Segunda-feira, 18 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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JORNAL DE DEBATES > DEPOIS DA CAMPANHA

A ofensiva contra a mídia

Por Alberto Dines em 02/11/2006 na edição 405

Qual a razão da súbita ofensiva contra a mídia um dia depois da estrondosa vitória do último domingo? Se o presidente reeleito dá provas efetivas da sua disposição de aproximar-se da imprensa, então por que esta sucessão de episódios na direção contrária sugerindo um clima de ameaças ao exercício do jornalismo?


Existem várias hipóteses para explicar a disparidade e o paradoxo. Uma das hipóteses, a mais humana e a mais compreensível, refere-se ao estresse. As equipes do governo e do PT estariam simplesmente esgotadas pela tensão dos últimos dois meses. Neste estado, as reações são exageradas, impensadas, e como há muita gente envolvida, sai tudo pelo avesso, desordenado.


Numa outra linha de raciocínio, estão as hipóteses do tipo conspiratório: de acordo com elas, a intenção de aproximar-se da mídia acompanhada por uma série de trancos seria uma forma de manter a mídia na defensiva, impedida de forçar as investigações a respeito dos desdobramentos do malogrado Dossiê Vedoin.


Papel essencial


Nos próximos dias, em seguida à primeira entrevista coletiva do presidente, as dúvidas talvez possam ser esclarecidas. Enquanto isso é preciso lembrar que esta blitz antimídia com cara de revanche prejudicou a agenda de uma discussão séria a respeito da estrutura da mídia em nosso país.


Ao se desgastarem numa briga em torno dos procedimentos jornalísticos no período eleitoral – no qual nem o governo nem o PT têm razão alguma – queima-se uma preciosa chance de iniciar o debate estrutural sobre mídia e que jamais foi ensaiado.


O feriadão talvez sirva para o repouso dos guerreiros e a sua substituição por estrategistas menos tensos e desgastados. Então ficará claro que a mídia é essencial para levar adiante o projeto de reconciliação nacional. Com os mensageiros assustados a mensagem chega sempre truncada aos destinatários.

Todos os comentários

  1. Comentou em 03/10/2008 Titto Martins Martins

    Ola, enviei um email pra vocês na esperança que nos ajude a divulgar nosso espetáculo infantil QUE ESTREIA NO MES QUE VEM. DONA CHICA E O CASO DO GATO TRAPACEIRO.
    Eu fico no aguardo de uam hora oportuna.

    Release

    DONA CHICA E O CASO DO GATO TRAPACEIRO
    Infantil: Texto e Dir. Charles Holanda.
    É a história de uma vovó e sua neta que abrigam em casa um gato muito malandro, que depois de aprontar muito, aprende a lição.
    Com: Eliana Ferraz, Titto Martins, Bianca Rosse e Leandro Ribeiro

    Espetáculo: Dona Chica e o Caso do Gato Trapaceiro
    Espaço: Alberico
    Rua Benedito Calixto, 159 – Pinheiros
    Apresentações: 02 de Novembro até 30 de novembro
    Todos os Domingos às 16hs
    Informações: 3064-3920

    Ingressos: R$: 10,00 Crianças até 12 anos (grátis menores de 3 anos)
    R$: 20,00 Público em geral

  2. Comentou em 07/11/2006 Luis Sousa

    Caro Dines,
    Lamentável tambéma sentença qu eum juiz deu contra o professor Emir Sader, por fazer uma crítica ao presidente do PFL, num artigo em um site (agenciacartamaior.com.br), um juiz condenou-o a perda do emprego de professor, não vi repercursão nenhuma na mídia contra esse atentado a liberdade de expressão, nem sequer aqui mesmo no observatório da imprensa. Será que perseguir quem critica o PFL pode?
    Um abraço

  3. Comentou em 03/11/2006 Marco Vicente Dotto Köhler

    Sr. Francisco Campos , Porto Velho-RO – Revisor de acórdãos.
    Se a Veja fala a verdade, deve-se repensar o conceito de ‘verdade’.
    Diogo Mainardi ser o articulista mais inteligente do Brasil? De sua pena brota a verdade absoluta? Tenha dó…
    Petismo, nova adoração ao demônio? o quê isso significa?
    Alckmin, cristo reencarnado? ‘foi crucificado, morto e sepultado pelo povão, que preferiu o Barrabás ex-operário, nordestino, corintiano??’ ‘Guerra Santa’ contra quem não conhece a obra de algumas pessoas? Por quê? são menos humanos esses cidadãos? Não, são, humanos e cidadãos, tanto quanto o sr., Francisco Campos.

