al-Husseini e da Irmandade Muçulmana nunca arrefeceu. Ao contrário, fundiu-se com a jihad conclamada pelo líder muçulmano dos árabes palestinos que havia escapado dos tribunais europeus, dando origem ao Fatah e posteriormente ao Hamas. A propaganda anti-Israel da grande mídia hoje nada mais é que a versão islâmica, devidamente ocidentalizada, da ‘grande mentira’ de Hitler, por herança direta do próprio.

Expansão muçulmana na Ásia

Resta compreender por que o Ocidente comprou o islamo-fascismo disfarçado de socialismo e anti-colonialismo. Como foi possível jogar no lixo as duríssimas lições da II Guerra Mundial a ponto de termos hoje ‘a grande mentira’ de novo estampada em todos os jornais e canais de TV, nas grotescas inversões de um José Saramago, para quem Israel é ‘um Estado nazista’, um cardeal Martino, alto representante do Vaticano, para quem Gaza é ‘um campo de concentração’, ou um ex-estadista, Jimmy Carter, para quem Israel pratica o apartheid?

A tática de Hitler, a mesma de Tito Lívio e Maquiavel, funcionou então e está funcionando hoje. Não basta mentir pouco. É preciso dizer que preto é branco e que branco é preto para obter credibilidade pelo medo. É preciso que o mesmo Vaticano que articulou a dissolução do partido central católico alemão para que Hitler chegasse ao poder, e que hoje canoniza o homem que realizou este feito, diga que Gaza é um ‘campo de concentração’, ou que o mesmo Jimmy Carter que, na contramão da história ocidental, patrocinou o islamismo radical para erradicar a URSS, diga que Israel é um apartheid para que o Ocidente mais uma vez acredite que os judeus, hoje na forma de seu país, são um grupo maldito e perigoso, cuja perfídia ameaça a todos.

Quando a grande mídia banaliza ou destrói o significado de palavras como ‘genocídio’, ‘campo de concentração’, ‘nazismo’ ou ‘apartheid’ é porque o Ocidente mais uma vez está por afundar no caos e, obviamente, não será a dissolução ou destruição do Estado judeu que resolverá o problema, assim como o assassinato em massa dos judeus europeus entre 1939 e 1945 não resolveu este mesmo problema há apenas 63 anos.

Por fim, o foco único da grande mídia sobre a guerra em Gaza tem por objetivo a dissolução do Estado judeu, que é o preço exigido pelo Islã para apoiar o projeto estratégico dos EUA e seus aliados europeus de fomentar e financiar o separatismo das enormes minorias islâmicas da Índia e da China e a radicalização das antes seculares repúblicas soviéticas de maioria islâmica. Sem a expansão do terrorismo islâmico na Ásia – a única força capaz de conter e sabotar o crescimento econômico das potências asiáticas –, a hegemonia ocidental sobre o planeta tem os seus dias contados. Dissolver Israel pode custar caríssimo em perdas humanas numa grande guerra regional, mas talvez não tão caro quanto custou o financiamento do III Reich pela elite americana. Portanto, para os donos do dinheiro vale o risco. Talvez não seja por outra razão que o príncipe saudita Alwalid bin Talal, o quinto homem mais rico do mundo, já possua bilhões de dólares investidos tanto na News Corporation (Fox News e outros), como na Time Warner (CNN e outros), supostamente concorrentes entre si. Afinal, a propaganda não é a alma do negócio?

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Professor universitário

Todos os comentários

  1. Comentou em 23/01/2009 Fábio Mercadante

    Curioso o comentário que apareceu aqui do Hélio Aparecido dos Santos. Como tantos outros, prima pela retórica. Assina ‘historiador’ como argumento de autoridade. Desfila uma história charmosa de Sokoal para exibir-se culto, ocupando boa parte do seu comentário, essencialmente vazio. Novamente retórico, sem apresentar qualquer argumento, o mestre historiador desconsidera totalmente o conteúdo do artigo e busca (outra falácia) atacar o autor daquele. E ainda reclama da falta de ‘veto’ do OI para artigos. Curiosa postura. Ou evidencia de ignorancia, despreparo intelectual ou, no mínimo, preguiça. Por fim, ameaça deixar de ler o OI. Seria pirraça ou será que teria encontrado documentos mais interessantes no rico arquivo público de Mato Grosso, de modo a ocupar-lhe as tardes ali? Desça do seu pedestal, você não é o Sokoal e até aqui não mostrou conhecer nada para assinar com propriedade ‘historiador’. Nem aqui e tampouco na academia, sua produção acadêmica é pífia, inexistente.

