Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

JORNAL DE DEBATES > LÍBANO

Acusados de roubar documentos são libertados

01/02/2007 na edição 418

Três jornalistas libaneses presos por 44 dias acusados de roubar provas ligadas à investigação do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafiq Hariri foram libertados sob fiança, informa a AFP [31/1/07]. O repórter Firas Hatum e os cinegrafistas Abdel-Azim Khayat e Mohammed Barbar, funcionários da emissora de TV privada New TV, foram acusados pelo procurador-geral Said Mirza de invadir a casa do ex-agente do serviço de inteligência sírio Mohammed al-Siddiq, detido na França acusado de participação indireta na explosão que matou Hariri em 2005. O promotor acusa os jornalistas de roubar documentos que seriam ‘provas importantes’ para o caso no apartamento de Siddiq em Beirute.


O ex-agente, preso em outubro de 2005 e libertado posteriormente, teria dito a investigadores da ONU que o ex-premiê foi morto por ordem dos presidentes libanês e sírio. O apartamento de Siddiq foi vasculhado pelos investigadores e depois interditado.


O assassinato de Hariri, que foi primeiro-ministro do Líbano de 1992 a 1998 e de 2000 a 2004, agravou a crise sírio-libanesa. Alguns meses antes do crime, o político havia deixado o cargo por se opor à influência exercida pela Síria sobre o presidente Emile Lahoud. A oposição libanesa culpa a Síria pela morte de Hariri.

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