Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

JORNAL DE DEBATES > MÍDIA & VIOLÊNCIA

Ação em nome da solidariedade

Por Alberto Dines em 23/02/2007 na edição 421

A luta contra a violência pressupõe uma cruzada a favor da solidariedade. Mais do que as ações do governo e as promessas dos legisladores, o dado capaz de reverter a hegemonia do crime é a resposta firme da comunidade.


O gesto de João Cândido Portinari, filho do nosso maior pintor, ao abrir mão dos direitos autorais de cinco mil obras desde que utilizadas em mensagens contra a violência, começou com um e-mail dirigido a duas mil pessoas. Logo se converteu em notícia no Globo de segunda-feira (19/2) e, na quinta (22), ganhou a primeira página do Estado de S.Paulo. Alguém se mexeu e algo se moveu.


No receituário para combater o crime raramente aposta-se na vontade coletiva dos ameaçados pelo crime. Fala-se muito em cidadania, mas cidadania pressupõe um Estado de Direito – estágio político que, reconheçamos, ainda estamos longe de alcançar.


Comunidade é algo mais simples. Comunidade é filha dileta da comunicação. São palavras com a mesma raiz – indicam comunhão, identidade, afinidade.


A sociedade brasileira finalmente assumiu que está dominada pelo medo. Não é medo físico, mas medo do que nos espera se ficarmos quietos e calados. Este medo não tem sido aplacado pelos governantes, está sendo aplacado por aqueles que resolveram se juntar.


Estamos diante de uma outra inclusão, definitiva, articulada pelo nome mágico de Candido Portinari.

Todos os comentários

  1. Comentou em 24/02/2007 Fábio José de Mello

    Calma!, Saraiva. Que tal debater idéias no lugar de pessoas? Me rotular não leva a nada. De minha parte, acredito que a violência começará a diminuir quando as injustiças sociais forem aplacadas. Mas, continue demonizando o PT. É assim que se vai para frente. Dr. Bandarra, você nem me conhece para saber se eu freqüento ou não favelas. Seu discurso não me comove. Se existem miséria e favela, isso é apenas reflexo da mentalidade retrógrada da direitona babenta, que construiu a nação mais socialmente injusta do mundo e ainda se sente no direito de defecar regras. A direitona matou, censurou, torturou, deu golpes e ainda quer nos mostrar um norte? Quanto aos jornalistas, dr., saiba que a maioria recebe salário de fome, sofre com jornadas de trabalho abusiva etc. São eles que mostram para você a realidade das comunidades carentes, as mazelas sociais, a violência que tanto nos incomoda. Mais respeito com a categoria. É o tal negócio: os menos favorecidos sabem como é; os mais abastados tentam adivinhar.

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