  2. Comentou em 20/01/2009 Hélio Santos

    Lendo esse texto, recordei a tão famosa e hoje quase esquecida polêmica que o físico A. Sokoal protagonizou. Em abril de 1996, Alan Sokal publicou um artigo na ‘conceituada’ revista Social Text, texto repleto de argumentações infundadas e sem sentido. O mesmo Sokal desmascarou sua paródia com a publicação de outro artigo na edição de maio/junho de 1996 em outra revista, desta vez na Língua Franca. No segundo artigo, Sokal detalha as incoerências existentes no primeiro e explica algumas de suas motivações em evidenciar os usos indiscriminados de conceitos por parte de alguns intelectuais ‘pós-modernos’. E por que me lembrei de Sokal? Porque não passa pela minha cabeça que alguém escreveu o que esse tal “Alexandre J. Eisenberg”, sem ter sido um pastiche, uma ‘pegadinha’ de péssimo gosto para ridicularizar o OI pela sua publicação. Ora, o OI sempre preza pelo rigor no que vincula, mas o tal Alexandre conseguiu vincular um texto cheio de incoerências e erros, com falsificações e supostos documentos que comprovam. É provável que os responsáveis pelo OI publicaram o texto com medo de vetá-lo, pois isso poderia soar como anti-semitismo. Então publicaram. Espero que o autos faça, como fez Sokal, o desmascaramento desse seu ‘artigo’. Mas, se isso não foi de fato o que aconteceu, o OI perde em credibilidade e, com mais alguns casos desses, irão perder um de seus leitores.

  3. Comentou em 19/01/2009 Alberto Porem Jr.

    Caro Sr. Alexandre,
    escreveu, escreveu, escreveu, mas uma coisa lhe digo, NADA JUSTIFICA O ASSASSINATO DE CRIANÇAS. NADA.
    Aqui no interiorzão, crianças são chamadas de anjos. Quando morre um anjinho é uma comoção. Sabe porquê? Por que são seres puros, sem maldade, a essência da natureza humana. Agora se os judeus estão certos, se o Hamas é terrorista, isto são coisas de gente grande e coisa de gente grande é FALTA DE SEXO! Põe estes judeus e palestinos num grande bordel com muito homem e mulher pra todo gosto que resolvem facilmente a situação.
    Agora saiba que morrendo anjinhos como estamos vendo ao vivo e a cores, sim porque as imagens não mentem, não importa quem matou o que importa é que NÃO PODE MATAR ANJINHOS! NEM UMA AÇÃO JUSTIFICA A MORTE DE CRIANÇAS!
    Se você tem filhos sabe do que digo. Queria ver sua reação se por um motivo qualquer dois vizinhos seus invadissem sua casa para um acerto de contas e matassem os filhos deles que estavam brincando na sua casa e ‘de quebra’ sobrasse uns dez tiros em seus filhinhos, queria ver se você ia falar que um dos dois estava certo e o outro errado. Palestinos e Israelenses devem ir para casa fazer sexo e bem feito, em vez de guerrear e matar anjinhos.

  4. Comentou em 16/01/2009 Fernando Andrade

    A publicação deste texto sionista é uma mensagem clara que diz, com todas as letras, que Alberto Dines, por ser judeu, apóia o genocídio israelense.

  5. Comentou em 16/01/2009 Fernando Andrade

    A publicação deste texto sionista é uma mensagem clara que diz, com todas as letras, que Alberto Dines, por ser judeu, apóia o genocídio israelense.