    Absurdas palavras as suas. Inacreditável e inaceitável tanto preconceito em um comentário só.
    Simplesmente lamentável.

    Abraço.

  4. Comentou em 02/11/2006 Mirna Vieira Vieira

    ora ora ora…. se o governo não reagir agora, vai reagir quando??? Se a gente não fizer nada agora, vai fazer quando?
    Quase perderam a eleição por causa da imprensa! Pode haver terceiro , quarto quinto turno graças a imprensa!!!
    Pelo amor de Deus, parem de se vitimizar !!!
    Essa luta caro senhor, trascendeu o pt, trancendeu o governo Lula… é uma luta de leitores e telespectadores INDIGNADOS que não aguentam mais tanta manipulação! Vão acordar para essa realidade quando?

  5. Comentou em 02/11/2006 Mauro Bertin

    Defendo a mais ampla liberdade de imprensa. Lutei toda a vida para ter o direito de ser informado. Mas todo o direito vai até que o leitor não seja prejudicado. Afinal como enquadrar a mídia no dirieto do consumidor, por que exigir ser tratado como cidadào pela mídia (brasileira) é pedir demais.
    A mídia (seus proprietários), e seus comunicadores estrela, estão no golpe contra a tenra democracia braileira, a mídia deve ter responsabilidade, por que o santo é de barro. Será que temos que ler os jornais argentinos, franceses, ingleses para saber o que esta acontecendo no nosso pais, como no tempo da ditadura.
    A mídia fez o papel de policial, juiz, sem ter mandato para isso, julgou, linchou, destrui reputaçòes, destruiu pessoas vide Escola de Base, mas não se curou de sua arrogancia.
    Sujiro que todos os politicos eleitos renunciem aos seus mandatos, e que sejam nomeados os comunicadores e seus patrões para administrarem o Brasil, os Estados os Municipios, para ver se teremos um país melhor.

  6. Comentou em 02/11/2006 Joao Mocorongo

    Dines:
    Voce quer convencer quem, afinal?
    Porque quem assiste seu programa e quem acessa este site são pessoas que leem jornais, assistem teve e não adianta você escrever estas bobagens porque todos sabemos que a imprensa fez um papel lamentavel nestes ultimos tempos. Moro em Santarem, PA. Sou possivelmente uma das pouquissimas pessoas do oeste paraense que assistiam seu programa. Voce perdeu mais um telespectador. Te cuida, o tempo esta correndo para ti…

  7. Comentou em 02/11/2006 Carlos Martins

    AD é irrecuperável. Assumiu de vez o papel, que presumo lhe traga benefícios, de defensor inabalável do cerceamento da liberdade de expressão praticado diuturnamente pelas oligopólicas megacorporações ‘midiáticas’, através de suas ‘colunas e ruínas’ e da editorialização perversa do pseudo-noticiário, desde as manchetes ‘escandalosas’, passando pelas enviesadas ‘caras e bocas’ dos bonecos falantes da ‘mídia’ eletrônica até o vocabulário, a paginação e a digramação cuidadosamente planejadas para distorcer a realidade. E ainda tem a cachimônia de se arvorar em guardião, acima do bem e do mal, da ‘liberdade de imprensa’. Que ‘liberdade’? Que ‘imprensa’? Assuma logo, AD, saia do armário, ouse dizer seu nome.

  8. Comentou em 02/11/2006 Carlos Martins

    AD é irrecuperável. Assumiu de vez o papel, que presumo lhe traga benefícios, de defensor inabalável do cerceamento da liberdade de expressão praticado diuturnamente pelas oligopólicas megacorporações ‘midiáticas’, através de suas ‘colunas e ruínas’ e da editorialização perversa do pseudo-noticiário, desde as manchetes ‘escandalosas’, passando pelas enviesadas ‘caras e bocas’ dos bonecos falantes da ‘mídia’ eletrônica até o vocabulário, a paginação e a digramação cuidadosamente planejadas para distorcer a realidade. E ainda tem a cachimônia de se arvorar em guardião, acima do bem e do mal, da ‘liberdade de imprensa’. Que ‘liberdade’? Que ‘imprensa’? Assuma logo, AD, saia do armário, ouse dizer seu nome.

  9. Comentou em 02/11/2006 Roberto Figueiredo

    O observatório da imprensa poderia mudar o nome agora para ‘defesa da imprensa’. Ao invés de monitorar o exercício da imprensa este espaço se tornou trincheira de defesa da imprensa contra o governo. Agora o governo federal se tornou o vilão da história e a imprensa é a vítima. Tenha dó!
    Fiquei longe do observatório da imprensa durante o segundo turno porque percebi que ele tomou partido na disputa mas parece que a perseguição contra o governo continua depois das eleições.
    Precisamos de um observatório da imprensa de verdade!