  6. Comentou em 16/01/2009 Flavio Salles

    Sobre o assunto visitem o link abaixo, trata-se de um outro angulo não tratado pela Mídia (que eu saiba) :

    http://www.December18th.org

  7. Comentou em 16/01/2009 Frederico Müller

    Meu caro Eisenberg.
    A ‘grande mídia’ não demoniza o Estado judeu.
    Acredito que o próprio governo acaba por despertar o repúdio das pessoas.
    Aliás, sobre a ‘grande mentira’, não permitir que jornalistas, sejam eles da ‘grande mídia’ a que você se refere, seja de qualquer outro véículo de comunicação tenham acesso a zona de conflito, é um grande desserveriço a tão defendida ‘verdade’.

  8. Comentou em 15/01/2009 Eduardo Prado

    Artigo míope, infeliz e carregado de distorções históricas. Não vou comentar mais porque outros leitores expuseram muito bem o que eu também penso a respeito desse artigo e de seu autor. Quero, no entanto, expressar meu pesar e decepção por ter lido algo assim no Observatório, um espaço que eu sempre respeitei. O autor abre o artigo falando em mentira, pois bem, talvez esse espaço esteja perdendo a credibilidade que seus criadores se esforçaram tanto por construir.

  9. Comentou em 15/01/2009 Novaes Novaes

    Prezado senhor:

    Acho que deveria assistir à entrevista do historiador Ilan Pappe para ficar melhor informado sobre história.
    http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM944425-7823-SILIO+BOCCANERA+ENTREVISTA+ILAN+PAPPE,00.html
    Atenciosamente,

  10. Comentou em 15/01/2009 Paulo Campos

    abrir o texto citando Hitler seria cômico se não fosse trágico. Fechar o texto associando Bin Talal à CNN , elite americana e II I reich seria trágico se verdadeiro. Felizmente é só hilariante. Querem saber o que pensam os generais do IDF? acessem
    http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-3605863,00.html
    e vejam até onde se avoluma a desrazão .

  11. Comentou em 15/01/2009 Patrick Lucas

    Qualquer coisa que não seja o imediato cumprimento das resoluções da ONU (todas!), sob a égide do Direito Internacional, é ilegal, imoral e retira toda e qualquer amparo às atitudes do Estado de Israel.

  12. Comentou em 15/01/2009 Paulo Bandarra

    Havia sete milhões de refugiados fugidos do Talibam em países vizinhos quando do ataque das torres gemeas. Que fim levaram eles? Para os jornalistas não éinformação que interessa.

  13. Comentou em 15/01/2009 Mauro Wainstock

    Quando lidamos com o mundo gago, repetitivo, que fala em genocídio e desproporcionalidade, de maneira tão constante quanto hipócrita; tão convincente quanto cínica, e que reluta em ouvir as palavras paz e justiça, ele se transforma no mundo surdo, mais pela inércia e pelo desconhecimento, do que pela deturpação proposital da inegável racionalidade. Que apelida o terrorismo de resistência, e qualifica a morte como bênção divina. É o verdadeiro mundo míope. Vencer a guerra é conseguir fazer com que o mundo da paz acorde o mundo consciente e, juntos, eliminem o mundo irracional.

    Por que os ‘humanistas’ de plantão, especialistas em diabolizar Israel, que surgem como técnicos de futebol em ano de Copa do Mundo não alertam para as “areias movediças” do mundo selvagem, como a divulgação de fotos deturpadas, informações manipuladas e declarações teatralizadas ?

    O mundo da inteligência precisa encontrar urgentemente o mundo da ação – e da conciliação. Que o mundo da paz possa comemorar algum acordo definitivo no Oriente Médio e que as palavras “Shalom” e “Salam” sejam realmente sinônimas de harmonia, convivência e civilidade no mundo do futuro.

  14. Comentou em 14/01/2009 Jorge Mercadante

    Se Israel realmente quisesse matar todos os palestinos como acusam por aqui, teria já feito isso de forma mais rápida e barata, não deixando pedra sobre pedra.

    Quanto as criticas ao ultimo parágrafo do articulista, só dizer que tal coisa não existe não basta. É preciso argumentar solidamente.

  15. Comentou em 20/10/2008 Otávio Costa

    Na sexta feira lendo o jornal Estado de Minas li uma notícia onde alguns jornais americanos declararam apoio a um candidato que disputa a presidencia.
    Como no Brasil essa prática não é comum (pelo menos não claramente), gostaria de propor a discussão do assunto.

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