  10. Comentou em 02/11/2006 Roberto Figueiredo

    O observatório da imprensa poderia mudar o nome agora para ‘defesa da imprensa’. Ao invés de monitorar o exercício da imprensa este espaço se tornou trincheira de defesa da imprensa contra o governo. Agora o governo federal se tornou o vilão da história e a imprensa é a vítima. Tenha dó!
    Fiquei longe do observatório da imprensa durante o segundo turno porque percebi que ele tomou partido na disputa mas parece que a perseguição contra o governo continua depois das eleições.
    Precisamos de um observatório da imprensa de verdade!

  11. Comentou em 02/11/2006 Daniel Campos

    Dines, você e a ‘grande mídia’ estão apenas colhendo o que plantaram. Jogaram no lixo todas as regras do bom jornalismo, agora aguentem as consequências…

  12. Comentou em 02/11/2006 Roberto C.C

    Clima de ameaça? Paradoxo? É esta falta de sensibilidade que impressiona! O que falta à mídia, é colocar-se no seu devido lugar. Sair de sua adolescência e assumir responsabilidades, antes que acabe por se tornar um entrave à democracia.
    Enxergar as manifestações contra a mídia como comportamento exclusivo de um grupo – o PT – é, no mínimo, miopia. Eu nunca fui petista, não tenho intenção de aderir aos movimentos de esquerda (que tb merecem respeito) e, mesmo assim, estou perplexo com o comportamento irresponsável, pra dizer o mínimo, da imprensa.

  13. Comentou em 02/11/2006 Roberto C.C

    Clima de ameaça? Paradoxo? É esta falta de sensibilidade que impressiona! O que falta à mídia, é colocar-se no seu devido lugar. Sair de sua adolescência e assumir responsabilidades, antes que acabe por se tornar um entrave à democracia.
    Enxergar as manifestações contra a mídia como comportamento exclusivo de um grupo – o PT – é, no mínimo, miopia. Eu nunca fui petista, não tenho intenção de aderir aos movimentos de esquerda (que tb merecem respeito) e, mesmo assim, estou perplexo com o comportamento irresponsável, pra dizer o mínimo, da imprensa.

  14. Comentou em 02/11/2006 Márcia Coelho

    Dines, sua percepção e suas crenças conduzem você a estar refletindo dessa forma. Contudo, apesar de tudo, como sei que você é um homem comprometido com a democracia, proponho que reflita também sobre um outro viés. Acredito que não seja exclusivo dos petistas esse clima ácido entre os vencedores da eleição e a imprensa alinhada com os pontos de vista da oposição (a não ser que se compartilhe da opinião que a imprensa antipetista seja santa). Os perdedores também também estão rancorosos e ainda sob o clima de promover sucessivos constrangimentos a Lula e ao PT. Se considerarmos a nota da procuradora que acompanhou os depoimentos dos jornalistas da Veja à PF, temos que considerar a hipótese de ter havido uma boa dose de distorsão alarmista por parte dos jornalistas. Antes de abraçar uma versão precipitada sobre essa questão, creio que seja necessário considerar a possibilidade dos fundamentalistas da oposição estarem dispostos a perpetuar, pelas mesmas táticas vistas durante o processo eleitoral, o arranca-rabo com Lula e o PT. Muitos já deram várias declarações nesse sentido. O Jungmann, o Gabeira e o Roberto Freire, por exemplo, parecem bastante empenhados em criar mal-estar entre imprensa e governo federal. Do outro lado, Lula deu claros sinais de que quer maior abertura nas relações entre Planalto e imprensa. Aliás, quem foi condenado foi o Emir Sader, que está ideologicamente do lado oposto da Veja. Emir perdeu até o cargo de diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Uerj. Isso porque, segundo li no blog do Nassif, ele chamou o Bornhausen de racista, já que este vivia se dirigindo aos petistas como ‘essa raça de petistas’. Gostaria de saber, inclusive, se o Observatório da Imprensa vai comentar, ou não, o caso do Emir Sader.

  15. Comentou em 02/11/2006 José DuarteP.

    Penso que o Observatório da Imprensa também se deixou levar pelo clima de golpismo que imperou na eleição. A imprensa QUIS MUDAR O RESULTADO DA ELEIÇÃO!! Quem pode negar? A grande imprensa quis melar a eleição, quis direcionar a vontade do eleitor, quis alterar o resultado do jogo. PROCONSULT quis funcionar!!! Só que hoje existe uma rede de informação extra-grande imprensa que é a internet. Poucos perceberam. O Observatório certamente não percebeu. Pelo jeito, Dines, vocês continuam ‘observando’ a imprensa com lentes bifocais e invertidas.

  16. Comentou em 02/11/2006 Selmi Escobar

    Não seria o caso de estarmos discutindo a ofensiva da mídia contra a realidade?

  17. Comentou em 02/11/2006 Aldeir Ferraz

    Repensar com razão e emoção

    A ofensiva contra a mídia é o limite que chegou diante ao papel que se fez até hoje, ou seja, a grande imprensa achou e ainda se acha acima da sociedade e não parte dela.
    É preciso sim, repensar o papel da informação com razão e com emoção, pessoas sem credibilidade pautam as manchetes emitem opiniões como se fossem verdades e levam ao rídiculo nossa mídia.
    As urnas deram seu recado para os politicos, mas, também para a imprensa.
    A notícia tem que ser encarada com responsabilidade, pois, se não corremos o risco da banalização. O leitor, o ouvinte, o telespectador já começa a etender que a mídia de fulano tem um interesse,a de beltrano tem outro interesse e tudo se torna uma grande mentira pra se conseguir algo, a verdade, esta não dá lucro!
    Entendo que os profissionais desta area, ou deixem seus egos de lado e os ineresses menores e de grupos poderosos ou realmente ficaremos aprisionados sem a liberdade da verdade.

  18. Comentou em 02/11/2006 Thiago Pinheiro

    Pelo que eu leio aqui e em outros lugares, a culpa dos ataques à mídia é da própria mídia.

    Me lembra os casos de estupradores que dizem que só atacaram as vítimas pois elas provocaram passando com roupas sensuais demais.

  19. Comentou em 02/11/2006 Eduardo Oliveira

    É uma falácia este tipo de título, não estou aqui para defender nenhuma sigla partidária, mas e sensível observar as manchetes nos jornais desta semana sobre o caso dos sanguessugas, vocês repararam como ficou pequena as notícias e manchetes, afinal os meios de imprensa estava fazendo campanha para algum partido ou não?
    Vamos fazer a comparação dos jornais da semana passada para esta semana. Isto aí, veja como é suspeito estas edições tucanas e pefelistas da mídia!

    Não devemos permitir partidarizar o meio de comunicação nem para o PSDB, PFL E muito menos para o PT, porque só assim iremos finalmente romper com as últimas correntes que assolam os direitos de todos os brasileiros.

    Senhores(as), vamos refletir a situação e construir um país melhor!

  20. Comentou em 02/11/2006 irvando Mario Borges

    Caro Alberto,eu tambem não concordo com a ofensiva contra a Midia,porque não essa resposta que queremos.Queremos que os próprios veículos de comunicação façam uma alta análise do comportamento adotado no tocante as eleições.É louvável o comportamento e o amadurecimento do povo,dos eleitores brasileiros,por não se deixarem levar de clima de terrorismo que foi divulgado,ou imposto ou passado pela grande midia,contra o governo em favorecimento nítido e claro ao outro canditato.Eu fiquei tão indignado que deixei de assistir a telejornais e de ler revistas e jornais.Passei a procurar informações e notícias pela Internet,para tirar as minhas próprias conclusões.No meu modesto entendimento a imprensa deve:informar,denunciar,noticiar com total imparcialidade e os leitores ou espectadores analisarem e tirarem as suas conclusões.pois qundo se assume um lado ou toma se partido põe em xeque a credibilidade.Para o bem da democracia,vamos repensar o papel da imprensa.Obrigado,um abraço a todos e que DEUS os Abençoe.

  21. Comentou em 02/11/2006 joão neto

    Caro Dines, só pode ser brincadeira ou ironia muito enrustida esse seu comentário, ao insistir que diante do descalabro da cobertura das eleições por alguns meios ‘nem o governo nem o PT têm razão alguma’… Dar como fato o que não passa de ficção maldosa não seria também uma espécie de crime de estelionato? Além de mal jornalismo?

  22. Comentou em 02/11/2006 nelson perez de oliveira junior

    O Sr. Dines, está com a macaca coporativista assanhadissíma. Fatos:A
    Veja não fez queixa formal sobre os supostos abusos, apenas publicou sua versão e pronto todo mundo da grande mídia comprou a estória; a PROCURADORA FEDERAL que acompanhou os depoimentos, citada por VEJA como testemunha dos abusos negou que houvesse coação e que incorreções na condução dos depoimentos foram corrigidas no seu decorrer não causando interferência nos mesmos. Os procedimentos do PF MOYSES é incompatível e o do ED BRUNO, é o quê? Depende do benefício?

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